Короткий рассказ
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Não existe limites para nós

* Orphan Black não me pertence.

* Imagem retirada da internet, pertencente a um dos episódios da série.

* Presente pro meu amor que ama o casal. Te amo!

* PWP com conteúdo Yuri. Não gosta, não leia!


Como uma odiadora profissional da Delphine, eu me sinto na obrigação de fazer fics da Cosima com qualquer um que não seja ela. Mas eu sei que eventualmente posso acabar fazendo Cophine zzzz Não deixo de odiar aquela francesa vadia com seu sotaque derretedor de ouvidos.


Boa leitura!


***


Eram os lábios dela, tão diferentes dos de Delphine, mas ao mesmo tempo tão corretos como se tivessem o encaixe perfeito dos seus.

Eram os dedos dela, longos e finos, perdendo-se nos seus cabelos, descendo pela nuca numa trilha quente e arrepiante que faziam com que Cosima se perdesse naquele mar de sensações.

Era a língua dela, de encontro à sua, valsando uma dança selvagem, tão diferente do receio que Delphine demonstrou no primeiro beijo delas, como se ali tudo fosse tão natural, ao contrário da mecanicidade de seu relacionamento turbulento com a francesa.

(E por um momento, enquanto Shay a encarava com um sorriso, a mão dela acariciando seu rosto, Cosima perguntou-se se o que havia tido com Delphine, apenas por um momento, havia sido real. Pois ela demonstrava tanta preocupação, mas ao mesmo tempo...)

− Um dólar pelos seus pensamentos. – Shay abriu um sorriso, envolvendo sua cintura com os braços, puxando-a mais para perto. E havia algo tão certo naquele aperto, no calor do corpo dela contra o seu. Fazia-a pensar em Delphine, em quanto havia amado estar nos braços da outra mulher, mas ao mesmo tempo tendo um alerta que piscava em sua mente, como se tivesse se cegado para o que de fato ela era. E quantas vezes Delphine havia lhe traído simplesmente porque achava que fazia o melhor? Mas o melhor para quem? – Cos?

(Amarei todas as suas irmãs igualmente)

− Hm? – Seu olhar estava distante quando recostou a testa sobre a dela. Queria tanto esquecer, mas permanecia se lembrando. Como a imagem de Delphine a chamando de volta, pedindo para que ainda não partisse... e os lábios dela contra os seus...

(Je t’aime)

− Delphine? – questionou, sem parecer ofendida por isso. Ainda sorria o mesmo sorriso divertido de quem não havia perdido o clima com a situação. Cosima não negou, desviando o olhar.

− Sinto muito. – Pareceu desconfortável, inconformada com a sensação de estar pensando em outra quando Shay estava tão presente. Desvencilhou-se de seus braços, abraçando o próprio corpo de costas para ela.

− Já passamos disso, Cos. – Envolveu-lhe a cintura novamente, distribuindo beijinhos pela curva de seu pescoço, as mãos subindo lentamente pelas costelas fazendo com que Cosima fechasse os olhos, respirando fundo. – Deixe-me ajudá-la a esquecer dela.

Era como se um borrão se formasse em sua mente, como se nada mais importasse. A imagem de Delphine se desvanecia na luz enquanto era envolvida pela escuridão de seus olhos fechados.

Permita-se... – Sussurrou em seu ouvido, mordiscando o lóbulo de sua orelha. Seria correto comparar Delphine à luz só porque havia tido com ela uma experiência de quase-morte? Shay certamente não era a escuridão que a cercava.

− Não parece justo... – Titubeou, mas seus pensamentos novamente se desvaneciam diante das mordiscadas no pescoço, uma das mãos de Shay subindo até tocar-lhe a taça de um dos seios, brincando com o sutiã.

− E quem aqui está falando de justiça, querida? – O tom rouco de provocação pegou-a em cheio, e Cosima girou nos braços de Shay, envolvendo sua cintura e roçando os lábios nos seus.

− Agindo assim parece até que quer me deixar completamente fora de órbita.

− Talvez eu queira torná-la uma cientista espacial. – brincou, e as duas caíram na gargalhada antes que Shay capturasse seus lábios em um novo beijo, mais profundo e mais selvagem que o primeiro, mordiscando seu lábio inferior e chupando-o levemente antes que a língua penetrasse em sua boca.

Era como derreter em sua presença, esquecendo-se de Delphine, da Leda, Castor e do ‘Clube dos Clones’. Claro que jamais abandonaria suas irmãs, mas naquele momento... era só o que queria viver: o agora.

Mergulhou naquelas sensações, enquanto despiam-se das roupas e da vergonha, empurrando-a contra a cama que já havia sido testemunha de suas diversas aventuras. E não importava quantas vezes Cosima se lembrasse de Delphine ou ela fizesse questão de se fazer presente, Shay estava lá para apagar seus rastros, para fazer com que a cientista se lembrasse do que realmente importava.

Deitou-a na cama memorizando o brilho azul daquele olhar, tão diferente do de Delphine, sem aquela inocência fingida... O quê em Delphine havia sido real? Uma única vez ela havia sido verdadeira consigo? E ainda assim doía tanto pensar nela...

− É a minha vez de te fazer ir para o céu. – Cosima declarou enquanto engatinhava sobre ela, distribuindo pequenos beijos em seus lábios, deixando a própria boca escorregar pelo pescoço de Shay enquanto ela gemia baixinho como o ronronar satisfeito de um felino.

− Estou esperando... – provocou-a apenas para que a língua de Cosima passeasse por cima de seu sutiã antes que ela abrisse o feixo pela frente, a boca passeando pela auréola de um de seus seios até começar a sugá-lo lentamente. – Ah, Cos...!

A outra mão passeava por suas costelas, dedilhando-a como as cordas de um violão, Cosima concentrando-se em cada gemido, em cada vez que Shay chamava pelo seu nome.

(Cosima... mon amour...)

Suas mãos se apertaram firmes contra a cintura de Shay enquanto a trilha de beijos descia até o baixo ventre, a língua passeando pelo umbigo até despi-la completamente.

− Será que o céu é o seu limite ou posso ir além? – Cosima sorriu de canto. Só queria Shay, só queria pensar em Shay ainda que Delphine fosse uma cicatriz aberta que sangrava.

− Não existe limites para aquilo que é infinito. – Shay respondeu, varrendo de Cosima todas as dúvidas, tirando de seu ombro aquele pequeno ser pensante que sussurrava com a voz de Delphine. E permitiu-se mergulhar entre as pernas dela, a boca passeando dos pequenos para os grandes lábios, a língua se mexendo em movimentos circulares que arrancavam de Shay gemidos prazerosos enquanto ela se agarrava aos lençóis pedindo por mais.

(Mais, mais, mais)

E Cosima lhe deu, penetrando um dos dedos no interior de sua vagina, e depois outro. Brincando com ela enquanto a língua tocava o clitóris já sensível, sentindo seus músculos contraírem enquanto Shay movia o quadril em sua direção, friccionando contra sua boca, fazendo com que Cosima sorrisse ao senti-la atingir o orgasmo.

Permitiu então que seu corpo cansado caísse sobre o dela, sentindo a carícia em sua nuca enquanto os olhos pesavam.

− Sabe que eu poderia viver isso para sempre? – Cosima murmurou, concentrada na respiração acelerada da outra mulher, livre dos pensamentos a respeito de qualquer coisa que não fosse ela.

− Acho que se deixar seu celular desligado, conseguiremos. – Shay rebateu com um riso baixo.

− Quem sabe um dia. – Cosima permitiu-se fechar os olhos, vivendo o agora. Pelo menos por aquele momento se permitiria. Mesmo sabendo que esquecer tudo aquilo que vivia era impossível. Mesmo sabendo que Delphine não desapareceria de seu coração assim.

Notas:

A Cosima é o meu nenê e eu acho muito que ela deveria ser feliz. Ela segue fazendo bobagens na série, mas eu sigo amando ela por ser tão passional mesmo sendo uma cientista. Ela se entrega aos relacionamentos de uma forma tão profunda e bonita... a gente fica derretido. É incrível como de todos os clones, ela é a mais sexy (e olha que todas são a mesma pessoa!). Mas é isso aí. Uma singela homenagem a essa personagem maravilhosa, a esse casal incrível e ao meu amor que gosta tanto delas! Te amo!

9 июля 2019 г. 13:31:14 0 Отчет Добавить 0
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Об авторе

Ariane Munhoz Dona de mim, escritora, louca dos pássaros, veterinária e mãe dos Inuzuka. Já ouviram a palavra Shiba hoje?

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