Empatia Подписаться

renkyou renkyou

Yumeko não fazia ideia de onde aquela empatia por Kirari a levaria, mas tinha a certeza que não seria para um final feliz como nos contos de fadas.


Фанфик Аниме/Манга 18+.

#kakegurui #Yumeko-e-Kirari #Atração-fatal #yuri #traição #violência #Assassinas #Kirari #Yumeko
Короткий рассказ
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Empathie

"Posso sentir seu olhar
Não guarde seus desejos
Até o último momento
Não quer jogar comigo em vez disso?
Você tem medo de perder? Esse é um jogo fácil
Lendo todos os sinais, vamos jogar!"
Deal With The Devil
TIA

A brisa gelada atingia sem impedimentos a derme alva da mulher de longos cabelos escuros, como o céu daquela noite, seu vestido de gala não oferecia muita proteção contra o tempo, porém, ainda a deixava com as curvas delineadas. Estava realmente vestida para matar e bem vestida, se sentia quase como uma sedutora profissional com toda a produção, mas não era essa a sua área. No meio em que se infiltrou em mais um trabalho, a boa aparência era essencial, uma máscara à mais para segurar por uma noite, essa sendo a de uma empresária de porte médio do Canadá com descendência japonesa que estava com pretensões de expandir seus negócios em Las Vegas.

Seu trabalho remunerado já havia sido cumprido com maestria e a prova disso era o homem com uma gravata na boca e o pescoço cortado, Yumeko chutava que ele já estava morto a uns três minutos após se engasgar com seu próprio sangue silenciosamente. Fizera questão de observá-lo morrer, se certificar de que tudo ocorreu como o pedido, mas no jogo de azar e sorte que chamamos de vida, seguir nossos próprios planos à risca era uma aposta arriscada que escolhemos e vencer nem sempre é possível, mas foi escolhendo perder alguma coisa — que ainda não sabia qual — aquela noite que Jabami deixou de seguir seu plano a risca para ir até o térreo, seguindo uma mulher destrutiva que em seu vestido branco de gala, que lhe caia tão bem, combinando com seus cabelos claros e seu gloss azul, não parecia tão má quanto realmente era, a beleza de Kirari Momobami cegava a todos e Yumeko um dia fora cega não só por ela, mas também pela manipulação dos beijos, toques, promessas e a empatia que criaram desde o primeiro olhar e que, talvez, ainda permanecesse nos dias atuais.

O corpo um pouco inclinado e os braços apoiados nas grades das beiradas e olhar concentrado de Kirari em sua presa, era assim que Yumeko estava se sentindo, uma presa, mas não indefesa, tinha ótimas garras e dentes afiados para se defender, e virar o jogo da caça e do caçador era algo com que estava adaptada e a outra mulher também, o que fazia com que nunca definissem uma situação por muito tempo, fazendo com que qualquer resquício de enfado evaporasse assim como a fumaça que escapou dos lábios da líder do clã Momobami quando ela os abriu para ser a primeira a dar o ar da graça de um diálogo para aquele reencontro depois de seis meses sem se verem.

— Pelo que vejo continua a mesma, tão formosa e feroz quanto antes, Yumeko. Hoje, o prazer será o meu ou seu? Confesso que quando a vi dançando no salão essa dúvida me veio de forma instantânea a mente.

Jabami aproximou-se alguns passos, sentindo a arma presa em sua cintura subindo e descendo junto ao seu quadril, o sangue em seu vestido vermelho se mesclando a cor, e o pouco do líquido em suas mãos já não se encontrava mais morno, virou-se de costas, apoiando os cotovelos nas grades, pensando rapidamente em como foi imprudente não se limpar antes de ir até ali, a pressa é inimiga da perfeição, afinal.

— Talvez o prazer seja nosso. — Disse, e a risada foi espontânea, balançando seus seios com o ritmo. — Qualquer termo que se refira a mim e você, juntas, parece uma piada irônica muito divertida

— Não tenho como discordar disso. — As mãos de Kirari deslizaram pelas barras, ela estava mais perto e Yumeko podia sentir o perfume dela impregnar o ar ao redor como uma praga. — Mais um trabalho bem-sucedido pela assassina número um de Hyakkaou?

Odiava quando aquela mulher se referia a si como a número um com tanto desdém, pois tinha o conhecimento de que Jabami somente era a melhor na hierarquia da organização de assassinos Hyakkaou porque a própria Momobami desistiu de sua posição e cargo para entrar em outro mercado, e na opinião de Yumeko, ainda mais conflituoso e sangrento. O tráfico movimentava grande parte dos negócios do submundo e Kirari queria ser parte de algo grande, ter o poder que vinha com isso em mãos, sem contar os riscos que tanto a excitava, ser a melhor assassina do Japão não foi o suficiente para a ambição e o vício de adrenalina, então mergulhou de cabeça naquele outro mundo, e não era tão surpresa assim, depois de tanto tempo ver o sucesso daquela mulher, atualmente uma grande traficante com negociações ocorrendo dia e noite.

— Com certeza — Yumeko deu seu melhor sorriso, tendo reciprocidade por parte da outra mulher — E o que a traz aqui, Kirari?

— Um passarinho me contou da sua participação especial nessa festa, então pensei, porquê não vir vê-la?

Em uma altitude sagaz e infame aos olhos de Jabami, Momobami lhe tocou o braço, causando um arrepio — que não era somente devido à palma álgida dela — em todo seu corpo. Não deixou transparecer o quanto ela ainda podia mexer consigo, mantendo a mesma expressão neutra, todavia, ficou mais difícil de se manter indiferente ao desejo quando Kirari fez questão de lhe apertar o braço, se aproximar deixando milímetros de distância entre seus rostos, direcionando uma de suas pernas para entre as de Yumeko, o vestido branco dela se manchando de vermelho, com o que a mulher não parecia dar a mínima. Os olhos dela queimavam em intenções libidinosas e sentia que os seus próprios não escondiam também o cobiçado.

— Desde quando começou a se importar tanto comigo? — Sussurrou.

Os dedos de Yumeko dedilhavam suavemente sobre o rosto pálido, rondando-o com os olhos a procura de nuances que denunciassem mais sobre o que Momobami estava pensando naqueles instantes, lhe passando sobre os lábios de gloss como quem tira uma primeira prova de que se é real. Kirari também lhe tocou o rosto, tão suave quanto a brisa em seu ato, firmando seus dedos em seu queixo, puxando seus lábios ao encontro do outro em um beijo sem muitas possibilidades verdadeiras de se concretizar, quando Yumeko mordeu sem se preocupar o lábio inferior da mulher destrutiva, provando em seu paladar o gosto de gloss e sangue misturados, achando algo único.

Se separaram e antes o olhar de Kirari que queimava em desejo se transformou em chamas intensas do ódio pela rejeição que não soube disfarçar, ela estava desconcertada, pega de surpresa com uma possibilidade que não cogitou.

— Esse é o espírito meu bem. — As palavras dela vieram cheias de escárnio. — Sempre me surpreendendo de uma forma nova.

Seus olhares compenetrados se mantiveram, nenhuma ousava desviar sua atenção, pelo menos era o que Yumeko achava até Kirari se desprender de si, apoiando-se como ela de cotovelos nas barras. Sua expressão não era mais a de surpresa e sim de puro deleite, com um meio sorriso nos lábios de onde uma fina camada carmesim escorria e lhe maculava a derme.

— Alguém tem que atiçar o jogo, certo? E eu amo ser esse alguém, você sabe, principalmente nesse nosso joguinho particular. — Disse, umas das primeiras ingenuidades de Jabami naquela noite.

Também poderia dizer mais veracidades, como aquele seu pequeno acometimento sendo uma mini vingança pessoal, mas certas ânsias não precisavam ser expressadas detalhadamente, estavam nas entrelinhas, saber enxerga-las e lê-las era o truque de mestre. E a de Yumeko era a consternação do abandono que como a ferida que abrirá com um canivete na garganta do escolhido a dedo da noite, sangrava incessantemente até o momento em que não haveria mais o que sangrar.

Uma parte dela queria ver Kirari verter sangue diante dos seus pés até a morte, depois banhar-se nele, porém a outra parte não concordava, pois as emoções que a mulher lhe proporciona valiam por mil vidas vividas ao seu ápice da amência.

— Estou bastante ansiosa para ver o nosso end game, Yumeko.

Dito aquilo Kirari deu alguns passos a frente, um por vez, com seus saltos batendo contra o chão e trazendo junto ao vento um "clack" irritante aos ouvidos de Jabami, que com suas mãos fechadas com força rente ao corpo delatava sua propensão a agarrar o caos. O orgulho ferido de uma mulher maléfica podia ser algo difícil de se controlar, até mesmo para ela própria, o que era a conjuntura. E bem, Yumeko podia ser tão destrutiva quanto qualquer pessoa insana, com a diferença de que seus atos eram calculados, mesmo que muitas vezes apenas se deixasse levar pelo ardor do momento e pelo deleite do final desconhecido.

Antes de sumir dentro da escuridão Momobami volveu um olhar significativo para Jabami em muitos níveis com o carmesim ainda a decorar lhe os lábios, e então foi engolida pelo breu. Yumeko ouviu os passos dela até o rangido da porta se abrindo e fechando, então se viu sozinha nas trevas sem estrelas, seus braços a rodearam em uma tentativa de conter-se, mas isso foi impossível os pensamentos rodearam-lhe a mente até que a tomassem de uma única vez.

O pandemônio de lembranças e convicções em sua mente, na situação atual, deveria ser a menor das preocupações de Jabami, e muito menos a cólera por Kirari que somente a levaria a qualquer lugar de menos fora daquela festa de aparências superficiais, onde todos os agregados, assim como ela, escondiam a sua verdadeira face.

Possuía um trabalho que já fora completado, agora precisava sair dali sem chamar atenção para não entrar em alguma lista de suspeitos, o que era a sua autêntica preocupação e o sangue seco em si não ajudava muito. Se aquele homem houvesse ficado quieto enquanto morria, as coisas seriam mais fáceis para Yumeko, porém, ele preferiu se virar enquanto esguichava sangue para ter a última imagem de vislumbre da sua patética vida: o seu carrasco. Se não tivesse saído tão às pressas poderia ter procurado algum casaco ou algo que servisse para encobrir, se voltasse lá correria mais riscos ainda de ser vista, então não era uma opção muito válida.

Jabami não acreditava fielmente em sorte e muito menos em Momobami, mas quando alcançou a porta de saída para a pequena escadaria, pendurado na imaculada parede branca havia um casaco de penugem grande o suficiente para ir até seus joelhos. Não tinha muito o que ponderar ou questionar, e obviamente aquilo não era um acaso do destino que adoraria nomear de sorte, então só restava o óbvio que engoliu pela garganta assim que fechou o zíper do casaco.

Com as mãos nos bolsos desceu até o salão da festa, usando a área da cozinha como uma rota para passar despercebida já que garçons e cozinheiros se mexiam sem parar presos em suas tarefas para ao menos terem o luxo de olhar para os lados ou para uma total desconhecida em meio àquela bagunça de pessoas suadas e exauridas.

Quando alcançou o estacionamento bastou um clique para achar seu Bentley azul que, mesmo sendo um carro de luxo passava despercebido quando se tratava da Ferrari, Lamborghini, Rolls Royce, Bugatti e outras marcas famosas e caras de automóveis adoradas pelos magnatas dispersadas no pavimento.

Quaisquer que fossem os problemas atuais ou passados, Yumeko os deixou de lado ao segurar o volante e girar a chave, com um objetivo bem nítido de destino final para fechar a sua noite: Bellaggio, um hotel e cassino bastante conhecido por seu belo show de águas, mas não era exatamente nessa última atração em que estava interessada, talvez a apreciasse mais tarde, no amanhecer do dia da sacada de algum quarto de lá com a sua conta bancária elevada um pouco mais junto de uma ressaca.

23 января 2020 г. 13:25:35 0 Отчет Добавить 1
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