sunnybunny Sunny Bunny

A vida é muito curta e todos nós somos poeira ao vento. Vendo Naruto deitado naquela cama de hospital, respirando através de aparelhos, Sasuke constatou essa verdade e percebeu que daria tudo no mundo para ver aqueles olhos azuis brilhando para si apenas mais uma vez junto a um sorriso bobo, que não soubera o quanto amava até o momento no qual perdera. A vida é pura ironia e, de fato, todos nós somos poeira ao vento.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

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Capítulo 1. I close my eyes

Bom dia, boa tarde, boa noite!

Como vocês estão? Quarentenados e seguros?

Dust in the wind é um projeto antigo, tão antigo que nem me lembro quando comecei, mas não conseguia sair do primeiro capítulo. Acho que perda sempre foi um assunto muito delicado para mim, mas eu insisto em escrever mesmo assim. Então, finalmente ter sido capaz de sair do primeiro capítulo e continuar a escrita significa muito para mim, tanto em um nível pessoal quanto como escritora.

Assim, é com grande alegria, mas também grande pesar (vocês vão entender durante a leitura) que eu trago esse projeto à vida, o primeiro que não é capítulo único em um longo, longo tempo.

Nos falamos no final.

Ate lá!


[X]


“Eu fechos meus olhos

Apenas por um momento,

E o momento se foi.”

— Nah, Sasuke? Você não quer me beijar? — Sasuke ouviu a pergunta impertinente acompanhada por uma risadinha boba que conhecia muito bem; bem até demais.

Nem sequer dignou-se a olhar na direção daquele que lhe dirigia a palavra, pois em sua mente tinha uma imagem muito nítida da cena sem que precisasse visualiza-la. Apostava que Naruto estava debruçado em sua mesa, o rosto apoiado sobre os braços que se cruzavam na superfície plana, os olhos muito azuis brilhando cheios de expectativa, um sorriso enorme e bobo sendo desenhado por seus lábios.

Sasuke não precisava ver mais daquilo; já vira por toda uma vida, afinal. Já caíra em tentação uma vez; não cairia novamente.

— Nem se sua boca fosse a última do mundo, usuratonkachi. — respondeu em um tom de voz moderado sem perder-se na leitura do livro requisitado para a próxima aula de Literatura.

— Só aceito sua resposta como verdade quando for sincero a respeito do motivo pelo qual me beijou ontem. — Naruto sussurrou a frase com seriedade e, novamente, Sasuke bem sabia não precisar olhar em sua direção para saber a expressão que fazia: os olhos haviam assumido um brilho grave, incisivo, persistente, sério, enquanto os lábios abandonavam o sorriso costumeiro. Sasuke conhecia aquele rosto mais até mesmo que o seu próprio.

— Por que eu queria que você calasse essa sua boca enorme e inútil. — Sasuke respondeu com rispidez, como sempre o fizera, e desviou o olhar de seu livro por um breve momento apenas para observar seus colegas de sala, que continuavam reunidos em três pequenos grupos muito tagarelas, completamente alheios à discussão que se desenrolava aos sussurros nas últimas carteiras próximas às janelas.

— Eu quero uma resposta de verdade, não mais uma das suas mentiras orgulhosas. — Naruto sussurrou impaciente, o tom de voz ameaçando aumentar no meio da sentença, mas baixando novamente mediante um olhar grave de Sasuke, os olhos azuis vasculhando os arredores para ter certeza de que ninguém o ouvira.

— Pois continue querendo. — Sasuke ajeitou-se em sua cadeira dando as costas para Naruto e colocando um ponto final naquela discussão. Por conhecer Naruto há tanto tempo, bem sabia que este não daria a discussão por encerrada e que continuaria a insistir. O fizera desde o dia anterior sem dar trégua, afinal.

Ledo engano.

Após vários minutos de silêncio por parte de Naruto, Sasuke inquietou-se, sentindo — por mais que não admitisse — falta da voz do loiro tagarela e pegou-se virando o rosto para trás apenas o suficiente para vislumbrar o rosto de Naruto de forma que este não percebesse seu interesse, mas surpreendeu-se ao ver naquele rosto tão familiar uma expressão desconhecida até então: melancolia.

Os olhos, ainda mais azuis que o bonito céu primaveril sem nuvens que estendia-se à perder de vista, estavam anormalmente sem brilho, como se perdidos em lembranças; os lábios, que ostentavam um largo sorriso a maior parte do tempo, estavam distraidamente entreabertos; os cabelos loiros e rebeldes se assanhavam ainda mais com a brisa que soprava janelas adentro. Naruto era tão bonito...

Virou-se para frente abruptamente e fechou seus olhos com força apenas por um momento, mas este parecera durar uma eternidade ao perder-se na lembrança vívida do dia anterior, quando aquele mesmo pensamento irresponsável lhe cruzara a mente e o fizera agir por impulso.

Naruto andava ao seu lado tagarelando muito, como sempre, sobre algum assunto aleatório enquanto rumavam para suas casas, quando uma forte rajada de vento agitou a copa das cerejeiras em flor sob as quais caminhavam e Sasuke, que até então concentrava-se em olhar para os próprios pés e ignorar as falas do loiro, viu-se obrigado a voltar seus olhos na direção de Naruto quando este soltou uma gargalhada de euforia genuína.

— Veja, Sasuke! — Naruto incitou ao estender os braços para o alto, as palmas voltadas para cima enquanto pétalas rosadas choviam sobre eles. E Sasuke vira: em meio às flores que dançavam ao vento, Naruto era mesmo uma visão...

Antes que percebesse o que estava fazendo, Sasuke encurtou a distância entre eles em dois passos apressados e, agarrando Naruto pelo colarinho, puxou-o em sua direção e uniu os lábios em um beijo ríspido tal qual sua personalidade.

Por alguns instantes, Naruto não esboçara reação. Passado o choque inicial causado pelo contato abrupto e inesperado, suas mãos rumaram para o rosto de Sasuke, segurando-o entre elas enquanto seus dedos agarravam-se aos fios negros da nuca do moreno. Os lábios já não sustentavam mais mero contato, mas moviam-se em sincronia como se já se conhecessem, se experimentando em toques úmidos e quentes.

Sasuke sentiu-se arrepiar quando a língua de Naruto tocou a sua, provocando-a, convidando-a. O beijo já havia passado do ponto – se é que, em algum momento, este existira – em que poderiam apenas parar e esquecer que aquilo havia acontecido quando Naruto empurrou Sasuke contra o muro que erguia-se ao lado deles sem, no entanto, romper o contato inebriante que era aquele beijo provocante pelo qual ambos haviam tanto ansiado.

Quando os dentes de Naruto mordiscaram o lábio inferior de Sasuke e este soltou um gemido baixo e involuntário, suas mãos afrouxaram o aperto no colarinho de Naruto e rumaram para um toque sobre as clavículas do loiro, subindo para o pescoço e arranhando a nuca nua, mal tocada pelos fios loiros, a pele sob seus dedos e palmas tão quente que poderia facilmente passar-se por febril. Não que Sasuke se sentisse diferente disso, de qualquer maneira.

Naruto era pura intensidade; era incêndio e tempestade simultaneamente, tal qual Sasuke sempre suspeitara.

Naquela tarde de primavera, sob uma chuva quase surreal de pétalas de flores de cerejeira, Sasuke sentiu que, dentro de si, tudo finalmente encontrava seu devido lugar; plenitude seria a palavra perfeita para descrever.

E então, como se o feitiço fosse quebrado, Sasuke finalmente retornou à realidade. O que ele, um Uchiha, - um Uchiha, pelo amor de Deus! - estava fazendo? O que seu pai diria se soubesse? O que as pessoas diriam se vissem? Quão egoísta ele era por atirar o nome da família em direção à lama tão irresponsavelmente?

Empurrou Naruto para longe de si e, cobrindo seus lábios com as costas de uma mão, os quais sentia inchados e quentes devido ao beijo intenso, encarou os olhos azuis muito surpresos com seriedade e proferiu palavras que eram o extremo oposto daquilo que sentia:

— Não entenda isso errado; não foi nada especial, seu dobe.

O choque estampado na face de Naruto bastava para lhe dizer que uma discussão barulhenta e infindável se seguiria, mas em sua mente guardou com cuidado aquele momento enquanto retomava sua caminhada... Os sentimentos, as sensações, o cheiro de Naruto e seu rosto corado após o beijo, o qual jamais se repetiria.

Jamais.

Sasuke abriu os olhos novamente e a eternidade de seu momento desvanecera, as lembranças sendo guardadas uma vez mais.

Percebeu, então, que sentia a mesma melancolia que Naruto.

“Todos os meus sonhos

Passam diante dos meus olhos

Em curiosidade”

Conhecera Naruto muito cedo, já que este era seu vizinho desde que podia lembrar-se; eram o extremo oposto um do outro, por isso nunca haviam se dado realmente bem. A única semelhança que compartilhavam era a personalidade tenaz e complicada.

Apesar disso, — talvez, por causa disso — tornaram-se amigos tão próximos que eram inseparáveis. Sasuke não poderia divisar em sua mente o ponto preciso no qual a amizade se tornara... Em algo além.

Lembrava-se com nitidez de cada momento que vivera com Naruto. O primeiro olhar, a primeira briga, o primeiro sorriso... E agora, o primeiro beijo.

Por Deus, ainda não entendia o motivo que o levara àquele ato impensado e irresponsável... Caíra na armadilha que era a existência de Naruto.

— Você não vem? — era a primeira vez que Naruto se manifestava desde que Sasuke havia findado a discussão algumas horas antes. Sua voz estava anormalmente baixa e vazia, como se a pergunta fosse feita por hábito, não por real desejo da companhia de Sasuke.

— Mais tarde. — Sasuke respondeu com a mesma entonação de sempre ainda sem encarar Naruto. Não poderia fazê-lo se não quisesse que algo estranho acontecesse novamente. Já vira aquele rosto por tempo suficiente. Já traíra a si mesmo uma vez, e aquilo era uma vez a mais do que poderia fazê-lo.

Em seu íntimo, sufocava uma vontade quase inconsciente de que Naruto retomasse sua personalidade irritante, pegando-a onde quer que a deixara, e o obrigasse a levantar-se e caminhar junto dele para casa como haviam feito por quase uma vida toda.

No entanto, Naruto permaneceu parado ao seu lado apenas por alguns segundos hesitantes e então deu-lhe as costas, deixando a sala de aula já quase vazia.

Sasuke engoliu em seco e travou o maxilar. Talvez fosse melhor daquela forma, afinal.

Encarou as próprias mãos. Sentia tudo quebrando-se dentro de si; cometera um erro irreparável.

“Seja frio.”

“Mantenha a calma.”

“Não aja sem pensar.”

Naquele ato sob as cerejeiras, Sasuke maculara os três princípios fundamentais que regiam sua vida. Esquecera-se daquilo que era essência em sua família por um instante e isto fora tudo o que bastara para concretizar um desejo que vinha ocultando em si há muito tempo; tempo demasiado.

Levantou-se lentamente e passou a alça de sua mochila por um dos ombros, saindo da sala de aula em passos vagarosos. Não queria correr o risco de acabar por encontrar-se com Naruto.

Naruto...

Tantos anos jogados fora pelo egoísmo de minutos.

Sasuke pensara até então preferir a solidão, mas percebera naquele momento que aquilo que, na verdade, preferia, era que as pessoas mantivessem distância de si. Todas as pessoas. Todas elas, exceto Naruto.

Descobrira o real peso da solidão e não era algo que quisesse carregar.

Com Naruto ao seu lado, nada nunca importava. Fossem tempos bons ou ruins, Sasuke sabia que passaria e que algo novo viria. Era um grande pessimista, mas o sorriso de Naruto sempre o fizera seguir em frente.

Quantas coisas aquele sorriso já convencera-o a fazer? Não poderia contar todas aquelas memórias, que passavam a tornar-se agridoces.

Quantos sonhos já elaborara junto à Naruto? Inúmeros. Precisava esquecê-los, mas como? Como esquecer aquela viagem à Itália que, há anos, vinham planejando como a primeira? Como esquecer o sorriso de Naruto encorajando-o a tentar Toudai, dizendo que desde que Sasuke fosse Sasuke, ele conseguiria? Como esquecer os planos de intercâmbio para os Estados Unidos? Como esquecer o beijo que o atormentava toda vez que fechava os olhos?

Ouviu uma comoção assim que passou pelos portões da escola, os olhos rumando para um pequeno aglomerado com curiosidade nenhuma. Reagira ao som, mas não se importava com nenhuma daquelas pessoas estúpidas. E então percebeu que havia sim uma pessoa estúpida dentre as outras com quem se importava: Naruto era o centro das atenções.

Sasuke sentiu suas orelhas quentes e o sangue pulsando com força em sua cabeça ao perceber o que acontecia. Naruto... Aquele bastardo... Como podia...?

Em passos apressados, transpôs a distância que os separava agarrando o colarinho de Naruto com força e puxando-o para longe de uma garota de sua sala, a qual nunca se importara em saber o nome.

Não estava raciocinando.

— Oe, Teme...! — Naruto ralhou agarrando a mão que lhe puxava e fazendo-a soltar-lhe, mas Sasuke não articulou resposta alguma, apenas fechou sua mão direita em punho e socou o rosto de Naruto com tanta força quanto sua raiva lhe permitia.

Sentiu o impacto doloroso de seu punho com a face de Naruto, mas a maior dor estava naquilo que não conseguia expressar; seu peito queimava.

Naruto cambaleou com o impacto, mas manteve-se firme sobre seus pés, recuperando seu equilíbrio e limpando um filete de sangue que descia a partir de seu lábio cortado com as costas de uma das mãos, os olhos azuis faiscando com raiva na direção de Sasuke, que tinha suas feições contorcidas por aquela mistura ardente de sentimentos que se agitava em si.

— Então é assim que você quer conversar, huh? Como nos velhos tempos. — Naruto praticamente gritou enquanto se livrava de sua mochila e se aproximava rapidamente de Sasuke. Usou sua mão esquerda para defender um segundo soco e, vendo a abertura de Sasuke, socou-lhe sob as costelas, causando-lhe engulhos. — Você é um grande pau no cu, Sasuke!

Em golpes trocados, — alguns defendidos, alguns acertados — Sasuke ouviu os impropérios de Naruto em silêncio. Não conseguia dar voz àquilo que fervia em sua mente confusa. Como poderia dizer que a visão de Naruto beijando outra pessoa que não ele o revoltava àquele extremo? Como poderia explicar que suas palavras do dia anterior não eram seus verdadeiros sentimentos? Como fazer Naruto entender aquilo que nem mesmo ele entendia?

“Poeira ao vento;

Tudo o que nós somos

É poeira ao vento.”

O número de expectadores daquele pequeno espetáculo ridículo que protagonizavam apenas aumentava, mas isso passava ao largo na mente de Sasuke que, confusa como estava, conseguia focar-se apenas em Naruto.

Após alguns minutos, arfantes e feridos, encararam-se por longos segundos. Finalmente Sasuke estava encarando Naruto em seus olhos azuis novamente; assim como encontrava-se cheio de emoções que misturavam-se incompreendidas, via essa mesma conturbação nos olhos de Naruto.

Por que estava brigando, afinal? Não havia decidido que deixar aquele assunto de lado era o melhor a fazer? Então, por que ainda queria dar voz àquilo que permanecia incompreendido dentro de si?

Percebendo que aquela briga resultaria em nada além de maiores feridas, — tanto físicas, quanto emocionais — Sasuke recuperou seu bom senso abaixando-se e pegando sua mochila, colocando-a sobre um ombro novamente e retomando seu caminho. O melhor, depois de tudo, era mesmo deixar aquilo de lado.

Esquecer; deveria esquecer.

— Ei, seu cuzão! Não me dê as costas quando eu ainda não acabei com sua raça! — Naruto gritou, mas não fez menção de perseguir Sasuke, que já atravessava a rua. Sasuke não precisou olhar para trás para saber que Naruto não o seguiria como sempre tinha feito. Aquele “sempre” que os unira por tanto tempo estava acabado. — Eu nunca vou te perdoar se der mais um passo para longe de mim!

Sasuke parou mediante as palavras de Naruto e virou-se antes de alcançar a calçada oposta, uma das mãos segurando a alça da mochila passada sobre seu ombro com força. Mesmo à distância podia sentir as lágrimas de Naruto chegando aos olhos azuis e pesando em seu próprio peito.

Novamente impelido por aquilo que o movera a vida toda, Sasuke sentiu-se incapaz de dar voz aos seus sentimentos incompreendidos e, tal qual fizera no dia anterior, vira-se mentindo para Naruto sem qualquer inflexão na voz:

— Eu não preciso do seu perdão. Eu não preciso de você.

Percebeu o quanto aquelas palavras haviam pesado em Naruto apenas olhando para sua expressão estupefata; se pesara no loiro daquela forma, em Sasuke o fizera em dobro.

Então, sem pressa alguma, girou nos calcanhares e continuou seu caminho em passos lentos. Queria fugir dali o mais depressa possível e nunca mais ter que encarar Naruto, mas conforme fora ensinado a fazer, manteve sua compostura, sua frieza, sua calma e seguiu em frente.

Introspectivo como estava, tudo o que se seguiu aconteceu de repente e, antes que pudesse de fato processar, havia acabado.

Mal dera três passos quando ouviu o guinchar de pneus contra o asfalto vindo em sua direção. Antes mesmo que guiasse seus olhos rumo ao som, soube que sua reação estava muito atrasada; percebera o carro tardiamente.

Sentiu duas mãos fortes em suas costas empurrando-o com força tamanha que o fez cair contra o asfalto quente. Derrapou e rolou sobre o chão sentindo dores quentes e agudas enquanto sua pele era esfolada em diversos lugares.

Apesar de sentir seu corpo protestar, levantou-se de imediato e vasculhou a rua com os olhos, a visão um pouco embaçada, a mente confusa. Viu os adolescentes imbecis que tinham assistido sua briga com Naruto esboçando variadas reações associadas à uma cena de tragédia, indo de uma mão cobrindo a boca e uma expressão chocada à lágrimas e gritos. Piscou, aturdido e um tanto cambaleante ao guiar seu olhar para o comprimento da rua, vendo o carro responsável pelo acidente desaparecer ao virar uma quadra à frente.

E então seus olhos finalmente focalizaram o motivo para as reações de seus colegas. Sentiu suas pernas trêmulas de imediato e seu estômago revirou-se, bílis subindo à sua garganta e sendo empurrada de volta ao engolir em seco dolorosamente.

Deu um passo naquela direção e suas pernas ameaçaram ceder. Seus lábios tentaram formar aquele nome tão conhecido, mas sua voz não saía. Sua mente não conseguia processar a imagem horrível que seus olhos miravam. Repentinamente, todo o barulho do mundo à sua volta silenciou; não existia mais nada a não ser a imagem de Naruto caído sobre o asfalto, seu corpo imóvel enquanto sangue se espalhava rapidamente.

Não percebeu que conseguira aproximar-se apesar do tremor incontrolável de seu corpo até cair de joelhos ao lado do corpo inerte; os cabelos loiros estavam encharcando de sangue lentamente.

Estendeu uma mão em direção ao rosto ferido de Naruto, mas não encontrou em si forças para tocar-lhe. Via ali os ferimentos que ele havia provocado com seus punhos e aqueles que Naruto infligira a si mesmo ao salvar sua existência egoísta.

Sentiu uma mão chacoalhando-o por um dos ombros, tentando chamar sua atenção em meio à confusão que era o aglomerado de pessoas que se reunira à volta dos dois, mas era inútil. Sasuke encontrava-se absorto pelo horror de seu pior pesadelo tornando-se realidade.

— Naruto... — finalmente ouviu-se dizendo, mas até mesmo sua voz parecia distante. — Naruto...? — chamou mais uma vez, sentindo algo molhado e quente descendo por suas bochechas. — Naruto! — desta última vez, sua voz saiu em um grito agônico acompanhado por soluços que lhe sacudiram o corpo convulsivamente.

Naruto não havia lhe deixado. Era impossível. Sua vida, uma chama queimando constantemente brilhante e enérgica, não seria extinguida tão facilmente.

Não é mesmo?

Não é...?


[X]


Por favor, não me matem.

O segundo capítulo está pronto, então não demora muito para sair.

Deixem suas opiniões e expectativas.

A fanfic está postada também no Nyah!

Um xêro no olho!

16 de Abril de 2020 às 22:01 1 Denunciar Insira 2
Leia o próximo capítulo Capítulo 2. Just a drop of water in an endless sea

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Larissa Mármore Larissa Mármore
Meu Deus!!! Engoli o choro nesse final!!! O coração doendo apertado... ansiosa pelo próximo capítulo!
April 17, 2020, 05:06
~

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