SUBMISSA AOS DEZESSEIS Seguir história

nahra-mj1558814070 Nahra MJ

Seu desejo é dominá-la... ...Ela é de ser amada... Nobre, sonhadora, ANGEL San Roman é uma adolescente de classe baixa, que mora no Rio de Janeiro com sua família, ao completar seus dezesseis anos, sua vida muda totalmente no mesmo dia. Mas o que era um dia feliz tornou-se um terrível pesadelo, a roubaram da sua família, a tiraram o seu privilégio de estar com sua família em um momento tão especial para a mesma. ANGEL se tornou o presente de LUCIAN Hoffmann, um jovem de beleza extraordinária e de grande fortuna, e uma vida totalmente diferente dos jovens da sua idade não apenas por aos vinte e um anos já dirigir uma grande empresa multinacional mas por ter um modo de vida peculiar, LUCIAN tem um gênio difícil que deixa a todos de cabelo em pé, e para muitas mulheres resultam em arrepios indesejados e calcinhas molhadas. Mandado por Deus ou pelo próprio diabo?


Erótico Para maiores de 18 apenas.

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CAPÍTULO 01 — INGÊNUA.

P.O.V da Angel

"Minha mãe sempre me dizia: Volte para casa antes das dez é perigoso ficar na rua depois disso, mas mãe é perigoso sair na rua mesmo que ainda esteja sol. Ela também dizia: Nunca confie em estranho. Mas mãe e se esse estranho for a pessoa que pode salvar a minha vida?"

Ansiedade me comia viva naquela manhã de sábado, era véspera da minha mais importante apresentação, se eu conseguisse a aprovação eu finalmente poderia melhorar a vida da minha família e dar a resposta tudo que nunca tiveram. Tudo só me deixava ainda mais ansiosa, porque hoje completo dezesseis anos.

— FINALMENTE TENHO DEZESSEIS ANOS, AGORA FINALMENTE POSSO ARRUMAR UM NAMORADO. — Digo comemorando como se fosse uma vitória conquistada. — Minha mãe não vai poder me negar isso, já sou praticamente uma mulher, MAS COMO VOCÊ VAI NAMORAR ANGEL SE NINGUÉM TE QUER. — O tom da minha voz muda totalmente para triste.

Desci da cama deitando na mesma e me cobrindo totalmente, eu queria que a minha vida melhorasse, a previsão dizia que hoje seria um dia inesquecível, e isso me preocupa, porque ultimamente só tenho pensando em coisas ruins.

— Irmãzinha! Ucas espera por você, lá em baixo. — Bel diz do outro lado da porta.

— Já estou in...

Não terminei de concluir a frase, quando meu pé enganchou no lençol fazendo com que eu caísse, não me machuquei felizmente, mas fez um grande barulho, ouvi passos rápidos vindo até o meu quarto, pensei que fosse minha mãe, mas é Ucas meu melhor amigo e também o garoto por quem sempre fui apaixonada, ele entra de uma vez no meu quarto procurando por todos os cantos o barulho até que seus olhos pararam em mim ainda caída no chão.

— Bom dia! — Falo com um sorriso sem graça com meu corpo espatifado no chão.

Ele poderia ter escolhido me ajudar a levantar imediatamente como um bom amigo faria, mas não, ele foi cruel e ficou dando risada de mim isso me deixou chateada e envergonhada.

"Não foi ele que quase quebrou o pé no dia do seu aniversário de dezesseis anos/véspera da apresentação mais importante da sua vida."

— Plena véspera da apresentação a Ângela faz questão de tomar seu primeiro tombo. — Ucas diz finalmente estendendo sua mão para mim.

— Sou uma piada para você? — Falei pegando sua mão e me levantando.

Ucas e eu nos conhecemos desde que nascemos, fui em seu aniversário de um ano e ele no meu, crescemos juntos aqui no morro da babilônia sempre gostei dele, mas nunca tive coragem de dizer o que sentia, quando resolvi contar, ele me aparece com uma enorme bomba, eu lembro como se fosse hoje.

Ele veio correndo me ver na minha casa, eu estava tomando um chá, eu não conseguia parar de tremer então minha mãe me deu um para eu me acalmar, ele entra na minha casa e estava suado parecia que tinha corrido uma maratona.

— Você não vai acreditar! — Ele diz e veio até mim na cozinha/sala da minha casa. — Consegui um emprego como menor aprendiz naquela empresa que te falei.

— A do pai da Elena? — Pergunto.

— Sim, ela me ajudou a conseguir. — Ele diz super empolgado.

Eu estava feliz pelo Ucas, e muito, mas Elena não faria esse tipo de coisa sem querer algo em troca, e também acho muito suspeito essa boa vontade com o Ucas, ela sabia que somos melhores amigos, o que ela estava querendo com aquilo é o que me interessa.

— O que ela quer?

— O que ela quer, o que? — Às vezes Ucas se fazia de sonso.

— Qual é, ela não faria tudo isso de graça Ucas! — Falei eu já estava chateada.

— Ela apenas me chamou para sair, nada demais. — Ele diz sem dar muita importância.

— Você gosta dela? — Eu realmente estava curiosa para saber.

— Relaxa é só um passeio, eu sei o que estou fazendo Ângela. — Ele diz.

"Esse jeito do Ucas de achar que sabe tudo me irrita, às vezes nem sempre ele estava certo, mas ainda acha que está."

Isso foi em outubro, no final do ano Ucas me dar um tiro, além de não termos passado o natal e ano novo juntos como sempre fazíamos, ele diz que Elena o pediu em namoro, e ele diz que aceitou.

"Todo dia eu me pergunto o porquê, acho que ele também, isso me fazia ter pesadelos a noite ainda."

Ucas fazia academia e de uns tempos para cá seu corpo havia mudado, de magrelo e alto ele mudou para "gostosinho" e alto, e por isso ele conseguiu nos manter em pé quando me puxou, ainda não tinha caído a ficha que nossos corpos estavam praticamente colados e tão próximos que eu sentia sua respiração na minha testa pois ele é um pouco mais alto que eu.

— Hija! (Filha!) — Minha mãe aparece na porta como se fosse ter uma ataque. — Você está bem? Se machucou? — Ela me analisa passando a mão pelo meu corpo a procura de algum machucado.

— Estou bem mãe. — Afastei meu corpo do Ucas quase que imediatamente. — Apenas tropecei no lençol, só isso. — Não pude me controlar, inevitavelmente minhas bochechas queimaram de tanta vergonha.

— Hija, toma mais cuidado, garota. Ela diz fingindo uma certa fúria e puxa minha orelha me fazendo gritar de dor, e para o meu desespero Ucas dava risada de mim, enquanto eu tentava me afasta da minha mãe, mas ela me puxou de novo só que agora para um abraço apertado, era tudo o que eu precisava naquela manhã de aniversário. — quase me mata do coração garota!

— Sem querer interromper, mas que cheiro de queimado é esse? — Ucas diz

— O BOLO! — Minha mãe grita correndo para a cozinha.

Ela quase me empurra e para a minha felicidade ou infelicidade não sei descrever aquele momento eu quase levo outro tombo, porém Ucas me segurou novamente, parece até que estamos dançando e dessa vez eu comecei a rir junto com ele.

— Parabéns minha anjinha cabeça oca. — Ele me abraça forte.

"Era um sonho acontecendo, Ucas me abraçando, eu pude sentir seu perfume, seus cabelos castanhos tocando meu rosto, eu não queria nunca sair daquele abraço, que Deus me perdoe por ter esses pensamentos, eu sabia que eu e ele era impossível principalmente naquele momento."

— Obrigado! — Foi só o que consegui dizer pois ainda estava voando nas nuvens.

— Vamos ver o que aconteceu com o bolo! — Ele pega na minha mão e me puxa até a cozinha.

"Eu queria chorar de emoção, Ucas dificilmente pegava na minha mão principalmente agora que ele em estava namorando."

Elena e eu nunca não demos bem, ela era o tipo de pessoa que eu uso queria longe, era cruel com todos que ela não gostava e por isso resolvi me manter longe, ela faz aulas de dança na mesma escola que eu, ela tem dinheiro para pagar e não é bolsista igual a mim, ela não tinha se esforçar tanto como eu, ela não precisa pegar vários ônibus para realizar seus sonhos, as aulas começaram esses dias, e ela e suas amigas estão me infernizando, porque ela sabe que eu gosto do Ucas.

Eu odiei quando a Lauren teve que ir embora, e agora não conversamos mais com tanta frequência, seus pais exigiam muito dela então ela estudava praticamente vinte e quatro horas por dia.

"Sinto sua falta, Lauren."

Eu e Lauren nos conhecemos no ensino fundamental especificamente no sexto ano, quando ganhei a bolsa, ela claro tinha dinheiro para pagar, mas quando fomos para o ensino médio, eu tive que mudar de escola e ela teve que voltar para o seu país de origem, me doeu muito esse tempo longe dela.

Mas não fiquei literalmente sozinha, Ucas para ficar perto de mim também entrou para a escola de dança, o que foi bem difícil, mas com a minha ajuda ele conseguiu e digamos que uma ponta de ajuda de Elena pois sua mãe é a professora, que é totalmente diferente da filha.

Quando ele começou a trabalhar nos vemos menos, ele trabalha e tem as aulas de dança, ainda tem a namorada, não cabe a Ângela na sua agenda.

— Não ficou tão queimado, mãe fica tranquila. — Falei.

— É tia, olha já aconteceu isso com a minha mãe, e ela me ensinou. — Ucas diz.

Ucas começou a procurar algumas coisas, eu não entendi o que é ele fez, mas ficou ótimo.

— Não sabia dessa sua especialidade Ucas. — Falei.

— Obrigado meu bem! — Minha mãe diz.

— De nada tia Teresa!

Pegamos o leite condensado e o granulado colorido e começamos a enfeitar o bolo, foi simples mas significou muito, meu tio logo chegou na cozinha com Bel, mas a minha mãe deu uma ideia que não me agradou.

— Vamos cantar parabéns para a Ângela. — Ela diz animada.

— Para quem isso mãe, vamos apenas comer o bolo. — Falei querendo fugir disso.

— Aqui está tia! — Ucas tira algo do bolso e dá para minha mãe. — Se não tiver vela não tem graça anjo. — Ele diz passando a mão no meu cabelo bagunçando.

"UCAS SEU IDIOTA!"

Eu queria estrangular ele, odiava quando ele fazia isso.

Minha mãe pega a vela que era em formato do número dezesseis, colocou em cima do bolo e acendeu.

Ele começaram a cantar parabéns pra mim, eu queria apenas enfiar minha cara no bolo naquele momento, eu odiava isso, porque me deixava com vergonha, mas tudo passou quando vi todos aqueles rostinhos felizes, me senti satisfeita.

Lauren era que única pessoa que me fazia falta nesse momento, mas eu não sentia falta do meu pai, não poderia sentir falta de algo que nunca tive.

Lauren que estava a mais de doze hora sem entrar nas suas rede sociais, Lauren tinha mais de duzentos mil seguidores no Instagram, ela era bem popular, ela era uma digital influencer, e eu a admirava por isso.

— Está esperando a mensagem de alguém? — Ucas me perguntou tomando um gole do refrigerante.

— Sim, da Lauren já faz mais de doze horas que ela não fica online, nem mesmo me deu parabéns.

— Talvez tenha ido dormir cedo, fica tranquila.

— Hija, posso falar contigo um momento? — Minha mãe entra novamente na cozinha.

— Eu vou te esperar na sala. — Ucas diz e se retira.

Assim que Ucas saiu minha mãe me mandou sentar, e isso me deixou preocupada, ela parecia séria.

— Eu vou te contar algo sobre seu pai. —Ela diz o que me fez criar interesse pois ela quase não fala nele eu nem mesmo sei seu nome. — O nome dele é Miguel, nos conhecemos no bar onde eu trabalhava.

Tudo que ela dizia se passava como um filme na minha mente, ela contava detalhadamente o que havia acontecido.

Ela disse que o meu "pai" entrou no bar e ela o serviu e ele parecia chateado, e minha mãe o ouviu naquela noite, meu pai contou sobre o casamento do filho que não lhe agradava, o que me surpreendeu.

"Então eu tenho um irmão."

Ela continuou contando, então os dois foram para um baile de funk e dançaram metade da noite, e a outra metade "eles me fizeram."

— Chega desse detalhes sórdidos, me conta o que eu quero saber, ele sabe sobre mim? porque ele me abandonou? — Eu queria saber muito mais.

— Eu não sei, eu tentei mandar uma carta para ele onde ele diz que morava, mas ele nunca me respondeu, cheguei a ir lá, mas a casa estava vazia, na carta contei que tive você, e mandei uma foto nossa, mas nunca houve uma resposta, certamente porque não queria assumir uma filha, já que era casado. — Ela diz o que me deu muita raiva.

— Ele é um idiota, e eu o odeio. — Digo me levantando e indo até a sala. — Vamos! — Ucas apenas pega a nossas mochilas e me seguir calado.

Descemos o morro a pé, nenhum táxi subia então sempre tínhamos que descer, no táxi Ucas e eu trocamos algumas palavras.

— O que aconteceu? — Ele pergunta e eu estava me coçando para contar, mas não queria começar a falar desesperadamente.

— Você acredita que meu pai não me ama e nunca me amou e nem vai me amar. — Digo com raiva e vontade de chorar.

— Não sabia, você quase não fala dele. — Ele diz.

— Não havia o que falar, mas agora eu sei, minha mãe mandou uma carta para esse idiota, ele não quer saber de mim. — Falei e as lágrimas começaram as descer involuntariamente. — Mas agora que sei disso eu o odeio. — Falei.

Ucas coloca minha cabeça em seu ombro, com uma mão ele acariciava meu braço direito e com a outra tentava enxugar minhas lágrimas e tirar o meu cabelo do meu rosto.

Eu jamais perdoaria ele por isso, mandava uma carta pelo menos dizendo que não me queria, mas ele escolheu ignorar, agora eu vou ignorar ele o resto da minha vida.

Pegamos dois ônibus para finalmente chegar na escola, era nosso último ensaio antes da apresentação, eu saí tão apressada de casa que esqueci meu celular e também da bênção da minha mãe, jamais me perdoaria por isso.

Quando chegamos Elena veio quase correndo para os braços de Ucas que quase não a abraça, ela queria um beijo na boca, mas ele apenas lhe deu um beijo na testa, ela desiste de beijá - lo, mas não de me atormentar.

— Angelzinha, feliz aniversário! — Ela diz com um tom bem sutil de deboche.

— Obrigada, "Eleninha!" — Respondo com o mesmo tom.

— Já deu os parabéns da sua querida amiguinha, "moh"? — Ela diz para Ucas.

— Sim! — Ele diz sério.

Acho que Ucas odiava isso tanto quanto eu, ou até mais, eu podia sentir pelo tom da sua voz.

— Pelo menos agora você pode arranjar seu próprio namorado e deixar o meu em paz. — Elena diz agarrando Ucas como se tivesse medo dele fugir das suas mãos.

— Crianças, a aula vai começar. — a mãe de Elena diz antes que eu pudesse dizer algo.

Elena puxa Ucas, ele apenas me olha pra atrás com quem queria dizer "desculpa por isso" mas ele não tinha culpa, quer dizer em parte sim, isso é consequência.

— Lauren porque você não está comigo? — Perguntei esperando que ela pudesse me responder, mas era impossível.

— Angel! — A mãe de Elena me chama. — Posição!

A música começou com um toque suave e sensual, caminhei lentamente até a barra, enrolei meu pé e dei um giro, depois subi até quase o topo ficando parada ali, e quando o tom da música aumentou fiz o que havia ensaiado, como se fosse cair sem cair, Ucas entre e tenta tocar minha mão, mas ele não consegue pois é puxado por todos os outros do nosso grupo, eu faço mais algumas acrobacias para tentar alcançá - lo, mas era impossível.

Aquele era o único momento que eu poderia me entregar sem medo, apesar de música ser sensual deixava meu corpo relaxado, eu me sentia eu, sentia que eu poderia fazer o que quisesse sem qualquer julgamento.

— Você foi perfeita! — Ucas diz enquanto guardávamos nossas coisas na mochila.

— Você acha? — Pergunto com curiosidade.

— Com certeza! — Ele diz.

— Que namorado mais gentil que eu tenho. — Elena aparece do nada. — Tão fofo que é amigo de uma favelada como a Ângela. — Ela diz dando uma risada assustadoramente alta.

— Não seja tola Elena, eu também sou um favelado como a Angel, desculpe se você achou o contrário, mas já que não gosta de favelado, considere nosso namoro acabado. — Ele diz para ela pegando na minha mão e me puxando para fora dali.

Antes de saímos ouço a voz de Elena chamando a mãe, na esperança que ela fizesse algo, mas ouço uma resposta inesperada dela.

— Ucas tá certíssimo! — Ela diz o que me faz rir.

Ucas e eu corremos para fora da escola, estávamos em um local isolado e tranquilo, com a respiração ofegante e caímos na risada.

— Você viu a cara que ela fez? — Ele diz.

— Você vai ser demitido! — Falei.

— Não se preocupe, o pai de Elena é sensato, sabe como é a filha mimada que tem. — Ele diz.

— Você não devia ter feito isso, ela é sua namorada. Mas obrigada por ter me defendido da Elena.

— Eu me sinto ruim por fazer isso com ela.

— Mas o que você está fazendo?

— Angel, eu não a amo como ela quer, e eu sei como é ficar perto da pessoa que ama e ela não te amar... — Ele disse se aproximando de mim eu involuntariamente me afastei.

— Você diz isso como se vivesse. — Eu não entendi o que ele queria dizer então apenas dei uma risada curta.

— Não seja ingênua, achei que estivesse escrito na minha testa, que eu te amo, eu amo você Angel! — Ucas me imprensou na parede.

— Ucas! — Falei na falha tentativa dizer um não, mas eu também queria. — Não podemos! — Falei antes que nossos lábios se tocassem.

Deus sabia o quanto eu desejava aquele beijo, mas não naquela situação, não daquele jeito.

Então eu o parei antes que ele me beijasse, apenas tocamos os lábios como um selinho.

— Sinto muito, Angel, sei que não deveria, me desculpa! — Ele diz e vai embora.

Era como se eu tivesse embaixo d'água sem poder respirar, mas com um tanque de oxigênio nas costas o que me faria respirar, mas por ignorância resolvo não respirar, com isso fiquei com o rosto vermelho, minhas pernas tinham forças suficiente para me manter em pé.

— O que foi isso? — Falei com um pouco de arrependimento. — Angel sua boba, era sua chance de beijar um garoto e o garoto que você gosta, como eu sou boba. — Eu apenas queria chorar.

— Angel, está aí? — Ouço uma voz conhecida que soou pelo local.

Ela pôs sua cabeça para dentro me procurando, eu estava agachada no canto, quando vi aqueles olhinhos me olhando eu consegui me levantar e correr para seu colo.

— Você veio! — Falei super animada porém comecei a chorar. — Você está aqui, você está aqui! — Falei enquanto chorava no colo de Lauren. — Nossa se isso for por saudades minhas, estou feliz por estar aqui. — Em resposta eu a abracei ainda mais forte e ela não disse mais nada apenas me abraçou forte.

Naquele momento tudo mudou o meu coração puro se encheu de uma enorme alegria, Lauren sempre foi como uma irmã mais nova apesar de termos a mesma idade, e até bem diferentes.

"Lauren era extrovertida aquele tipo de pessoas que todos querem ter por perto, porém às vezes poucos realmente queria estar eu seu lado, eu entendo ela, não somos obrigados a estar cem por cento feliz sempre."

— Eu tenho uma surpresa para você, mas está na sua casa, você tem que ver. — Ela diz entusiasmada.

— Você já é uma surpresa Lauren, mas me deixou curiosa!

— Então vamos, o Nico já está chegando para nos buscar, porque ele teve que deixar a surpresa na sua casa antes. — Ela diz me puxando não me dando tempo para falar que vim com Ucas.

Ele me olhou curioso e eu apenas dei um tchau para ele e ele acenou para mim de volta isso demonstrou que não está tão chateado, Lauren viu e fez um som do tipo " humm."

— Você conhece aquele gatinho, ele está olhando para nós. — Ela diz curiosa.

— Ucas!

— Então ele é o Ucas, só acho que ele gosta de você! — Lauren diz de uma forma estranha enquanto entramos no carro dela.

— Temos que passar na igreja antes. — Falei mudando de assunto.

Passamos na igreja e fui pedir a bênção do Padre Gabriel, ele foi a pessoa que tem me ajudado ajudar sustentar tudo.

— A bênção padre.

— Deus te abençoe, e te guie para as veredas da justiça minha filha, Angel você vai passar por algumas tribulações e algumas coisas que vão tentar te corromper para o mal, mas você como filha do nosso Senhor Deus, não vai se deixar corromper, e fazer tudo dentro das leis sagradas. — Ele diz. — Em nome do pai, do filho e do espírito santo.

— Amém! — Eu beijo a mão dele. — Obrigado, Padre. — Falei me despedindo.

— Se cuida filha! — Ouço antes de voltar ao encontro de Lauren que me esperava encontrada no carro.

Quando chegamos em casa havia quatro coisas encostadas na parede da minha casa, duas bicicletas e duas pranchas, aquilo era inacreditável.

— O que é isso Lauren? — Eu estava perplexa.

— Seus presentes de aniversários, você precisa de um novo transporte para ir à escola, para não ficar gastando com passe, e uma prancha para nós surfar na praia. — Lauren fez um gesto como se tivesse em cima de uma prancha o que ficou engraçado.

— Mas você sabe que eu não sei surfar! — Falei.

— É por isso eu comprei uma para mim, vou te ensinar a surfar. — Ela parecia muito empolgada com a ideia de me ensinar a surfar.

— Eu te amo! — Eu a abracei forte novamente eu já estava chorando.

— Também te amo meu anjo!

"Eu sentia tanto sua falta, um ano sem minha melhor amiga, queria aproveitar o máximo estar com ela."

Estávamos sentadas no sofá junto com minha mãe, Lauren nos contava que a escola era boa mas nunca se adaptou por detestar ter que aprender alemão e seu pai a deixou que voltasse a estudar no Brasil justamente por isso e é claro que eu fiquei muito feliz por finalmente ficarmos juntas novamente.

— Mas você não arranjou nenhum namoradinho lá? — Minha mãe disse com seu sotaque espanhol.

— Mãe! — Chamei a atenção dela.

— Tudo bem Angel, infelizmente não, não achei ninguém interessante. Mas e você Angel, algum gatinho? — Lauren diz e me deu vontade de tapar a sua boca.

Quando olhei minha mãe que já me olhava esperando uma resposta minha, eu apenas sorri fazendo uma careta.

— Eu?

— É, aquele Ucas é bem gatinho, não acha tia Teresa? — Lauren diz e olha para minha mãe e eu também olho louca de curiosamente.

— Você não concorda que ele é caidinho pela Angel? — Minha mãe diz o que me deixa de queixo caído.

— Plenamente tia Teresa! — Lauren diz e pisca para mim.

— Ok, já chega, Ucas disse que é apaixonado por mim. — Falei e terminando o assunto.

— Cristo! — Minha mãe disse.

— É mãe, mas acontece que eu não quero ser um consolo para ele, ele acabou de terminar um namoro, não posso ir entrando assim.

Ucas é um cara incrível, é respeitoso, gentil e bondoso, o tipo de cara que eu quero em minha vida, o tipo que eu peço a Deus, mas ainda sinto que ele não é pra mim, mas nunca quero perder sua amizade pois ela é muito valiosa para mim.

11 de Março de 2020 às 18:36 0 Denunciar Insira 0
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