Короткий рассказ
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15 ANOS

Estou aqui refugiado no quarto, meio tarde da noite... lá fora, na copa, escuto a festiva algazarra de oito ou nove adolescentes: músicas audíveis e outras nem tanto, cantorias, choros, declarações de amizade eterna, confidências... todas falando ao mesmo tempo, freneticamente, e por mais inverossímil que possa parecer... se fazendo entender!


Amigas do esporte, no caso o voleibol, na derrota e na vitória; solidárias no amor que virá, ou que já foi, sem nem ter sido; cúmplices no sofrer pela injustiça, resultante do namoro precoce e inflexível; guardiãs do segredo alheio, pelo menos até a próxima jura eterna...


Adeptas do Instagram, do brigadeiro, do secador de cabelos, e das fotos em frente ao espelho... ah, os celulares, como posso esquecer!


Débora, Marina, Júlia, Sara, Érika, Amanda, Paola, Isadora, Isabela; mas e a outra, como é mesmo o nome dela? E os vizinhos? Bom, acho que já tiveram 15 anos...


Para de latir cachorro chato! Não vê que nesta noite o ruído é sagrado, e não pode ser confundindo com arruaça comum? Ou quer atrair o afago das mocinhas, como tantos outros candidatos a pretendentes, que hoje aqui desejariam estar, e cujos sonhos terão ruído?


Aos 15 anos se pode tudo... pode-se ser o que quiser, estar onde se quer, chamar por quem puder, gostar de quem convier; ser infantil e quase maduro, usar o salto impossível, esconder a lata de leite condensado, ter medo do escuro... mas sem jamais perder o orgulho!


Ou o capítulo de “Malhação”...


Aos 30... aos 45... aos 60... múltiplos de 15... quisera também se multiplicassem as alegrias e se desintegrassem todas as agruras, e que a cada ciclo de vida eclodisse em nós mesmos toda aquela energia... lembra? Aquela... a sua... pense bem...


O que você faria aos 15 anos?

13 июля 2021 г. 19:10:38 1 Отчет Добавить Подписаться
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Об авторе

Max Rocha Um Fantasma literário ou alguém que apenas gosta de escrever... me interesso por ficção histórica e científica, suspense, misticismo e mistério com um toque de humor. Às vezes enveredo pelo tom crítico e motivacional do cotidiano. Escrevo ouvindo música instrumental relacionada com o tema no Spotify, ao lado da Duda, minha cadela australiana de 5 anos. The Phantom (O Fantasma) foi criado por Lee Falk, em 1936.

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