lilmiew Yasmin de Carvalho

Eu... Quase não vi o tempo passar. Ou talvez, tenha assistido sua partida lentamente, ao ponto de quase sentir o correr dos segundos... E ainda és todo passado. E não consigo apagar-te por completo. E odeio isso. Yasmin de carvalho | © lilmiew 28.02.2020, 19:28hs.


Короткий рассказ Всех возростов.

#despedida #passado #Rompimento
Короткий рассказ
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https://www.youtube.com/watch?v=BQVzbzGqfBA





É curiosa a forma que o tempo se apresenta, de acordo com as situações e suas nuances... E é igualmente singular a forma que o tempo muda tudo: pessoas, perspectivas, memórias, sonhos, sentimentos...


Já faz muito tempo desde a última vez que lembrei dele. Muito tempo mesmo. E sou grata por isso... Acho que o Senhor dos Segundos apiedou-se de meu pobre miocárdio, que constantemente regressava às lembranças que o outro deixara para trás com sua desgraçada partida.


Teria seguido bem assim, muito bem mesmo. Se... Algo não tivesse elevado meus olhos ao efeméride, abrindo as tórridas comportas de todas as memórias associadas ao nosso antigo 28.


Foram muitas as semanas e os meses que passei por esse simples algarismo sem sentir absolutamente nada. Nem faísca, nem fagulha, nem um mínimo farfalhar. Mas hoje, especificamente hoje, a benevolência cósmica não pareceu disposta em livrar-me do penar que tais recordações traziam.


Então sim, estou aqui mais uma vez, escrevendo sobre ele, aquele que há muito se tornou indigno de meus dizeres mas que agora, ah, nem sei mais.


Já faz muito tempo... 2 anos e 8 meses. E antes que questione... Não. Eu não conto. Não mais. Mas... Fora impossível reprimir o breve calcular de tempo, porque especificamente hoje, algo retraiu-se em meu núcleo. Não sei se por raiva, se por amargura, se despeito ou pior, saudade, mas espero que passe logo... Demorei tempo demais para aprender a lidar com tua ausência para agora, justamente agora, que a vida mudou e os tempos mudaram e tudo melhorou, eu simplesmente cair em melancolia por alguém que é óbvio, jamais sentiu o mesmo.


Não... Estou tentada a culpar a instabilidade emocional e a ansiedade pelas novidades por virem por trazerem-me até aqui, mesmo depois de meu irrevogável juramento de que nunca mais traria seu nome às pontas de meus dedos. Mas cá estou, quebrando mais uma das mais de mil promessas que já fiz na vida.


Tudo bem, talvez seja a idade chegando... Ou talvez eu só esteja curiosa. Curiosa em saber como tem estado sem mim, depois de todo esse tempo.


Ouvi dizer que você está bem... E realmente espero que esteja, porque já passou-se o tempo em que eu ardorosamente desejava a ti, a mesma dor que me causaste.


E já faz bastante tempo também que parei de pedir desculpas, por coisas que nada tiveram à ver comigo. Agora, dedico minhas forças a pedir perdão à mim mesma, pelas noites em claro, perdidas no meio de lágrimas e lamúrias infindáveis e repetidas, que sempre entoavam em coro um "porque ele fez isso?", ansiosa pelo esclarecimento, esse que nunca veio; claramente, a resposta nunca importou, não de verdade...


Pessoas são cruéis, más e insensíveis e em momento nenhum precisaram de justificativas ou motivos para tais ações. Demorou para que eu fosse capas de compreender isso, mas uma hora a ficha caiu... E ainda cai, toda vez que alguém, mesmo que em um ato mínimo, se assemelhe a ti.


Aprendi a conviver com isso, mas não deixarei que a hipocrisia se aposse de mim e me faça exaltar um altruísmo que nunca existiu. Dei-me conta de várias questões e admito que tais fizeram-me crescer muitíssimo, mas isso não apaga de forma alguma, a dor que elas me causaram.


Doeu, mas eu superei... Não sem trazer comigo algumas cicatrizes mas, ainda sim, considero-as tatuagens que a vida me presenteou. Elas embelezaram-me ainda mais; uma Borboleta feita de Aço e de Flores, com toda a sua estabilidade e espinhos, uma obra singularmente única.


Parando agora para pensar, acho que poderia pontuar inúmeras situações das quais me arrependo de ter protagonizado... Coisas que pensei, disse, agi e esbravejei para as paredes, das quais hoje, só me resta corar e rir, tamanha pequinês de minha estrutura emocional.


É... Provavelmente soará terrivelmente imaturo, mas chega a ser engraçado quanto tempo eu perdi odiando-te e odiando coisa que eu amava, somente por lembrar-me das tuas palavras dizendo o quanto também apreciavas aquelas coisas... É, eu sei. Eu era muito infantil, oh céus, uma pobre criança tola, que acreditava piamente na palavra dos outros. Mas minha mudança quanto a isso, devo integralmente à ti.


Desde que partiste, e partiste meu coração, minha coragem e minha confiança, eu virei o caos ao avesso. Honestamente, chega a ser vergonhosa a forma como deixei-me definhar por causa de alguém que nunca, em momento algum, pertenceu-me... Nem da forma que nos fora assegurada, muito menos da forma como eu queria. Mas aprendi com meus erros, juro!


Agora, graças a valiosa lição que me ensinaste, não confio mais em ninguém, absolutamente ninguém. Graças à ti, sinto que toda palavra, gesto, atitude, sentimento ou promessa direcionada à mim é falsa, mentirosa, apenas um mero subterfúgio para quebrar-me de novo. E isso, não permitirei que aconteça, nunca mais.


Então, ainda que hajam certas farpas resistentes demais ainda encravadas em meu peito, sou em maioria, gratidão pelas dores que me causaram...


Talvez sem elas, eu não tivesse amadurecido apropriadamente, a fim de acompanhar as pauladas que a vida seguia empenhada em preparar-me.


Sofrer por ti, ensinou-me que ninguém no mundo merece minhas lágrimas, me mostrou que eu sou a única que devo amar nesse mundo, e falo isso livre de qualquer egocentrismo ou egoísmo, sem também um só pingo de "se achismo", preciso ressaltar. Eu só... Aprendi que valho mais do que pensava.


E que ninguém no mundo tem o direito de me machucar. E aprendi mais! Aprendi que não devo nunca, jamais, em tempo algum, dar a terceiros, o poder de me destruir.


Aprendi com a dor... Fiz dela música, poesia, história, melodia, tanta coisa que já até perdi a conta. E sigo fazendo, devo dizer. A última, tem sido tão proveitosa... Tenho quase me divertido, recordando de nossos momentos, mas de forma mais madura, enxergando o quadro de forma mais ampla, como se eu não pertencesse ao plano principal e sim, fosse apenas uma simples expectadora, apenas a espera do caos por vir. E ele virá, sempre vem. E terei o maior prazer em narrá-lo da forma mais lírica e dramática possível.


Afinal, eu sou assim, feita de versos, descrita em estrofes, mas um tantinho maior que os padrões de Hendecassílabos.


E chega disso. Estou me cansando de repetir essa ladainha que eu mesma prometi nunca mais trazer à tona.


Eu estou bem, não penso mais em você, não sinto saudades e não estou mentindo. Nossa história nunca existiu, a amizade acabou porque você quis assim, eu chorei, sofri, mas superei. Não sinto sua falta, nem da sua voz, nem do seu sorriso, nem dos apelidos carinhosos. Ainda sou eu mesma, ou melhor, sou uma versão melhor, mais forte e mais madura de quem já fui um dia.


Tudo passou... O tempo, a raiva, as lembranças, a saudade. Você passou. E eu também.


Tudo é página virada, eu nem ao menos sei porque estou escrevendo isso... Talvez seja um alerta, uma garantia, ao meu eu futuro, de que tudo terminou bem, ainda que no começo, eu jamais cogitasse um fim.


E é isso.



Esse texto não é pra você... Não é como no passado. Nada mais é.









Só o que importa é o futuro... E como me sinto grata, por não lê-lo nele.










| ydc 28/02/2020 21:15 hs.

29 февраля 2020 г. 0:14:48 0 Отчет Добавить 1
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Об авторе

Yasmin de Carvalho Cantora Lírica, Escritora, Compositora, Apaixonada, Sonhadora.

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