makitasama Makita Sama

Ser uma jovem branca e filha de senhor de escravos não é fácil, principalmente se é a favor da liberdade aos negros, enquanto que seu pai preferiria tudo menos isso, afinal, perder seus privilégios é horrível e machuca ao saber que teria de fazer tudo sozinho. Contudo, mesmo sabendo desse lado horrível do seu pai, acabou por se apaixonar pela escrava adolescente perfeita, Alika, e fez de tudo para ter uma vida junto a ela.


LGBT+ 21+.

#romance #histórico #suicídio #Brasil-Império
Короткий рассказ
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Coragem libertadora

GATILHO: SUICÍDIO

Os homens trabalhavam e os movimentos eram fortes, cheios de ódio, raiva, pelos maus tratos recebidos ao quase contato com o homem branco e este pensando apenas em ter uma vida sem quaisquer tarefas, pois negros servem para isso não é mesmo? Que mundo horrível para não ser branco.

Porém, nem todos pensam da mesma forma ou jamais teriam conseguido a mudança, ou seja, os direitos aos povos vindos de maneira forçada e tendo condições cruéis de vivência.

Uma dessas pessoas é Isabel, filha do homem rico, jovem com mente aberta e nada condizente com a sua época, além disso, não conseguia ver e entender a necessidade dos negros serem inferiores somente pela cor da pele, algo sem qualquer coerência.

A linda jovem observava uma escrava de mesma idade, corpo magro, peitos pouco avantajados, bunda grande e pernas grossas, o prato cheio ao estupro e aos filhos frutos desse ato medieval.

Lógico, os pais de Isabel não podiam saber disso ou seria mal vista por todos e os castigos seriam maiores do que podia imaginar, mas o pior seria ter de bater no lindo corpo de Alika, para entender a tortura.

Nisso a noite chegara e as estrelas brilhavam da mesma maneira que os olhos castanho-claros, pois sabia ser o momento certo para chamá-la e dizer tudo o que sentia pela escrava sem nome.

— Diga-me moça bonita, qual és teu nome? — O corpo torturado tremia pelo medo de receber mais crueldades nas mãos brancas e de contraste nessa noite brilhante. — Pois não se sinta acuada bela preta radiante, quero somente conhecê-la e nada mais.

— Vou confiar em tu, branca com ar moderno, mas caso conte meu nome, temo que irá contar ao homem branco. Contudo, noto seus olhares cortejando-me há meses e nada entendo vindo disso.

— Acalme-se, olho-te apenas por ser linda e não deveria receber tamanha loucura por meu pai e outros brancos, então posso-me criar-te confiança? Lembre-se que quero somente a vosmecê a mais ninguém.

Uma bonita jovem branca para ter confiança de uma linda negra era difícil, pois as dores sempre proviam desse povo louco e sem sentido, mas que se sentiam superiores.

Conversa longa, porém finalizada ou nenhuma teria seu momento de sono e uma escrava sem dormir causaria maiores dores ao seu corpo como punição.

Por mais que não parecesse, às outras pessoas ouviram todo o diálogo e sabiam do real destino dessas garotas, um coração partido e uma morte.

— Em minhas mãos não haverá a morte. — disse Isabel antes de sair e a escrava apenas pensava nessa frase, a ponto de chegar a sonhar com a voz.

Sonhar era a única opção para quem nem futuro tinha, porque mesmo com as palavras da branca, continuava uma mera ficção.

Antes de o sol bater, foram acordadas e o trabalho começou, colocaram a mesa do café da manhã e claro, a cozinha ao lado com vários brancos sentados, mas isso é só uma pequena parte em relação às escravizadas diante das tarefas na cozinha de preparação dos alimentos e das louças.

Isabel não aguentava ver humanos sendo tratados como animais selvagens prestes a serem dominados e queria apenas a mudança e seu maior desejo era de libertá-las, mas não podia por ser a honra da família.

Contudo a noite chegou e a jovem negra veria aquela que apareceu em seus sonhos, dando-lhe felicidade, além de um pouco de paz de espirito.

— Tenho medo, mas sinto-me mais calma junto à vosmecê, donzela.

— Sua vida será melhor, acredite em mim, preta dos meus melhores sonhos e, mesmo sendo demasiado errado e imoral, quero-te beijar, amada minha.

— Faça, pois tens chances de ser meu único prazer enquanto escrava. E senta-se calma, porque essas senhoras jamais contariam aos brancos odiosos.

Os lábios marrom-claros se juntaram aos de tom vermelho-claro, realizando lhe um beijo rápido, porém intenso e com uma troca de línguas maravilhosa. Fazendo-a sentir-se como jamais havia e gostara de aprender novas sensações junto ao seu amor.

As negras se surpreenderam bastante por ser possível, uma garota filha, do senhor, estar apaixonada e, ainda por cima, pela escrava adolescente mais nova e de cabelos volumosos pretos como a noite sem nuvens.

— Posso pedir-lhe mais um? — Devido ao desejo dela, Alika mal podia se conter e lhe deu outro com ainda mais intensidade, sem contar nos sentimentos amorosos e sexuais envolvidos.

— Agradeço pelo carinho, porém temos de voltar ao sono ou seremos punidas, não só nós negras, mas vosmecê também, jovem branca cheia de liberdade.

Assim que a adolescente saiu da senzala, começou uma longa discussão entre as escravizadas e várias diziam ideias de como fugir dessa vida horrível, porém ninguém conseguia entrar em acordo e preferiram dormir para terem certeza de um dia ruim, mas nem tanto.

Enquanto isso, passos lentos eram feitos para não acordar os pais e voltara ao quarto sem esquecer-se dos atos anteriores de tão bons.

Infelizmente o amor romântico já havia tomado o coração de Isabel, porém teria de esconder dos seus responsáveis ou sofreria as punições, ou seja, a garota negra receberia de suas mãos a tortura.

Ao acordar, notou ser cedo demais, sequer tinha sol no céu, contudo olhou para a janela e ela estava lá com um sorriso no rosto.

— Conseguimos montar um plano de fuga, contudo tudo começará mês que vem, pois nada é concreto e vosmecê vai nos ajudar? — Olhos brilhavam e a resposta foi positiva ao máximo.

— Ajudarei no que for necessário, mas apenas conseguirei tempo se eles tiverem algum compromisso com meus parentes.

— Entendo bem, Iemanjá— Trocaram beijos e se despediram, porque ainda era cedo para uma filha de dono de escravos estar acordada e com certeza começariam a desconfiar.

Quando a jovem acordou, já havia o café da manhã pronto e um aviso quanto a um encontro de adultos da família, por isso era o momento certo para armarem o plano de fuga.

Vários diálogos sem chegarem a lugar nenhum, até que a branca dos olhos claros deu sua ideia principal.

— Faremos dessa forma, entenderam? E não se esqueçam dos homens, pois a maior força virá deles.

— Com certeza e nada de temer aos homens brancos! — As ideias foram aprovadas e extremamente adoradas, porém teriam de construir essa relação durante o mês de luta discreta.

No momento em que quase nenhum escravo apareceu havia preocupação por parte do homem branco e por algum motivo, sua filha, Isabel, também não aparecia há dias.

Com isso, ele convocou a policia local para buscá-la e eles não deveriam parar enquanto não a encontrarem.

Todos concordaram e a busca havia começado. Homens brancos com armas começaram seu trabalho e mandavam notícias conforme fatos eram descobertos.

Enquanto a busca acontecia, as mulheres e homens negros aproveitavam sua liberdade pela primeira vez, com isso utilizavam das línguas africanas e o português aparecia apenas nas conversas junto a Isabel.

— Por que saiu do seu conforto? — A resposta foi imediata e sequer hesitou ao falar.

— Porque amo essa linda jovem dos cabelos pretos e não poderia abandoná-la nesse momento mágico e único da sua vida. E para provar, quero pedi-la em casamento na frente de vosses.

Todos se surpreenderam com a atitude da filha do senhor, pois sequer sabiam do tempo nutrido quanto a esse amor.

— Eu aceito! — As lágrimas dominaram os lindos olhos castanhos da jovem escrava e na mesma hora recebeu um beijo nos lábios cor de chocolate.

— É lindo ver os sentimentos puros durante a juventude, lembro-me dos meus e quero que vosses possam viver igual, mas sem o sofrimento.

— Obrigada, sinto-me honrada diante de tamanha gratidão vinda de uma mulher que admiro.

Abraços foram trocados e outro beijo fora trocado entre as lindas garotas.

Alika levantou sua amada em seus braços, levando-a até seu dormitório e colocando-a em sua cama.

— Caso permita-me, começarei os nossos atos.

— Faça.

Nervosismo era tudo o que existia na mente da jovem negra, porém faz como falam, utilizando-se dos dedos e língua, mesmo com medo, sabia do motivo disso estar acontecendo.

— Eu não consigo! Desculpe-me — Lágrimas de choro escorriam por todo o rosto, nisso recebeu os lábios dela aos seus.

— Não desculpe-se, apenas vamos ao nosso ritmo, Alika.

— Agradeço. — Um abraço selou todo o sentimento existente e ao saíram do dormitório, pediram dicas à mulher conselheira por conta do ato e do nervosismo.

Conforme passou um tempo ali, aprendeu novas línguas e mesmo que não pudesse usá-las dentro de casa, pouco importava, pois queria apenas aproveitar o momento junto a sua amada e nada mais.

Um pressentimento ruim dominou a mente de Isabel, fazendo-a ter uma péssima noite de sono, mesmo ao lado daquela que queria proteger a todo custo.

Quando chegou o horário da manhã, vozes estranhas pareciam próximas do quilombo e as batidas do coração da filha do senhor aumentaram, nisso ela pegou barro e areia, passou no corpo, além disso, usou as roupas dela.

— Cadê a Isabel?! Seus pretos imundos, macacos!

— Ela jamais se entregará! — A mulher negra, mãe da jovem, segurou a nora com força enquanto gritava.

O homem segurou uma arma e apontou para a cabeça da mais velha, nisso Isabel revisou o ataque colocando contra o guarda e chutou seu estômago, sem contar no resto dos equipamentos que pegou para si.

Ele não só recebeu um chute, como também um soco na cara com todo o impacto da fúria e do ódio criados há anos pelos maus tratos.

— Como atreve-se?!

— Com o meu atrever! — Na mesma hora os homens negros saíram das barracas e cuidaram dos outros policiais. E, claro, a jovem não deixou barato, porém teve seus braços e pernas presos, além da faca apontada e seu pescoço cortado.

— Isabel! — A garota negra chorou em cima do corpo caído e levou um golpe da mesma pessoa de antes, mas uma coisa é certa, elas morreram felizes.

Nisso, assim que o senhor soube da notícia, pegou uma faca, colocou-a perto de seu pescoço, não só isso como também cortou várias vezes o resto do seu corpo e por fim, após muito sangue escorrido ao chão, deu seu ultimato, passou-a em todo seu pescoço com toda a força que conseguia da culpa sentida, pois não era uma negra morta por sua culpa, mas sim sua filha, Isabel.

E a última palavra que ela disse antes de morrer foi:

— Protejam-na, por favor. — Porém não foi possível, mas ainda sim elas se encontrarão no céu para continuar o amor jamais concluído na Terra.

1 марта 2020 г. 1:08:10 0 Отчет Добавить Подписаться
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