antonia-noronha1588257786 Antónia Noronha

Tiziana é uma médica italiana que decide deixar o conforto da vasta fortuna de seus pais para seguir a sua própria carreira em Portugal. Um dia conhece o verdadeiro amor, Laura, uma jovem psicóloga estagiária no mesmo hospital em que Tiziana trabalha. No entanto, esta doce paixão torna-se amarga quando Laura decide sair do país. Após anos de sofrimento, a jovem médica (re)encontra um passado com dissabores, mas ainda repleto de amor.


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Inícios

Ao longe ouvi um barulho irritante que aos poucos me foi arrancando de um doce sono quente.

Estava acordada, mas não me apetecia abrir os olhos, muito menos sair da cama… Estava tão quentinho! De repente o Eros e a Lolita saltaram para cima de mim na cama e começaram os dois a lamber a minha cara, como se dissessem que estava na hora. Puxei os cobertores para cima da cabeça. Então, os dois cães começaram a bater em mim com as patas e a raspar para que eu me levantasse.

Decidi levantar-me, porque eles, pelos vistos, não me iriam deixar em paz. Pensei que melhor despertador não poderia ter. Saí debaixo dos cobertores e sentei-me na cama. Estava cheia de sono. Olhei para os cães. Ambos abanavam a cauda de tão felizes e soltavam pequenos latidos como se me dessem os bons dias. Então levantei-me e dirigi-me à passadeira. Programei a máquina para os tão habituais 45 minutos e, passados cinco, já estava mais acordada.

Sempre que estava na passadeira os meus cães sentavam-se de frente para mim. Não sei se porque achavam piada eu estar ali, ou se questionavam como eu corria e nunca saía do mesmo lugar. A Lolita é uma collie e já estava comigo há 10 anos e foi uma prenda dos meus pais quando acabei o meu curso. O Eros era um dálmata de 6 anos e foi uma prenda dos meus melhores amigos de Itália quando me mudei para Portugal.

Mudei-me para Portugal porque, apesar de adorar os meus pais, já não aguentava mais estar perto deles. Estes eram descendentes das famílias mais antigas e ricas. Meu pai, Massimo Cacciatori, era filho de um dos melhores joalheiros de Itália que continuara o ofício de várias gerações. Minha mãe, Paola DeSanti descendia de uma vasta linhagem de médicos, mas o seu sonho sempre fora a música. Então, contrariando o seu pai, fez de tudo para que pudesse ser uma famosa bailarina. Para além disso, tocava piano como ninguém e acabou por deliciar o seu contrariado pai com os seus pequenos espectáculos privados de sábado à noite! Contudo, uma grave lesão num dos ligamentos do joelho, afastaram-na para sempre das quentes e mimosas luzes da ribalta. Hoje em dia, é professora de dança e de música. A única coisa que ainda hoje e para sempre me deixará um sabor amargo e de revolta foi a morte do meu irmão Fabrizio. Ele era mais que um irmão! Era um amigo, um protector… Era tudo para mim!

30 de Abril de 2020 às 15:00 0 Denunciar Insira Seguir história
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