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O conto se origina num tempo em que nem sequer existia a escrita; as histórias eram narradas oralmente ao redor das fogueiras das habitações dos povos primitivos. Apenas em 4000 a.C., com os egípcios, as histórias passaram a ser transferidas e imortalizadas no papel. Contos como "Chapéuzinho Vermelho" e "Os Três Porquinhos" se tornaram grandes clássicos infantis, Machado de Assis foi um dos cronistas brasileiros mais famosos. E hoje? Hoje o papel e a caneta aos poucos vão sendo deixados de lado, mas a paixão pela escrita permanece, se reinventa e ganha o mundo virtual. Aproxime-se mais e viaje no mundo da literatura, cada capítulo uma nova história, um novo mundo a ser descoberto e uma nova lição a ser aprendida. A tradição dos contos nunca morrerá.


Poesia Todo o público.

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Sweet Elizabeth

Já era noite quando o vento se fez presente, arrastando as cortinas para os lados e levando o clima frio para dentro do quarto escuro. A doce menina de cabelos cor de mel dormia tranquilamente em seu berço com uma das pequenas mãos agarrada ao travesseiro e outra a sua manta azul, assim que a brisa tocou seu rosto Elizabeth estremeceu se mostrando incomodada com aquilo. A criança era agitada quando dormia mas especialmente naquela noite a menina esta quieta, se sua avó estivesse viva diria que a neta estava dormindo com os anjos, talvez até mesmo estivesse. A infância é a época mais doce, nela somos apenas pequenos seres indefesos que precisam de cuidados e carinho dos pais, Elizabeth não tinha isso. A menina havia perdido os pais muito cedo em um acidente de carro onde o veículo capotou três vezes, a mãe morreu na hora e o pai depois de dois meses lutando na UTI pôde dar seu último suspiro, na época Elizabeth tinha apenas cinco meses e sua sobrevivência foi considerada um milagre pelos bombeiros que a encontraram sem qualquer arranhão, algo divino, um presente dos céus. Após o ocorrido a sortuda menina viveu cerca de dois anos e meio com a avó, que a uma semana partiu vencida pela doença do novo século, agora Liz, como foi apelidada pelas doces freiras, estava órfã e sozinha nesse vasto mundo. A criança de brilhantes olhos azuis chorou com a mudança mas logo voltou a agarrar seu ursinho de pelúcia e brincar com o mesmo, tudo era complicado demais para sua cabecinha de quase três anos. Assim que a menina chegou ao convento, dormindo no colo de um policial, as freiras mais novas a acolheram com amor e carinho envolvendo a criança por uma grossa manta azul que viera junto as coisinhas da menina, a mesma que hoje Liz estava agarrada, apesar de todo o esforço das noviças para que a menina se enturmasse com as outras crianças a jovem garotinha insistia em brincar sozinha, uma madre chegou a perguntar se a mais nova recém chegada havia pego o costume popular da época passada, os chamados amigos imaginários que segundo a madre era tudo menos amigos, uma das outras logo tratou de negar dizendo que a menina brincava sempre com seus brinquedos e era de poucas palavras, ela não havia mentido. O vento soprou um pouco mais forte fazendo a pequena se remexer na cama, por falta de espaço no que era chamado de quarto das crianças Liz dormia em um cúbico mais adentro do convento, em um berçinho antigo que lhe caia muito bem, um velho padre disse uma vez para os pais da menina que ela seria a luz que o mundo faltava, não eram apenas palavras carinhosas e gentis mas sim a verdade, a verdade responsável pelo passado, presente e futuro da linda menina. Para se acreditar no céu precisasse antes crer no inferno, para existir um mal é necessário existir um bem, eles são opostos complementares e os muitos que alegam que nada disso é real na verdade não estão de todo errados, só se pode ver aquilo que se acredita e se tem fé. Fé...uma palavra tão declamanda pelos fiéis, uma palavra que era repetida centenas de vezes naquele convento, aquelas crianças teriam a liberdade de escolher enxergar? E se algo dentro delas a impedisse disso? Alguns dizem que cada um de nós está destinado a algo nesse mundo, palavras vazias para a maioria mas não para ela, não para Elizabeth, a menina que aos olhos de todos vivia sozinha mas que aos seus olhos possuía um mundo ao seu redor, ela perdera tudo, mas de certa forma já havia nascido pronta para isso. Sua fé sempre a levantaria, até o topo, o pico mais alto da escuridão e então o mundo que hoje estava ao seu redor amanhã estaria aos seus pés. As jovens freiras não sabiam disso, nem mesmo Liz, mas logo ela descobriria e entenderia tudo, tudo. Uma última brisa fria adentrou o quarto, a menina se agarrou mais ao seu ursinho ainda em um sono tranquilo que aos poucos foi se tornando turbulento e fazendo com que a pequena começasse a murmurar baixinho, enquanto as palavras escapavam da pequenina boca uma sombra escorria para dentro do cúbico aumentando a cada nova palavra dita, crescendo e se aproximando de seu destino. A mesma cobriu todo o berço fazendo a respiração da criança se tranquilizar, era chegada a hora, lá fora a Lua brilhou forte ao céu enquanto os animais parecia inquietos, presentindo o que estava prester a acontecer, lá dentro a garotinha ainda dormia, enquanto uma mão escura saída da sombra acariciava-lhe o rosto

—Minha querida filha

Uma voz baixa e grave veio da escuridão acordando Elizabeth

9 de Maio de 2020 às 20:54 0 Denunciar Insira Seguir história
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