amorakriis Amora 🌙

Nossa, era uma amiga e eu havia acabado de transar com ela. —Está com vergonha de mim?- Ouvi sua voz soar baixa no meu ouvido e encolhi os ombros arrepiada. —Não acredito que fizemos isso...


LGBT+ Para maiores de 18 apenas.
Conto
3
3.6mil VISUALIZAÇÕES
Completa
tempo de leitura
AA Compartilhar

Capítulo único

Eu estava com o rosto enterrado entre as pernas roliças e pálidas da mais nova, sim, era minha primeira vez tentando ter certeza dos fatos, porém eu nunca pensei que a certeza viria tão intensa como veio.

O corpo esbelto da garota três anos mais nova estava tremulando de tempos em tempos e eu nem me preocupava mais em saber como estaria sua sanidade mental. Minha concentração se voltava à tirar todas as dúvidas e curiosidades sobre minha abafada bissexualidade, era tão intenso que eu me empenhava em testar tudo o que podia, quase aparentando loucura frente à um prato repleto em minha frente.

A jovem gemia extasiada enquanto eu sugava sua buceta e bebia de si cada gota de lubrificante natural - Era maravilhosamente gostoso sentir a maciez e a quentura de seu nervo pulsante em contato com a minha língua - A posição que me encontrava não era as da mais agradáveis para a quantidade de tesão acumulado em mim, estava praticamente de quatro com a cabeça enterrada nas coxas fartas, seios apoiados na cama e bunda arrebitada. A lubrificação corria entre as minhas coxas e a cada corrente de ar fresco na vagina, arrepios em conjunto com tremores quase me faziam desabar no colchão.

Mudei o ângulo, transportando meus lábios mais abaixo, tendo o foco em extrair o líquido agridoce da própria fonte, meus lábios se fecharam na entrada vaginal com pressão tal que minhas bochechas formaram um vácuos profundos e eu vi o corpo magro disposto nos lençóis espasmar violentamente. A mão que apertava furiosamente os lençóis, voou para um par de mechas em minha cabeça e puxou, fazendo-me olhar em seus olhos negrumes de desejo.

—Não vou deixar me fazer gozar assim- Sua voz soou rouca e quebradiça, seus lábios estavam avermelhados e a testa brilhava em gotículas de suor.

—Você disse que só queria experimentar, por que essa fome?- Prosseguiu, lambi lentamente os lábios, colhendo quaisquer resquícios de lubrificação, mostrando o quão apreciava o seu sabor.

A mão delicada, porém pesada estapeou minha bochecha esquerda e eu grunhi baixo.

—Presta atenção porra, não seja uma cadelinha sedenta - Chamou ríspida

—Eu nunca pensei que ... Ah! me deixe terminar por favor - Estava lhe implorando por mais, não sabia como havia conseguido viver uma vida sem me permitir provar de tal ato.

—NÃO - ordenou definitiva. Gemi frustrada e dolorida pelo aperto firme em meus cabelos, estava determinada a lhe obedecer e seguir oque desejasse, já que até então só tinha provado coisas deliciosas ao seu comando.

—Vai fazer oque eu mandar. Você disse que queria experimentar, eu decido oque vai experimentar!- Reafirmou, acenei obediente correndo meus dedos por suas coxas molhadas de suor, saliva e lubrificação, num ato carinhoso.

—Enfie um dedo lentamente em mim quero que sinta como sua boquinha me deixou.- Ordenou, suguei o médio lentamente babando bastante antes de posicionar na vulva a minha frente, ergui o rosto fixando nossos olhares e escorreguei o dedo bem devagar, assistindo sua reação atentamente.

Seus olhos piscaram devagar e sua boca abriu num gemido mudo, mordi os lábios com força controlando minha vontade de expressar audivelmente oque aquela visão me causava, minhas pernas tremiam e meu corpo já havia cedido fraco de bruços na cama.

Inclinei a ponta do dedo dentro do canal apertado e esfreguei lentamente soprando um gemido falho em cima do clitóris pulsante. A morena espasmou fraquinho e levou a mão livre para o lado oposto onde já estava segurando meus fios, formando um rabo de cavalo improvisado, tendo assim o controle total dos meus movimentos. Meu rosto foi prensado em sua buceta novamente e outrem começou a movimenta-lo contra sua pélvis, esfregando do queixo até o nariz.

—Ponha a língua para fora. Isso caralho.- Gemeu grave, e eu obedeci tudo atentamente quase sorrindo pela insanidade alheia.

O clitóris rijo se esfregava de cima à baixo na minha língua estendida, enquanto meu dedo ainda trabalhava lentamente dentro de si.

—Filha da p-puta. Se depois disso você desistir de se assumir, eu te amarro na minha cama.- Suas palavras saíram ofegadas, algumas gemidas e outras rosnadas.

De surpresa soquei mais um dedo em si, porém mantive o movimento lento enquanto ela acelerava a velocidade de sua pélvis.

Eu estava a ponto de cometer uma loucura, esta que começava a soar alto de mais na minha mente, quase me ensurdecendo. Iria passar os dentes ali, iria sim!

Eu poderia ser afastada bruscamente, talvez levasse mais um tapa gostoso na cara, nada seria tão ruim. Então, por que não tentar?

Passei a pontinha do dente no clitóris só arranhando.

—Urhg ... awn

O corpo magro tremelicou e como previsto meu rosto foi afastado bruscamente, mas a mulher não estava furiosa e sim gozando, a mão de dedos finos seguraram meu queixo distante enquanto o orgasmo a tomava, me dediquei à assistir a cena notando todos os detalhes eróticos. O corpo envergando, os pelos se arrepiando, os gemidos arrastados e melódicos, gostaria de assistir mais vezes.

Quando o corpo magro relaxou e os olhos se abriram para me fitar, um aura suja se apoderou de mim e eu decidi tirar os dedos do canal vaginal, levando aos lábios e lhe fazendo assistir passo a passo.

—Porra, sua puta. Vira e abre as pernas- Gargalhei extasiada, me virando quase grogue de tanto tesão, assistindo outrem levantar e perambular com as pernas trêmulas atrás das gavetas.

Ergui uma das minhas e levei os dedos até minha própria intimidade para sentir com o tato o caos que estava instaurado ali.

Excitada, tentei colocar a pontinha do dedo para dentro, logo sendo impedida pela língua intencionalmente rígida, esta começando a ser inserida dentro de mim com força. Os braços finos puxaram minhas coxas volumosas, seus dedos mal se fechavam em volta delas, mas a jovem persistia ali, a cabeça de fios escuros movia-se de frente para trás dando movimento de estocadas para seu músculo e eu gemia demoradamente quase num miado.

Sua boca subiu numa linguada longa colhendo toda a úmidade para si, os lábios fartos se fecharam em torno do meu clitóris e a mais nova inciou uma sucção como chupeta, repuxando meu ponto de prazer com os movimentos de sucções intensos.

—Eu vou gozar, calma...- Pedi em tom de desespero tentando segurar em seus fios, sendo prontamente impedida por suas mãos. Meus olhos viraram nas órbitas e a língua voltou com tudo estocando o quão fundo podia.

—Pela divindade.- Ofeguei fechando as pernas em reflexo, a garota ergueu o rosto e mordeu forte a carne da minha coxa puxando até que escapassem de sua boca.

—Abra as pernas - Ordenou se inclinando e pegando o strappom que estava ao seu lado esse tempo todo, abri as pernas e a fitei vestir cada cinto plugado ao pênis siliconado.

—Este tem vibrador - Anunciou e eu senti meus pelos se arrepiaram só em pensar naquele maldito vibrador.

Os dedos dela seguiram caminho até minha vulva, massageando meu clitóris, antes de escorregar lentamente acariciando minhas paredes internas.

Suspirei calmo fechando os olhos com um leve sorriso disfarçado nos lábios, dedos alcançaram minha boca e eu tornei a lhe fitar, a mesma metia dois dedos suavemente em mim e cutucava outros dois em meus lábios pedindo passagem.

—Chupa! - Disse séria

—Eu...- Fui interrompida com a entrada repentina dos dedos na minha boca e comecei a chupa-los passando a língua entre eles e em torno.

—Só obedeça.- Ditou calma. Suspirei quando os dedos abandonaram-me, uns molhados de saliva para meus mamilos e outros molhados com meu mel para o dildo.

Antes de posicionar o pênis em mim, a que mantinha uma amizade de anos comigo selou nossos lábios com loucura

O pênis não era tão extenso, nem tão largo era definitivamente comun porém eu já carregava um medo das dores em que os últimos reais haviam me causado.

Apoiei a mão na cintura alheia pedindo calma para me preparar psicólogicamente e ela debruçou sobre meu corpo, aproximando nossos rostos.


—Tão sexy- Soprou baixinho

—Para.- Pedi no mesmo tom

—Eu curto quando você fica sem graça - Sua risada soprou em minha bochecha e eu virei o rosto fitando seus olhos, a boca carnuda alcançou meus lábios num novo selar e disto se abriu portas para uma sequência de colantes safados.

—Sua boca é uma delícia.- Sussurrou sem separar muito antes de deixar uma lambida erótica naquele local.


—Coincidência.- Também soprei baixinho, levando meus dedos para suas bochechas, acariciando-as.

Nossas bocas seguiram se tocando gostosamente e aquele fogo já se reacendia mesmo com a velocidade diminuta. A mão esquerda correu lentamente pelo meu corpo me causando arrepios enquanto os estalidos soava pelo cômodo me aquecendo ainda mais, meus arfares foram todos abafados pelos lábios grossos e rubros e no ápice do desejo senti a ponta do brinquedo entrar suavemente e mim, pulei com a surpresa desconectando nossas bocas.

—Shh, só sente...- Respirei fundo deixando seus lábios tomarem meu pescoço em sugadas e mordidas.

O pênis emborrachado escorregava com pouca dificuldade por causa do aperto, mas não parava de entrar por um segundo, enrolei as pernas em volta de si e esse movimento fez o cacete socar todo dentro.

—Ai - Gemi dolorido com a ardência.

—Você é muito desengonçada, mulher.- sua risada baixa soou perto do meu rosto

—Foi sem querer...- O corpo magro ondulou sobre o meu e senti o pênis rebolar gostosamente nas minhas paredes internas, revirei os olhos segurando em seus braços numa forma de me conter.

—Calma...- Levou a mão para o strappom e logo se iniciou uma vibração assustadoramente gostosa. —...Agora sim -

— Pelos Deuses.- Encolhi os dedos dos pés.

O consolo foi movido lentamente escorregando nas minhas paredes vaginais, enquanto o vibrador que estava na parte superior do brinquedo encostava no meu clitóris de tempo em tempo conforme as estocadas. Eu não iria aguentar tanto pois estava bastante excitada desde quando ainda nem estava sendo tocada por ela.

A garota poderia ter me mostrado muito mais do sexo lésbico em si do que ter usado uma réplica de um pênis, mas a mesma era minha amiga e sabia do meu histórico com penetrações. Ela estava tão determinada em me fazer gozar da mesma forma que um homem faria, porém nunca havia conseguido, que usaria praticamente das mesmas armas pra provar que o erro não estava em mim e sim neles. Só essa atitude demonstrada de jeito totalmente ousado e debochado, que só ela tinha, já me deixava completamente úmida.

— Se concentra, não é para gozar agora.- Resfoleguei eufórica cravando as unhas nas costas alheia, a de olhar felino parou de se movimentar e afastou um pouco para o vibrador não me estimular mais.

—Princesa, eu nem comecei ainda.- Tanto a frase quanto a gargalhada rouca me fizeram tremer e fechar os olhos com força.

Eu não podia gozar assim, que droga!

—Desliga o vibrador, por favor - Implorei quase sem voz

—Não! - Estocou profundamente uma única vez e travou assim, com o vibrador apertando meu clitóris.

—Mi.. awn- Sua risada soprou em minha boca e eu que nem notei que tinha fechado os olhos procurei seus lábios, me concentrando em beijar eroticamente, envolvendo língua e mordidas, enquanto a morena aumentava a velocidade das estocadas num ritmo intenso.

O silicone aquecido com minha própria temperatura interna fazia o trabalho de acariciar tudo em volta, enquanto uma das mãos alheias beslicavam meus mamilos e os lábios fartos como os meus sugava minha língua.

Com a concentração certa meu corpo foi montando indícios fortes de orgasmos e pelo olhar penetrante alheio eu já sabia que estava sendo lida direitinho, um sorriso ladino se formou no rosto dela e a velocidade foi mantida na intenção de me fazer chegar ao ápice.

Uma, duas, três, quatro no ângulo certo, no local certeiro onde fazia meu corpo formigar de prazer foi o suficiente para me fazer chegar. Praticamente ronronei um gemido, curvando os dedos dos pés, arquejando o corpo sobre a cama enquanto espasmava sobre os lençóis.

O vibrador ainda estava prensado no meu clitóris, oque me fez tentar rastejar para trás fugindo da sensação, a de fios curtos tirou o strappom de mim rapidamente e eu suspirei aliviada, ainda tentando controlar os espasmos quando a boca aveludada chocou novamente na minha vagina e gritei tentando alcançar o rosto alheio e tira-lo dali.


— Chega, por favor.- Ignorando, abriu os meus lábios vaginas e focou em sugar lentamente apenas meu clitóris, usando os dedos para liberar caminho e sua boca, junto da língua quente trabalhar sem pressa alguma.

—Por favor, por favor, por favor- Sentia meu corpo tremer inteiro e meus olhos lacrimejarem com os indícios do segundo orgasmo vindo. Agarrei nos fios ondulados e tentei empurrar sua cabeça, mas não tinha força alguma.

Ela trocou o jeito, batendo a língua velozmente na ponta do meu clitóris oque me fez arquejar com a mudança brusca de velocidade, praticamente miando e dessa vez algum vizinho com certeza ouviu.

—Own...- O orgasmo chegou mais avassalador que o primeiro, consegui afasta-la focando em seu rosto, vendo seu sorriso malvado antes dos meus olhos desfocarem nas lágrimas de prazer.

Meu corpo tremulava duas vezes mais e meu clitóris pulsava tão fortemente que talvez explodisse se ela tentasse algo mais.

Os dedos gelidos encostaram em minha coxa e eu dei um salto por estar completamente sensível.

—Shh - Acariciou meu rosto enquanto distribuía alguns selinhos doces em meus lábios.

(...)

Depois de alguns minutos eu ainda estava deitada, um pouco mole porém sã...

A dona do quarto havia usado uma toalha úmida para limpar um pouco da bagunça e estendido um lençol sobre mim. Ela ainda estava completamente nua deitada de lado me fitando em silêncio, ignorei seu olhar socando o rosto no travesseiro com bastante vergonha para continuar encara-la

Nossa, era uma amiga e eu havia acabado de transar com ela.

—Está com vergonha de mim?- Ouvi sua voz soar baixa no meu ouvido e encolhi os ombros arrepiada.

—Não acredito que fizemos isso...- Murmurei abafado por conta do travesseiro.

—Pode acreditar e foi incrível... Nunca vi alguém tão entregue e sensível a mim.- Sorri sem graça quando meu rosto foi virado novamente para si.

—Mais importante... Foi tudo bem?- questionou atenciosa

—Uhum - Murmurei olhando para outro canto.

—Olha para mim.- Olhei obediente

—Certeza?

—Sim! - Falei firme.

—Ainda posso te beijar ou foi só aquilo?- Questionou já aproximando nossos corpos.

—Pode! - Sacudi a cabeça em afirmação e nossas bocas se uniram mais uma vez, agora com mais calma e carinho.

4 de Março de 2020 às 18:19 0 Denunciar Insira Seguir história
0
Fim

Conheça o autor

Amora 🌙 Bem-vindos ao perfil da libertinagem ;)

Comente algo

Publique!
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a dizer alguma coisa!
~

Histórias relacionadas