jace_beleren Lucas Vitoriano

Anaak e Hartz estão passando por mais um dos andares da Torre de Deus. Enquanto vagam por um mundo gelado e inospito, os dois acabam liberando seus desejos...


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 21 anos apenas (adultos).

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Capítulo único

No começo as coisas eram fáceis. Quando estavam nos primeiros andares da Torre de Deus, haviam desafios, mas nada com que Anaak e Hartz não pudessem lidar sem muito esforço. Bem, eles também tinham Shibizu para ajudar, mas nunca contavam muito com ele. Shibizu era sempre muito energético e conciliador, um elemento essencial ao grupo, embora Hartz e Anaak jamais fossem admitir isso em voz alta. Entretanto, quando se tratava de lutas, Shibizu estava em um patamar bem abaixo dos dois.

Agora, já fazia quase dois meses desde que os três começaram a andar juntos. Cada andar da Torre de Deus era como um mundo novo, com um desafio a ser superado. Nenhum deles sabia com exatidão o que era a Torre, e as teorias a respeito eram inúmeras. Hartz dizia que devia se tratar de um aglomerado de fragmentos de diversos mundos, cada andar sendo um novo mundo, ou as cinzas do que sobrara dele. Quanto a Anaak, se a garota tinha alguma opinião formada a respeito, guardava-a apenas para si.

Naquele momento estavam no 24º andar, e nem sequer sabiam se isso representava um grande avanço, pois nenhum deles tinha ideia de quantos andares existiam na Torre. A paisagem ao redor não podia ser mais irritante, uma imensidão de neve, um deserto branco inóspito. Hartz e Anaak andavam lado a lado, cada um fechado em seu silêncio, era difícil ter algum dialogo sem Shibizu para tagarelar qualquer coisa e dar inicio uma conversa. Os dois o haviam deixado para trás, pois não conseguia acompanha-los na travessia árdua por toda aquela neve. Eles sabiam que, teimoso como era, Shibizu iria encontrá-los. Ele sempre encontrava.

- Que saco – resmungou Anaak olhando com desinteresse para o céu noturno e neve que se acumulava por toda a parte – esse andar é mais tedioso que o os outros.

Hartz concordou com um aceno silencioso, observando sua amiga pelo canto do olho. A pele verde de Anaak poderia ser estranha a primeira vista, mas com pouco tempo era fácil de se acostumar. Sendo uma mulher-lagarto, Anaak tinha uma pele reptiliana, mas até que não era tão pegajosa quanto poderia se esperar. Ela era baixa, com um tom de pele verde claro, cabelos castanhos escuros curtos e olhos sempre sérios. Vestia uma blusa simples, de tons marrons, e uma saia longa preta. Trazia sempre consigo sua arma que, embora parecesse apenas um pedaço de bambu simples, era na verdade uma arma poderosa que, a vontade de sua dona, esticava-se, transformando-se em um chicote letal que, com a habilidade de Anaak, mais parecia uma serpente pela forma com que se movia.

Quanto a Hartz, era um rapaz de estatura mediana, sempre calmo, cabelos pretos curtos e com duas espadas na cintura, uma com cabo azul e outra com cabo vermelho. Os dois tinham uma química, ou pelo menos Hartz acreditava, pois era difícil concluir qualquer coisa em relação a Anaak, a garota não era muito de se abrir. Não que ele fosse.

Embora a garota-lagarto mantivesse suas feições calmas de sempre, Hartz sentia que ela estava impaciente. Conhecia os tics nervosos dela, agitando ansiosa sua cauda reptiliana, grossa e forte, para esquerda e para a direita. Ela olhava para os lados constantemente, na esperança de encontrar alguém para lutar, mas não haviam inimigos ali. Ou, caso se olhasse a situação por outro ângulo, o inimigo estava por toda parte e se tratava da neve que os fazia tremer de frio e andar com dificuldade.

- Olhe – disse Hartz apontando para algo ao norte – acho que é uma caverna. Devemos ir para lá para nos proteger do frio.

Anaak deu um olhar desinteressado na direção indicada, dizendo um “hmmm” monótono e voltando ao seu silêncio habitual. Hartz suspirou. Até que sentia falta de Shibizu.

- Precisamos ir para caverna para nos proteger do frio – falou, se sentindo meio idiota ao dizer o obvio. Ou melhor, de repetir o obvio.

- Eu estou de boa – retrucou, bocejando um pouco depois – não estou sentindo frio.

- Bom para você, mas caso não tenha percebido, eu também não sou meio-lagarto para suportar o frio.

Com essas palavras Hartz seguiu em direção a caverna. Anaak não o seguiu, ficou parada observando tediosamente o companheiro se afastar. Foi só quando ele havia se distanciado uns vinte metros que ela resolveu segui-lo, um tanto a contragosto.

Demorou uns quinze minutos até entrarem na caverna, era apertada, escura e claustrofóbica, como as cavernas normalmente eram. Apesar disso, Hartz preferia estar ali do que andando naquele maldito frio. Ele sabia que Shibizu iria segui-los depois, observando as pegadas por eles deixadas.

Como eles não tinham nenhuma forma de fazer fogo, sentaram-se no interior da caverna, longe o suficiente da entrada para se aquecer, mas não tão distante assim, de forma que podiam ser iluminados pela luz prateada da lua. Hartz retirou suas duas espadas e as colocou no chão da caverna. Anaak sentou-se um pouco afastada, fechando-se em sua mudez e em seus próprios pensamentos como era de se esperar vindo dela. Mulheres-lagartos tinham pele fria, olhares frios e corações-frios também. Mas isso não exatamente ruim. O problema era quando a garota se empolgava nas batalhas e seus olhos se incendiavam com um fogo homicida incontrolável.

Por muito tempo, ficaram os dois calados. O som do vento e da neve foi o único a reinar por ali. Hartz estava de olhos fechados, embora não dormisse, quando finalmente ouviu a voz de Anaak.

- Estou entediada – disse com sua voz áspera de sempre.

Hartz abriu os olhos e se surpreendeu ao perceber que a mulher-lagarto estava bem a sua frente, em pé, olhando-o de cima de uma forma superior e arrogante. Ela era mesmo metida. Essa era uma das coisas que ele gostava nela. Anaak era uma garota forte, de poucas palavras e muitas ações. Um tipo assim não era o mais popular entre os homens, mas para Hartz era perfeito. Só a proximidade dela já o fazia começar a ter pensamentos nada decentes.

- Se está entediada isso é problema seu – respondeu de uma forma nada gentil. Os dois adoravam trocar provocações. Era essa a forma de mostrarem interesse um no outro.

O olhar que Anaak lhe dirigiu foi mortal, seus olhos castanhos pareciam que iriam fatia-lo naquele exato momento. A garota lhe deu um chute nas canelas.

- É culpa sua por ter me levado para essa caverna entediante.

- Eu não estava vendo você fazer bonecos de neve lá fora. Você está entediada aonde quer que vá garota-lagarto, faz parte de sua personalidade azeda – retrucou malicioso.

O olhar de Anaak se fechou ainda mais sobre ele, pesado e afiado como um machado de guerra. Sem qualquer aviso, a garota sentou-se no colo dele, de frente, as mãos apoiando-se na parede a qual ele estava encostado enquanto sua cintura encostava na dele, em uma aproximação claramente erótica.

Aquilo surpreendeu Hartz, não pela aproximação em si, já que os dois trocavam provocações constantemente e era apenas uma questão de tempo, ou da oportunidade certa, até que algo assim acontecesse. O que o surpreendeu é que não estava nem no tempo e nem acontecera a oportunidade para aquela aproximação. Pelo que ele acaba de perceber, Anaak era impaciente demais para esperar, ou inábil demais em questão de flerte para criar a situação certa para algo assim. Ela simplesmente queria algo e, sem enrolação, ia direto ao ponto.

- Me pergunto se o fato de você gostar tanto de espadas ao ponto de carregar duas é porque quer compensar a falta de um membro por parte do nascimento – disse com um sorriso maldoso. Era um péssimo trocadilho, mas o fez ficar excitado.

Pela primeira vez desde que começaram a perambular por aquele maldito inferno branco, o rosto de Hartz iluminou-se com alguma emoção e interesses reais. Ele sorriu, devolvendo a provocação para Anaak.

- Me pergunto se o fato de você estar falando tanto hoje é porque quer compensar a sua falta de habilidade para usar a boca para outras atividades.

Os dois trocaram olhares provocativos e Anaak sorriu sutilmente, de uma forma predatória. Isso também excitou Hartz. Ela não perdeu tempo beijando-o nos lábios, de língua. Enquanto eles se ocupavam disputando quem era mais habilidoso com a língua, pois disputavam em quase tudo, Anaak deslizou uma das mãos pela cintura do rapaz, enfiando-a dentro das calças e constatando que ele tinha sim um membro, que, no momento, encontrava-se bastante rígido.

Ela o retirou de dentro das calças de Hartz, massageando-o com movimentos libidinosos. A pele dela era fria, mas seu toque fazia um fogo queimar dentro do corpo do espadachim. Hartz levou uma das mãos a nuca de sua parceira, acariciando os curtos cabelos de Anaak. O beijo deles terminou e eles afastaram suas bocas apenas um pouco, ainda ligadas por um fino filete de saliva. Anaak sorriu maliciosamente mais uma vez, abaixando-se e começando a chupar o membro de Hartz. Sua mão desceu, começando a tocar os testículos dele.

Hartz ficou a acariciar os cabelos da parceira, gemendo de satisfação. Ela era boa naquilo, assim como ele pensava. Já havia imaginado aquela situação inúmeras vezes, mas viver o momento era imensamente melhor. Ela era metódica no que fazia, deslizando seus lábios por toda a extensão do membro de Hartz. As vezes, usava a ponta da língua para desenhar círculos na ponta do membro dele, melando-o com sua saliva. Ele adorava quando isso acontecia, contorcendo-se um pouco devido ao prazer.

Após algum tempo, Anaak parou de chupar e, com pressa, começou a despir sua blusa, revelando seios pequenos e uma barriguinha magra, com muculos sutis e resistentes. Os mamilos eram de um verde mais escuro e estavam durinhos. A visão agradou Hartz. Era difícil que ele se interessasse por alguém, mas Anaak o pegara de jeito e, conhecendo-a como ele a conhecia, sabia que a mulher-lagarto não iria largá-lo até estar satisfeita.

As mãos dele começaram a massagear os seios dela, acariciando-os com habilidade. Queria se demorar bastante neles antes de ir até a intimidade da garota, mas Anaak não demonstrava estar disposta a esperar nem um pouco, pois começou a despir a saia e o short que usava por baixo. Em pouco tempo estava nua.

Sua bunda era pequena e sem muitas curvas, assim como as pernas. Sua vagina, pequena e depilada, não possuía pelos e estava um pouco úmida. O rabo saltou para fora, grosso e assustador, agitando-se com violência como se quisesse esmagar algo. Felizmente, depois de poucos segundos, o membro aquietou-se. Hartz se perguntou se, como os cachorros, as mulheres-lagartos também balançavam o rabo quando estavam felizes. Achou melhor não verbalizar isso, pois Anaak provavelmente iria arrancar os seus testículos fora e usá-los como enfeite para um boneco de neve.

- Você não sabe o que são preliminares? - perguntou um tanto irritado por ela não ter prolongado mais aquele momento e já ter se despido tão depressa.

- Sei e acho uma perda de tempo – retrucou sentando-se sob o membro de Hartz. Soltou um gemido sensual e baixo, acomodando com um pouco de esforço todo o volume do membro dentro de si.

Para a surpresa de Hartz, sua garota era quente por dentro, as paredes vaginas dela eram acolhedoras e macias e os movimentos de vai e vem bastante estimulantes. Ela se deitou sobre ele, retirando a blusa dele enquanto Hartz começava a despir as calças. Ficaram nus, ela por cima, guiando o ritmo do sexo de forma lenta. Os dois se beijavam e esfregavam seus corpos um no outro. Hartz acariciou as costas dela com a mão direita enquanto, com a esquerda, tocava naqueles seios pequenos tão apetitosos.

Os gemidos dele se misturavam ao som murmurante do vento lá fora. Anaak fazia amor de forma lenta, mas nem por isso era algo leve. A garota era firme em seus movimentos. Com suas mãos, segurou e pressionou os ombros de Hartz contra o chão duro da caverna. Os corpos deles se espremiam em uma luta teimosa, nenhum dos dois procurando ceder. Aos poucos, Anaak aumentou o ritmo de sua cavalgada, recebendo com gosto e força o membro dele. O rabo dela se agitou mais fortemente, chegando a bater com força no chão algumas vezes, mas os dois estavam excitados demais para se preocupar com isso.

Em algum momento daquela dança frenética, regada a gemidos, apertos, beijos e carícias, Hartz despejou sua semente dentro de Anaak. A garota soltou um gemido forte de satisfação, parando seus movimentos e deitando-se ofegante sobre ele. Ficaram assim por um tempo, talvez uns dez minutos, não mais. Então de forma espontânea e natural, Anaak levantou-se em silêncio e afastou-se de Hartz. Vestiu suas roupas e recolheu-se em um canto, deitando-se sozinha e adormecendo, ou fingindo adormecer.

Hartz deu um longo suspiro. A garota era assim tão orgulhosa, não se dignando nem a admitir o amor, o desejo ou, no minemo, o prazer. No fim, o espadachim sentiu-se usado, como uma garota usa algum instrumento fálico para conseguir se satisfazer.

Bem, mas ele não chegara a ficar irritado, fora muito bom e, não teria ele usado a garota da mesma forma? Claro, ele queria algo mais do que apenas noites aleatórias de prazer. Queria conversar com Anaak a respeito disso depois, mas, conhecendo o orgulho dela, sabia que seria um trabalho demorado. Desejava começar um relacionamento com ela, embora não tivesse certeza se a garota tivesse ciência do que de fato era um relacionamento. Parecia ser o tipo de garota de uma noite só.

Isso seria algo a se pensar com calma depois. Hartz vestiu-se e recostou-se na parede da caverna. Fechou os olhos e acabou se surpreendendo como tão rápido acabou pegando no sono.

25 de Abril de 2020 às 13:16 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

Conheça o autor

Lucas Vitoriano Ola, me chamo Lucas, adoro escrever, ver animes, jogar Magic the gathering, ler entre outras coisas mais rs. Sou particulamente fissurado em mitologia grega, meus autores favoritos são Neil Gaiman e Kazuo Ishiguro e, meu livro favorito, é As brumas de Avalon.

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