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_yuki_ Ana Lisbôa

Havia caos, um barulho ensurdecedor de bombas caindo, consecutivamente, acabando com tudo, como se aquela superfície fosse a mais frágil que já tivéssemos visto. Não sobrara nada em pé. Nem edifícios, nem árvores, tudo virou cinzas e lágrimas. Eu achava estar sozinha naquele novo mundo, um mundo onde os gritos irrompiam por todos os cantos, mas eram gritos silenciosos, expressando a dor dos que já foram. Ele colocou-se de pé, pálido, os dentes afiados e os olhos totalmente preenchidos por vazio. Eu seria devorada, mas não reclamaria.


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Prólogo.

27 de julho de 2020, horário desconhecido, período da manhã.


Meus pés já sangravam, o solo quente castigava a quem quer que passasse por ali. Eu estava perdida na imensidão vazia que antes era o local que habitava desde a infância. Desespero tomava conta de cada parte do meu corpo, as lágrimas já não existiam, eu sequer conseguia chorar mais. Toda a minha humanidade fora tomada no meio daquela guerra.


Lembro da minha mãe, lembro exatamente do modo como me olhou antes de me empurrar para dentro daquele porão escuro e vazio. Eu gritei o mais alto que consegui, mas a única resposta que obtive foi o barulho ensurdecedor de uma bomba caindo. Já não havia mais família, não havia mais nada.


Empurrei os destroços de um carro com o pé, tentando passar para o outro lado da estrada sem furar o que restava da sola dos meus pés. Eu só queria me deitar ali no chão e esperar que meu fim chegasse, mas o que parecia é que a guerra já havia tido um final, mas um final digno de histórias de terror.


A paisagem cinzenta me deixava nauseada, meus ouvidos zumbiam devido a alta exposição aos sons de mísseis e bombas caindo. Tantas crianças se foram, tantas famílias nem puderam se despedir, tantas pessoas inocentes mortas em vão, em prol de uma guerra sem fundamento. Agora não existia mais nada além de sofrimento silencioso sobre o solo.


Comprimi os lábios, me sentando sob um pequeno toldo, precariamente erguido. Abracei meus próprios joelhos e enfiei a cabeça ali, pensando no que faria dali para frente, se encontraria mais alguém, se conseguiria sobreviver sem comida ou água, e se a resposta fosse “sim”, por quanto tempo? Eu era como um lobo solitário desta vez.


Nunca fiz muitos amigos na escola, nunca arrumei um namorado, nunca me apaixonei de verdade por alguém, eu apenas vivi o que achava que era certo, agora o arrependimento me arrebatava, como um soco no estômago. Do que adiantava? Ninguém estaria aqui para ouvir minhas lástimas.


Não sei por quanto tempo fiquei ali sentada, mas o céu começava a ficar escuro, com muitas estrelas. Observei aquilo, pensando ser um sinal de que tudo poderia melhorar dali em diante. Ignorei meus pés que latejavam em carne viva, mas eu não o faria por muito tempo.


Rasguei um pedaço da minha blusa empoeirada, suja, amarrando-a em volta das feridas abertas, tentando conter o sangue que jorrava sem dar indícios de quando pararia. Não importava, afinal, a dor que eu levava em meu peito era muito mais dolorosa.


Há tempos uma guerra estava para culminar, mas ninguém levava a sério, afinal, os dois países que “trocavam farpas” mais pareciam ser governados por duas crianças mimadas, que se provocavam por meio de redes sociais. Agora eu me arrependo amargamente por ter dado risada ao assistir os noticiários.


Resolvi ficar de pé, conversando comigo mesma antes que pudesse sentir minha sanidade indo embora. Eu precisava estar lúcida e arranjar algum modo de sobreviver, sozinha, inerente a perigos que, talvez, eu nunca tivesse visto.


Em determinado ponto do trajeto, onde eu já nem sentia mais os meus pés, algo grudou sobre o curativo improvisado, me fazendo erguer a perna para verificar o que havia acontecido. Meus olhos passearam por uma espécie de poça cinzenta. Encolhi os ombros, imaginando o que poderia ter dado origem àquilo.


―Céus! ―Sacudi a perna, vendo aquela gosma espalhar gotículas pelo ar, mas elas sempre caíam no mesmo local, como se houvesse um campo magnético. Eu realmente não fazia ideia do que poderia estar havendo.


Dei dois passos para trás, me certificando que não havia mais nenhuma gota grudada em meu corpo, afinal, eu não sabia do que aquilo era feito. Diante dos meus olhos, a massa cinzenta se contorceu, torcendo-se em uma espécie de cone, erguendo-se bem ali.


―Isso não parece ser nada bom... ―Mordi o lábio inferior com força, sentindo-o rachado, tudo aquilo por causa da desidratação. Já não bebia água há muitas horas.


A poça, que já não era mais uma poça, moldou-se bem a minha frente, adotando um corpo humanoide, só que um tanto molenga para, de fato, ser um humano. Até porque seres humanos não nasciam do chão.


Receosa, apertei meus olhos algumas vezes, certificando-me de que eu não estava tendo alucinações devido ao grande período de tempo em que fiquei sob o sol, sem água e com o estômago doendo de tanta fome.


―Anamuh. ―O corpo já formado, pálido e com enormes olhos negros, apontou o dedo indicador em minha direção, de maneira acusatória.


―O quê? ―Questionei, sem entender absolutamente nada do que ele havia falado. Sua constituição corporal derretia, como tinta que acabara de ser jogada em uma parede, mas logo voltava a se formar, onde, a cada nova tentativa, tornava-se mais sólido.


―Anamuh! ―Exclamou, mais alto desta vez. Seus passos desengonçados me faziam recuar. Agora, estava totalmente constituído. Era mais alto que um humano comum, tinha ombros largos, porte definido, pele pálida, olhos negros, totalmente preenchidos, eu realmente não conseguia ver o globo ocular. A língua passeava fora dos lábios, os umedecendo de maneira estranha.


―Olha, eu não sei o que você é, ou de onde veio... Apenas... ―Recuei mais dois passos, desta vez sentindo a dor aquecer meu corpo, os pés voltavam a sangrar e respingar pelos destroços. ―Apenas saia daqui.


―Alot... ―Deu mais dois passos em minha direção, usando de suas pernas longas. O corpo nu brilhava, como se alguém houvesse jogado tinta fluorescente sobre ele. ―Em-evel éta a aus etnof ed azeuqir!


Enfiei meus dedos por entre o vão da pilastra que ainda se mantivera de pé, mesmo depois do bombardeio, e impulsionei meu corpo para o lado, colocando-me atrás dela para, em seguida, correr da maneira que eu podia. A dor lancinante fazia com que meu corpo desejasse ser jogado ao chão, mas, mesmo com toda a incapacidade, eu continuei, firme, iria garantir que, pelo menos, houvesse uma sobrevivente no que sobrara da Terra.


Eu não o via, mas podia ouvir os passos dele sobre os destroços, estalando e quebrando o que sobrara de metais, madeira e, até mesmo, folhas secas. Não podia negar o quão estava assustada, apavorada, na realidade. Havia um homem, ou seja lá o que aquilo fosse, vindo atrás de mim. Algo que surgiu do nada, erguendo-se por entre uma poça de um material que eu nunca vira.


Corri por mais alguns metros e caí, rolando sobre um monte de vidro. Os cacos perfuraram minha pele como pequenas facas, rasgando-a e deixando o sangue jorrar em uma enorme poça sob mim. Meu rosto estava enfiado na terra seca e morna, as lágrimas não desciam, embora eu pudesse senti-las queimando por trás dos olhos, minha saliva já não era mais produzida e minha bexiga estava completamente vazia.


―Anamuh alot! Oãn edop riguf... ―Sua voz ecoou em minha cabeça, latejando, não me deixando em paz em momento algum. Eu apenas queria compreender o que ele dizia para, de alguma forma, retrucar e pelo menos xingar algo antes que a minha morte chegasse.


Encolhi os ombros, todos os meus músculos estavam tensos e eu sentia o sangue morno molhando minha barriga. Enfiei as mãos na terra, empurrando meu corpo para cima. Não desistiria tão fácil, eu não podia entregar minha vida dessa maneira.


―Ieri et raroved! Áres siam licáf missa! ―Meu cabelo foi agarrado com força, mas não o suficiente para me fazer sentir dor. Fechei os olhos, esperando que ele me cortasse a garganta com aquelas longas unhas, que, pelo que vi, pareciam ser afiadas como os cacos de vidro enfiados em meu corpo.


Debati meu corpo, jogando-o para os lados. Meus olhos se apertavam, não de dor, mas de desespero, algo que vinha crescendo em meu peito de uma maneira dolorosa, quase sufocante. Gritei, como se aquilo pudesse me ajudar a me livrar da criatura de pele fria que agora me puxava de encontro ao seu corpo.


Sua mão, que agora me mantinha de pé, bem a sua frente, agarrou-me na mandíbula, fazendo com que minha cabeça ficasse levantada, olhando em sua direção. Ele chacoalhou meu rosto, mas eu sentia medo de abrir os olhos e ter que encarar a morte de tão perto. Sim, eu estava sendo uma covarde, mas talvez essa fosse uma das poucas coisas de que eu não iria me arrepender.


Ouvi o ralhar sair por sua garganta, atirando hálito quente contra meu rosto, mais parecia um grito rouco. A ponta de suas unhas perfuravam minha pele, fazendo com que o sangue quente descesse por minhas bochechas. A morte me encarava e iria me levar ali, naquele instante.


―Ias! ―Um grito irrompeu pelo silêncio torturante daquela Terra inabitada. Por um instante, senti o aperto diminuir de intensidade. A criatura me largou no chão e eu caí como um saco de batatas vazio. Estava esgotada.


Reunindo um pouco de coragem, abri os olhos, observando outra criatura daquela, da mesma altura da outra, olhos igualmente negros, cabelos na altura da nuca, como as de um humano de verdade. Suas unhas encobriam as palmas da mão. Também se encontrava nu, os músculos rígidos, como se tensão o invadisse.


Ele parecia ter autoridade sobre o outro e, por um instante, nossos olhares se encontraram. Aquele imenso vazio me sugou para dentro, fazendo-me rodopiar várias e várias vezes por outras galáxias. Perdi o ar e, se aquela criatura quisesse me devorar, eu o permitiria fazê-lo.

27 февраля 2018 г. 19:25:05 5 Отчет Добавить 4
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Об авторе

Ana Lisbôa Olá, eu vim diretamente do Nyah e do Spirit, acabei por descobrir esta plataforma e gostei muito da organização! Escrevo desde os 10 anos e, a cada novo minuto, uma ideia nova surge a mente. Curso a faculdade de Letras (língua portuguesa), meu anime favorito é Naruto e, nas horas vagas, eu desenho.

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BA Bianca Alves
Sensacionaaaall❤ Continua sz
Ellen  Amorim Ellen Amorim
Adorei o prólogo, você escreve muito bem. Quero ver onde isso vai dar, parece que vai ser incrível <3
28 февраля 2018 г. 23:16:32

  • Ana Lisbôa Ana Lisbôa
    Aaah <3 Que bom que gostou! Obrigada pelo elogio a minha escrita! Logo postarei o próximo. 1 марта 2018 г. 9:57:03
Keyla Lit Keyla Lit
Olá, vi essa fanfic num grupo do face e me interessei, vim logo ler e devo dizer que amei, aguardo o próximo!!
27 февраля 2018 г. 20:11:09

  • Ana Lisbôa Ana Lisbôa
    Olá! Fico muito feliz que tenha vindo até aqui para acompanhar a fanfic <3 Agradeço muito o apoio! Até o próximo! 28 февраля 2018 г. 7:29:48
~

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