igorazevedoescritor Igor Azevedo

Meu terceiro conto, lançado em 2017 e publicado no Wattpad, extraído do meu primeiro livro, intitulado "Retratos". PLÁGIO É CRIME! TODOS OS DIREITOS RESERVADOS À ©2017/2022 Igor Azevedo.


Короткий рассказ Всех возростов. © 2017/2022 Igor Azevedo

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Короткий рассказ
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Eu já quis muita coisa.


Já quis acordar pela manhã para sentir o excelente aroma das flores; depois, levantar e ver o nascer do sol pela janela da varanda. Já quis acordar e ver o meu amor do meu lado na cama. Já quis levantar e fazer companhia a alguém no café da manhã. Já quis lembrar boas recordações. Já quis sair por aí para me divertir, na companhia do maior e melhor amor do mundo. Já quis ver minhas séries e filmes preferidos acompanhado de alguém que eu ame e que me ame. E à noite, poder dormir abraçado e ser abraçado, sendo protegido de todos os males que algo ou alguém possa me causar. E assim, ver um novo sol raiar, com a alegria e a paz de um amor verdadeiro.


Mas é utópico. Pelo menos creio que seja utópico, nesses dias de um tempo conturbado que vivemos.


Eu já quis. Quis muito mesmo. Quis tanto que não tive.


Quis tanto que penei e só encontrei corações cheios demais ou vazios demais... Cheios de ódio, rancor e desamor. Vazios pela desilusão.


Encontrei pessoas que só queriam o que eu tenho ou tinha, porque a gente sempre perde, e muito. Que não queriam nada, apenas me usar.


Eu nunca tive sorte em encontrar alguém que me preze pelo o que eu sou. Pergunto-me: será que tenho alguma qualidade ou estou aqui só de passagem? Meu mal é ser intenso demais, sentir demais, ser brega demais. Por que ainda sonho pela utopia que é amar? Questiono-me, mas não tenho respostas alguma.


Enfim, já quis muita coisa. Mas quando se necessita de coisas para se sentir bem, mas não as tem, o coração seca, atrofia ou apodrece. E isso dói muito porque não é uma escolha sua, mas sim, do mundo.


O mundo me fere cada vez que diz não ao meu amor e prefere minha frieza e a dor do meu sofrimento.


Dias passam, a dor vai e volta, mas sempre está aqui, corroendo aquilo que era pra ser e queria ser.


Eu não queria chorar a podridão do meu coração machucado. Queria chorar por ser vivo e feliz. Eu já fui feliz? Eu já me senti bem?


Enquanto isso, eu assisto a qualquer coisa na TV. Vejo qualquer coisa na internet e passo horas lá. Leio qualquer livro. Como qualquer coisa que eu quiser. Estou só de passagem aqui. Tenho nada que possa me prender à alegria de viver.


Tenho feito por fazer. Sem esforço, sem forças. Se eu faço bem, é por dom, não por vontade. É como se eu quisesse gritar, mas fosse mudo por natureza.


14 ноября 2022 г. 15:02:53 2 Отчет Добавить Подписаться
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Об авторе

Igor Azevedo Igor sempre brincou de professor e escritor. Na infância, sonhava com o lançamento de um livro, mas pelas poucas condições e pouca idade que possuía, seu sonho parecia impossível, porém nunca esquecido. Na adolescência, não costumava ler por influência das tecnologias que geravam um desinteresse latente pela arte da escrita. Tudo isso acabou quando Igor sentiu a necessidade de se esvair do mundo, quando a Literatura era a única saída, o suficiente para transformá-lo em amante da arte.

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Caio Vinícius Caio Vinícius
Esses desabafos em forma literária são os mais corajosos... E fazem um bem danado pra quem escreve e pra quem lê 👏👏👏

  • Igor Azevedo Igor Azevedo
    Feliz que tenhas se sentido aliviado com esse desabafo literário, assim como eu ❤️ November 30, 2022, 02:21
~