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biologicalstorm Biological Storm

Como você imagina que o Deus do Submundo seja? JongIn com certeza pensava em alguém soturno, com pinta de vilão usando um manto e uma foice. . . . Mas na verdade não é nada disso.


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

#gay #yaoi #deuses #exo #shortfic #kaisoo #kai #jongin #kyungsoo #casamentoarranjado
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Capítulo I – Noivo?

Notas:

(Entra de fininho...)

Sim, aqui estou eu postando uma nova fic quando nem atualizei a minha fic em andamento. Me desculpem por isso, mas essa foi a primeira coisa que consegui escrever em meses. O plot brotou na minha cabeça e tô muito feliz por ter conseguido escrever.

Esperam que gostem da fic. Diferente da maioria das coisas que plot, essa aqui é levinha. ;)



💀



JongIn corria pelas ruas, querendo chegar logo em casa. Já estava anoitecendo e as ruas começavam a ganhar o brilho das lâmpadas.

Ele logo avistou sua casa no fim da rua. A família de JongIn tinha relativamente um vida estável, com uma casa grande ao estilo antigo oriental que pertencia a sua família há séculos. Entrou pelo portão e foi até a área principal, tirando seus sapatos.

- Halmeoni! – chamou a mais velha enquanto andava pelo lugar a procurando. Encontrou-a de joelhos rezando para o antigo altar na sala, o qual era destinado à adoração do Deus, que segundo sua avó lhe contava quando pequeno, protegia sua família.

- Para que todo esse barulho, Nini? – a mais velha repreendeu sem realmente estar brava, enquanto encerrava a sua oração.

- Olha, sobrou um pouco no trabalho, então trouxe para a senhora! – o moreno levantou a sacola de comida de forma orgulhosa. Ele trabalhava em uma padaria ao estilo ocidental e sabia que sua halmeoni adorava doces diferentes dos quais sempre comeu.

- Obrigada, Nini. – a senhora disse, mostrando um sorriso doce ao seu neto. – Me dê aqui eles e vá se lavar, o jantar já está pronto. – o mais novo não disse mais nada, entregando os doces e indo fazer o que lhe foi dito.


💀


JongIn acordou naquela noite sentindo um inexplicável frio para uma noite de verão. Decidiu ir ver como sua avó estava, pretendia cobrir a mais velha para que não se resfriasse, mas se surpreendeu ao ver que sua halmeoni estava na sala principal em vez de seu quarto. Conseguia ouvir sua voz no silêncio da noite antes de a ver de fato, a mais velha parecia estar falando com alguém, o que o intrigou, porque eram apenas os dois em casa.

- Chegou a hora. – uma voz inconfundível de homem falou, levando o moreno a parar seus passos.

- Entendo. – sua avó respondeu.

- O Senhor do Submundo virá na próxima lua nova. Esteja preparada.

O mais novo não tinha ideia do que aquela voz falava, mas tentou chegar mais perto, porém, quando espiou pelo canto da parede, apenas viu sua halmeoni ajoelhada no mesmo lugar de sempre na frente do altar. A mais velha fez duas referências respeitosas e se levantou, indo a caminho de seu quarto.


💀


Durante a semana seguinte o moreno ficou remoendo aquela estranha experiência na madrugada. Como assim Senhor do Submundo? E a lua nova seria daqui duas semanas, mas sua avó agia normal como sempre. Não parecia estar esperando por algo. JongIn estava quase acreditando que tinha sonhado com aquilo. Mas um medo habitava em seu interior. Um que não ousava admitir.

Hoje ao sair de casa sua halmeoni tinha lhe pedido para voltar direto do seu trabalho de meio período, pois eles iriam prestar as devidas homenagens aos seus pais.

Hoje era o aniversário de morte de seus pais. JongIn sempre se sentia estranho nessa época, ele sabia que deveria ficar triste, mas ele nunca os conheceu de verdade, então seus sentimentos sempre lhe pareciam falsos. Como poderia sentir tristeza por algo que nunca teve? Eles morreram em um acidente quando ele tinha 3 anos, desde que se lembra sempre foi sua avó e ele. E de alguma forma, isso era suficiente para ele.

Quando chegou em casa sua avó já estava vestido adequadamente para a cerimônia, ele logo se apressou em ir vestir seu terno preto e voltou a sala. Do lado do altar dedicado ao Deus protetor da família ficava o lugar de homenagem aos seus pais. JongIn se lembra de quando era mais jovem perguntar a sua avó o porque do Deus não ter protegido seus pais se ele cuidava de sua família. A mais velha apenas tinha lhe respondido “Nossos caminhos quem escolhe somos nós, não cabe a Ele interferir com a vida. Ele está cuidando de nós de outra forma.”. Na época o mais novo pensou “Para que servia esse Deus então? Se não protegia durante a vida?”, mas nunca se atreveu a verbalizar esse pensamento a sua halmeoni e até hoje ele ainda tinha essa mesma dúvida.

Após terminarem de fazer as referências e sua homenagem acabar, JongIn foi pegar um chá para sua avó e ficaram em silêncio na sala, apreciando a melodia dos sinos de vento.

- JongIn. – a mais velha chamou, depositando sua xícara no pires. O ar parecia ter ficado mais sério apenas com esse gesto simples e o mais novo sentiu um mau pressentimento. – Há algo que preciso lhe contar. Você se lembra das histórias que lhe contava quando pequeno sobre o Deus guardião da nossa família?

- Sim. – o moreno respondeu solene. Embora ele não acreditasse nas histórias fantasiosas, nunca as esqueceu.

- Porém, existem detalhes que nunca falei. Você nunca se perguntou o nome do Deus?

E agora pensando nisso, talvez fosse estranho, mas ele tinha assumido que era apenas o Deus Guardião, ou que o nome dele tinha se perdido há muito tempo, que ele tinha sido elevado ao posto de guardião de sua família e apenas essa era sua função nas crenças.

- Eu irei lhe contar a última história necessária para saber sobre o Deus Guardião: a de como ele virou nosso protetor. – a senhora continuou e o moreno nunca ficou tão tenso ao ouvir uma de suas histórias, sentia que algo importante aconteceria.


Há muito tempo atrás uma criança passeava pelas estradas levando a colheita de seu trabalho. A estrada na montanha era estreita, por isso, ao passar uma carruagem veloz a criança foi atropelada por ela, mas ninguém parou. A menina estava sentindo muita dor e sua consciência oscilava, porém ela foi capaz de abrir os olhos novamente e o que viu foi um grande lobo preto perto de si. Ela não se importava se o lobo a devorasse, mas ao contrário disso, ele apenas começou a lamber suas feridas.

“Ainda não está na sua hora, pequena.” disse uma voz grave, mas também suave.

Nessa hora ela percebeu que um homem todo vestido de preto estava a sua frente, onde antes não havia nada. O estranho sorriu de uma forma perturbadoramente doce para a situação e então a menina desmaiou.

A garota apenas acordou dias mais tarde, já em sua casa. Por um milagre tinha sido socorrida por transeuntes que passavam e a levaram a cidade mais próxima, que era onde todos a conheciam. A menina cresceu e se tornou uma mulher, esquecendo o estranho acontecimento. Até o dia em que seu pai ficou doente a ponto de tossir sangue.

A jovem tinha adormecido no quarto de seu pai cuidando de sua febre, mas no meio da noite algo a fez acordar. Uma voz grave e suave.

“Está na hora de ir.” um homem vestido de preto falava para seu pai na cama.

A jovem se levantou rapidamente e se interpôs entre o homem misterioso e seu pai que parecia adormecido. Logo o estranho se apresentou como o Deus do Submundo e disse que tinha vindo levar o pai da jovem. A moça angustiada começou a implorar para que o Deus não levasse seu pai, mas nada adiantava. Em um ato de desespero ela propôs casar com o Deus para que ele deixasse ela pelo menos ver seu pai após a morte. Comovido pelo amor da jovem pelo pai, o Deus aceitou a oferta.

A moça foi para o submundo ainda viva com o Deus da Morte. Enquanto esperava pelo julgamento de seu pai terminar, os dois consolidaram seu acordo. A jovem se tornou a esposa do Deus do Submundo. No final do julgamento ela viu seu pai e pode se despedir e ver que ele ficaria em um lugar agradável. O Deus pretendia a libertar para voltar ao mundo dos vivos, porém, a moça tinha se apaixonado por ele nesse tempo e não quis mais voltar. No final, ela viveu uma boa vida, embora curta. Em seu leito de morte ela ainda se preocupava com seu esposo. O Deus do Submundo tinha finalmente deixado de ser frio e agora era quente graças ao tempo que passaram juntos. Ela se preocupava que ele voltasse a ser frio como antes sem o calor humano de alguém vivo. E assim ela o convenceu a firmar mais um acordo. A cada 500 anos seus descendentes dariam um companheiro humano ao Deus, para que ele se mantivesse caloroso. E até hoje o Deus da Morte anseia por ter novamente uma companhia.


JongIn sentia que podia desmaiar. Essa história parecia lhe dizer algo que ele não queria ouvir.

- O Deus do Submundo é o guardião da nossa família. Ele nos protege ao fim da nossa vida, nos dando um bom descanso. E nós, os descendentes, devemos lhe oferecer um cônjuge a cada 500 anos. Somos muitos, espalhados por esse mundo, e a cada nova geração passamos essa promessa a frente. O ramo familiar escolhido dessa vez foi o nosso, meu neto. Você deve honrar esse compromisso com o Deus do Submundo. Ele vira na próxima lua nova lhe buscar. – a senhora disse tudo que precisava e como viu que o moreno continuava em um estado catatônico decidiu se levantar. – Sei que são muitas informações, deixarei que pense nisso sozinho. – e dito isso saiu do cômodo.

A primeira coisa que o moreno conseguiu pensar foi que estava aliviado. No fundo de sua mente tinha pensando que aquele estranho acontecimento na madrugada queria dizer que algum ceifador viria levar sua halmeoni na lua nova. No entanto, era o contrário. JongIn seria levado pelo Deus da Morte. Ele se casaria com o Deus da Morte? Isso era ao menos possível?! Deuses existiam de fato?! E ele se casaria com um?! Sua mente estava muito perturbada.


💀


Duas semanas tinham se passado e a noite que o Deus do Submundo viria até JongIn tinha chegado. Ele com certeza estava nervoso. Mesmo que tivesse tentando se acalmar e se preparar nesse tempo desde que soube de tudo, isso ainda era além da realidade.

JongIn e sua avó estavam postados no estilo oriental, esperando a vinda do Deus. O mensageiro tinha avisado a sua avó que ela deveria estar junto na hora. E o mais novo tinha medo que o Deus pudesse usar ela de alguma forma para o persuadir a ir com ele para o Submundo. E o Kim tinha em mente ser bem obediente, pois não queria prejudicar sua halmeoni de qualquer forma.

Quando a luz da lua tocou seus corpos uma brisa fria se manifestou e o mais novo pode sentir uma sombra lhe cobrindo. Tremendo, ele fechou os olhos com medo.

- Por favor, levantem. Não precisam se ajoelhar dessa forma. Deve estar dolorido. Sentem-se, por favor. – uma voz grave e aveludada falou.

Com certeza essa não era a frase que o moreno esperava ouvir e o choque o fez levantar a cabeça e encarar o homem que estava de pé a sua frente.

Era um homem extremamente branco, vestindo roupas sociais, todas pretas. Suas feições eram delicadas e fortes ao mesmo tempo.

- Por favor. – o homem disse novamente, indicando as almofadas na sala.

Tanto a senhora quanto o neto se levantaram atordoados e sentaram, sem saber como se portar depois disso. A figura estranha veio e sentou-se a frente deles.

- Boa noite, senhora Kim. – disse o homem ao inclinar a cabeça para a senhora e depois se voltou ao moreno. - Boa noite, Kim JongIn. Eu sou o Deus do Submundo. Seu futuro marido.



Notas Finais:

Então, gente, essa fic será curtinha. É realmente uma shortfic com capítulos pequenos. Amanhã já posto o segundo cap.

Abraços!

30 de Março de 2020 às 03:12 0 Denunciar Insira 1
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