oiretimec Luis Fernando

Uma história contada em quatro contos de arrepiar. Um grupo de jovens vai passar um final de semana em uma fazenda abandonada e é atacado por um assassino terrível que parece emergir das sombras. Uma base secreta do governo é atacada por uma aparição medonha vinda do espaço. Algumas pessoas se embrenham em uma aventura na floresta e acaba encontrando o terror que se camufla entre as árvores. Uma sobrevivente tenta levar a vida um ano depois mas é atormentada pelo medo que surge das sombras. Os contos foram escritos em 1999 e formam aqui o segundo livro que eu escrevi. Agora estão de volta para assombrar você. LIVRO 100% REGISTRADO. PLÁGIO É CRIME.


Suspense/Mistério Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#terror #coletânea #medo #alienígena #mistério #378 #contos
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ABERTURA - PREFÁCIO DE 2015

Em meados de 1998 eu não passava de um merdinha que ia na escola para sofrer bullying. Tinhamos acabado de nos mudar de Campos do Jordão para Santo Antonio do pinhal e a coisa que eu mais gostava na vida era uma garota chamada Carla (como sempre ela nunca gostou de mim).


Ir para a porcaria da escola era uma coisa que eu simplesmente odiava, porque eu sempre acabava vítima de algum tipo de gozação.


Eu sei bem como as pessoas que sofrem bullying se sentem.


Eu queria acabar com aquelas pessoas, queria simplesmente desintegrar seus malditos corpos para que eles deixassem de respirar e pudessem ir para o inferno onde queimariam para todo sempre.


Mais tarde eu superei o bullying, porque entendi que era mais forte do que as pessoas que me humilhavam, os fracos eram eles e o bullying era a única forma deles serem notados de alguma maneira, porque eles eram tão, mas tão inferiores que se não praticassem bullying seriam menos notados do que um cachorro sarnento em uma sarjeta.


Passei a considerar o mundo como estrume, e aquilo funcionou. Um belo dia o bullying parou e eu começei a ser respeitado como uma pessoa normal.


A literatura me ajudou muito nesse sentido.


Me lembro de uma sexta feira chuvosa de meados de setembro. O único aluno homem na classe naquele dia era eu, a classe estava lotada de mulheres. Era aula de artes e a professora nos pediu para criar um poema com o tema "Quem sou eu". Escrevi algumas linhas e quando a professora leu em voz alta fui ovacionado na classe.


Foi assim que eu entrei para esse negócio de poesia.


Aquilo me deu um certo prestígio, o pouco interesse que eu tinha por literatura acabou crescendo e aquilo me levou à biblioteca.


A professora de português, para incentivar a leitura, nos levou à biblioteca e lá eu encontrei um dos livros mais espetáculares que eu já li.


Nunca fui muito fã de literatura brasileira mas se eu tivesse que fazer uma lista com pelo menos cinco livros ela seria assim: O jogo da detetive, de Tey de Louré; O Escaravelho do Diabo, de Lúcia Machado de Almeida; A casa de vidro, de Ganimedes José; Histórias fantásticas (Acho que é esse mesmo o nome), de Luiz Zatar e um livro de contos chamado As sete faces do horror, de diversos autores.


Naquele dia, lá na biblioteca eu peguei O jogo da detetive, de Tey de Louré e não tive dificuldades em chegar ao final.


Que história! Uma verdadeira obra de arte! Simplesmente magnifico!


No livro Tey fazia uma homenagem à Agatha Christie.


Fiquei conhecendo então o que para mim foi a maior e melhor escritora de todos os tempos.


Daquele momento em diante não parei mais de ler Agatha. O primeiro livro que li dela foi (vocês com certeza já leram, se são realmente amantes da boa literatura) O caso dos dez nengrinhos. O que se pode falar dessa obra? É simplesmente maravilhoso, um enredo fantástico, tecido com uma genialidade que só Agatha poderia ter.


Fiquei sabendo esses dias de que mudaram o nome do livro para "E NÃO SOBROU NEM UM", ou algo parecido com isso, sob o argumento de que o título original é racista. O cara que fez isso é um imbecil filho da puta.


Retomando a história, fiquei viciado naquele negócio de literatura. Eu já tinha feito algumas incurções no mundo da imaginação em 1993 e 94, mas aquilo foi meio sem querer. Desde então não tinha escrito nada até aquele momento.


Em 1998 eu decidi escrever uma nova história.


Certa tarde, sem fazer merda nenhuma em casa, peguei papel e lápis e começei e o resultado foi o primeiro rascunho de O predador da montanha.


À princípio eu tinha em mente um suspense, com um cara mascarado eliminando com uma foice as pessoas que costumavam me bulinar na escola, mas o resultado acabou sendo uma sucessão inexplicável de mortes bizarras.


Acho que desde o início eu tive inclinação para o terror.


Em 1993 assisti A colheita maldita sem saber que era de Stephen King (Mais tarde, depois de assistir Tommyknockers, tranquem suas portas, eu me tornaria um grande fã dele e passaria a ler os livros dele com a mesma intensidade que tomava água).


Tive uma ideia chamada Milharal infernal. Mais tarde escrevi uma redação chamada A ilha do terror.


Antes de terminar 94 tentei tecer uma coisa chamada A fazenda do terror, que jamais chegaria ao final naquela ocasião; e ainda tive uma ideia (meio absurda), chamada A floresta do terror.


O terror estava no sangue, em Campos do Jordão, depois da escola, eu passava tardes assistindo filmes como A hora do pesadelo, A volta dos mortos vivos, Brinquedo assassino, O mestre dos brinquedos, etc.


Teve um tempo que eu sofri com pesadelos. Acordava aos berros pela madrugada ouvindo coisas sussurrarem o meu nome. Aquilo parou quando eu começei a encarar o terror (acho que a verdadeira causa dos terrores noturnos foi a minha entrada na puberdade).


O predador da montanha tornou- se um terror inexplicável. Nem eu mesmo sabia de onde vinha o desgraçado assassino e muito menos o que ele era. Mas eu tinha uma história de terror e eu gostei de escreve- la.


Mas ainda ficava a dúvida: o que era o assassino de O predador da montanha, e de onde ele vinha?


Algumas poucas pessoas (eu acho que foram duas) leram a história e ficaram com a mesma dúvida.


Entre a concepção de O predador da montanha em finais de 1998 e a criação de um livro chamado O predador da montanha edição completa em meados de 1999, eu escrevi mais quatro histórias e meia (porque A tática, uma história policial inspirada em O jogo da detetive de Tey de Louré, nunca chegou ao fim), e depois escrevi O predador da montanha 4.


O predador da montanha 4 foi escrito, se não me falhe a memória, no final de agosto de 1999 e era pequeno demais para ser um romance (apesar de ter sido essa a intenção. Aliás, escritores em início de carreira, nunca tentem escrever um romance logo de cara, começem com os contos. São dicas de caras como Stephen King e Ray Bradbury). Na verdade não tinha nada a ver com a história de l998, era sim o final de Eu sei aonde você está que eu comecei a escrever em maio de 1999.


A história não serviu para continuar Eu sei aonde você está, que foi somente até a parte três escrita no final de 2001 com o nome de Eu achei você, e ficou empoeirando na gaveta, mas foi lida e aprovada por duas amigas minhas.


No final de 1999 eu resolvi tentar explicar O predador da montanha e colocar no papel algumas ideias que tinha tido naquele ano e em 1996, um ano em que eu pensei em muitos lixos, mas não escrevi nenhum para a glória de Deus. Surgiu então o livro "O predador da montanha edição completa" a primeira coletânea de contos e o segundo livro um pouco mais longo (não tenho a menor ideia de quantas páginas tinha isso em 1999) que eu escrevi (até então, com excessão de Eu sei aonde você está, eu só escrevia contos).


Eu acho que a coletânea teve dois lados, se por um lado ela explicou alguma coisa sobre a origem do assassino de O predador da montanha, por outro complicou ainda mais um pouco as coisas. As histórias seguiram a mesma sucessão de mortes inexplicáveis e absurdas que havia na primeira história. A quarta história nem mesmo fazia parte aquela sequência de 98. Tudo o que havia ali era: sangue, muito sangue (e algumas mulheres gostosas).


O livro caiu no ostracismo por 12 anos até que em 2010 eu resolvi fazer uma espécie de resgate da minha obra.


Muita coisa havia sido escrita e destruída e o interesse de voltar ao passado e reviver algumas emoções era grande.


Resolvi começar por baixo, arrumando coisas que no passado eram inexplicáveis e sem sentido, a coisa agora precisava fazer sentido, tinha que ter um nexo mesmo se fosse idiota como algumas pessoas acham (fodam- se essas pessoas).


O predador da montanha completo de 2010 era exatamente igual ao de 99 exceto num ponto: as histórias incharam e se interligaram, uma vai continuando a outra até chegar no final de O predador da montanha 4 de 1999. Acho que consegui resolver os problemas estranhos que as histórias tinham quando foram criadas pela primeira vez.


Em 1999 a sequência das histórias era a seguinte: Ovni (O predador da montanha 1), inédito em 99; O predador da montanha (história original de 1998); O predador da montanha 3 (inédito); e O predador da montanha 4 (escrito pela primeira vez em agosto).


Talvez haverá pessoas que devam achar essa história um lixo (ou devo dizer histórias pois são quatro), quero que saibam que não estou nem ai, talvez elas realmente sejam um lixo.


Isso aqui não está nem perto de chegar a ser a melhor coisa que eu escrevi na minha vida (Esperem e verão).


Pode ser que não agrade a todos, nem Jesus, o senhor, agradou a todos, mas agradou alguns, e suas ideologias espalharam- se pelo mundo por causa desses "alguns".


Finalizando minhas palavras, quero dizer que se você chegar ao final das histórias e mesmo assim não saber o que é o assassino mascarado de O predador da montanha (ele não usa uma máscara em O predador da montanha 3), quero que você saiba que talvez ele seja um alienígena, mas eu não tenho tanta certeza disso.


A única certeza que tenho é que tudo o que respira, para de respirar um dia. Mas enquanto esse dia não chega, pelo menos eu escreverei livros, porque isso deixa a vida um pouquinho melhor.



LUÍS FERNANDO ALVES. PINDAMONHANGABA, 12 DE DEZEMBRO DE 2015.



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