Cupid Seguir história

sahsoonya Sarah M

[KaiSoo OS EXO Yaoi] "Um metrô no fim do dia. Dois rapazes. Uma simples troca de olhares. Estava predestinado, ou foi obra do acaso?"


Fanfiction Bandas/Cantores Todo o público.

#songfic #sahsoonya #os #sookai #kaisoo #exo #ua #fluffy #slash #yaoi
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Ninguém percebeu, só você e eu

Notas: Olá, meus consagrados! Seguinte: eu sei que estou em falta com as atualizações, mas quando me sobrava tempo, me faltava criatividade. Pretendo atualizar o máximo delas que der e postar mais, só não desistam de mim. Se cuidem, fiquem em casa!

A inspiração para essa fanfic foi a música “Cupido”, da Maria Rita. Espero que gostem e deem bastante amor pra minha neném. Nos vemos em breve, boa leitura!




Cupid

O transporte público avançava em seu caminho costumeiro. Á sua direita, uma mãe repreendia seu filho, que se recusava a sentar-se, balançando um boneco do pocoyo, animado em mostrar à irmã menor, sentada no colo da mãe, qual nova aventura seu boneco havia vivido no episódio que assistira na creche mais cedo.


Havia algumas pessoas em uma conversa baixa, e outras que fitavam seus respectivos celulares, bem atentas. KyungSoo se desequilibrou por um momento, porém se recompôs rapidamente, segurando a haste de metal do veículo com um pouco mais de firmeza.


Era mais um típico fim de tarde, nada de especial havia nele. A maioria das pessoas estavam alheias ao seu redor, provavelmente pensando o que fariam ao chegar em suas casas. Uns devem estar preocupados com seu jantar, outros pensando nos boletos a serem pagos por aqueles dias, já que o pagamento se aproximava, e outros simplesmente pareciam ter cedido ao cansaço, olhando para o vidro do metrô sem realmente enxergar nada.


O jovem pôde esboçar um pequeno sorriso, ao reconhecer a próxima melodia em seu celular tocando. O rapaz era um grande amante da música, e realmente apreciava poder desfrutar daqueles momentos. Músicas específicas lhe traziam memórias específicas, e essa característica de nosso cérebro de armazenar lembranças por meio de estímulos sensoriais, era deveras fascinante para o professor de ensino médio.


Tão distraído com a melodia como estava, não notou que da mesma forma que observava os presentes ao seu redor, também era observado.


“Eu vi quando você me viu
Seus olhos pousaram nos meus
Num arrepio sutil...”


Exatamente no outro extremo do vagão, o moço de pele amorenada observava fascinado os orbes escuros do estranho que acabara de se tornar o objeto de sua admiração. O rapaz trajando peças de roupa pretas, tinha um brilho curioso nos olhos. Muito mais brilhante do que um simples trabalhador voltando para casa após um longo dia de trabalho poderia ter. Ele tinha uma postura rígida, que lhe conferia uma aparência um tanto melancólica, fazendo-o destoar daquele caos em que se encontrava, naquele vagão abarrotado de gente.


Jongin podia ver claramente que o rapaz estava usando fones de ouvido. Parecia envolvido pela música que ouvia. Tinha um sorriso discreto nos lábios, semelhante ao de uma criança que acabara de ganhar exatamente o brinquedo que pediu de natal. Parecia satisfeito, completo.


O moreno ajeitou a máscara preta que usava em frente ao rosto, acessório que vinha usando há 3 dias devido a uma gripe forte, e observou a forma como os dedos do estranho tamborilavam na barra de metal na qual o mesmo se segurava. Por baixo da máscara, sentiu nos lábios formar-se um sorriso. Ele acabou por constatar que jamais em sua vida vira semelhante beleza. O mais improvável dos personagens desfrutava de seu próprio mundo diante dos olhos de todos, contudo apenas Jongin parecia reconhecer o valor daquele leve sorriso, daqueles gestos.

E justo como KyungSoo acabara de observar mentalmente, o corpo humano é incrível em associar coisas, perceber coisas. Por um momento, seus olhos pareceram querer focar em um lugar específico e para sua surpresa, foram atraídos para uma figura não muito distante. Ele era alto, tinha os cabelos cor de chocolate, e usava um suéter verde, que lhe conferia uma aura de jovialidade, que a KyungSoo era saudosa. Seus olhos se cruzaram por um breve momento, mas que foi suficiente, para que os olhos do professor dobrassem de tamanho. E isso, por que Jongin não desviou seu olhar, como é de costume em situações como essa. O mais curioso, é que longe de considerar isto como um ato rude, KyungSoo se pegou correspondendo àquele olhar, sem ter muita certeza do porquê.


“Eu vi... pois é, eu reparei
Você me tirou pra dançar
Sem nunca sair do lugar
Sem botar os pés no chão
Sem música pra acompanhar

Foi só por um segundo
Todo o tempo do mundo
E o mundo todo se perdeu...”


KyungSoo não desviara seu olhar, muito surpreso por não ver o mesmo ser feito pelo maior. Os olhos do estranho eram negros e o formato era um tanto pequeno, porém neles o menor podia notar uma profundidade curiosa.


O estranho tampouco tinha a intenção de cessar aquele contato distante, sustentando o olhar no do menor. Sem expressões faciais, sem gestos, sem ao menos piscar. Por um momento, se é que isso era possível, KyungSoo se viu perdido por aqueles olhos com aparência felina. Por um momento, o mestre viu-se curioso para saber o que se escondia por debaixo daquela máscara. Mal sabia ele, que Jongin trazia por baixo da máscara de pano, uma boca entreaberta, que possuía dificuldade de fazer o ar entrar por ela. O maior estava simplesmente encantado com a figura do outro. Temia quebrar o contato visual com ele e perder aquele momento. Sabia que estava sendo rude, mas não conseguia evitar. Uma grande inquietação tomou conta de seu ser, com arrepios que subiam por sua nuca, ao perceber o olhar do outro cravado no seu.


“Eu vi quando você me viu
Seus olhos buscaram nos meus
O mesmo pecado febril”


Sem saber muito bem por que o fazia, KyungSoo permaneceu imóvel, apenas admirando o rapaz do outro lado do vagão, notando como ele trazia em um dos braços uma planta relativamente grande, e em sua face, uma máscara que só poderia significar que devia estar gripado. Por motivos desconhecidos, KyungSoo pôs-se a ler aquela pessoa. Subitamente intrigado em poder ver a face do rapaz, o que não era possível devido à máscara. Achava cômica a atitude do outro, de não desviar o olhar, e perguntou-se se o mesmo não estava apenas focando em qualquer canto e ele ali acreditando ter atraído a atenção daquele homem. Não, não era possível ser aquele um olhar distraído de cidadão comum. Aquele olhar que parecia poder transpassa-lo tinha de ser para si. Tinha que ser seu.


O que poderia querer aquele homem gripado consigo, que não lhe desviara os olhos nem por um minuto? A melodia ao fundo, lembrava a KyungSoo que passaram apenas curtos segundos, de modo que o pequeno momento de observação que fizera, eram míseros ponteiros de um relógio. Talvez estivesse exagerando, o rapaz provavelmente nem estava interessado em si, mas por que sentia aquela inquietação, aquele calor subindo às bochechas? Por que sentia-se tão inquieto, apenas por uma olhada dirigida a si?


“Eu vi... pois é, eu reparei
Você me tirou todo o ar
Pra que eu pudesse respirar
Eu sei que ninguém percebeu
Foi só você e eu...”


E como na literatura romântica, o ambiente parecia de forma irônica corroborar com aquela estranha experiência, visto que nenhuma pessoa presente no vagão tinha a intenção de interpor-se entre o caminho traçado pelos olhos dos protagonistas daquela cena, de forma que os dois ainda sustentavam aquele olhar. Jongin já respirava com mais rapidez, contudo sentia-se atado. Não conseguia esbanjar um sorriso, acenar com a cabeça em tom de respeito, não conseguia desviar o maldito olhar! O que aquele rapaz pálido, com um sobretudo preto fizera consigo? Sentia-se despido, incapaz de articular uma sílaba que fosse.


Já havia lido muito sobre o tipo de sentimento que naquele momento experimentava, entretanto nem a literatura parecia tê-lo preparado para enfrentar aquele dilema. Do outro lado, KyungSoo agora estava determinado a quebrar aquele contato, piscando os olhos repetidas vezes, só então notando que eles lacrimejavam, tamanho foi seu tempo abertos.


E para sua surpresa, o estranho o imitara, transformando sua especulação num fato. Estava sendo atentamente observado pelo maior, mas a pergunta que não queria calar era: por quê?


Do outro lado, Jongin chocava-se por ter dado tanto na cara que admirava o estranho do outro lado. Quando instintivamente imitou os movimentos do rapaz alvo, sentiu a necessidade de ver-se livre daquela mirada. Ajeitou a planta nos braços como pôde, mudando o peso do corpo, vendo mais à frente o rapaz a fazer o mesmo, ajeitando a mochila azul sobre os ombros e pigarreando constrangido. Ambos acabavam de protagonizar uma cena sem uma explicação plausível. Não havia razão alguma para ter encarado aquele rapaz daquela forma tão expositiva. Simplesmente o fizera, pois viu-se açoito pelo brilho daqueles olhos, e agora que parava para pensar, estranhamente fora correspondido. Não havia como negar: o rapaz também lhe fitou por longos segundos, havia sustentado seu olhar, talvez até mais curioso que ele próprio.


“Foi só por um segundo
Todo o tempo do mundo
E o mundo todo se perdeu
Ficou só você e eu”


Alheio ás conjunturas do outro, KyungSoo agora preocupava-se em tentar desviar os olhos do moreno, quando a tarefa lhe parecia árdua. A curiosidade em si, o compelia a querer dar uma espiada por cima do ombro, agora que apoiava uma das mãos na barra mais acima. Queria entender o que acabara de acontecer, contudo não fazia ideia de como explicar a fascinação que tinha diante de seus olhos.


Jongin não estava diferente. Sentiu em seu peito um pulsar muito mais veloz do que o que estava acostumado, e preocupou-se com as reações que esbanjava, por uma simples troca de olhares com um total estranho. Sem dúvida era sombrio para si pensar em quem seria aquela pessoa. O que ele fazia ali, quais eram seus planos de vida, profissão, gostos e etc. Sem que entendesse o que se passava consigo, passou a lamentar o fato de que a viagem estava para findar-se. A ideia de separar-se daquele estranho, lhe era penosa. Todavia, ele não entendia o porquê de tais pensamentos o estarem assolando, visto que ele não tinha qualquer tipo de vínculo com o garoto dos cabelos negros. E se ele descesse na próxima estação? E se estivesse pensando mal de si? Tais pensamentos insistiam em dominar a mente do moreno, que não arriscara nem mais uma leve espiada para o outro lado do compartimento.


Tudo aquilo parecia tão significativo e banal ao mesmo tempo para o menor, que ele era incapaz de nomear o que acabara de acontecer. Parecia-lhe que apenas durante aquela troca de olhares, ele havia sido capaz de enxergar mais naquele estranho do metrô, do que pôde enxergar em si mesmo em todos esses 24 anos de vida. A razão lhe dizia que havia sido apenas um mal-entendido, que talvez o moreno o houvesse confundido com algum amigo ou parente, mas seu coração dizia que havia muito mais naqueles olhos pequenos, do que aquele simples momento lhe proporcionara.


Queria mais... Precisava urgentemente de respostas. Queria saber exatamente o que tudo aquilo significava.


“Eu vi quando você me viu
Seus olhos pousaram nos meus
Num arrepio sutil...”


Num momento de coragem, Jongin decidiu, por fim arriscar mais uma olhada para o garoto que lhe inspirara tamanhas sensações. O momento da despedida tornava-se próximo, e mesmo que eles jamais pudessem vir a se conhecer, ele queria guardar na memória a lembrança daqueles olhos, daqueles lábios de formato curioso... Queria tê-los gravado em sua memória, como um daqueles momentos que os grandes escritores registram em poesia, que um artista talentoso transformaria numa linda música, que um pintor idealizaria em uma bela pintura. Não havia razão, mas era especial. Aquele momento era dele, e desejava usufruir até o último instante.


De alguma forma aqueles olhos enormes atraíram sua atenção e desejava poder perder-se neles, nem que fosse por uma última vez. Não teve êxito. Logo em seguida a porta metálica se abrira, e por ela passou o rapaz, que caminhou incerto para fora. Seus passos lentos denotavam insegurança, enquanto KyungSoo sentia que havia deixado algo inestimável para trás, sem a ideia do que era, do que significava.


Jongin observou a silhueta do rapaz percorrer a janela, pelo lado de fora, caminhando para longe. E por um momento que para si pareceu longo demais, sentiu-se incompleto. Era a primeira vez em dias que saía de casa, apenas para fazer um favor à uma amiga, buscando uma planta para entregar em outro bairro. Parecia extremamente surreal que ele sentisse como se fora privado da visão que era aquele garoto, por tanto tempo. Que ele estivesse ali tão perto aquele tempo todo, e Jongin não o notara.


Mas o que estava pensando? Ele era apenas um estranho. Uma pessoa aleatória, pegando o transporte público para regressar à sua casa. Como foi assumir que aquele olhar era tão carregado de significado? Estava louco? Caso seu irmão Sehun ouvisse esse relato dele, certamente diria que sua gripe estava voltando, pois provavelmente estava febril. E o moreno culpou o mal-estar, por todo aquele diálogo interno consigo mesmo. Todo aquele dilema não levara a lugar nenhum, só o fazia sentir-se ridículo. Era só um rapaz no metrô. Nada de mais.


Entretanto, enquanto assim debatia com seu ide, pôde reconhecer entre as diversas pessoas que deixavam o vagão, um par de olhos que pareceram pela última vez procurar por algo, antes de sumir para sempre. Era o rapaz! Ele olhara para trás! Jongin engoliu em seco, triste por ter perdido aquele olhar, por ter visto apenas o movimento de cabeça do rapaz.


A racionalidade lhe dizia que não seria a última vez que veria aquele moço, talvez ele pegasse o mesmo metrô no mesmo horário todos os dias. Contudo, seu coração lhe dizia algo bem diferente. Nele, a ideia de que aquele rapaz pegara tal metrô por coincidência ou conveniência e jamais voltaria a fazê-lo, despertou em Jongin uma coragem que nunca tivera em seus 23 anos de vida. Abraçou a planta com mais força, e intentou sair do metrô bem em tempo de evitar o fechamento das portas.


Pronto. Acabara de perder seu trem.


“Eu vi... pois é, eu reparei
Você me tirou pra dançar
Sem nunca sair do lugar
Sem botar os pés no chão
Sem música pra acompanhar...”


Jongin pôs-se a caminhar rapidamente em meio àquela multidão de pessoas, procurando pelo baixinho, sem a mínima noção do porquê. A estação estava lotada, devido ao horário de pico, e Jongin não estava tendo sucesso tentando identificar o rapaz dos olhos brilhantes no meio daquele vai e vem de gente.


Andou apressado para um lado e para o outro, sentindo nos antebraços o peso da planta castigar seus membros. Aquela excitação inicial diminuía, na medida em que olhava em volta e só distinguia rostos distintos. Nenhum deles tinha as feições do rapaz de sobretudo preto. Logo estava ofegante, andando de um lado a outro, lentamente começando a ficar desesperado. Esse tipo de coisa só acontece uma vez na vida, tinha certeza disso. Jamais sentira tamanho impacto pela simples presença de alguém, e naquele momento estava certo de ter sido aquilo um sinal... Um que não deveria ser ignorado. Uma oportunidade imperdível. O sentimento de que perdera algo inestimável começou a tomar conta de si, enquanto ele lentamente diminuía as passadas, dando-se conta de que havia perdido aquele rapaz na multidão, para muito provavelmente nunca mais voltar a encontra-lo.


“Foi só por um segundo
Todo o tempo do mundo
E o mundo todo se perdeu...”


O moreno pousou lentamente a planta inserida no vaso grande no chão. As mãos foram para a cabeça, num gesto de desespero momentâneo, enquanto tentava imaginar o que faria dali em diante.


O perdeu. Perdeu o dono do olhar mais bonito que já teve o prazer de encontrar. Teria de voltar à realidade lastimável de um mundo sem o rapaz dos cabelos negros. Ofegante olhou para os dois lados, por um momento sentindo-se tolo por imaginar que os deuses haviam lhe preparado um presente, que um cupido havia lhe trazido o que tanto desejou por toda uma vida. Sentiu-se extremamente ingênuo de acreditar que encontraria o rapaz naquele mar de gente. E que caso o encontrasse, o mesmo teria sentido o mesmo que si.


E foi quando suas esperanças haviam sido reduzidas a pó, que virou-se dando de cara com o rapaz que tanto buscou, andando lentamente até si. Mal podia acreditar que aquilo estava mesmo acontecendo.


Por outro lado, KyungSoo não pôde evitar a satisfação de ver o quão ofegante o outro estava, por provavelmente ter corrido para encontrá-lo. O menor agora estava convencido de que aquele olhar tão vivo havia sido para si o tempo todo. Isso era refrescante, considerando que ele deixara a estação, mas retornara ao dar-se conta de que aquilo não poderia ter sido apenas uma troca de olhares.


Jongin fitou maravilhado o sorriso do rapaz, enquanto ele diminuía a distância entre eles, abrindo espaço entre os corpos das pessoas alheias àquele momento. Decidiu retirar a sua máscara também, vendo na face do outro a surpresa de finalmente poder ver como ele se parecia.


Logo, apenas três passos e uma planta enorme separavam os dois jovens, com discretos sorrisos nos lábios. Os olhares, completamente fixos no alheio.


- Parece que não me enganei, afinal de contas... – disse o menor, movendo os pés para frente e para trás, num balanço tímido de calcanhares.


Jongin achou-o gracioso. Sua voz, aquele olhar, e seu visível embaraço.

- Bem, acredito que eu também não – tornou o maior, coçando um pouco a nuca.


“Eu vi quando você me viu
Seus olhos buscaram nos meus
O mesmo pecado febril”


KyungSoo encontrou novamente aqueles olhos, dizendo lentamente:

- Me chamo KyungSoo


O maior o fitou todo sorrisos.

- E eu sou o Jongin.


Naquele momento, nada parecia fazer sentido, e ao mesmo tempo nada parecia banal. O equilíbrio pareceu tê-los encontrado. A melodia nos fones de KyungSoo, estava a criar uma nova memória, talvez a mais singela e ao mesmo tempo mais opulenta de todas.



“Foi só por um segundo
Todo o tempo do mundo
E o mundo todo se perdeu
Ficou só você e eu”



The end

22 de Março de 2020 às 06:06 0 Denunciar Insira 0
Fim

Conheça o autor

Sarah M Sahsoonya KPOP, ROCK, ANIME, DORAMA, GAMES, POETRY, HORROR MOVIES, ENGLISH, KIDS EXO - KAISOO "I would prefer not to" - Bartleby the scrivener (Herman Melville)

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