Короткий рассказ
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Carta de Despedida

Adeus a todos, principalmente aos que não se importam. Adeus aos que não lerão, aos que fingiram se importar enquanto ainda havia tempo e aos que acharam que se importavam. Adeus aos que por uma pressão biossociológica se viram obrigados a se importar, vocês não têm mais este fardo agora.

Adeus até mesmo para mim que por pura esperança e ingenuidade fui quem mais se importou. Adeus para o bom senso que me arremeteu em meia vida para enfim aceitar a triste realidade de que a maioria não se importa. Adeus a todos personagens variantes de mim que muitas vezes criei só para que estes pudessem afastar a dura carga de ser eu.

Bem-vinda covardia, que me impede de criar coragem para dizer o definitivo e verdadeiro adeus, que me prende ao sofrimento e que me ajuda a interpretar o sorriso falso de todos os dias. Covardia, ó minha fiel companheira, como me agradaria lhe dizer adeus, mas estás em mim tão penetrada que de mim já faz parte.

19 апреля 2019 г. 12:41:40 7 Отчет Добавить 5
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Об авторе

Junio Salles Nascido em Belo Horizonte, desde pequeno vivia em mundos de fantasia criados por mim mesmo em minha cabeça. Sempre preferi ficar sozinho imaginando e criando histórias baseadas no que lia nos livros ou assistia na TV. A maioria das histórias que criei não escrevi, mas agora de um tempo pra cá tenho passado pro papel esses roteiros que estão na minha cabeça. Espero que gostem

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Karimy Lubarino Karimy Lubarino
Olá! Faço parte do Sistema de Verificação e venho lhe parabenizar pela Verificação da sua história. A carga emocional deste conto é tão grande que nem sei como começar meu comentário propriamente, mas vamos lá! O mais interessante do "adeus" expressado neste conto é que ele não fez com que eu sentisse que o personagem estivesse se despedindo de uma forma suicida, não no sentido literal e carnal da palavra pelo menos. A sensação que tive foi de que uma parte muito importante da personalidade dessa pessoa se foi, e isso é igualmente triste. Somos feitos daquelas coisas que nos caracterizam. Para exemplificar: um escritor é lembrado pela sua escrita e muitos escritores morrem, no mundo da literatura (deixam de escrever), por perceberem, ou ao menos pensarem, que seus escritos não fazem diferença, que os leitores não se importam ou até mesmo que suas histórias não são lidas. Quando essa parte da pessoa morre, o lado escritor dela, é como se arrancassem um pedaço da alma dela e uma faixa negra ficasse no lugar. Essa foi a impressão que tive ao ler este conto: uma parte preciosa do personagem morreu e o mais triste de tudo foi que ele já deveria dar indícios de que isso acontecia, como explicitado quando ele dizia que não havia quem se importasse de verdade, e mesmo assim não surgiu ninguém que demonstrasse verdadeiro interesse. Também gostaria de fazer um apontamento com relação à gramática. Não é nada grave ou que prejudique a história, mas que acredito que a deixaria ainda mais harmônica se considerado: em "Covardia ó minha fiel companheira como me agradaria" deveria ter uma vírgulas em "Covardia, ó minha fiel companheira, como me agradaria": isso porque tanto "Covardia" quanto "ó minha fiel companheira" se tratam de vocativos e eles devem ficar separados da frase, por não fazerem parte dela. Bom, espero que o seu conto alcance muitas pessoas, que ele sirva como um alerta para os leitores. Existem almas precisando de alguém que realmente se importe e, na grande maioria das vezes, essas pessoas estão perto de nós, pedindo por ajuda, e não percebemos. Inclusive, me lembrei de algo que li há um tempo: era um texto sobre alguém comentando como era ruim você dizer para alguém sobre algo que realmente é importante para você (como o fato de você escrever histórias, por exemplo) e a pessoa responder apenas algo como "legal" ou "bacana" e depois mudar de assunto. A empatia não é cara, a empatia não machuca; ela só traz benefícios para ambos os lados, mas, mesmo assim, algumas pessoas acham futilidade. Queria que as pessoas se importassem mais com as outras e que demonstrassem mais interesse, talvez, se isso for possível algum dia, teremos menos partes mortas, menos adeus. Parabéns pelo conto e sucesso em suas histórias.

  • Junio Salles Junio Salles
    Muito Obrigado pelo comentário. É realmente muito gratificante ter um retorno naquilo que escrevo. Gostei muito da interpretação que deu para o conto e fico feliz de você ter entendido a essência. Ajustei aquela parte conforme sua sugestão. Obrigado. 1 week ago
MS Micaela Sakamoto
Ja me senti assim, é muito triste
JS Jamaes Silveira
E tem gente que acha que depressão é frescura
~

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