saaimee Ana Carolina

Desbloqueou a tela e ativando o wi-fi, aguardou por notificações. Apareceram no topo e-mails da faculdade, mensagens de grupos que ele não se importava, o pedido de amizade de alguém que odiava e outras de diversos aplicativos que só consumiam sua bateria. Tudo, menos a mensagem de quem queria ver. ------------------------------------------------------------------- Todos os personagens aqui pertencem a mim e TsukiAkii. Portanto postar/reproduzir esta estória em qualquer página sem a minha autorização é completamente proibido. Plágio é crime e eu tomarei providências. → Capa tirada do site: pixabay. ✼ Postar esta estória em qualquer página sem a minha autorização é completamente proibido.


LGBT+ Всех возростов. © Todos os personagens aqui pertencem a mim e TsukiAkii.

#gay #au #shounen-ai #cafe #personagem-original #ocs #lucius #mischief #coffee-shop
Короткий рассказ
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Capítulo Único

Outro gole na caneca e um novo suspiro surgiu. Cansado de tanto reler as mesmas palavras, o rapaz esticou o corpo, estendendo os braços no ar. Depois, derrubando os ombros, olhou ao redor vendo pessoas fazendo fila para pegar seu café no balcão e em mesas, não muito distante da sua, jovens tirando fotos de seus copos enquanto riam das conversas bobas.

Um curto sorriso surgiu em seu rosto ao se virar para a janela ao seu lado. Assistiu, ali em silêncio, o movimento de carros daquele meio de tarde de outra semana agitada tomar conta das ruas.

Esse era seu lugar favorito. A música era agradável, as pessoas traziam calor e o café era um dos melhores em sua lista de cinco estrelas. Entretanto, sempre que o rapaz aparecia ali, significava que estava carregado de trabalhos.

Seus olhos miraram em seu laptop mais uma vez vendo o Word aberto onde duas páginas estavam repletas de palavras e imagens. Estava satisfeito com aquilo, porém sabia que ainda precisava preencher outras três se quisesse tirar uma nota decente naquela matéria.

Ele era bom com palavras e um trabalho assim nunca foi problema, entretanto estava tão cansado de repetir introduções e os mesmos textos que já não sabia o que fazer para preencher o vazio.

Se inclinando para trás na cadeira, esticou as costas soltando um bocejo. Também não tinha dormido direito na noite anterior por conta do serviço. Não reclamava, mas detestava ter que ficar correndo em círculos quando não conseguiam concluir nada.

Se apoiando na mesa, pegou o celular no canto e com um clique viu a tela de bloqueio brilhar mostrando a foto de seus dois gatos. O sorriso em seu rosto foi quase automático. Era quase possível sentir sua energia se revitalizando só por ver as carinhas peludas de narizes rosados que tanto amava.

Desbloqueou a tela e ativando o wi-fi, aguardou por notificações. Apareceram no topo e-mails da faculdade, mensagens de grupos que ele não se importava, o pedido de amizade de alguém que odiava e outras de diversos aplicativos que só consumiam sua bateria. Tudo, menos a mensagem de quem queria ver.

Tentando não bufar, abriu o aplicativo verdinho no canto da tela e rapidamente correu para a última conversa que tiveram. A última mensagem que lhe mandou dizendo que estaria estudando o dia todo ainda estava ali com aquela marquinha azul de visualização.

Suspirando, pensou que Lucius provavelmente não disse nada em resposta para evitar atrapalhar seus estudos e, jogando o celular de lado, reclamou internamente desejando que o homem fosse um pouco mais egoísta e atrapalhasse seus planos de vez em quando.

Considerou mandar uma mensagem para se descontrair perguntando onde estava ou o que estava fazendo. Pensou até que mandar um único emoji seria o suficiente. Qualquer coisa só para vê-lo respondendo. Porém não fez. Ao invés disso, resolveu retomar o trabalho odiando cada minuto daquela tarde infinita.

O rapaz nem tinha se dado conta do tempo que passou naquela cafeteria ou de quantos copos acabou pedindo, entretanto, agora, começava a acreditar que estava perto de terminar seu texto. Somente esse pensamento foi o suficiente para enche-lo de determinação e acabar com isso de uma vez, sem nada para desviar seu foco.

Claro que de quando em quando parava para pensar no que faria depois que terminasse tudo, se deveria avisar Lucius ou se seguiria para casa. Pensando nisso, olhou para a contagem de palavras no canto da tela e percebeu que precisava de mais meia página para finalizar tudo. A satisfação aliviou a tensão em seus ombros o fazendo debruçar sobre o laptop quentinho, sorrindo contente consigo mesmo.

Fazer isso foi um erro, porque agora ele não queria se levantar. Não queria continuar. Queria só dormir! Por um curto instante sentiu-se como seus gatos se sentem sempre que ele tenta trabalhar em casa.

— Pensei que fosse estudar.

A voz passando ao seu lado o despertou fazendo seus olhos se abrirem automaticamente e seu corpo se ajeitar. Parando em frente a sua mesa, Lucius o encarava segurando um copo pequeno de café.

Seu coração disparou.

— Eu... Tava estudando – Riu sem jeito, tentando disfarçar a surpresa em seu peito. — Na verdade, meu trabalho está praticamente pronto.

— Hm... – se sentando na cadeira a frente, sorriu antes de olhar convencido para o rosto de Mischief. — Muito bem.

Aquilo não era nada. No máximo podia até ser sarcasmo. Entretanto ouvir aquelas palavras fez o jovem sentir seu peito queimar. Ele adorava elogios e ouvir um vindo de Lucius era ainda mais especial.

— Mas o que faz aqui? – Perguntou, desviando o olhar para a tela do laptop apertando nervosamente ctrl e b.

— Achei que te encontraria – Tomando um gole do café respondeu, olhando ao redor. — Já fazia tempo que tinha me mandado a mensagem.

— E se eu não estivesse? Deveria ter me avisado antes – Falou rindo como se não se importasse, mas em sua mente sua voz gritava que deveria ter feito isso para que ele pudesse se preparar para recebe-lo.

— Eu tomaria o café e iria embora.

— Ah... Faz sentido também – Concluiu, fingindo não sentir a pontada em seu peito com o desdém na voz.

— Mas te encontrei. Como eu queria – Continuou, fazendo Mischief o olhar por baixo. — Então, quando estiver pronto eu te levo para casa.

Lucius não demonstrava em seu rosto, mas se preocupava com ele. Mischief amava isso. Amava tanto que queria se odiar.

— Talvez demore mais uns... 30 minutos?

— Ainda tenho café aqui.

— Ótimo – Finalizou se virando para o computador. Não sabia como iria trabalhar o final do texto agora que o homem estava a sua frente, mas estava determinado a fazer isso e sair dali com ele. — Você disse me levar, mas vai ser pra sua casa ou pra minha?

A pergunta carregava um tom sarcástico e até lascivo o suficiente para trazer um sorriso ao maior que olhava para os lados.

— Pra minha. Não quero que seus filhos vejam o que vou fazer com você.

Mischief sorriu, mesmo que por dentro seu corpo inteiro estivesse explodindo fogos de artificio, e com um olhar satisfeito se voltou para o computador. Ele precisava terminar isso agora mais do que nunca.

3 марта 2020 г. 17:32:45 0 Отчет Добавить Подписаться
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Об авторе

Ana Carolina Mãe de 32 personagens originais e outros 32 adotados com muito carinho, fanfiqueira nas horas vagas e amante das palavras em período integral. Apaixonada demais e, por isso, sou tantas coisas que me perco tentando me explicar. Daí eu escrevo. ICON: TsukiAkii @ DeviantArt

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