bielcastelli Biel Castelli

Um dia ruim sempre pode melhorar, e para Izuku um convite inesperado pode mudar todo o seu fim de semana. Quando sua amiga o convidou para a festa de Halloween ele não imaginava, que não apenas conheceria um homem perfeito, mas sim dois homens perfeitos. Capazes de dar a ele todas as gostosuras e travessuras de uma noite.


Фанфикшн 18+.

#halloween #yaoi #lemon #boyxboy #comédia #tododeku #iidatodo #bokunohero #ravena #iidadeku #superboy #iidadekutodo #mutano
Короткий рассказ
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Azarath Mentrion Zinthos...

I´M BAAAAAACK ! Depois de um longo longo tempo sem postar aqui no Inks, voltei com minha one de Halloween para vocês <3


Boa Leitura !!!


[...]


Final de semestre na faculdade não é o que podemos chamar de paraíso, faltava pouco para a semana de provas e meu humor hoje não estava dos melhores. Acordei atrasado, meu carro estava com pneu furado, o taxista era um idiota, resumindo, meu dia estava sendo um caos. Até mesmo o barulho incessante do lápis de Uraraka batendo sobre o caderno ao meu lado estava incomodando, desde a hora em que a garota chegou na faculdade ela estava contando os minutos para a manhã terminar. Empolgada com o feriado de Halloween e eu poderia estar também, se não estivesse tão irritado.


— Uraraka Ochako, se você bater esse lápis mais uma vez nesse caderno, eu juro que minha cabeça explode! — reclamei massageando minhas têmporas.


— Não exagere, Izuku e apenas para constar, seu humor está um lixo! Anime-se baby, é Halloween! — riu deixando o lápis de lado — Não me diga que não está nem um pouco animado para o feriado?


— Okay, me desculpe. Minha manhã foi uma merda, mas sim estou animado, porque provavelmente irei ficar em casa dormindo. — falei.


— Dormindo depois de foder a noite inteira com o Sero? — ela indagou me olhando.


— Talvez — pisquei para ela, arrancando uma risada de nós dois.


Finalmente o sinal tocou e os alunos gritaram comemorando o início do feriado, inclusive Uraraka. Arrumei minhas coisas e saí da sala acompanhado pela garota, que agora começou a tagarelar sem parar sobre a fantasia que usaria no sábado na festa da faculdade.


— Izuku! — parei ao escutar alguém gritar meu nome.


Olhei para trás e vi Sero correndo na minha direção. Ele era um pouco mais alto que eu e tinha o corpo definido, mas sem exageros e um sorriso de deixar qualquer um ao seus pés. Porém o que se destacava mesmo eram os piercings, vários em sua orelha junto de um alargador e seu cabelo grande que estava quase sempre solto.


— Vejo que irei segurar vela, então deixa eu ir primeiro— Uraraka beijou minha bochecha — Se resolver vir para a festa no sábado, me liga.


— Pode deixar — dei um abraço breve nela e virei para ver o que Sero queria comigo, senti seus lábios nos meus.


— Oi gatinho. — ele disse sorrindo pra mim.


— Oi — sorri voltando a andar agora com ele ao meu lado.


— Queria saber se você está livre essa noite, comprei umas coisinhas novas e queria usar com você — disse em tom malicioso.


Sero e eu nos conhecemos através de Uraraka que nos apresentou, logo viramos amigos e no caminhar dessa amizade alguns beijos foram trocados. Depois viramos uma amizade colorida muito da prazerosa, e agradável para ambos, já que Sero curtia umas paradas de usar brinquedos enquanto dominava e eu era sempre aberto a novas experiências.


— Claro, na sua casa? — senti meu mau humor indo embora rapidinho. O que uma promessa de um bom sexo não pode fazer.


— Sim, passo na sua casa às oito.


— Irei esperar — pisquei para ele vendo seu sorriso aumentar.


Caminhamos em direção ao portão conversando sobre a faculdade, e avistei uma cabeleira vermelha muito bem conhecida por mim. Me despedi de Sero, dizendo que o ligaria mais tarde e atravessei a rua indo em direção a mulher.


— Mina Ashindo — falei ao parar em frente a ela.


— Izu!— pulou em meu pescoço me abraçando — Quanto tempo que não te vejo, saudade.


— A gente se viu a três dias atrás — ri.


— Já é o suficiente pra eu sentir saudades do meu melhor amigo — pegou em minha mão e me puxou em direção ao seu carro — Afinal, amei a camiseta — apontou para a camiseta de cor roxa que eu usava — Acho que vi você da porta da sua sala, muito discreta.


— Veio apenas criticar minha cor favorita ou vai desembuchar o que de fato te trouxe aqui? Sei que não foi apenas saudade, o que tu quer comigo? — falei ao entrar no carro dela.


— Quem disse que eu quero alguma coisa, só queria te ver — disse fazendo um falso drama com direito a beicinho.


— Você só vem até minha faculdade quando quer alguma coisa. Te conheço há anos. — encarei ela que revirava os olhos enquanto tentava prestar atenção ao trânsito.


Mina e eu éramos amigos desde a infância, mas na metade do ensino médio minha família teve que se mudar da cidade por causa do trabalho do meu pai. Ficamos afastados por quase cinco anos, até que meus pais resolveram voltar para cá depois que papai saiu da empresa onde trabalhava. Quando voltei Mina já estava cursando a faculdade de artes cênicas e eu desejava cursar Moda, que por azar do destino não tinha esse curso na faculdade de Mina, mas engano de quem pensava que isso era o suficiente para nos manter afastados.


— Tá bom, eu vim te convidar para a festa de Halloween que vai ter na republica da faculdade no final de semana.


— Não irei, estou fugindo da festa de Halloween da minha faculdade. — falei.


— Ah, mas você vai sim — me encarou — Esqueceu que você tá me devendo um favor? Eu fui com você naquele evento de anime, mesmo não sabendo diferenciar nenhum daqueles personagens. — disse me fazendo suspirar em desgosto.


— E ir na festa da sua faculdade vai ser um favor que estarei cumprindo a você? — arqueei a sobrancelha sorrindo debochado.


— Sim caralho, eu quero ficar bêbada com você como a gente fazia antigamente. — disse fazendo aquela típica cara de cachorro perdido.


— Mina, às vezes odeio o fato de não conseguir dizer não a você. Mas, me convenceu só pela parte da bebida — ri.


— É fácil te convencer e outra, tu vai gostar dos garotos que tem na minha faculdade. — ela disse piscando.


— Já tenho um ficante.


— Aquele que quase te engoliu pela boca na frente da escola? — zombou entrando no estacionamento do shopping. Andar com Mina era assim, ela não te perguntava se você queria ir em tal lugar, ela apenas mandava você entrar no carro e dirigia.


— Homem querendo marcar território, nunca teve essa experiência? — a cutuquei, já que ela nunca tinha namorado.


— Nem quero meu amor, agora vamos pegar algo que encomendei para mim em uma loja.


— Você ainda tem aquela bota roxa? — perguntei.


— Tenho sim. — ela disse enquanto saímos do estacionamento em direção ao shopping.


— Me empresta? — Uma ideia de fantasia tinha surgido na minha cabeça e se tudo desse certo seria a melhor fantasia do mundo.


— Claro, meu bem. Passamos na minha casa primeiro e depois eu te deixo na sua.


Quase duas horas depois, por fim estava chegando em minha casa. Passamos na loja para pegar sua encomenda e eu aproveitei para ver se encontrava alguns acessórios para minha fantasia. Depois fomos a casa dela para buscar a bota e finalmente ela me deixou em casa.


— Filho, onde estava até essa hora? — perguntou meu pai, Toshinori Yagi ao me ver entrar na cozinha .


— Fui até o shopping com a Mina — respondi o mais velho indo até ele e o abraçando — Mamãe tá em casa?


— Está no estúdio dela — respondeu dando um beijo em meus cabelos, sai da cozinha e fui para a parte de fora da casa onde mamãe tinha construído um estúdio de costura para ela.


Meu amor pela moda foi graças a ela, cresci vendo ela costurar, bordar e criar vestidos incríveis, passava horas sentado ao seu lado ajudando ou apenas a vendo trabalhar. Bati na porta do estúdio e escutei dizer que eu poderia entrar.


— Oi mamãe — entrei indo até ela que estava concentrada costurando alguma coisa.


— Oi bebê, está precisando de ajuda?


— Primeiro vim ver como está o amor da minha vida — enchi sua bochecha de beijinhos — E segundo, ainda tem aquele tecido roxo que a gente usou para fazer um vestido para a tia Mitsuki, lembro de ter sobrado bastante dele daquela vez.


— Eu usei metade dele, mas ainda sobrou um monte — Se levantou e foi procurar ele pela estante — Para que você o quer ?


— Mina me chamou para uma festa de Halloween, e estava pensando em fazer uma capa com capuz com esse tecido.


— Mas esse tecido é muito fino para isso, não ficaria bonito — se virou para mim me entregando o tecido — Irei pedir para seu pai ir na loja comprar um melhor.


— Não precisa gastar dinheiro com tecido para mim, é coisa que usarei por uma noite só. — Mamãe não aceitava imperfeições em suas costuras.


— Não tem problema, também estou precisando de alguns tecidos novos mesmo — sorriu, apertando minhas bochechas.


Naquele momento concordei, porque eu sabia que não iria adiantar tentar convencer que não era preciso. Quase me esqueci do meu encontro com Sero, corri para o banho e me arrumei, sua pontualidade é impressionante. Avisei aos meus pais que chegaria tarde e saí.


A noite foi incrivel e o sexo maravilhoso, mas estava tão ansioso com a minha fantasia que cheguei e comecei a trabalhar nela, mesmo já passando da uma da manhã. Justo eu que não estava nem aí para o Halloween, agora estava empolgado com uma roupa de uma noite apenas. Depois os dias que antecederam a festa foi de muito trabalho na fantasia, mas nada que uma ajudinha vinda de minha mãe não resolvesse meus problemas e pronto. Estava feita a fantasia de Ravena.


E finalmente era a noite da festa e neste exato momento Mina estava sentada na minha cama rindo da minha cara, enquanto eu tentava arrumar meu membro para baixo naquele body preto de couro e com cuidado para não rasgar a meia arrastão.


— Meu bem, estou torcendo para que você não sinta vontade de ir ao banheiro — disse Mina rindo mais um pouco da minha desgraça, a morena estava fantasiada de Michael Myers sexy deixando alguns botões do macacão abertos para seus seios ficarem em evidência.


— Ashindo não me faça fazer você engolir essa máscara do 1,99 não — bufei pegando o cinto com pedras vermelhas que mamãe tinha feito para mim e amarrei em minha cintura – Agora me diga uma coisa, tem certeza que é liberada a entrada de pessoas que não estudam lá? Porque se eu tiver que voltar para trás você também vai. – fui para a frente do espelho pegando a pedrinha vermelha e colando em minha testa.


— Você quer ficar calmo?! Eu tenho certeza, Izu – respondeu se levantando da cama com minha capa em mãos e me ajudou a por encaixando em meu pescoço – Agora calce logo essa bota e vamos para a festa.


— Certo! — terminei de me arrumar e nos despedimos dos meus pais que foram até o portão falando para a gente se cuidar.


O campus onde Mina estudava estava lotado de estudantes fantasiados das mais diferentes fantasias, a festa aconteceria na quadra da faculdade que ficava ao lado de um pequeno dormitório que tinha ali. A faculdade dela oferecia isso para alguns estudantes que vinham de outras cidades estudar ali. Mina segurou minha mão e me guiou até o local que já estava lotado, quando entramos no salão nossos ouvidos foram preenchidos por alguma música aleatória da Doja Cat.


— Venha, Jiro e Kirishima estão nos esperando perto das bebidas — gritou me puxando por entre as pessoas que dançavam.


— Kirishima é aquele seu peguete? — perguntei vendo ela concordar — Ansioso para conhecer ele — passei a língua entre os lábios fazendo ela rir.


— Não fazemos trisal, talarica — Mina ergueu a mão para cima e eu tive que sair um pouco de trás dela para ver logo a frente um rapaz fantasiado de Jason de sexta-feira 13 e uma garota fantasiada de bruxa também abanando a mão em nossa direção.


— Pensei que você não vinha mais — disse o rapaz quando nos aproximamos.


— Minha Ravena estava com problemas na fantasia — apontou para mim — Afinal, gente esse é o Izuku, meu melhor amigo.


— Então você que é o famoso Izuku — a garota se aproximou sorrindo estendendo a mão — Muito prazer, Jiro Kyoka.


— Famoso? — segurei em sua mão.


— Tem dias que Mina não para de falar em você — riu — Aliás, sua fantasia está incrível


— Obrigado — sorri convencido dando uma voltinha.


— Eijirou Kirishima — o rapaz que estava vestido de Jason se aproximou e eu pude apreciar um pouco mais da beleza dele, Mina tinha um bom gosto para homens.


— Izuku Midoriya — o cumprimentei.


— Quer beber? — perguntou erguendo seu copo.


— Por favor, mas algo com álcool.


— Sem problemas, álcool é algo que não faltará hoje — sorriu se virando para o barman e pedindo um Bloody Mary para mim.


— Ei cabelo de merda – revirei os olhos ao escutar aquela voz se aproximando de Kirishima, e Mina riu ao meu lado ao ver minha cara — Deku ?


— Não sei quem é essa pessoa, com licença — revirei os olhos e fui para perto das meninas, olhei para de lado para ver o rapaz loiro que tinha chegado. Ele era Katsuki Bakugou, ex amigo e também ex paixonite da minha adolescência.


— O que você está fazendo aqui? — se aproximou me olhando de cima a baixo e sorriu ao ver minhas coxas — Tia Inko sabe que se vestiu desse jeito?


— Não só sabe como me ajudou na fantasia, agora me esquece Katsuki — bebi um pouco do ponche batizado tentando desviar a atenção do corpo dele que estava à mostra naquela fantasia de Deus grego.


Katsuki e eu fomos melhores amigos na infância e em boa parte da minha adolescência, eu até tinha uma enorme queda por ele, mas aos poucos Mina e outras amigas foram me mostrando o quão tóxico aquele garoto era comigo. E no fim nem sua beleza bastava para me deixar de pau duro, já que sua personalidade insuportável estragava tudo de bom que ele tinha, isso se ele tiver algo de bom.


— Porque vocês dois não se pegam logo? — brincou Jiro.


— Katsuki não faz meu tipo — debochei — Agora vamos dançar — falei ao escutar Hello Bitches começar a tocar, peguei minha capa e segurei deixando toda minha bunda a mostra e fui para a pista de dança rebolando mostrando para Bakugou algo que ele nunca teria.


Nos misturamos no meio das pessoas e começamos a dançar no nosso próprio ritmo, se tinha uma coisa que eu amava sentir era esse calor humano e os corpos balançando no ritmo da música. Não demorou muito para Kirishima e Bakugou se aproximarem de nós três junto de um garoto loiro que foi direto para o lado de Jiro, quando percebi que estavam todos de casal e só tinha sobrado eu e Katsuki ali. Menti dizendo que iria pegar mais bebida para mim e me afastei um pouquinho deles, realmente peguei mais bebida, mas uma pessoa me chamou atenção no meio do caminho.


Eu não conseguia ter uma visão bem clara dele, mas captei na hora de quem ele estava fantasiado ao ver que ele trajava um macacão vermelho e branco.


Mutano, um dos interesses amorosos de Ravena.


Mantive contato visual quando ele percebeu que eu o estava o encarando, sorri dando uma piscadinha para ele e voltei um pouco para a pista ainda sentindo ser observado por aquele homem. Depois de algumas músicas dançadas, copos virados e mais trocas intensas de olhares, a vontade de ir ao banheiro bateu e eu fui guiado por Mina que me achou no meio da multidão. Quando voltei do banheiro não encontrei mais o rapaz do flerte, fui arrastado por Mina para onde estava mais alguns colegas dela, mas eu já estava frustrado que tinha perdido minha provável foda da noite. Pedi outro Bloody Mary para o barman e fiquei olhando para as pessoas enquanto esperava a bebida.


— Um bloody mary para mim também — disse uma voz rouca ao meu lado — Oi — falou o dono da voz se direcionando a mim agora.


— Olá — me virei ficando de frente para ele, sorri ao perceber que era o rapaz do flerte de minutos atrás — Vejo que não é só eu que quis fugir do básico hoje — olhei para sua fantasia agora mais de perto e salivei ao ver que era um pouco apertada e destacava seu corpo, aliás um belíssimo corpo. Acabei rindo quando me dei conta do seu cabelo, que estava metade verde e outra metade vermelha.


— Sou um grande fã dos quadrinhos e percebi que você também, Ravena — apontou para minha fantasia.


— Sou apaixonado por essa personagem.


— Olha só que coincidência, Mutano também é apaixonado por ela — sorriu de canto ao fazer a referência ao casal — Quer dançar comigo?


— Claro — pegamos nossas bebidas que o barman tinha nos entregado e fomos para o meio da multidão que vibrava ao som de ‘Who do you love’ da Demi Lovato — Aliás, meu nome é Izuku.


— Shoto, esse é o meu nome — disse ficando atrás.


Começamos a nos movimentar no ritmo da música que estava no refrão, em alguns momentos que Shoto me puxava para mais perto dele e era possível sentir seu membro duro roçar em minha bunda. Sua respiração fria bater em minha pele quente me fazendo arrepiar, aquele homem era uma perfeita mistura entre céu e inferno. Virei minha bloody mary e me virei encarando Shoto que ficava estranhamente sedutor com o jogo de luz da boate, observei ele também virar sua bebida e antes que ele pudesse engolir eu o puxei para um beijo.


Shoto abriu a boca passando um pouco de sua bebida para mim, enquanto nos beijávamos, ele ditava a forma que nossas línguas se moviam enquanto o líquido era passado de uma boca para a outra. No meio do ato um pouco da bebida escorreu no canto de minha boca e Shoto fez uma coisa que eu sabia que ele me proporcionaria a melhor foda naquele noite. Ele passou a língua limpando o que tinha escorrido até chegar em meus lábios, deixando uma mordida ali e quando pensei que iniciariamos um novo ósculo, Shoto segurou minha língua com seus lábios e a sugou sorvendo todo o sabor da bebida.


— Wow — eu estava sem palavras para o que tinha acontecido ali.


— Tá afim de ir para um lugar mais tranquilo? — perguntou, acenei concordando e ele pegou minha mão me puxando para fora do ginásio. Fomos para o prédio dos dormitórios, o caminho até lá foi em completo silêncio.


Subimos as escadas até o quarto andar, até que Shoto parou em frente à porta do final do corredor, e assim que entramos pude observar o pequeno quarto. Tinha uma cama de casal bem no meio, um pequeno guarda roupa com espelho ao lado direito da cama e na parede de frente para ela uma mesa com um notebook junto de alguns livros e cadernos.


— Esperava outra coisa? — riu divertido se aproximando de mim.


— Talvez um pouco bagunçado como estou acostumado em ver nos filmes — ri.


— Agora mais de perto consigo ver o quão lindo você é — levou sua mão a minha bochecha fazendo um carinho.


— Queria achar as palavras certas para descrever o que estou sentindo com o pouco que você já me proporcionou — falei rente ao seus lábios o provocando.


— Essa noite será inesquecível para você, Izuku — sorriu capturando meus lábios iniciando um novo beijo, faminto como sempre.


Tirei minha capa e o empurrei até a cama fazendo ele deitar e subi em cima dele voltando a beijar aquela boca que ainda tinha alguns vestígios do sabor do bloody mary. Sua mão segurando meu cabelo com força, enquanto a outra passeava por minha bunda deixando alguns apertos que me faziam ofegar entre o ósculo.


Estávamos tão absortos naquele momento que nem percebemos que mais uma pessoa estava se fazendo presente no quarto.


— Amor, finalmente achei você — congelei ao escutar aquela frase.


Me ergui virando a cabeça tipo a menina do exorcista. Um rapaz um pouco mais alto do que eu e Shoto, estava parado ali na porta, fantasiado de Superboy e a fantasia deixava todos seus músculos realçados. E se meus cálculos estivessem certos, eu estava encrencado e era hoje que eu iria embora com um olho roxo.


— Amor? — encarei Shoto.


— Ele é meu namorado — disse tranquilamente


— Meu deus — me levantei e peguei minha capa no chão — Peço mil desculpas a você, eu não sabia que ele tinha namorado — encarei o rapaz que estava sério — Não quero estragar o relacionamento de vocês.


O homem à minha frente começou a andar em minha direção e eu fechei os olhos só esperando o soco, mas fui surpreendido ao ter os lábios cheinhos dele nos meus. Suas mãos grandes e fortes segurando minha cintura e me puxando de encontro ao seu corpo. Eu estava paralisado, mas sua língua pedindo passagem para adentrar em minha boca me acordou desse estupor e eu o correspondi. Seu beijo era lento e viciante.


— Você sempre acerta nas escolhas, meu bem – disse o homem encarando Shoto que nos assistia com um sorriso no rosto — Pode me chamar de Iida — se voltou para mim.


— Izuku — minha cabeça estava girando nesse momento — Relacionamento aberto então?


— Digamos que sim — respondeu Iida — Ainda topa passar a noite com a gente?


— Sim. — Dois homens como aqueles não deveriam ouvir um não e de mim, eles não ouviriam.


— Então volta para cá — disse Shoto estendendo a mão para mim, em algum momento da conversa ele tinha aberto seu macacão e agora seu corpo bem trabalhado estava a mostra para meu deleite.


Subi em cima dele novamente me sentando bem em cima de sua ereção, olhei para trás vendo Iida tirar sua camiseta. Eu estava prestes a ir ao paraíso com aqueles dois gostosos à minha disposição.


— Deixa que eu te ajudo com isso — Iida se aproximou ficando atrás de mim e começou a descer o zíper do meu body enquanto beijava meu pescoço e Shoto beijava cada pedaço de pele minha enquanto minha roupa era tirada.


— Olha só o que temos aqui — disse me fazendo olhar para baixo e ver que meu pau duro estava saindo para fora da meia arrastão.


Shoto sem pensar duas vezes me engoliu o máximo que conseguiu e começou a me chupar com afinco me apertando em sua cavidade bucal quente, Iida virou minha cabeça delicadamente em sua direção e me beijou abafando meus gemidos. Meu corpo estava recebendo tantos estímulos ao mesmo tempo que eu cheguei ao meu ápice em poucos minutos me derramando dentro da boca de Shoto.


— Culpo vocês por me fazer gozar tão rápido — me segurei no ombro de Shoto tentando recuperar minha respiração que estava descompassada.


— Esperamos que aguente mais alguns rounds, porque estamos apenas começando a nos divertir — disse Iida beijando minhas costas.


— Energia é algo que eu tenho de sobra, Superboy — o olhei por cima do ombro apreciando aquele corpo musculoso.


— Isso é o que veremos então — sussurrou Shoto perto de meu ouvido.


Shoto me deitou na cama e se levantou começando a tirar toda sua roupa junto de Iida que fazia a mesma coisa enquanto eu aproveitava o espetáculo que era aqueles homens nus em minha frente. Me sentei sobre minhas pernas ao ver os dois se aproximando, Iida ergueu meu queixo e beijou meus lábios tão obscenamente que até Shoto gemeu com a cena, o puxei pela mão e iniciamos um desajeitado e delicioso beijo a três.


Empurrei os dois de encontro a cama e fiquei de quatro com o rosto próximo do pau de Shoto que pulsava em excitação.


— Irei cuidar disso aqui — peguei em seu membro dando uma lambida no glande.


— E eu irei te preparar para ele — disse Iida se pondo atrás de mim dando um generoso tapa em minha bunda me fazendo gemer com a ardência gostosa, olhei para trás a tempo de ver aquelas mãos grandes segurar na meia arrastão e as rasgar como se fosse nada.


— Sou todo seu, Iida — balancei a bunda esfregando em seu pau.


Me voltei para Shoto e comecei a masturbar seu pau enquanto minha língua brincava com suas bolas as deixando bem molhadas fazendo a baba escorrer para sua entrada.


— Me prepara também — disse ele, arqueei a sobrancelha sorrindo e concordei.


Abocanhei seu pau e comecei a fazer os movimentos de vai e vem, deixando minha língua escorregar por toda a extensão e a passando na entrada de sua uretra, enquanto com a outra mão eu brincava com sua entrada. Ele estava tão embebido pelo prazer que sua entrada, já engolia dois dedos meus facilmente.


Olhei para trás e eu queria poder guardar para sempre aquela cena de Iida com o rosto afundado entre as bandas de minha bunda, sua língua e seus dedos. Por vezes me fazia largar o pau de Shoto de lado e gemer alto seu nome, implorando para ele não parar.


— Você está pronto — disse Iida me fazendo resmungar desgostoso ao não ter mais sua língua em contato com minha entrada.


— Mas você ainda não — larguei o pau de Shoto e me ergui ficando de frente para Iida. Beijei seus lábios e me agachei abocanhando seu pau o máximo que eu podia e comecei a sucção rápida enchendo o quarto com os barulhos, engasgando com seu membro. E ouvindo seus gemidos ficarem mais altos, enquanto ele fodia minha boca — Prontinho — sorri olhando para cima ao deixar um beijinho na cabeça de seu pau.


— Você está nos levando ao nosso limite, Izuku — disse Shoto chamando minha atenção — Não reclame depois — sorriu malicioso.


— Não irei reclamar, posso até pedir por mais — engatinhei até estar sob cima de seu corpo.


Peguei seu membro pela base deixando ele em minha entrada e desci lentamente mordendo meu lábio, observando Shoto abrir a boca em um gemido mudo enquanto agarrava minha cintura. Ele tentava me ajudar a acolher cada centímetro de seu membro duro dentro de mim, Iida se aproximou ficando atrás. E quando eu iria falar que não sabia se estava preparado para uma dupla penetração, fui surpreendido ao ver ele levantar as pernas de Shoto para cima e o penetrar.


— Primeira vez nessa posição? — perguntou Shoto e eu concordei — Se quiser eu deixo você experimentar estar no meu lugar depois, agora você irá guiar Iida que irá se mexer dentro de mim, no mesmo ritmo em que você calvaga.


— Certo! — apoiei minhas mãos em seu peito e comecei a me movimentar lentamente notando que Iida fazia a mesma coisa.


Fiquei assim por alguns minutos até começar a aumentar o ritmo e sentir Shoto ir fundo em mim quase encostando em minha próstata, em algum momento Iida largou uma das pernas de Shoto e abraçou meu corpo começando a beijar e morder meu pescoço enquanto estimulava meus mamilos os apertando.


As mãos de Shoto ainda estavam em minha cintura me estimulando a sentar com mais afinco, encarei seu rosto que se contorcia em prazer em certos momentos, eu com toda certeza queria experimentar estar no lugar dele na próxima vez. Abracei o pescoço de Iida como apoio e o puxei para mais perto de mim deixando sua respiração rente ao meu ouvido, e seu corpo suado batendo em minhas costas. Comecei a pular no pau de Shoto fazendo o barulho de nossas peles preencher o quarto, joguei minha cabeça para trás ao sentir minha próstata esmagada com força.


— De novo — falei encarando Shoto que entendeu o que eu queria dizer, me ergui um pouquinho e me sentei com força sentindo o pau do bicolor ir fundo mais uma vez quando ele elevou o quadril para cima no momento que desci.


— Eu vou gozar — anunciou Shoto — Deixa eu gozar em sua boca, Izuku.

Não disse nada, apenas sai de cima dele e me deitei ao seu lado.


— Venha, fode a minha boca e me dá toda essa porra. — passei a língua entre meus lábios.


Shoto esperou Iida sair de dentro dele e ficou de joelhos segurando seu pau próximo a minha boca.


— Amor, foda ele — disse se voltando para Iida — Mostre para o Izuku como é bom ser fodido por você — e beijou os lábios do maior antes de voltar para mim colocando seu pau em minha boca.


Iida ficou entre minhas pernas e me puxou deixando meu corpo apoiado em suas coxas e me penetrou lentamente, ele era um pouco maior que Shoto, mas o que o diferenciava era em como ele era grosso. Iida se inclinou beijando minha barriga enquanto eu me acostumava com ele.


Após alguns minutos chupando Shoto ele veio em jatos fortes em minha boca e eu engoli tudo o que consegui. Ele se inclinou capturando meus lábios em um beijo e passei um pouco de sua porra para ele. Quando eu e Shoto começamos a nos beijar, Iida começou a se movimentar em um ritmo rápido e forte indo fundo em meu canal acertando minha próstata de primeira, larguei os lábios do outro e gemi alto encarando ele.


— Isso Iida, me fode com força — murmurei, que visão espetacular que era ver os músculos daquele homem tensionarem a cada vez que se enfiava com força em meu interior me fazendo gozar em segundos.


— Isso amor, goza dentro dele — incentivou Shoto.


— Eu vou… — se inclinou abraçando meu corpo e estocou uma última vez se desmanchando dentro de mim — Gozar.


Iida se retirou de dentro de mim e deitou ao meu lado com a respiração desregulada, Shoto o acompanhou se deitando também e o silêncio entre nós bateu e só era possível escutar nossas respirações ainda cheias de adrenalina.


— Isso foi...


— Incrível? — disse Shoto.


— Espetacular — completou Iida nos fazendo rir.


☆☆☆☆☆☆☆


Já havia completado uma semana desde a festa de Halloween, algumas lembranças daquela noite ainda estavam em minha cabeça. Como a cena da manhã seguinte, quando acordei sendo esmagado pelos braços de Iida em volta de mim e os de Shoto em minha cintura.


— Foi um sacrifício sair daquela cama para atender a ligação de Ashindo que estava desesperada atrás de mim — murmurei baixo rindo sozinho, estava deitado embaixo de uma árvore ali na faculdade tentando ler um livro — Maldita, ainda me fez atravessar o campus com aquela meia arrastão toda rasgada.


Coloquei o livro no rosto e fechei os olhos lembrando daqueles dois gostosos dormindo, queria ter ficado mais algumas horas em meio aquele emaranhado de abraços. Acho que acabei cochilando por alguns minutos, tirei o livro do rosto vendo Ashindo parada em minha frente com um sorriso zombeteiro em seu rosto.


— O que você está fazendo aqui? — perguntei me sentando batendo com as mãos em minha calça tirando algumas folhas dali.


— Eu que tenho que fazer as perguntas aqui — estendeu a mão me ajudando a levantar — Estou sendo atazanada há alguns dias por duas pessoas que estão a procura de você.


— Do que você tá falando, doida?! — ainda não entendia o que ela estava dizendo.


— Desses dois aqui — se virou me dando a visão de Iida e Shoto parados um pouco mais atrás dela — O que é que você tenha feito deixou os carinhas ali caidinhos, e de quatro por ti.


— Mais tarde a gente conversa — peguei minha bolsa ignorando a piadinha dela.


Fui até os dois que estavam com expressões em seus rostos que eu não conseguia decifrar no momento, agora a luz do dia eu podia ver que o cabelo de Shoto era dividido em duas cores, branca e vermelho. Já Iida ainda era um Deus perfeito, só acrescentava o uso de um óculos quadradinho que o deixava bem nerd. Eles eram o famoso casal capa de revista, homens lindos e parecia surreal que eu os tinha visto nus e feito muito com aqueles corpos.


— Oi — falei parando em frente deles sorrindo meio sem graça


— Oi — respondeu Shoto.


— Por que não se despediu da gente? — Iida foi direto ao ponto.


— Desculpa — murmurei — Ashindo estava me ligando desesperada.


— Imagina a decepção de Iida ao acordar e ver que a única lembrança que a Ravena tinha deixado era a pedra da testa colada na bochecha dele — disse Shoto nos fazendo rir.


— Eu nem sei como consegui sair dos braços de vocês, pareciam tão namoradinhos possessivos — brinquei.


— Iida realmente é um pouco mais territorialista.


— Enfim, o que desejam comigo? — perguntei encarando os dois.


— Pode parecer uma grande besteira, mas a gente gostou muito de você e lamentamos não ter dado tempo para nós conhecermos melhor — disse Iida segurando minha mão.


— Como você bem sabe, nós temos um relacionamento aberto e a gente queria te conhecer melhor e ter você como namorado.


— Wow — larguei a mão de Iida — Namoro? Não acham que isso é muito rápido?


— Shoto se expressou mal — disse Iida.


— Não mesmo, eu quero ele como meu namorado também — rebateu o bicolor.


— Ele quis dizer que a gente quer te conhecer melhor para ter algo fixo com você, nada de namoro — sorriu nervoso balançando as mãos — Você ainda poderia ficar com outras pessoas, se assim desejar.


— Isso é tão confuso — ri — Eu também gostei muito de vocês dois, e eu estaria mentindo se não dissesse que aquela noite não sai da minha cabeça.


— Acredite, nem da nossa — disse Shoto.


— Vasculhamos a faculdade inteira atrás da sua amiga para tentar convencer ela a nos trazer até você — Iida suspirou.


— Mas então, a gente quer saber se você topa nos conhecer melhor e talvez quem sabe ser a Ravena do seu Mutano e Superboy — disse Shoto segurando a risada por causa da frase tosca.


— Então, Azarath Metrion Zinthos…


[...]


Então pessoal, o que acharam da história ? eu amo demais esse casal, amo pra caralho a personagem Ravena. Acho que deu uma ótima junção esses dois mundos aaaaa


Até a próxima !!!

2 ноября 2021 г. 21:13:15 0 Отчет Добавить Подписаться
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Biel Castelli "Escrever é uma maneira de viver outra vida. Muitas outras vidas." - Etgar Keret / all these bitches is my sons 🍼

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