kszoliver KSZ Oliver

(Prequel — Série "O Paradoxo 99") Às vezes, o choque de realidade é um remédio amargo... Mas é o melhor colírio para enxergar as indesejáveis verdades — ou mentiras que idealizamos... Denison é um jovem nerd, tímido e passionalmente idealista — secretamente apaixonado por uma das mais populares, inteligentes e bela garota do seu colégio. Contra todos prognósticos, após uma inesperada e tórrida noite de amor com ela, começaram a namorar. No entanto, como se não bastasse sua insegurança natural com garotas, ele descobrirá que a paixão às vezes nos cega para algumas verdades bem diante do nosso nariz: "que ninguém é de fato de ninguém, o tempo todo"... "E que, nem sempre, o amor nasce do simples prazer à dois..." (+18) .


Короткий рассказ 18+. © Copyright © 2020 K.S.Z Oliver All Rights Reserved

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Короткий рассказ
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Fantasias e Desilusões

Era noite de sábado, 27 de novembro, dia da celebração de formatura das turmas do 4º ano. Durante a tarde, houve gincanas, oficinas e apresentações para o alunado em geral — assim como eventos para seus familiares e outros visitantes. À noite, os Formandos receberiam seus diplomas de conclusão da última fase escolar do Segundo Grau.

Seria um dia especial para os alunos do último ano do Ensino Médio do colégio Polivalente de Murity — não para o jovem nerd Denison. Naquela época, ele namorava a belíssima Mellanie, ou Mell. Pelo menos, ele achava que namorava...

Denison estava na 4ª fileira da arquibancada quando a avistou chegando: “Estava linda como sempre naquele vestido justo e vermelho”, observou ele imediatamente. Tinha chegado com a irmã mais nova e sentaram-se na segunda fileira, sem sequer olhar em sua direção. Seu coração gelou. Todavia, tentou se convencer com o argumento: “Ela apenas não o viu, ali...”. Mas, àquela altura, era impossível negar que não houvesse algo de errado com ela — ou em seu comportamento:


— “Você é mais inteligente que isso...” — ainda conseguiu lhe dizer seu silenciado Alter ego, diante da humilhante situação. — Ainda que ela possuísse o triplo do grau de miopia dele, não seria possível ignorá-lo desta forma!” — insistiu, procurando fazê-lo enxergar a realidade tão patente.

O fato era que ele nunca a tinha visto tão fria e indiferente como naquele dia. Na verdade, ela parecia estar indiferente à ele, apenas: “No mais, ela estava radiante com todos”, ele obrigatoriamente teve que admitir.

Ressabiado, a observava de longe. Ela se encontrava alegre e entusiasmada com todos à sua volta. Mellanie possuía um lindo rosto oval — ou meio arredondado, dependendo do ângulo — e o sorriso de mulher naturalmente atraente. Detinha um corpo sensual que chamava a atenção de qualquer homem. Talvez, por aquela razão, ele tivesse tão pouca autoestima em relação à ela, e fosse demasiadamente tão inseguro no relacionamento.

Denison, por sua vez, não se achava tendo muitos atrativos, ou atributos físicos nos quais se valer. Era um rapaz absolutamente normal. Com exceção dos seus traços indígenas — herdados da sua mãe —, do seu intelecto e dos dotes sexuais, ele não tinha muito com o que competir contra o corpo sarado e atlético do tal Marcão, distribuídos nos seus quase 1,90 de estatura.

Além disso, ele possuía uma autoimagem bastante depreciada, criada pela baixa autoestima e por constantemente se comparar com os demais pretendentes da Mellanie — que na sua visão: “Seriam muito mais afeiçoados que ele...”. Sua autoconfiança era muito reduzida, na época. E a sensação de insegurança na sua cabeça fazia a situação ficar pior do que realmente era.

De repente, um filme passava pela sua cabeça, rememorando todos os eventos que lhe levaram até àquele quadro de completa desilusão...


Durante o Ensino Médio…

A garota era um colírio para os olhos. Além de um bonito rosto, ainda adolescente, Mell já tinha o corpo perfeito de uma mulher feita, lembrando o de uma modelo — ou de uma boneca.

Ela havia sido colega dele desde a 8ª série. Foi nessa época que o nerd e retraído Denison se apaixonou pela destacada moça. Mas apenas a admirava de longe.

Além de muito bela e naturalmente sensual, a jovem era aparentemente madura para idade que possuía, naquela época. Mell era vista como uma atípica Garota Nacional, pois além de todos esses atributos físicos, também era uma nerd: possuía uma habilidade extraordinária em qualquer matéria que lidasse com números, cálculos ou fórmulas matemáticas complexas. Como uma garota nada peculiar, tinha o apelido de "Barbie nerd" entre os estudantes — o que a desagradava, devido ao tom depreciativo.

Namorá-la, estava no imaginário fantasioso do Denison. E havia se tornado o intento de boa parte dos rapazes do colégio — os da turma do “partidão”, ou populares da escola. Contudo, sua fama de garota inteligente e com personalidade de mulher independente lhe era um estigma, intimidando a maioria desses garotos — a mantinha isolada do grupo dos “populares e descolados”.

Ela e o Denison não se tornaram “próximos” desde o início. Mellanie o via apenas como mais um de seus colegas. E ele sequer se achava mais um naquela multidão de pretendentes da linda garota. A moça sequer parecia perceber que os olhos dele brilhavam quando a via.

Ademais, Denison também era extremamente retraído, tímido com o sexo oposto. Não tinha tido coragem de falar ou mesmo demonstrar à ela o que sentia. Possuía um medo e insegurança fora do comum em expor seus sentimentos. E o fato dela ser inteligente, possuir personalidade própria e demonstrar ser tão independente nas aulas — assim como aos demais estudantes —, também o intimidava.

Ele achava que Mell parecia não precisar de ninguém. No entanto, depois do primeiro ano, aquilo havia inesperadamente mudado...


Aconteceu durante o terceiro ano...

Denison havia sido promovido ao mais inteligente da turma — ou o mais esforçado, como ele retrucava quem o rotulava daquilo. Desde então, todos os seus colegas disputavam para fazerem trabalhos escolares, testes em dupla ou em grupo com ele — inclusive a Mellanie.

Denison ficou intrigado, sem compreender aquela sua nova condição: “Como uma jovem com seu currículo e bagagem escolar, poderia estar necessitando de toda aquela ajuda acadêmica pra fechar as notas?...”

Contudo, por ser apaixonado por ela, estava lisonjeado com o fato inusitado daquela garota sentar-se perto dele.

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"Oportunidade"



Quanto ao envolvimento amoroso dos dois, Denison e Mellanie só passaram a “namorar” no início de fevereiro de 2010. Na época, ambos tinham quase 20 anos. E ela havia terminado com o namorado, um cara muito mais velho — e que sequer estudava no colégio. O fato foi que ela sempre sentiu-se atraída por rapazes intelectuais. Ou metido a intelectuais, como esse seu Ex.

Denison dizia que nem mesmo sabia como exatamente começou a namorá-la: “Dizia à todos que apenas aproveitou o momento em que ela estava solitária, devido ao seu recente término, e investiu para ver no que daria. E que, surpreendentemente, ela tinha aceitado…”. Só que não tinha sido bem assim…

As vezes, ele achava que muito daquele “sucesso na sua conquista”, se deu ao fato dela ter ficado impressionada com as habilidades e conhecimentos nerds dele, tanto sobre internet como em celulares e informática. Conhecimentos que ele, na verdade, havia aprendido com o Minhoca, seu melhor e único amigo, sem qualquer pretensão de impressioná-la. Ou à qualquer outra garota. Na verdade, ela havia ficado impressionada mesmo, foi com um outro tipo de performance dele...


Nessa época, a mãe e irmã do Denison ainda moravam com ele em Murity. Ou ele que morava com elas...

Naquele tempo, 2009/2010, os DVDs ainda continuavam no auge aqui no Brasil. Principalmente, os de filmes e clips musicais piratas. Com o pretexto de vê-la e de que a Mellanie fosse em sua casa, ele sempre arranjava todo tipo de vídeos de shows musicais e filmes na internet para a garota E a Mell não fazia objeção de ir até sua casa para pegá-los. Denison sempre sonhava e fantasiava acontecendo “algo” entre eles em uma daquelas visitas dela ao seu quarto. Mas aquilo tudo parecia bom demais para ser verdade: “Isso nunca iria acontecer!”, tentava ele manter-se com os pés no chão.

Entretanto, numa sortuda noite de fevereiro de 2010, Mell estava no quarto dele, aguardando enquanto ele passava para DVD um famoso filme de 2009, o qual acabara de baixar por Torrent...


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"A Conquista"




Noite de Sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010...

Mell também precisava de óculos de grau, pois sofria de miopia — assim como o Denison. Porém, só sentia-se à vontade para usá-los quando estava com ele. Era como se, apenas com ele, ela pudesse ser ela mesma.

A vontade, Mellanie estava sentada na cama com os braços para trás, apoiados sobre o colchão. Ao fundo, Denny havia deixado seu PC tocando músicas do seu pendrive. Uma delas tocava naquele momento, em baixo volume...


— Então, Denison... Tá saindo com alguém? — Mell perguntou, como quem não queria nada.

— Hã?!... Eu? Como assim? — ele se assustou ao escutar a súbita pergunta.

— Se você tem "alguém"?... — ela reiterou, agora deitada de lado, atravessada aos pés da cama.

— É... não. Quer dizer, agora, por enquanto, não... — meio que se enrolou ele pra dar uma resposta que parecesse que ele estava no controle da própria vida sentimental.

— E você? Quer dizer, você não... — Denison se lembrou imediatamente da recente situação dela. — Quero dizer, você acabou de terminar com o Allan, não foi?...

— E a Ananda?... — lhe indagou Mell, sem responder sua pergunta.

— Ananda? — se surpreendeu Denison com a insinuação.

— É. Eu pensei que vocês... — não completou Mell, achando que ele entendeu.

— Ah, não. Não, claro que não. Agente não... Agente não tem nada, sabe? É só… amizade. — quis Denison deixar claro aquilo, se perguntando de onde ela tirou aquela história, mas já fazendo uma ideia.

— É que eu via vocês sempre jutos e... E ela é tão legal e inteligente, né?...

— Não, não temos nada... — confirmou ele.

Agora deitada de barriga pra cima, ela estava com metade do corpo na cama, enquanto os pés tocavam o chão. Alisava os cabelos e reclamava do comportamento do antigo namorado.

Sentado em frente ao computador, Denison de vez em quando olhava de relance e a via meio largadona em sua cama, se imaginando suspendendo aquele seu vestido florido curto, e tendo acesso àquela jóia preciosa da qual escutou alguns dos caras do colégio comentar...

Ao passo que ela se mostrava frustrada com seu antigo e superficial relacionamento, “onde ela parecia gostar do cara, mas ele a teve apenas como ‘mais uma' para ele”, Denison apenas respondia qualquer coisa, quase em monossílabos, fingindo interesse, ou que compreendia o que ela dizia e sentia. Na verdade, como a amava secretamente, não estava muito contente em ficar apenas na zona da amizade. E escutá-la sofrendo por alguém que não a valorizava, não estava lhe agradando muito.

Após bancar o amigo confidente, Denison já concluía a gravação e transferência do filme "Avatar" do seu computador para o DVD...


— Já?!... — ficou ela surpresa com a suposta rapidez do procedimento.

— É. Meu PC é bem rápido pra essas coisas.

— Quantos Gigas de Ram? — ela perguntou, demonstrando interesse e certo conhecimento no assunto.

— É um DELL com Core i3, 6 de Ram, expandida com uma SSD de 16, e 1 Tera de memória interna.

— Uau! Nossa, que inveja! Meu Note tem 2 de Ram e já tá pedindo arrego. ( Risos ) — ela comentou, levantando e se posicionando em frente à ele, aguardando o DVD.

Denison se encontrava sentado. Com ela tão próximo, ele sentiu o cheiro bom do seu vestido, enquanto seus olhos ficaram na altura do volumoso e perfeito busto dela.

Ele entregou o DVD, fazendo com que seus dedos se resvalassem. Denison sentiu um frio na espinha e um fio de eletricidade percorrer seu corpo ao tocá-la, mesmo tênue e rapidamente.

— Então, quanto é? — a moça brincou, tendo no belo rosto o bonito e brilhante sorriso que lhe aquecia o coração.

— Bem, se me pagar, aí já vai ser pirataria…

— E qual a diferença?!

— É que eu te dando, de graça, é doação.

— Mas só se doa o que é seu... E você baixou ele... Você sabe... Pirata… ( risos) — argumentou Mell.

— É, agora você me pegou... — admitiu Denison, ficando sem argumentos..

— Espera. Deixa eu...! — levantou Denison rapidamente pra pegar uma capa pro disco, ficando praticamente com o rosto colado ao dela, congelando em seguida.

Apesar dele ter feito aquele movimento de maneira completamente despretensiosa, ambos todavia não recuaram... Seus corpos estavam quase relando um no outro. Mell pôs o DVD na mesa do computador e colocou a mão no peito do Denison enquanto avançava em direção à sua boca

— Ops!... — reagiu quando seus óculos tocaram nos dele, rindo um pouco da cena.

Denison também riu levemente da situação quando os óculos dos dois se chocaram inesperadamente. Ela então removeu os óculos dele e ele, procurando não tremer as mãos, os dela, os pondo em cima da mesinha.

Naquele instante, providencial ( ou apropriadamente? ) começou a tocar uma das canções preferidas da Mell...


“Sorry

All that you can’t say

Years gone by and still

Words don't come easily

Lilke Forgive me...”


…O rosto do Denison suava e seu coração parecia que queria explodir no peito. Suas pernas ficaram bambas e a respiração pesou. Contudo, num milionésimo de segundo, ao perceber o que estava e o que poderia ocorrer ali, Denison surpreendentemente tomou a iniciativa e passou a avançar em direção à sua boca, “para ver no que dava”…

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“Instinto”



Assim que seus lábios se encontraram e eles começaram a se beijar, ele segurou seu rosto com uma das mãos e a outra na sua cintura. Ao encostar-se mais nele, ela sentiu seu pênis ereto sob a bermuda, pressionando sua virilha. Ainda no controle, ela parou de beijá-lo e o empurrou lentamente até ele sentar-se na cadeira.

Ela se aproximou e se ajoelhou em frente à ele, que sentado olhava para a porta do quarto aberta. Mellanie não tirava os olhos do pulsante volume embaixo do seu calção. Os pensamentos dele estavam divididos entre o que sabia que ela provavelmente faria, e a preocupação de que sua mãe e irmã podiam chegar à qualquer momento da igreja, e flagrá-los. Mas se lembrou que eram por volta das oito da noite. E elas sempre chegavam às dez. Então calculou rapidamente que teriam uma hora e meia.

Mell o olhava com o rosto brilhando, enquanto ele a fitava de volta, imaginando que tinha ganho na loteria ou que estivesse no paraíso. Ela então puxou seu calção até à altura da coxa, fazendo seu duríssimo membro saltar rapidamente. Mellanie parecia ter ficado impressionada com o que viu. Seu semblante mudou. Parecia desejá-lo ardentemente. Ela o pegou com uma das suas mãozinhas. Ao tocá-lo, o já intumescido pênis do rapaz latejou. De tão extremamente sensível, ele teve que se segurar para não gozar bem ali, no rosto dela.

— Ah! Humm!... Oh!... — Denison gemeu e recuou um pouco, ao sentir a pressão das mãos dela massageando-o.

Ela então passou a acariciá-lo, fazendo movimentos de sobe e desce, como se o masturbasse. Eles nada diziam. Apenas se comunicavam com olhares.

Denison se contorcia e contraía os músculos das pernas e coxas, se segurando para não gozar nas mãos dela. Em sua cabeça, ele imaginava o que ela provavelmente faria em seguida: "Certamente te chupará...", ouviu ele de sua contraparte mental, ou Alter ego.

Mas ele desejava beijar muito aqueles seus lábios. E não queria fazer aquilo após ela lhe fazer um boquete — mesmo que o pênis fosse o seu... "Além do mais, estava doido pra tirar logo aquele seu vestido e ver sua buceta pela primeira vez. Desejava provar o gosto e textura da sua vagina, mais do que qualquer coisa!...", ele pensava, enquanto se continha, preocupado, pois era a sua “primeira vez” com uma garota.

"Relaxa, cara. Não pense. Apenas deixa rolar. Se lembre das dicas, mas não tente seguir script..."Deixa rolar...! — orientou-se em meio à ansiedade e medo de errar em alguma coisa. — Só deixa o instinto natural te dirigir…”, acrescentou a projeção mental que ele criou de si mesmo, enquanto ele buscava controlar o ritmo da respiração.


Tomando a iniciativa, ele imediatamente a puxou pelo braço, a fazendo sentar-se de pernas abertas em seu colo. A beijou sofregamente, com paixão, acariciando todo seu corpo, a fazendo ficar paralisada de prazer. Com intrepidez, a olhava com tesão e segurança, enquanto acariciava sua vulva por cima da calcinha, a fazendo gemer e arfar em seu pescoço. Ele viu que ela gostou de ter sido tocada ali. Foi então que, rapidamente, o conhecimento teórico que aprendera nos artigos que leu sobre sexo e sexualidade feminina, se tornaram em ações intuitivas. Ele se lembrou o que tinha que fazer...

Rapidamente, ele se viu no domínio da situação. Foi como se, naquele momento, o impulso sexual tivesse sido uma espécie de elixir que o dominou e removeu a timidez do retraído Denison.

No automático, e já completamente destemido, ele a segurou e se levantou com ela. Empurrou o teclado para o canto. Enquanto a beijava freneticamente, com uma pegada típica masculina, a pôs sentada na mesinha do computador, o que fez a música parar. A mesa era firme, pois estava encostada na parede. Em seguida, sentou-se na cadeira: "Queria abrir bem suas pernas e ter uma visão privilegiada da sua buceta antes de chupá-la", ele planejou.

Mell sentiu-se prestigiada e verdadeiramente desejada com os toques e a paixão dos beijos do Denison. Era como se ele não desejasse apenas seu corpo, mas toda ela.

Ainda de vestido e cheia de tesão, ela colaborou, suspendendo a roupa e jogando para longe as sandálias de correias brancas. Sua calcinha preta estava completamente à mostra. Apoiando seus pés nas coxas dele, abriu as pernas para ele. Toda arreganhada, Mell olhava com tesão para seu membro, firmemente apontando pra cima. Era como se ela o convidasse a adentrar seu corpo, a possuir.

Denison removeu de pressa a bermuda. Sentia seu pau extremamente rígido e latejante, urrando para penetrá-la. Mas se continha, por ora. Beijava as laterais da suas coxas. Sentiu o cheiro delicioso da sua lingerie, aquele suave e afrodisíaco feromônio exalado da peça íntima feminina. Sua libido foi à estratosfera. Ele passava o dedão sob as laterais da lingerie, sentindo seu interior quente e mui deslizante, fazendo-a tremer as pernas de excitação. Finalmente, ele puxou uma das laterais da peça íntima para o lado, deixando à mostra boa parte da sua vagina depilada a lâmina. Os grandes lábios eram volumosos e cobriam a maior parte dos pequenos. Os pelos já estavam nascendo, por isso um pouco ásperos. Minava um viscoso e transparente liquido entre a fenda dos pequenos lábios.

"Que buceta linda, meu Deus!" — ele exclamou internamente, ao ver sua vagina avermelhada aberta bem em sua frente, desejando abocanhá-la.

Antes, Mell estava no comando, achando que ela precisava satisfazer o Denison, como sempre fazia com seu Ex. Agora, pela primeira vez, via-se sendo satisfeita, sentindo prazer de fato. Era como se estivesse trocando prazer, fazendo amor, não simplesmente transando com alguém.

'Denison então, sem perder mais tempo, abocanhou com paixão aquela obra de arte da natureza, sentindo seu gosto pela primeira vez. O cheiro lembrava um pouco o de sabonete íntimo feminino...

— Assim!... Assim!... Sim!... Chupa gostoso minha bucetinha!... — pediu Mell com tesão para que ele continuasse, fazendo-o sentir-se lisonjeado ao escutar as palavras de aprovação da jovem.

...O gosto era meio azedo, meio adocicado… agridoce. Quase lembrando água de coco verde. Contudo, assim como a cerveja era para muitos, apesar do gosto exótico, aquele sabor era deliciosamente viciante e prazeroso...

“Ele se encontrava deslumbrado por ver, tocar e sentir o cheiro de uma buceta de verdade, em detrimento das frias imagens pornográficas que viu até ali.”


Após beijá-la demoradamente, a fazendo sentir um pouco do gosto da sua própria vagina, a pegou e a pôs em cima da cama. Abriu bastante suas pernas enquanto ela retirava seu vestido e o sutiã. Denison removeu sua lingerie e tirou também sua camisa. Após se debruçar sobre sua virilha, delicadamente afastou os pequenos lábios da sua buceta com os dedos e achou seu discreto e ereto clitóris. O acariciou com a língua, como aprendeu, circulando levemente...

Mellanie estava adorando ter sua intimidade vasculhada, explorada, sendo sugada pela primeira vez com adoração. Denison a chupava como se extraísse o néctar dos deuses... Naquela hora, ao notar como aquilo a agradava, Denison também se recordou do que aprendera nos artigos que estudou... "Sabia que, teoricamente, se a fizesse sentir prazer ali, em suas mãos: poderia ganhá-la, tê-la sempre... E ele sabia muito bem "aonde" ir — ou o quê procurar e estimular..."

— Ah! Uh! Ah! Ah! Hammm! — ela continuava gemendo sem se conter em suas mãos.

Após se demorar naquela ação por um tempo, a escutando gemer intensamente, ele não mais se conteve: a pegou pelas coxas e a aproximou de si. Aquele seria para ele um outro momento mágico... Posicionou seu rígido e latejante pênis na entrada da sua úmida grutinha rosada, e empurrou-o lentamente...

— Ah! Ah! Umm! — Mell sentiu um refrigério e ondas de prazer ao ter o pênis dele escorregando na mucosa da sua vagina mui lubrificada. E Denison experimentou uma incrível sensação de realização, ao sentir-se deslizar para dentro e fora do corpo da Mellanie, a garota que amava... Quando viu que iria gozar. Parou: "Queria prolongar ao máximo aquele momento..."

Ambos já estavam suados de prazer... Ele a pegou e a pôs de quatro. Ao vê-la daquele jeito, vendo seu traseiro e sua linda vagina espremida entre as nádegas, achou-se no paraíso, diante daquela maravilhosa visão. Esfregou a glande do seu sensível pênis ali, sobre sua vulva e traseiro, como se quisesse prolongar o máximo que pudesse aquele momento e sensação, caso não a tivesse mais... Mell sentia o grosso e quente pau do Denison acariciando sua bunda.

— Ah! Assim! Assim! Me fode! Me fode gostoso! — pediu Mell com o rosto sobre a cama e bumbum ligeiramente empinado. — Ah! Hmm! Hamm!... — Gemia ela cheia de tesão na voz ao sentir as estocadas do pênis do Denison lhe penetrar profundamente... Se concentrava em semti-lo entrando e saindo da sua também intumescida vagina, produzindo descargas de prazer da sua pelves, irradiando-se pela sua espinha e relaxando seu corpo...


Com ela em seu poder, Denison sentiu-se como um homem de verdade. Via-se preso à ela como um "Escravo do Amor", como dizia a letra de uma das suas canções prediletas.

"Se ele pudesse, congelaria aquele momento no tempo!", pensou extasiado, sentindo-se realizado por estar finalmente com a garota por quem era secretamente apaixonado.

Denison não imaginava que, dali à alguns anos, viveria ( ou já havia vivido? ) uma aventura através do Espaço-Tempo, cheia de paixão e mistérios, envolvendo aquela e outra jovem que ele paradoxalmente já conheceu e ainda conheceria…

Porém, naquela quente noite de 19 de Fevereiro de 2010, até quase dez da noite, ele viu-se flutuante ao sentir, por várias vezes, disparando dentro dele uma explosão de sinapses e uma estupenda sensação de relaxamento muscular e psíquico; ele tinha tido seus primeiros orgasmos não masturbatórios...

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“Primeira vez”




Tinha sido uma noite mui especial para o Denison. O improvável ocorreu. Ele Não se preocupou com o fato dela ter sido tão “fácil”. Apenas se surpreendeu por ele ter planejado tanto aquele momento, e ter acontecido tão inesperadamente. Ele tinha imaginado, planejado e fantasiado tantas vezes em sua cabeça aquilo, e aconteceu tão natural e improvisadamente:

“Foi uma química completamente espontânea, patrocinada pela carência sentimental dela, em conjunto à paixão platônica que ele mantinha pela sua figura”, dizia ele. O fato é que foi tão inesperado, que ele sequer usou camisinha. Por sorte, ela usava pílulas e ambos não apresentavam DSTs.

Naquela noite, enquanto sua mãe e irmã estavam na igreja, Denison provou pela primeira vez a sensação mágica que era ter seu pênis ereto e sensível de tesão penetrando uma vagina quente e úmida, enquanto segurava o corpo cheiroso e de pele sedosa da Mell nos braços.

Após aquela noite, o cheiro dela impregnou seu quarto e lençóis. Finalmente sentiu-se um homem realizado por ter transado com uma mulher.

Para ele foi especial, não apenas por ter feito sexo pela primeira vez: “Mas por ter feito com a garota que amava”, dizia. Tinha sido a primeira vez para o Denison. Entretanto, pareceu que havia sido a primeira vez dela, também. Não que a Mell ainda fosse virgem: coisa que não era desde o 2º ano...

Anteriormente, após um dos rapazes do grupo dela a “desvirginar”, ele saiu espalhando que, “finalmente comeu a Barbie!” — como a chamavam no colégio. Na época, pelo fato de ser apaixonado por ela, aqueles comentários foram deprimente para ele, que ouvia constantemente os burburinhos pelos corredores e cantos da escola. Daquele momento em diante, qualquer um que lograsse “pegá-la”, saía ostentando o feito como um “troféu” — ou conquista.

Como era de se esperar, aquilo não ocorreu na vez do Denison com ela. Ele gostava demasiadamente daquela garota para agir daquela forma. E não era do seu caráter se portar assim:

“Ele sabia que, de todos os caras que a tiveram nos braços, para nenhum deles, a experiência havia sido tão especial e parecida com a que ele teve”. Principalmente, quando via no seu belo rosto, a expressão de prazer que ele se esforçava para lhe proporcionar na cama.

Ao transar pela primeira vez, foi quando o Denison sentiu seu primeiro orgasmo de verdade:

“Naquela noite, ele soube a diferença mágica entre o orgasmo vazio provocado pela masturbação, e o prazer da ejaculação do pênis pulsando numa úmida, quente e aconchegante genitália feminina, enquanto segurava seu corpo nos braços — o corpo de uma mulher de verdade”, ele dizia.

Por essa razão, após aquela real experiência íntima à dois, ele rejeitava veementemente a prática da masturbação: “Não lhe satisfazia mais...” Exceto em casos de extrema necessidade. “A sensação de ter seu membro em contato com a deliciosa mucosa vaginal era insubstituível e inigualável!”, contava ele para os colegas nerds impressionados, aqueles que ainda não tinham tido sua “primeira vez com uma mulher…


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Memórias



Após aquela icônica noite de prazer, Denison incessantemente rememorava aqueles momentos mágicos que passara com a Mell em seu pequeno quarto, na noite de 19/02/2010...

“Se lembrava como se viu flutuante ao sentir a explosão de sinapses de uma estupenda sensação de relaxamento muscular e psíquicos. Sensações advindas da liberação, pelo hipotálamo, dos chamados hormônios do amor e prazer, durante o sexo: Oxitocina, Serotonina, Noradrenalina e Endorfina... Experiência físico-sensorial que é potencializada quando se estar apaixonado ou com alguém que ama. Denison se orgulhava do seu primeiro orgasmo com uma mulher: a garota que amava e por quem era apaixonado...

Recordava-se de como, após perceber sendo derramado dentro dela aquele líquido viscoso quente, ela também relaxou e foi-se deitando lentamente, parecendo gozar com ele... Por sua vez, ao ver o sêmen descendo entre as nádegas e escorrendo pelas coxas dela, ele tinha se lembrado que não havia usado camisinha...

Mas a preocupação foi logo dissipada assim que ele a viu linda, deitada completamente nua em sua cama, ainda embebida de tesão. ‘Ele queria não tê-la deixado ir embora…’, pensou. ‘Queria voltar a beijar sua pele meio lambranca. Se lembrou que seu corpo estava mui cheiroso e macio em sua cama, apesar de suado.

Pensava nos rígidos bicos dos seios dela, firmes e apontando para cima ‘como altas torres', como bem descreveu o Rei Salomão em um dos seus Cânticos, onde narra sua explícita relação com sua amada... Em como os sugou suavemente, a fazendo arfar de prazer… Se lembrava que, foi nesta hora, que a moça então virou por cima dele e desceu, até chegar em seu pênis… Denison viu seu pau inflar mais ainda assim que sentiu sua boca quente abocanhar sua glande, descendo e subindo carinhosamente... Era como se ele estivesse penetrando uma segunda quente e úmida vagina... A sensibilidade era tamanha, que ele removeu instintivamente o membro da sua boca, assim que notou que gozaria mais uma vez. Não queria fazê-lo nela...

Ela apenas tinha ficado olhando, enquanto assistia todo aquele esperma esbranquiçado jorrando, descendo pelo corpo do pênis e se depositando na base, entre os ásperos pelos escuros... Cheio de tesão e ternura por ela, acariciava seus longos e macios cabelos pretos, enquanto ela parecia massagear seu pau que teimava em permanecer duro…

Denison não tirava da cabeça sua admirável buceta rosada, abertinha em sua frente enquanto o calvagava — a primeira que ele havia visto, de verdade. Se recordava que foi naquela hora que compreendeu porque o Minhoca se considerava um “Escravoceta”: ‘Elas, assim como a própria figura feminina, eram realmente uma obra prima do Criador!’, admitiu, apesar de não se considerar exatamente um...

Mantinha em mente a imagem maravilhosa da Mell, enquanto o cavalgava de costas, fazendo-o ir à loucura com a visão da sua vagina naquela posição. Segurava seu bumbum também depilado, enquanto ela empurrava sua buceta sobre seu pau, a penetrando com força e rapidamente…

Também se lembrou que foi nesse instante que escutaram, vindo do lado de fora, um ruído de carro parando... Por sorte, não tinha sido sua mãe. Mas como já se aproximava das 9:40, resolveu que encerrariam por ali... Contudo tinha sido meio difícil. Ambos pareciam insaciáveis...

‘Se ele pudesse, voltaria no Tempo e reviveria várias e várias vezes aquela mesma noite — sem tirar nem pôr!...’ — desejou Denison, não sabendo que o Espaço-tempo lhe daria — ou já havia lhe dado — a oportunidade de fazer algo semelhante.

Por fim, se recordava com satisfação a Barbie Nerd exclamando com expressão de gozo no rosto: ‘— Ah! Amm! Que pauzão gostoso!... Ah! Come gostoso minha bucetinha, come!’, ao sentir-se preenchida pelo entumecido e quente pênis do seu, até então, colega nerd.”


Parecia que a tática dele de impressioná-la na primeira vez, dando lhe prazer sem se preocupar propriamente com o seu, havia surtido efeito... Depois de algum tempo, ela o procurou novamente, e novamente...

Denison e Mellanie passaram a se ver e ter relações sexuais regularmente. Até as coisas assumirem uma característica mais séria — pelo menos, na ótica dele, que a idealizava demasiadamente. Assim como também ingenuamente planejava um futuro inexistente para aquela platônica relação...



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Idealização e Fantasias




Denison inesperadamente havia conquistado a “Barbie Nerd” pra si. Ou como ele dizia: “Roubou a Barbie dos ‘Kens' do colégio... E ele podia fazer com a sua Barbie Girl’ — como ele a chamava, fazendo referência à uma nada inocente canção dos anos 90 —, aquilo do qual escutava os marmanjos da escolar se vangloriarem...”. E suas fantasias e exspectivas passaram a serem altas...

Entretanto, em detrimento dos planos do Denison para aquele pseudrelacionamento, Mell sempre interpretou o que mantinham mais como, “algo em aberto”... Para ela, o que eles tinham juntos era apenas “sexual”, ou “físico”. E isso ficaria evidenciado na noite de formatura deles...

Enquanto Denison explícita e declaradamente a amava, para Mellanie, a única coisa que sustentava aquele relacionamento era a parte em que ele a satisfazia sexualmente, à ponto dela confessar:

“Que nenhum outro cara antes se importou em dar-lhe prazer”; e que: “Com ele, tudo era diferente!...”

O problema foi que, ouvir aquilo tudo dela sem o filtro do “pés no chão” — devido a, praticamente, ter anulado o senso crítico da sua consciência nesse período, também conhecido como “Alter ego” —, acabou por alimentar ainda mais a ilusão e a falsa expectativa que ele criou para o futuro dos dois. Ele a queria tão cegamente, que declarava sentir prazer, apenas, em vê-la gemendo e se contorcendo pelos orgasmos que ele lhe provocava, durante seus encontros platônicos...

O fato foi que, mesmo sendo solitário e tímido — e não tendo experiência prévia com mulheres —, Denison se saiu muito bem com a Mellanie, desde a primeira vez deles. Inclusive, ela nunca soube que tinha sido sua “primeira vez”. E como dizem que primeira impressão é a que fica...

Na verdade, ele ter ficado sozinho por um bom tempo, de certa forma, o ajudou a se preparar para aquele momento. Pelo menos, era o que ele argumentava.

Durante seu período de solidão, Denison consumiu bastante material informativo sobre sexo, sexualidade, relacionamentos e prazer feminino. Apesar de serem conhecimentos teóricos, aquilo de alguma forma o preparou para dar mais atenção à uma mulher e satisfazê-la na cama...

De fato, ele conheceu muitas técnicas de como acessar os mecanismos de satisfação sexual no corpo das mulheres: “Aprendeu sobre os prováveis pontos de prazer e o que elas esperavam do homem na hora ‘H’ — mas não diziam...”. Mas foi na prática onde descobriu que dar prazer à uma parceira podia ser um divisor de águas para muitos relacionamentos. Observando as reações e comportamentos de Mell na cama, Denison havia reconhecido esse ponto de prazer feminino rapidamente, durante as relações.

Quando começou namorar a Mell, ele só possuía conhecimentos teóricos na área. Contudo, esses “conhecimentos”, na medida em que eram postos em prática com ela, se tornaram o seu maior trunfo para mantê-la na sua órbita exclusiva por quase um ano.

Entretanto, aquela forte e estreita ligação física que existia entre os dois, só durava naqueles instantes de prazer. O fato foi que, aqueles momentos entre eles se tornaram um ponto fora da curva naquele superficial relacionamento. E o interesse dela no Denison, só permaneceu até ela encontrar um cara que lhe desse tudo aquilo — e por quem ela achava ser realmente apaixonada. E ele só saberia daquilo posteriormente, por terceiros...


Denison descobriu seu substituto da pior forma possível: depois de todos da escola. Na época, ele ficou arrasado. “Se sentiu um idiota útil apaixonado”.

O próprio Minhoca já tinha tentado adverti-lo sobre ela e sua “traição”, quando a tinha visto com um “cara que ele conhecia”: coincidentemente, esse “cara” era o fornecedor de ‘Erva’ dele, um conhecido traficante da cidade — e da escola Polivalente.

No primeiro momento, ele não quis acreditar, pois alimentava muitas ilusões e tinha investido muito naquela relação. Denison a idealizava com base nos seus próprios sentimentos e visão comprometida que possuía da pessoa dela:

“Afinal, ela tinha sido sua primeira namorada e com quem perdera a virgindade. Garota por quem nutria profundos sentimentos desde que a viu pela primeira vez...”

E também não demonstrava segurança ou autoestima suficientes para achar que encontraria outra pessoa como ela.

Quanto a suposta traição, alguns colegas até achavam que ele sabia, mas fingia não saber. Ou relevava o affair. Pelo seu claro estado de negação, aquela situação acabou se tornando um caso de “traição” onde, todos na escolas já tinham conhecimento do fato: exceto ele. O que o fez ser tachado de vários apelidos pejorativos por alguns dos seus antigos desafetos de Bullying, como “corno manso”...

Foi essa sua “inocência”, ou recusa em aceitar a verdade, que fez daquela noite de 27 de novembro de 2010 tão constrangedora e humilhante para ele. Sua completa desilusão tomou forma diante dos seus olhos naquela noite de formatura.

Porém, ela já vinha sendo desenhada algumas semanas antes, quando ele já podia ter admitido o óbvio.

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Desilusão





Algumas semanas antes do fatídico momento no auditório...

Mell havia viajado para casa de parentes em Cruz das Almas, cidade vizinha a Murity. Já fazia cerca de 3 semanas que ele não a via. Ela tinha decidido morar por lá durante alguns meses para fazer um curso pré-vestibular. Por Denison, tudo bem: “Ele a esperaria”. Só que, inegavelmente, ele passou a notar algo estranho no comportamento da moça...

Mellanie não atendia mais seus telefonemas nem respondia suas mensagens. Em suas redes sociais, “ela sempre estava 'online', mas também não lhe retornava“; “visualizava, mas não respondia”. Ainda assim, Denison prosseguia ignorando os sinais. Sempre justificava para si próprio, com: "Ela estava apenas com a família”; ou então achava que: “Quando ela voltasse, tudo seria como antes...”.

Apesar do comportamento anormal, Denison não queria aparecer na casa dos seus tios, em Cruz das Almas, para esclarecer tudo. Não era corajoso o suficiente para ser tão invasivo. Além disso: “Ela gostava de ter espaço”, se lembrava.

Mesmo algumas de suas atualizações e Check-ins mostrarem que ela esteve em outras cidades com um conhecido Marcos Fontes, apresentado à ela por um dos seus ‘novos amigos” — e exatamente o mesmo cara que seu amigo, o Minhoca, tinha citado para ele —, Denison não tinha tomado nenhuma iniciativa: ainda se recusava a enxergar o padrão.

Esse Marcos — ou “Marcão”, como era conhecido no seu círculo —, estudava no mesmo colégio que eles, o Polivalente. Mas num outro turno. Era um repetente incorrigível. Alguns diziam até que se tratava de um típico caso de “repetência profissional”, ou “proposital”. E essa dinâmica já durava anos.

Naquela época, o tráfico de drogas já se desenvolvia na região. A teoria que corria era que, por uma estratégia de ‘negócios’, ele não podia sair do colégio:

“Precisava continuar tendo acesso ao prédio e ao seu ‘mercado’ — alunos já viciados — para consumir as drogas que vendia: assim como para fazer novos clientes...”

Se isso era realmente verdade, ninguém teve a coragem de confirmar. Porém, o fato foi que ele já estava com cerca de 36 anos e ainda não havia se formado — 5 dos quais, somente no último ano do ensino médio... Parecia viver numa espécie de ‘ciclo contínuo de repetência escolar planejada': “Sempre repetindo suspeitosamente o último ano, à vista de todos...”

Aconteceu que, enquanto a “stalkeava” na rede, e não podendo mais negar as evidências, Denison observou uma atividade deveras suspeita nas redes sociais dela:

“Em um de seus ‘check-ins' virtuais — num dos muitos em que ela se encontrava com o Marcos —, a sua geolocalização colocava os dois na região do mesmo motel onde ela gostava que o Denison a levasse nos fins de semana”

No fundo no fundo, ele já sabia que ela não lhe “orbitava” mais. Entretanto, contrariando seu próprio bom senso, devido a supressão da visão situacional oferecida por sua Contramente, ele estava em evidente estado de fuga da realidade, torcendo para que sua patente dedução lógica não fosse real.



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Noite da formatura:

"Espectativa"



Eram por volta das 6:00 daquela tarde de 27 de novembro

Como estavam no verão, o sol se punha um pouco mais tarde no Recôncavo, de sorte que o dia ainda estava bem claro.

Naquela noite, ou tarde, ao chegar no colégio, o local já estava lotado de estudantes: tanto formandos, como não formandos. Ele também viu que já se faziam presentes muitos dos familiares de alunos, professores e demais funcionários. E a banda do colégio apresentava um número no salão do auditório.

Assim que entrou, ele ocupou um dos lugares reservados aos estudantes formandos daquele ano — e que ficavam nas primeiras fileiras de assentos. Lá em cima, avistou a Ananda, uma de suas colegas, numa das últimas fileiras da arquibancada.

Ananda era do segundo ano. Havia perdido um ano letivo por ter viajado durante todo o ano anterior — não se sabe para onde ou com quem. Alguns diziam que teria sido por conta da violência doméstica que sofria em casa. Algo a ver com o padrasto. “Talvez, isso explicasse porque sua música preferida era ‘Luka', da Suzanne Vega…”, deduziu Denison uma vez. Por esse motivo, acabou ficando uma série para trás: não se formaria naquela data.

Ela também usava óculos e tinha mudado o cabelo naquele dia. Estava muito bonita de franja. De vez em quando, fazia umas filmagens com sua mini-câmera digital da "TekPix" — a famosa “câmera canivete suíço, tudo em uma”. —, ainda febre e motivo de ostentação no Brasil naquele ano.

A moça sempre demonstrou ter uma queda pelo Denison. Então, ele sabendo daquilo, procurava não lhe dar falsas esperanças. Era uma garota legal: “Mas ele não a amava e não queria ferir seus sentimentos”, dizia. E seu lema para relacionamentos, era: “Amar uma garota, seria o único fator que o faria estar com alguém". Na verdade, era a forma como ele mascarava seu trauma e medo de se machucar de novo após aquele episódio...

O fato foi que, naquela noite, ainda em estado de negação, o cego, carente, apaixonado e imaturo Denison ainda se encontrava ansioso para ver a Mellanie. Afinal, fazia quase um mês que não a via pessoalmente. E dá última vez que se falaram, ela apenas tinha lhe dito, evasivamente, "que eles conversariam quando ela retornasse'”, o que ainda lhe dava alguma esperança...

Esperança que se evaporaria tão rápido quanto uma gota d'água sobre uma chapa incandescente...



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Hora atual, auditório da escola:

“Realidade”



Denison estava com sua atenção de volta ao auditório...

Enquanto a observava, percebeu que seu pior prognóstico havia se confirmado: “Avistou um cara alto, bonitão, moreno e de atitude, irrompendo por entre os demais alunos que estavam sentados em fileira, até chegar à ela...”. Inconscientemente, ele já tinha juntado todas as peças. Só não queria aceitar a conclusão à que já teria chegado — reiteradas vezes.

Todavia, diante da cena que assistia, perplexo, era quase insano continuar sonegando de si mesmo a verdade. Foi então que reconheceu, naquela hora, onde toda aquela situação iria terminar. Caiu lhe a ficha. “Não precisava dizer nem ver mais nada...”

Pra piorar seu estado de espírito amargurado, a irmã dela trocou de lugar com o Marcão, que sentou-se em sua cadeira, perto da Mell.

Sob o olhar não mais incrédulo do Denison, Marcos pôs seu braço direito em volta dos ombros dela, como se estivesse ‘marcando território’ — mostrando à ele que os dois já eram íntimos o suficiente: “Mais até do que eles dois um dia já foram, já que, publicamente, não existia demonstrações de afeto entre ambos”, admitiu.

Ele também notou que alguns lhe olhavam, esperando alguma reação dele. Em outros, sentiu o olhar de pena em sua direção... Naquela hora, se achando extremamente humilhado, decidiu que não continuaria ali, vendo aqueles olhares de piedade no rosto deles. Olhares como o da Ananda, que gostava dele e o mirava como se dissesse: “Ele não merecia aquilo..."

Diante daquele quadro vexatório público, antes de começarem a citar os nomes para entrega dos diplomas, Denison saiu — ou melhor: fugiu.

Ele não conseguiu mais permanecer ali. Sequer esperaria sua mãe e irmã chegarem no evento para o ver recebendo o certificado. Naquele momento, sentiu-se mal. Experimentava vertigens e ânsia de vômito. Seu chão faltou. Saiu arrasado com aquela cena em sua mente. Queria chorar mas não conseguia: “A garota que amava, com quem fantasiava e idealizava seu futuro, lhe traiu debaixo do seu nariz...”

Denison foi para casa em choque. Percorreu as ruas praticamente no piloto automático. Algum tempo depois, admitiu que nem soube como conseguiu chegar em casa. Ele nunca se lembrou como exatamente fez para percorrer, meio catatônico, o caminho de volta até sua casa: “Apenas se deu conta que tinha chegado, quando automaticamente parou em frente à sua residência”. Sequer se recordava de ter feito todo aquele percurso de quase 8 quilômetros, à pé, da escola até o subúrbio, bem no final da avenida principal da cidade, que era onde morava...

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"A Verdade Doi. Mas é uma cacetada só”






“Mas ela nem havia terminado com ele ou lhe dado satisfação!”, dizia e repetia internamente, em choque. Naquela noite, Denison só dormiu de exausto. De tanto pensar naquele episódio, tentando processar e entender o que lhe tinha ocorrido, parecia que seu cérebro teria um curto. Apenas no dia seguinte, quando lhe caiu totalmente a ficha, ele chorou. Chorou de raiva — principalmente dele mesmo.

Denison teve ódio de si próprio por ter se permitido acreditar naquela ilusão: e por não ter admitido o óbvio em relação à Mellanie, quando devia. Ele, que sempre dizia ‘preferir a amarga verdade que a doce ilusão da mentira’, pois: “A verdade as vezes podia doer, mas seria uma cacetada só”, não percebeu ter fugido dela todo aquele tempo. No fundo no fundo, ele sempre soube que a relação Mell não era promissora. Mas preferiu comprar uma ilusão que, ao final, lhe rendeu uma forte desilusão.

Nos dias posteriores ao fato, após ter escutado até à exaustão Love Hurts durante sua melancólica fase de sofrencia, sentiu culpa e revolta contra si. Reconheceu ter sido ele que criou uma Mell que não existia. Denison acabou se indignando contra sua própria pessoa, por ter se permitido viver todo aquele tempo num castelo de ilusão. Situação inventada por suas próprias idealizações e sentimentos unilaterais: “Até que tudo desabou sob, e sobre ele...”. Denison não se perdoava.


Ainda naquela noite, após chegar mais cedo em casa, disse à sua mãe “que não estava se sentindo bem; e que por isso voltou mais cedo, sem pegar o Diploma...”. Por conta daquilo, ela e sua irmã acabaram também não indo à formatura, ficando em casa, preocupadas com ele. Apenas mais tarde souberam do real motivo.

No primeiro momento, elas não tocaram no assunto. Não souberam o que dizer, ou como ajudá-lo. Achavam que: “O tempo curaria tudo”. Só passaram a se preocupar de fato, quando a situação começou a beirar um quadro clínico de depressão: com ele, sequer, querendo sair do quarto para comer conversar ou tomar banho...

Então, junto com o Minhoca, buscaram apoiá-lo e o incentivar a superar tudo aquilo.

Alguns meses depois, prestou um concurso público, passando logo em seguida, sendo um dos primeiros colocados. Aquela conquista acabou dando uma guinada de propósitos em sua vida.

Mas a dor ainda lhe corroía por dentro. Como todo apaixonado desiludido e chutado, acreditava que não seria feliz com mais ninguém, senão aquela... Seu coração ardia e queimava com a angústia de saber que não a teria mais. Seus amargurados pensamentos, obcecado pela figura da Mell, fazia seu peito apertar de tristeza pela sua falta.

Ele havia se proposto esquecê-la definitivamente. Porém, as vezes, para conter a dor da pseudtraição, permitia-se rememorar os momentos a dois com a Mell no seu quarto... e fora dele…

Numa dessas “recaídas sentimentais”, lembrava-se como ela, de vez em quando, não se importava com o fato de sua mãe e irmã se encontrarem na casa, ou próximo à eles, e o provocava, cutucando-o por baixo da mesa com o pé… Seu pensamentos se perdiam nas lembranças dela com os olhos, cheio de tesão, enquanto ele lhe provocava ondas de prazer com sua língua... Aquilo o fazia fantasiar que ela “ainda cairia na real”; “que ela voltaria para ele à qualquer momento…”

Mas a realidade se impunha sobre seus delírios e fantasias, advindos da abstinência de ter o corpo cheiroso da Mell nos braços. E ele teve que aceitar o fato concreto de que ela estava em outra. E aquilo também o revoltava. Saber que outro cara, àquela hora, podia estar dentro dela: Dentro daquela que era a mais linda vagina que ele até então tinha visto, a qual conhecia cada milímetro quadrado — por dentro e por fora…”. Aqueles pensamento o deixava com uma mistura de ciúmes e ódio. Ódio que se transformava em ressentimento para com a Mellanie. Ressentimento por ela ter trocado seu amor, pelo status de estar com um traficante, “um Zé Droguinha que a conquistou pelo bolso”, dizia ele.

Denison sentia-se indignado ao pensar que fora usado como “step” por ela, enquanto superava seu antigo relacionamento. Principalmente após saber que ela e seu novo namorado frequentavam o mesmo motel onde ele a levava. Motel onde ele a fazia se contorcer de prazer. Local que foi testemunha dos momentos que nenhum outro homem a fez viver…

Ele se ressentia ao imaginar que, para ela, seus encontros tinham resumido à puro sexo sem compromisso. Enquanto ele unilateralmente os tinha como algo especial, idealizado.

Sempre que trazia de volta aquelas tórridas memórias entre ambos, era como se ele fosse transportado para o momento da cena, momento em que possuía seu corpo de veludo nos braços. Lembrava-se da sensação de beijar seus lábios... Do gosto do seu beijo, da maciez dos seios dela em suas mãos...“

Denison lutava para esquecer daquelas maravilhosas sensações que o fazia experimentar uma prévia do que podia ser o paraíso. “Paraíso” que “visitava” durante as explosões de sinapses em seu cérebro, proporcionadas pelos orgasmos que experimentava só de vê-la sentindo prazer. Prazer provocado ao explorar cada curva do seu adorado corpo, assim como de manipular sua mais profunda intimidade...

Porém, inevitavelmente, Deniosn também reconhecia que uma de suas intimidades nunca fora alcançado por ele: seu coração. E isso sempre o fazia voltar a pôr os pés no chão. Os fatos e a realidade se mostravam mais fortes do que seus cíclicos devaneios de recaídas por ela.

Então, inegavelmente, ele sempre tinha que enfrentar a dura, nua e crua realidade ao final daqueles recorrentes ciclos de prazerosas, e dolorosas, rememorações do passado: “Ela se foi. Ela era um astro que não lhe orbitava mais...”, concluía, ainda se indagando angustiosamente “Por quê”?


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"Traumas"




Após aquela fatídica data no colégio, 27/11/2010, “aquele Denison” nunca a procurou para tirar satisfação. E ela nunca as deu — não “àquele Denison”... Aliás, ele não precisava. Achava que a cena que lhe foi esfregada na cara já tinha sido uma alta e clara mensagem: “Ela dava a mínima para ele e para o que, só ele, pensava que tinham juntos...”, deduziu a resposta em meio a dor.

Porém, um “outro Denison” as teria da parte dela. Teria inclusive, a chance ( ou tentação? ) de reviver tudo que já viveram juntos...

Todavia, para evitar a chamada “espiral da depressão”, que seria o sofrimento que a recorrência das lembranças previsivelmente sempre o fazia experimentar no final do ciclo das “recaídas”, aquele Denison embrenhou-se na recente função conquistada dentro da delegacia de Murity, esquecendo-se do mundo à volta. Todavia, o trauma daquela noite nunca fora totalmente superado. E acabaria por nortear seus relacionamentos posteriores. Com Denison também criando um certo rancor e ressentimento para com a Mellanie... Rancor que ele, paradoxalmente, ainda teria a oportunidade de expôr à ela, ainda naquela mesma noite — e dali à alguns anos...

Porém, essa sua condição de desilusão amorosa duraria até algo extraordinário ocorrer com ele — ou já teria ocorrido?... Até que uma improvável e extraordinária figura feminina entrasse ( ou já teria entrado?... ) em sua solitária vida, de maneira também extraordinária. Alguém cuja existência transcendia a fronteira do Espaço e do Tempo — e da própria morte. E aquilo daria uma guinada de 180º em sua, até então, provinciana rotina de funcionário público do interior...



Epílogo

A Garota dos Sonhos


"Denny parecia se encontrar no banheiro da sua casa. Estava sentado sobre a tampa do vaso sanitário quando a avistou subindo na cama e engatinhar sobre ela. Seu vestido justo estava ligeiramente levantado, quase até à altura do quadril. As alças caídas deixava um dos seus perfeitos seios brancos meio que visíveis. Seu bumbum e calcinha estavam provocantemente à mostra. Certamente era proposital. Como num impulso, ele então se levantou e foi até a porta que dava para o quarto. A familiar e linda jovem o olhava de modo insinuante, 'como se o convidasse a se juntar à ela': ‘Seu rosto ficava ainda mais lindo quando bancava a ‘sensual', ele se ouviu pensar, como se a conhecesse bem.

Como se soubesse o que a moça queria e ela soubesse o que ele faria, Denison se dirigiu até a cama. Diante dela, a segurou pelo quadril e passou a beijar suas coxas por trás, subindo devagar... Notou que seus pelos claros estavam todos eriçados. Ela se deitou um pouco, pondo sua cabeça num travesseiro e inclinando seu bumbum. Ele o acariciava e o beijava, mordiscando delicadamente, inebriado de tesão com aquela visão e o cheirinho gostoso e afrodisíaco da sua peça íntima. Afastou sua calcinha pro lado, a deixando de meia banda. Passou a acariciar seu clitóris com a ponta da língua. Em seguida abocanhou seus grandes lábios, sugando os pequenos levemente... Ela avançava de bruços sobre a cama, tentando dissipar os espasmos de prazer pelo corpo.

Ao vê-la gozando, Denny então, movido por um desejo ardente, ajoelhou-se sobre ela e a virou. Em seguida agarrou suas coxas e a puxou para ele, tirando completamente sua lingerie… (...)



CONTINUA...


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RESUMO



E aí, gostou deste micro conto?

Trata-se de um recorte do episódio: “Denison & O Paradoxo da Angústia “, quarto livro da série “O Paradoxo 99”.

Agora, e se você tivesse a oportunidade de retornar no Tempo e poder mudar esse passado? Ou de agir diferente em relação aos seus eventos, mudando também o curso da história de sua vida?

Bem, para conhecer o contexto deste trecho da história, ou o que se seguiu após seu desfecho, é só começar a acompanhar a “Série: O Paradoxo 99”, disponível gratuitamente.


Caso queiram acompanhar a série desde o início, aqui está o link do primeiro episódio: O Paradoxo da Garota dos Sonhos


2 июня 2021 г. 0:51:43 0 Отчет Добавить Подписаться
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