javytaxime14 Javiera Hidalgo

Tradução para o português de "Revolución del Amor Propio." Sofía, após um doloroso episódio de rejeição, se vê lutando contra a bulimia. No hospital, ela encontra Andrés, alguém que compartilha sua luta. Juntos, eles enfrentam diversos desafios, incluindo o retorno do rapaz que a magoou. É uma história que envolve superação, amizade e amor, destacando que mesmo nas situações mais difíceis, sempre há espaço para a luz brilhar. *Esta história contém representações de distúrbios alimentares, autolesão e situações emocionalmente intensas que podem ser perturbadoras para alguns leitores. Recomenda-se discrição ao ler.


Dram Sadece 18 yaş üstü için.

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Renascer na Adversidade

Não conseguia acreditar no que estava acontecendo. As palavras de Carlos martelavam na minha mente como um eco persistente que se recusava a desaparecer. Fui atingida de maneira dolorosa pelo cara que eu estava a fim, e essa ferida se transformou na semente de uma batalha brutal contra mim mesma.


Fixei meus olhos na tela do computador, onde rostos perfeitos e corpos esculturais desfilavam diante de mim. A busca desenfreada pela perfeição tomava conta dos meus pensamentos, como uma sombra persistente que não queria se dissipar. Inspirada pela competição implacável das redes sociais, me joguei em um caminho obscuro de dietas extremas, imitação obsessiva de vídeos na internet e o constante desejo de atingir um padrão inatingível.


Uma manhã, depois de horas de exercícios extenuantes e uma dieta implacável, me deparei com o espelho insatisfeita com a imagem refletida. Lágrimas brotaram dos meus olhos, mas minha mente insistia que não era suficiente. A autoexigência se transformou em um chicote que castigava cada canto do meu ser, e eu caí em um abismo autodestrutivo do qual não conseguia escapar.


Meus amigos começaram a perceber as mudanças no meu comportamento e aparência. Sussurros preocupados e olhares inquietos se entrelaçavam ao meu redor, como um lembrete constante de que algo estava errado. Maria, minha melhor amiga, veio até mim um dia com uma expressão profundamente preocupada.


—Sofia, o que está acontecendo? Você perdeu muito peso ultimamente, e todos nós estamos preocupados com você — disse Maria, seus olhos refletindo a apreensão dos outros.


Tentei desviar a conversa, mas a preocupação já havia sido expressa em palavras.


Minha família também se envolveu na intervenção.


—Filha, estamos preocupados com a sua saúde. Pode nos dizer o que está acontecendo? — perguntou minha mãe, com uma expressão angustiada no rosto.


Me senti acuada pelos olhares penetrantes deles, mas, em vez de me abrir, me fechei ainda mais no meu próprio mundo de autodestruição.


—Não é nada, só estou tentando cuidar da minha aparência. Há padrões que eu preciso cumprir — respondi evasivamente, mas minhas palavras não conseguiram acalmar os medos deles.


Um dia, depois de uma série de dietas extremas e episódios de compulsão alimentar, meu corpo finalmente cedeu à pressão que eu mesma impunha. Acordei em um quarto de hospital, cercada por monitores e pelo constante zumbido das máquinas.


Minha irmã estava ao meu lado, com os olhos vermelhos de tanto chorar.


—Sofi, por favor, me diz que isso vai mudar. Não suporto te ver sofrer desse jeito — murmurou, apertando minha mão.


Foi nesse momento que finalmente comecei a entender a gravidade da minha situação. Não eram apenas os números na balança ou os tamanhos de roupa. Eu estava perdendo muito mais do que podia ganhar com cada quilo perdido.


A terapia no hospital foi intensa, mas necessária. Foi em um desses dias que conheci Andrés, um rapaz da minha idade, cujos olhos refletiam a mesma luta interna que eu travava.


Durante uma sessão de grupo, compartilhamos nossas experiências e medos, construindo um vínculo silencioso que ia além das palavras.


Numa tarde em que Andrés e eu compartilhávamos histórias sobre nossas vidas antes da doença, ele falou sinceramente:


—Lembro-me quando percebi que precisava de ajuda. Foi como se meu corpo e mente finalmente concordassem que era hora de desistir.


Concordei, sentindo a profunda conexão que se formava entre nós. Depois disso, nossa amizade cresceu, e nos tornamos cúmplices nessa batalha contra nossos próprios demônios.


Em uma de nossas caminhadas diárias pelos corredores do hospital, encontrei Carlos. Seus olhos se encontraram com os meus, e eu soube que era o momento de enfrentar meu passado.


—Oi, Sofia. Precisamos conversar — disse Carlos com seriedade.


Andrés, sempre ao meu lado, apertou minha mão em sinal de apoio.


—O que você quer, Carlos? — perguntei, tentando mostrar uma indiferença que não sentia completamente.


—Sinto muito. Eu estava errado com você. Fui cruel e egoísta. Não tinha o direito de te tratar assim — explicou Carlos, seus olhos mostrando um rastro de arrependimento.


Andrés interveio, me defendendo.


—Não acho que tenha algo a dizer a ela, amigo. Sofia passou por muito mais do que você pode entender.


Carlos suspirou, reconhecendo a gravidade da situação.


—Só quero corrigir meus erros. Podemos ser amigos, pelo menos.


Olhei para Andrés e decidi assumir o controle da situação.


—Na verdade, Carlos, este é meu namorado, Andrés. E não precisamos da sua amizade.


Andrés, desempenhando seu papel, se colocou ao meu lado e me cercou com o braço.


—Oi, Carlos. Sofia me contou muito sobre você. Como está?


Carlos titubeou, desconcertado com a situação.


—Ah, eu... Bem, fico feliz que esteja aqui para apoiá-la. Vocês são realmente namorados?


Sorri com determinação.


—Sim, somos.


Andrés assentiu, desempenhando seu papel perfeitamente.


—É verdade. E estamos nos ajudando mutuamente nesta fase de nossas vidas.


Carlos parecia desconfortável, mas não desistiu facilmente.


—Bem, fico feliz que esteja encontrando o apoio que precisa, Sofia. Nos vemos por aí.


Quando Carlos se foi, soltei um suspiro de alívio.


Andrés me olhou com admiração.


—Então, somos namorados?


—Sim, Andrés. Quero que ele veja que não sou mais a mesma garota que ele rejeitou. Quero que todos saibam que agora me valorizo o suficiente para não permitir que alguém mais determine a minha felicidade.


À medida que continuamos nossa jornada de recuperação, Andrés e eu realmente nos apaixonamos. Nossa relação falsa se transformou em uma história de amor genuína, baseada na confiança, apoio e compreensão mútua. A adversidade se tornou nossa fortaleza, e Carlos, no final das contas, se tornou um lembrete de quão longe chegamos.

14 Şubat 2024 00:00 0 Rapor Yerleştirmek Hikayeyi takip edin
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Son

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Javiera Hidalgo 🇪🇸: Chilena, viviendo en Santiago, escritora novata (por ahora al menos 😊). Creo que, como escritora, todo lo que necesitan saber es que soy espontánea. También me gusta crear historias en las que le doy una perspectiva única a los personajes y situaciones. /// 🇬🇧: Chilean, living in Santiago, novice writer (for now at least 😊). I think, as a writer, all you need to understand is that I am spontaneous. I also like to create stories where I put a unique spin on characters and situations.

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