catybolton Caty Bolton

Onde Pip questiona o seu amor por Clyde. [Romeu e Julieta AU] [DIP] [Plyde one-sided || Clyde x Pip]


Fanfiction Desenhos animados Impróprio para crianças menores de 13 anos.

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As vezes paixão não é amor

A lua estava brilhante aquela noite, Phillip não deixou de observar isso da varanda do quarto, e refletia no lago do jardim de um jeito bastante bonito. Ele estava com aquele frasco nas mãos, que tinha o veneno que usaria para fingir a sua morte e assim fugir com Clyde para terem o seu final feliz, juntos.

Mas desde que ele apareceu, estava começando a questionar se realmente queria fazer isso. Suspirou olhando para o líquido semitransparente no frasco, que lhe deixaria dormindo feito um cadáver…

Não parecia ser algo muito legal, parando para pensar nisso agora.

– Boa noite, Phillip.

Ele saiu subitamente das sombras, com aqueles olhos vermelhos, cabelo preto feito piche e destes brilhantes e afiados. Pip sorriu de volta, logo esquecendo-se das incertezas que incomodavam seu pensamento.

– Boa noite, Damien.

Então ele delicadamente segurou a sua mão e deu um beijo nas costas e, como em todas as outras vezes, o loiro corou. Aquilo era diferente de Clyde, tinha gostado de Clyde porque as suas famílias eram inimigas, só que mal conhecia ele.

Enquanto Damien, bem, ele sempre esteve ali. Desde que eram crianças, quando no começo pensou que ele fosse um amigo imaginário até que isso se provou não ser exatamente a verdade.

– Você ainda está pensando em fazer isso?

O loiro tentou esconder o frasco atrás das costas e Damien não impediu, apenas lhe encarou profundamente com aqueles olhos vermelhos. Procurou algumas palavras por um momento, mas encontrou apenas a honestidade:

– Eu devo ser sincero, depois do que você falou… Eu estou me questionando sobre esse plano. – Riu um pouco, sem jeito, e mostrou o frasco. – Eu supostamente já deveria ter bebido isso e ter deitado para dormir, mas…

Você realmente quer fazer isso?

A mão quente de Damien no seu rosto, carinhosamente, fez Pip corar mais uma vez, mas ele não se afastou. Como poderia quando gostava disso tudo mais do que deveria?

– Eu não sei, Damien.

– Você não precisa fazer, sabe disso.

Mordeu o lábio e abaixou o olhar, suspirando. Estava confuso, será que isso tudo valia a pena? Amava mesmo Clyde ao ponto de fingir a própria morte apenas para poder estar com ele?

– Mas… eu prometi?

– O que você sente é mais importante que promessas, Pip, esse rapaz que você diz estar apaixonado – Ele falou com certo nojo, desde a primeira vez que falou sobre Clyde para Damien essa sempre era a reação. – ele não é bom o suficiente para você.

– Ora, deixe de bobagens, Damien. – Acabou rindo sem graça e segurou o braço do moreno, desviando o olhar por um instante. – Clyde é muito gentil comigo…

Eu te daria o mundo se você pedisse.

O jeito que Damien flertava era sempre intenso, os olhares dele também. O loiro não sabia se era por causa daqueles olhos vermelhos que pareciam brilhar no escuro, mas a forma que ele lhe olhava também era intensa, com uma adoração que não conseguia se acostumar. Sempre sincero.

Clyde era… divertido. Tinha um sorriso bonito.

Ficou em silêncio por tempo demais, o suficiente para o moreno tomar a palavra mais uma vez:

– Eu não vou te impedir se você quiser, Phillip, mas tenha certeza disso, por favor.

Pip não tinha certeza, na verdade temia por aquele plano. Haviam tantas coisas que poderiam dar errado, não sabia nem mesmo se realmente valia o risco. Damien ainda estava olhando na sua direção, com o polegar acariciando aquela bochecha, quando Pip decidiu o que queria.

Jogou aquele frasco no jardim, que se quebrou ao bater em uma pedra, colocou uma mão por cima da de Damien e se inclinou para beijá-lo. Era a primeira vez em todos aqueles anos que o loiro finalmente tinha juntado coragem para fazer isso, agora apenas se arrependia por não ter feito antes.

As mãos do moreno agora estavam na sua cintura e Pip agarrou os ombros dele quando foi colocado sentado naquela mureta da varanda, ao mesmo tempo que o beijo se aprofundava e Damien explorava cada canto da sua boca de um jeito que o loiro sentia que poderia derreter nas mãos dele.

Ele lhe puxava para perto como se ainda houvesse algum espaço restante entre os dois e não seria Phillip a reclamar sobre isso. Os beijos de Damien desceram até o seu pescoço e ele salpicou toda a pele disponível com vários, enquanto mordiscava com aqueles dentes afiados que fizeram cada um dos pelos do seu corpo se arrepiarem.

Damien…

Chamou pelo nome dele, ofegante, e ganhou uma resposta abafada imediatamente do homem que ainda estava concentrado no seu pescoço, enquanto as mãos quentes dele começavam a passear por baixo das suas roupas.

Eu quero fugir com você.

Isso fez Damien parar por um instante e olha para Phillip ligeiramente surpreso, mas não tardou para surgir um pequeno e alegre sorriso no rosto dele. As mãos acariciaram diretamente a sua pele ao mesmo tempo que ele chegou perto demais, quase com os narizes se encostando, e respondeu bem baixinho:

– O que você quiser, Phillip.

Sorriu de volta e acariciou o cabelo na nuca do moreno e antes dele se aproximar para mais um beijo Pip falou novamente:

– Mas antes de tudo, eu devo fazer algo.

...

Naquela noite Clyde mal conseguiu dormir, muito nervoso e ansioso com o que aconteceria no dia seguinte. Ele e Phillip finalmente poderiam ficar juntos sem que suas famílias atrapalhassem aquele amor.

Tinha se apaixonado pelo loiro e o sorriso dele a primeira vista, por aquele jeito sempre tão gentil e olhos azuis tão bonitos.

Levantou-se da cama cheio de expectativas, até mesmo otimista com aquela certeza inabalável de que tudo daria certo e logo poderia estar com Pip sempre que quisesse. Ele quase deixou passar despercebido o papel dobrado na mesinha de cabeceira, mas por não se lembrar de tê-lo visto antes pegou e abriu.

O sorriso foi imediato assim que reconheceu a letra do seu amado, uma breve ternura e alegria que durou apenas até começar a lê-la. Aos poucos o sorriso do rapaz foi apagado do rosto e na última linha lagrimas rolavam pelas suas bochechas.



Querido Clyde

É com o coração pesado que eu escrevo essas palavras, mas primeiro quero garantir que a culpa não é sua. Tu és uma ótima pessoa e merece um amor que eu não posso dar-lhe, perdoe-me, querido.
O meu coração estava cheio de incertezas, eu pensei muito antes de te escrever e Deus sabe o quanto tu merece mais que isso. Mais que fugir comigo em um mundo repleto de perigos, mais do que abandonar a tua família.
Eu peço que não chores, eu imploro para que acredite que eu estou bem. Pois eu estou. A paixão que senti por ti foi imensa e os momentos que passei contigo felizes, por isso, obrigado.

Por favor fique bem
Phillip
27 de Março de 2020 às 06:46 0 Denunciar Insira 0
Fim

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Caty Bolton Dip é o caminho da salvação || South Park fandom

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