catybolton Caty Bolton

Phillip é um jovem padre de uma pequena paroquia, que parece ser muito gentil e altruísta, mas Tweek tem certeza que há algo de errado com ele. Só precisava provar.


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Bruxaria, heresias e demônios

Phillip foi o padre transferido para aquela paróquia anos atrás, logo após a morte do antigo padre Max. O novo clérigo era um homem jovem, gentil e sempre devotado as palavras de Jesus Cristo e aos ensinamentos de Deus. Apesar de ele ter demorado um pouco para conquistar as pessoas do vilarejo, a gentileza, a educação e aquela absoluta falta de orgulho – no sentido ruim da palavra. – conquistou a simpatia de todos, um a um.

Ricos e pobres chegavam na igreja de Phillip e eram tratados igualmente já que ele, diferente do antigo padre, era humilde.

As coisas na paróquia também melhoraram depois que ele assumiu a igreja, as pessoas não morriam mais por doenças. Quem se sentia mal ia até a igreja e o jovem padre fazia algum tipo de milagre de cura, que afastava as enfermidades como se elas nunca tivessem acontecido.

O povo só não chamava Phillip de santo pois ele reprovava isso, dizia ser apenas um simples homem, servo de Deus e que era Dele que todos os milagres e curas vinham.

Eu sou um simples pecador, senhores, dizia o sacerdote com um sorriso gentil e aqueles dentes brancos demais, agradeçam ao nosso Senhor, ele que verdadeiramente merece a graça.

O homem era perfeito, uma benção vinda dos Céus, as pessoas diziam.

Mas Tweek sabia mais que isso, sabia que havia algo de estranho com Phillip.Ninguém conseguia ser absolutamente tão feliz o tempo todo, sempre falar daquele jeito manso e educado com todos, independentemente da roupa que vestiam.

Sabia sobre os eventuais passeios noturnos do jovem padre em direção a floresta e de como ele voltava sempre poucas horas antes do amanhecer. Havia visto ele pela janela um par de vezes, na calada da noite, conversando com aquele estranho e alto homem.

Sem falar que, Phillip apenas curar os doentes não era certo! Enfermidades não eram o castigo de Deus para punir e levar os pecadores, certo? Como ele apenas passava pela vontade de Deus como se não fosse nada!? Apenas as bruxas faziam isso! Conhecia as histórias de como Annie curou Stan Marsh da tosse infernal, tirou do leito de morte, usando apenas algumas plantas, ou seja, bruxaria!

Phillip esquentava folhas na água quente e bebia, parecia o tipo de coisa que apenas bruxas fariam!

Claro que Tweek nunca havia visto uma bruxa, Annie era apena uma história contada pelos seus pais e o fim dela foi a fogueira, quando o loiro ainda era muito pequeno para lembrar.

Uma vez questionou sua mãe sobre como Phillip havia curado o seu pai tão facilmente, insinuando bruxaria, e ela não hesitou em lhe bater, dizendo para que parasse de falar heresias.

O jovem padre é bom, lembrava-se dela falando, ele ajudou o seu pai, mostre um pouco de agradecimento!

Nunca mais falou das suas suspeitas com ela.


Mas hoje iria provar que havia algo de errado com o padre Phillip, pensou absolutamente determinado enquanto olhava o homem loiro da janela da sua casa indo em direção a floresta sem uma tocha para iluminar o caminho.

Ele não parecia sequer temer a escuridão.

Mesmo com medo de se perder na floresta, com medo do escuro, Tweek precisava provar o seu ponto. Confirmar que não eram apenas paranoias ou um reles engano seu. Mas, Deus, tinha tanta certeza de que o sacerdote não era tão bom quanto parecia, ele dava todos os sinais!

Esperou passar algum tempo até sair de casa para, incertamente, entrar na floresta escura. A lua estava brilhante naquela noite e haviam todas as estrelas de testemunha no céu, mas o jovem estava apenas tenso demais para observar a beleza.

Após um tempo de caminhada com a terra e as pequenas pedrinhas sob seus pés calejados, Tweek escutou sons estranhos na floresta. Pareciam sons humanos.

Então, subitamente, houve a iluminação alaranjada do fogo e Tweek virou o rosto naquela direção, sentindo o medo pulsar fortemente no peito. Com as mãos tremendo levemente, caminhou o mais cuidadosamente possível diante da meia luz querendo achar sua fonte.

Encontrou facilmente a fogueira, enquanto aqueles sons ficavam mais claros e altos. Lembravam bastante os barulhos que os seus pais faziam as vezes de noite, enquanto fingia estar dormindo.

Mal pode acreditar no que seus olhos mostraram. O sacerdote Phillip estava ali, completamente nú, com aquele homem estranho entre as pernas dele em um momento intimo demais.

Não conseguiu desviar o olhar, sentindo-se horrorizado e envergonhado de uma forma que nunca ficou antes em toda a sua vida. O homem loiro gemia agarrado ao desconhecido, com as pernas ao redor do tronco dele parecendo estar deleitando-se completamente com o pecaminoso ato de sodomia. Eles trocavam beijos e juras de amor romântico, enquanto Tweek apenas não conseguia parar de olhar sentindo o rosto esquentar de vergonha.

Estava certo esse tempo inteiro, mas também era pior do que imaginou a princípio.

Não percebeu o tempo passando e quando sentiu o incomodo entre as pernas, sentiu-se sujo. Isso era pecado, não era!? Deus com certeza iria lhe punir por aquilo! Tweek iria queimar no fogo do Inferno!

Finalmente olhou para outra direção enquanto a estranha culpa corroía suas entranhas, deu dois ou três passos para trás antes de pisar em um maldito galho, que fez barulho demais e chamou a atenção desnecessária dos dois homens muito ocupados perto da fogueira.

Subitamente o medo voltou, por isso se escondeu atrás de uma grande árvore.

— O que foi isso? — A voz do homem de cabelo preto era particularmente profunda e grossa. Levemente distorcida? Havia alguma coisa esquisita, disso tinha certeza.

— Tenho certeza que é apenas um animal- — Dessa vez foi Phillip, que cortou a fala no meio da frase.. — Damien?

Temendo o que poderia acontecer, Tweek já estava pronto para correr para longe de toda aquela blasfêmia desprezada por Deus. Porém, foi em um piscar de olhos que o homem de cabelo preto apareceu na sua frente, como se fosse bruxaria.

Ele usava apenas calças presas por um cordão na cintura e tinha o físico de um construtor, de quem trabalha com pedra, mas a parte inexplicável eram os olhos com as sobrancelhas grossas e franzidas logo acima. Os olhos eram vermelhos e brilhantes, pareciam de um demônio.

Pip — O homem falou sem desviar o olhar, nem por um instante. Era assustador. — eu devo matar?

Tweek grunhiu de medo, tremendo diante da figura intimidante. Então houveram passos e logo um Phillip desarrumado e seminu apareceu no seu campo de visão, segurando a batina preta perto do corpo.

Tweek!? — Ele arregalou aqueles olhos azuis de uma forma que, na sua opinião, pareceu cínica. — Por que tu estás aqui esta hora da noite-?

— E-eu sempre soube que havia alguma coisa errada! — Gritou e o interrompeu. — Mas isso-!? Com um homem- c-com essa criatura-

— Por favor, Tweek, eu peço para que se acalme — Então olhou para o homem loiro absolutamente chocado, enquanto ele parecia apenas muito calmo. Até mesmo sorriu tranquilamente diante das acusações. — te garanto que eu ficaria muito feliz em explicar o que está acontecendo se você me permitir — Havia algo nos olhos do padre com aquela luz alaranjada, algo obscuro na forma que ele olhou na sua direção. — mas, primeiro, devo ressaltar que não foi nada educado da sua parte me seguir no meio da noite.

Ali estava a serenidade que sempre incomodou Tweek, a estranha calma. Havia acabado de descobrir algo que Phillip definitivamente queria esconder, por que diabos ele estava apenas tão despreocupado!?

— Não tem o que explicar, você-! Eu vou falar para todos sobre essa heresia!

Filho, ninguém vai acreditar em você. — O sorriso sarcástico dele era algo que nunca tinha visto, nem mesmo parecia combinar e aquele olhar sombrio também não. — Mas se tu vais mesmo insistir neste desfecho irracional, apenas posso lamentar pela sua alma. Damien, você poderia...?

Então algo naquele homem estranho, Damien, mudou. Chifres cresceram nas laterais da cabeça dele e a luz laranja mudou para uma vermelha, mais forte como se fosse algo infernal, ao mesmo tempo que começou a rezar por proteção.

— Prometo que levarei o teu corpo para os seus pais, filho.

Naquela noite Deus não escutou as preces de Tweek.


Havia falado para os pais de Tweek que havia achado ele, em uma das suas caminhadas, afogado no lado que existia no fundo da floresta. Phillip, honestamente, sentiu pelos pobres fiéis que tinham perdido o único filho e sentiu ainda mais pelo pobre jovem, que se tivesse apenas lhe escutado ainda estaria vivo.

A verdade era que não arriscaria a própria integridade pelo bem de ninguém na Terra, gostava honestamente de ajudar os outros, mas para tudo existem limites.

Por mais que soubesse exatamente onde a alma de Tweek estava, sabia que velar o corpo e rezar por ele traria algum consolo para os pobres pais. Ele foi enterrado no cemitério comum que ficava ao redor do terreno da igreja.

Estava anoitecendo quando Phillip começou a acender, uma por uma, todas as velas do grande altar. Ao terminar o seu trabalho a visão era muito bonita, principalmente com a cruz de Jesus Cristo no fundo e toda a iluminação no ambiente sacro. Ajoelhou-se ali abaixando a cabeça, com as mãos cruzadas na frente do corpo em puro respeito, onde começaria uma conversa interessante com um Deus que nunca lhe respondeu.

Até que sentiu aquela mão no ombro, virou a cabeça e sorriu ao ver que era Damien.

— Eu pensei que você não pudesse entrar na morada de Deus.

Levantou-se do chão alisando a batina no processo, elegantemente.

— Ele é um velho amigo, Pip, — Como sempre ele só lhe chamava pelo apelido, mas Phillip meio que gostava. O demônio se aproximou mais, então prendeu uma mecha loira sua atrás da orelha, carinhosamente. — mas prefiro foder você longe da casa dele.

Assim que inclinou-se para beijar o demônio, sentiu as mãos dele segurando sua cintura possessivamente. Passou os braços ao redor do pescoço de Damien, enquanto precisava ficar na ponta dos pés para realmente beijá-lo, mas rapidamente ele lhe ergueu algumas polegadas do chão.


A relação entre Damien e Pip era antiga e bastante peculiar.

Aquele demônio, o próprio anticristo, vivia entre os mortais se escondendo na pele de um humano quando conheceu Phillip, quando os dois eram crianças. O loiro era um garoto alegre apesar de a situação precária em que vivia no mosteiro. A família havia mandado ele, o filho mais novo, até lá para virar padre pois era tanto um costume quanto, bem, nenhum deles realmente nunca gostou de Pip.

Eles acabaram se conhecendo em uma situação que Phillip quis dar um pedaço de pão para um pobre, mas o monge velho que estava com ele não deixou e Damien presenciou a cena por inteiro.

Curioso, o anticristo foi atrás daquela criança e, aos poucos, aproximou-se dele. Escuto-o falando da sua vida no mosteiro e das injustiças e crueldades que vivia todos os dias e, o mais curioso e importante, como Phillip ficava desconcertado quando não era capaz de ajudar quem precisava.

Altruísmo não era uma qualidade que Damien observava em muitos humanos, muito menos vinda de uma alma tão genuinamente bondosa que duvidava tão veemente de Deus e os seus métodos. De uma recompensa após a morte totalmente inalcançável, que não via nada verdadeiro em fazer o bem esperando algo em troca.

Em troca da alma de Phillip, ajudaria ele a ajudar seja quem precisasse, mas no final aquele acordo acabou sendo mais vantajoso para o loiro, afinal…

Damien tinha se apaixonado por Pip.


Separou o beijo um pouco ofegante e olhou no fundo daqueles olhos azuis tão bonitos, que eram como o mar que ele, Phillip, nunca tinha visto. Algum dia o levaria até lá. O loiro estava com o rosto levemente vermelho e deu um daqueles sorrisos bonitos que eram como o mundo inteiro de Damien, que poderiam muito bem lhe fazer começar ou terminar o apocalipse quando ele bem quisesse.

Será que Pip fazia alguma ideia do poder que tinha sobre Damien?

— Eu estava aqui, me perguntando — Pip começou, enquanto dedilhava o seu peito sugestivamente, mas discreto, com uma mão só. A outra estava parada no ombro. — se você não gostaria de respirar um pouco de ar fresco e caminhar na floresta…

Retribui aquele sorriso com outro cheio de segundas intenções.

Eu adoraria.

27 de Março de 2020 às 06:39 0 Denunciar Insira 0
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