alexisrodrigues Alexis Rodrigues

Alisson Archer é uma veterana de guerra cansada da vida na cidade Zuzu após sua dispensa da Marinha. Desejando mudar de vida, deixa os resquícios de sua antiga vida para trás para voltar ao seu lar, a fazenda Archer, na Vila Pelicanos. O que ela não esperava é que esse retorno resultaria em mais um reencontro com o passado: o também veterano cabo Kent, do Exército. Juntos eles descobrirão que não há como verdadeiramente fugir do passado e que algumas guerras precisam ser lutadas – por mais dolorosas que elas sejam.


Hayran Kurgu Sadece 18 yaş üstü için.

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Capítulo Um - Dia Um de Primavera, Ano Um

Eu sei que tem leitor que pula avisos e notas, mas tenham dó de mim e não façam isso, fantasminhas ;_; Eu coloco avisos e notas por um motivo, poxa, lê aí, nunca te pedi nada.


Avisos

A fanfic apresentará cenas contendo embriaguez, síndrome de abstinência alcóolica, consumo de cigarro, menções à guerra, TEPT, questões relacionadas à amputação de um membro, menções a cenários de batalha, nudez, sexo.


Notas da autora

Essa fanfic completou, em outubro de 2021, um ano parada.

Eu estava esperando pela atualização do jogo para celular (porque já faz quase um ano que saiu a atualização nova pra outras plataformas e pra mobile nada, mesmo que o Eric esteja já envolvido no desenvolvimento de outro jogo) porque queria saber o que teria de novo pra usar na fanfic, mas cansei de esperar e decidi que vou tomar algumas liberdades com o universo de SV aqui na fanfic.

Afinal de contas, fanfic é fanfic, né?

Nunca vou perdoar o Eric por não deixar a gente casar com o Kent ou com outros cadados no jogo porque acho que a opção de divórcio deveria valer pros NPCs também, então, pra compensar minha frustração por isso e pelo fato do nosso veterano não ter muito da sua história contada (o que é uma lástima sem fim), estou fanficando novamente.

Dito isso, vou tomar várias liberdades artísticas. Antes a gente não teria muita coisa do Shane, mas eu decidi começar uma save nova no jogo só pra fazer a jornada da Alisson lá, e eu vou usar coisas dessa save dentro da fanfic, então agora o Shane vai aparecer mais na história.

A fazenda dela é a padrão (antes era a remota, com monstros à solta durante a noite, mas eu desisti daquela save e comecei outra do zero) e no momento em que essa fanfic tá sendo reescrita, eu tô na metade do verão do primeiro ano, não muito distante de onde a história começa.

Eu precisava de um clima de fazenda pra me tirar do drama denso em que eu mergulhei recentemente (de novo). Vai ter drama aqui (e talvez vocês estejam se perguntando como, tendo drama, eu estaria saindo de um clima denso), mas terá muita leveza também, porque minha sanidade depende disso.



(Imagem da Alisson atualmente. Nessa save eu fiz ela mais parecida -dentro do possível- com a Demi Moore, haha).


~


Monachopsis: O sentimento sutil mas persistente de estar fora de lugar.

Seis horas da manhã.

Alisson se virou em sua cama, desistindo de dormir, tateando sua Glock sob o travesseiro ao lado e se certificando de que ela estava no lugar. Se sentando com as costas contra a parede, se sentia exausta. Não por não dormir, mas porque sua mente não parava com todo aquele barulho.

As explosões, os gritos, o sangue. Todo aquele sangue!

Sua mão receosamente tocou sua coxa esquerda. Ela não queria olhar, mas que outra opção tinha? Ignorar o problema não o faria desaparecer. Engoliu a seco e seus olhos pousaram sobre o que restava de sua perna. Ela sabia que depois do período de recuperação, poderia voltar ao serviço na marinha, mas quando encarava seu coto, se perguntava se seria mesmo capaz.

Questionar suas próprias capacidades foi o que lhe rendeu uma dispensa honrosa, no fim das contas.

Agora se encontrava em seu pequeno apartamento, um cubículo minúsculo, verdade fosse dita. A cidade Zuzu estava cada vez mais abarrotada de gente, e encontrar trabalho lá seria difícil.

Ela estava enjoada de todo aquele ruído ao seu redor. Queria respirar ar puro, se fosse possível, queria algum lugar onde pudesse ser útil, produtiva de alguma forma.

Aquela cadeia de pensamentos a fez encarar sua mesinha de cabeceira mais uma vez naquela semana.

Abriu a primeira gaveta, tirando dela uma carta de seu pai, ainda selada. Respirou fundo, imaginando o que ele teria escrito tantos anos antes, e no fim quebrou o selo roxo para lê-la de uma vez.

Minha querida Alisson,

Se você está lendo isso, significa que você está desesperada por uma mudança na sua vida.

Ela parou de ler na mesma hora, rindo de nervoso.

– Morto há mais de uma década e ainda me conhece tão bem...

Continuou sua leitura.

Muito tempo atrás, a mesma coisa aconteceu comigo. Eu perdi de vista o que mais importa na vida: vínculos concretos com a natureza e outras pessoas. Foi então que eu decidi largar tudo e me mudar para o meu verdadeiro lar, na Vila Pelicanos. Meu verdadeiro lar e berço seu e da sua irmã Caroline.

Meu maior arrependimento não foi impedir você de ir embora para lutar nessa guerra infindável. Espero que não seja tarde demais para você quando abrir essa carta, Alisson. Não espere o pior acontecer para voltar para casa. Caroline sempre pareceu aventureira demais para se contentar em ficar na fazenda, mas sei que tudo o que você sempre quis foi pertencer a algum lugar.

Espero que um dia entenda que a sua casa sempre foi aquela fazenda. Sinto muito se precisou partir e procurar por uma em outro lugar. Por favor, aceite as desculpas de um velho falho. Eu dei o meu melhor, fiz o que pude, mas sou apenas humano.

Volte para casa, minha filha, e pare de lutar as lutas alheias. Lute por si mesma ao menos uma vez. Lute pelo seu futuro.

Em anexo você encontrará a escritura para a fazenda Archer. O meu bem mais precioso agora é seu. Eu sei que você vai honrar a nossa família, minha garota. Boa sorte.

Com amor, papai.

P.s.: se o Lewis ainda estiver vivo, mande um oi para ele pelo seu coroa, tá?

Naquele momento sentiu uma imensa saudade de seu pai. O que ele diria se a visse como estava? Sentiria tristeza? Teria vergonha? Estaria decepcionado em ver o estado dela?

Era tarde demais para aquelas perguntas, mas ela não poderia passar o resto da vida imaginando como ela seria e não a vivendo.

Bocejou preguiçosamente, pegando suas muletas para sair da cama. Depois de um banho quente e demorado na banheira, onde podia se sentar sem correr risco de se desequilibrar e cair, se secou bem, colocando o liner sobre seu coto antes de encaixar a prótese de sua perna. Vestiu seu uniforme preto e colocou sua boina, de mesma cor.

Calçar as botas foi algo estranho, considerando que só lhe restava um pé, mas a prótese calçada deveria lhe dar algum sentimento de normalidade.

Deveria, mas o conceito de normalidade para ela agora parecia uma lembrança distante.

Na guerra, o conceito de ‘‘normal’’ era... Complicado de definir. Ela tinha ordens a cumprir e era tudo o que importava. Não deixar ninguém para trás, também. Aquela era uma regra que todos deveriam cumprir, e sempre que olhava para seu coto se pegava pensando que se seus companheiros tivessem ignorado aquela regra e continuado, não teriam morrido tentando salvá-la.

Então cada vez que Alisson ficava de pé, se lembrava de que tinha uma única missão a cumprir.

Continuar vivendo.

Porque ela tinha uma dívida com eles, uma que nunca poderia pagar, não importando o que fizesse.

Era nisso que pensava enquanto fazia as malas para deixar o cubículo que chamava de apartamento. Não havia muita coisa para levar além de suas roupas. A maioria dos livros que teve acabou dando para outras pessoas, e todos os seus CDs ela mesma havia jogado fora.

Não conseguia mais ouvir música alguma.

Olhou para o apartamento uma última vez antes de pegar as duas malas de rodinha. Não sentiria falta do lugar onde quase nunca ficava. Ela era um fantasma naquele apartamento.

Estava na hora de virar gente de novo.

Deixou as chaves com o senhoria, que ficou surpresa tanto em vê-la quanto com o fato de ela estar partindo. A senhora Magda sempre foi bastante amável com Alisson. Certamente era um pontinho de luz em meio à escuridão da cidade Zuzu.

Pegando o primeiro táxi disponível, teve que enfrentar um congestionamento até chegar na rodoviária. Membros das forças militares não pagavam passagem, mas precisavam apresentar seus documentos para garantir sua passagem, e assim ela o fez no guichê. A jovem atendente parecia confusa com alguma coisa, e por um momento, Alisson considerou perguntar qual era o problema.

Mas falar com pessoas era cansativo, e ela se ateve ao que era apenas necessário antes de finalmente se sentar em um dos bancos próximos da porta de saída, para esperar a hora da partida.

Ela se recostou à cadeira de plástico, se mantendo longe do alcance do ar-condicionado, observando a movimentação do lado de fora, através das portas de vidro. O tempo estava começando a fechar, com grandes nuvens cinzentas começando a cobrir o céu.

‘‘Só porque eu estou voltando pra casa?’’, indagou consigo mesma a respeito da chuva iminente.

Casa.

Ela imaginava se ainda haveria uma casa de pé para ela lá. Fazia tanto tempo, e aquela casa já era velha quando ela era uma garota. Provavelmente estava largada às traças, ela teria muito trabalho para repará-la e torná-la habitável, mas era o de menos.

Não dispunha de muito dinheiro para gastar, então precisaria ser cuidadosa. Provavelmente teria que limpar a terra da fazenda toda antes de arar e preparar a mesma para sementes.

Porque se tinha alguma coisa que dava certo na fazenda Archer era o plantio. Foi a principal fonte de renda da família, era o que seu pai havia ensinado ela e Caroline a fazer, além de criar animais, vender leite, fazer queijo, e tantas outras coisas.

A vida simples.

Uma vida que ela não reconhecia que era boa naquele tempo.

– Tenente?

Ela se assustou ao ouvir alguém a chamar assim de novo. Fazia um bom tempo que ninguém se referia a ela assim, já que, tecnicamente, estava aposentada, que chamá-la pela sua antiga patente era o mesmo que invocar um fantasma.

E quando se virou para ver quem a chamava, aquele fantasma criou um corpo perante seus olhos, batendo continência. Ela engoliu a seco, sentindo seu coração acelerar, quando reconheceu aquele rosto.

As olheiras continuavam fundas, o cabelo louro-escuro agora estava mais curto, aparado, e a barba por fazer também não estava mais lá, mas aquele olhar cansado, não, exausto, continuava o mesmo. Com ou sem seu uniforme de cabo, ela o reconheceria em qualquer lugar. Como poderia esquecer, afinal, do único que restara vivo para arrastá-la para a segurança?

– Cabo? – ela se levantou, incerta do que deveria dizer. Jogar conversa fora não era exatamente uma opção, ela não saberia como jogar conversa fora com ele. – Eu não esperava vê-lo por aqui.

– Estou voltando pra casa – ele disse enquanto puxava as alças de sua mala sobre o ombro.

– Oh – ela desviou o olhar.

– Fui dispensado – ele engoliu a seco.

Ela assentiu em silêncio enquanto pensava no que dizer.

– E você? – ele perguntou.

– Eu... Pedi pela dispensa, na verdade.

– Por que faria isso? – ele franziu o cenho.

Ela suspirou, dando de ombros.

– É complicado.

O cabo assentiu, baixando a cabeça por um momento.

– Então... – ela pigarreou, sentindo-se sem graça com aquele silêncio. – Onde mora? Pensei que era daqui.

– Me mudei daqui com a minha família há uns anos – a fitou. – Moramos na Vila Pelicanos, agora.

– Sério?

– Sim, por quê?

– Eu estou indo pra lá.

– Se mudando?

– Voltando, tecnicamente – admitiu. – Eu nasci lá.

– Ah. Está esperando o ônibus das 11h?

– Sim. Você também?

– É. Se importa se eu esperar com você, tenente?

– Não, não – e se voltou para as cadeiras, sentando-se em uma.

As pessoas saíam da guerra, mas a guerra não saía delas. Coisas simples, como um cargo, uma patente, um bater de continência.

O cabo se sentou ao lado da tenente para começar a jogar conversa fora. A ideia, que antes não lhe agradava nem um pouco, começava a parecer mais tragável.

Especialmente considerando o fato de que teriam muito tempo para matar até chegar à Vila Pelicanos.

Aquela seria a primeira vez de fato que teria uma conversa de verdade com Kent.

~


Eu fiz uma fichinha pra Alisson baseada num template de uma usuária do Reddit (creditos a ela na lateral da imagem). Já tem uns spoilers pra vocês nessa imagem, mas eu realmente queria saber o que vocês acham da fanfic, considerando que eu basicamente tô escrevendo outra fanfic por inteiro em vez de só reescrever umas partes (como era o plano original) e mudei o cast dela (o inferno que é fazer uma capa usando imagens de um cast de onde me baseei em seus papéis antigos, olha...).

Gostaria de saber o que vocês querem ler nessa fanfic (algum ponto que talvez eu não tenha considerado colocar, talvez), e com quem acham que Alisson deveria se casar (e se ela deveria se casar com algum dos doze lá). Tenho os meus planos pra essa fanfic, mas seria legal construir a narrativa com vocês. Me digam o que acham nos comentários e deixem um amei pra dar uma força ;)

08 Aralık 2021 08:02:40 0 Rapor Yerleştirmek Hikayeyi takip edin
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Sonraki bölümü okuyun Capítulo Dois - Dia Um de Primavera, Parte Dois

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