valdir-junior1566867685 Valdir Junior

Publicarei aqui textos que produzi em determinados momentos e foram abandonados, seja por não saber como continuar, ou ter perdido a vontade de trabalhar a ideia. Esses textos se encontram em sua versão mais crua, então haverá inconsistências nas histórias e provavelmente erros de português, causados por digitação errada, falta de atenção ou simples desconhecimento das regras. Correções gramaticais e ortográficas são bem-vindas e estimuladas. É isso.


Боевик 13+.

#curitiba #policial #hardboiled #suspense #crime #noir
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CAPÍTULO 1 - Verdades Públicas

Dois tiros. O barulho não parecia o de uma arma disparando, e a isso se deveu minha incredulidade inicial. Mesmo não acreditando se tratar de uma arma, e não conseguindo imaginar o que mais poderia ser; podia ser o cano de escape de uma moto, mas apenas dois? Tiros também seriam mais altos.

O assunto não era problema meu e mesmo assim dei as caras na esquina andando com o máximo de discrição que pude reunir. Como os acontecimentos posteriores que irei narrar provam, me saí bem nessa tarefa.

Voltava de uma noitada com os caras no bar, depois de um dia intenso de trabalho que demorou a passar e todos se preparavam para outra noite de loucuras. Deixei o bar ali e voltei pela 13 de Maio, no sentido da contramão, fumando um cigarrinho e arrotando toda a cerveja que tomei.

Recordar o que se passou toma mais tempo do que aqueles segundos após os disparos. Pá, pá. Meti a cara na esquina, sempre escondido pela parede e a ladeirinha, aquela perto do Ópera 1 onde os caras fumam pedra, ajudou a me ocultar.

Eram três pessoas e nenhum deles notou minha presença, mesmo que só um deles estivesse morto. Paralisado entre o medo e a curiosidade vi os caras colocarem o cadáver do atingido na caçamba de uma Saveiro e darem no pé.

Ninguém me viu e ninguém estava na rua. Tomei uma direção qualquer e andei, metendo um cigarro na boca e acendendo ele com dificuldade, pois a chama parecia se movimentar alheia a direção de minha mão. Notei que estava na esquina do bar no qual havia saído e o a brasa estava no filtro do cigarro.

— Não ia pra casa, papudo?

Renato estava do lado de fora do bar, cigarro numa mão, copo de cerveja na outra. Andou em minha direção e ofereceu o copo. Tomei um gole mínimo, a garganta estava fechada e sem nenhuma razão especial senti ânsias fortes.

Ele notou meu mal estar e perguntou se tudo estava bem, o que eu havia feito e por que você está verde cara?

Contei a cena que vi. Falei para ele, cara eu presenciei uma execução, mataram um cara.

Ele riu, a incredulidade bem expressa no rosto.

— Eu tava voltando e mataram um cara. Assim mesmo. Desse jeito.

Renato olha em torno, dessa vez mais sério.

— Não fale em voz alta, caralho. Entra comigo e senta com a rapaziada. Já falamos sobre esse assunto. Nós dois.

Concordei. Precisava de um ar e um banheiro. Precisava vomitar aquilo.

4 октября 2020 г. 18:34:22 0 Отчет Добавить Подписаться
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