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O pequeno Alessio não gostou da ideia de não ser filho único depois de conversar com os colegas da escola, no entanto o novo membro da família trouxe surpresas e descobertas que não imaginava, sobre si, sobre sua mãe, e principalmente dos segredos da família.


Histórias da vida Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#romance #estudante #fortuna #drama #pai #irmao #familia
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Capítulo I

Estava de pé. Ainda decidia entre permanecer na camisola marfim — como todo o enxoval — ou tomar um banho antes de vestir outra. De qualquer modo precisaria esperar a enfermeira particular retornar da troca de materiais que fazia no quarto de visitas, onde hospedava-se.

Repentinamente sentiu os braços ao seu redor, lembrando-se de como o adorava, e desfez as mãos para virar-se e o beijar, na testa. Sentou-se na poltrona marfim, acompanhada pela vertigem que o simples atenção ao filho lhe deu.

— Dormiu bem? — perguntou Bárbara. — Teve bons sonhos?

Ele conquistou um espaço na poltrona, depois de tantas lembranças de ser grande para estar no colo e sobre a mãe adoentada, sem imaginar que, com o passar do tempo, não poderiam mais dividir o mesmo assento.

— Sim! — Alessio garantiu. — Que alimentávamos os peixes!

— Mesmo? — abraçou-o. — Acho que podemos fazer isso no final de semana. O que acha?

— Alessio — ouviu do corredor —, vai atrasar-se para a escola.

Olhou para a porta em tempo de ver o pai terminar de ajustar a gravata e levantou-se junto com a mãe. Prontamente Bárbara, a senhora da casa, tomou um dos punhos de Davide para que fosse devidamente abotoado.

— Voltará cedo hoje? — questionou a mulher.

— Sim, no final da tarde, possivelmente.

— Tão cedo? — estranhou de sobrancelhas franzidas.

— Não estarei no escritório hoje, mas… Surgiram imprevistos.

— Aonde vai, pai? — Alessio, que olhava ora um e ora outro, indagou.

O homem olhou baixo e sorriu de sobrancelhas arqueadas para a criança de sete anos junto aos pés do casal.

— Termine de aprontar-se para a escola, Alessio — ordenou. — Tome o café da manhã e Luigi o levará para a escola — instruiu.

— Mas o Carlo sempre me leva… — reclamou.

— Não hoje. Agora ande depressa.

Bárbara esperou-o sair para voltar-se ao homem com quem dividia a casa e ajustou a gola para que não fosse repuxada pelo acessório. Escorregou a mão por seus ombros e peito, conferindo o alinhamento antes de notar a tensão sob as roupas, num profundo respirar.

— Sairá cedo, com Carlo, e não estará no escritório embora devidamente alinhado — enumerou a mulher. — O que houve de tão importante? Algo bom, espero.

— Não, não é — confessou. — Helio está internado.

— Feriu-se? — questionou preocupada. — É muito grave?

— Tiziana faleceu, e o garoto…

— Eu sinto muito! — lamentou com espanto. — Quando aconteceu?

— Há quase duas horas. Os vizinhos demoraram a definir quem deveria chamar, então foi à delegacia, e de lá à proteção à criança, que o encaminhou para o hospital. Parece em choque.

— Coitado… E quando Helio chegará?

— Hum, ao menos não tenho que convencê-la a aceitá-lo — observou.

— Não, nunca! Ele é seu filho, querendo ou não irmão de Alessio!

— Eu não sei qual o estado no momento, ou o tratamento. O que me preocupa é se Alessio aceitará dividir a casa tão facilmente.

— Acredito que sim, ele não tem com quem brincar quando chega em casa. Não além de mim — sussurrou. — E convenhamos que nunca serei a melhor companhia para uma criança da idade dele.

— Eu… lamento Bárbara.

— Não, não lamente… Foram nossas escolhas, lembra? — Sorriu, com a mão no rosto diariamente sem barba alguma, perfeitamente asseado. — Fizemos o que quisemos com o que tivermos — garantiu.

— Sim. — Beijou-lhe uma e outra mão, atencioso. — Preciso apressar-me também. Descanse querida.

— Sim, claro. Aguardo por notícias.

Ao sair Davide cumprimentou a mulher que entrava, alta porém diminuída pelo poder refletido em cada parede da mansão do dono de uma das maiores empresas de eletrônicos em seu país, com vendas globais dos equipamentos periféricos e mais restritos da criação de jogos.

Antes de finalmente partir para o hospital subiu novamente as escadas que o deixaram no centro do corredor, e parou à porta do último quarto à esquerda, o que estivera momentos antes. Bárbara estava novamente deitada, em repouso de olhos fechados enquanto habilidosamente Bianca conferia a pressão antes de registrar em uma folha.

Passou antes na delegacia de San Donato Milanese — Lombardia —, para prestar os esclarecimentos e garantir a boa relação entre ambos genitores, colocando-se à disposição para demais informações e mostrando pressa em seguir para o hospital. Nos trajeto Davide pensou há quanto tempo não via o filho, calculando ser mais de um mês pelas exigências do trabalho. Em uma loja de lembranças, ao lado, bastou apontar os presentes da vitrine para que Carlo rapidamente os providenciasse rapidamente — balões, chocolates e ursos brancos e azuis. Arrependido dos três ursos descartou o menor assim que entrou no prédio, entregando à uma criança que passava, não havia mais mãe para a criança. E descartou o urso seguinte para não ser sugerido que seria o paciente e sua mãe, restando apenas o maior dos ursos, o seu filho.

Não demorou mais a entrar no quarto de internação, onde uma enfermeira levantou-se prontamente, mesmo que ignorada quando o balançar da cama não despertou o paciente quando Davide sentou-se.

— Senhor — anunciou-se a enfermeira.

— Como ele está? — perguntou.

— O senhor é da família? — insistiu a mulher.

— Sim. Eu sou o pai dele. — Tomou a pequena mão entre as suas. — O que ele contou?

— Ao quadro dele é estável, não está ferido fisicamente — relatou. — No entanto está em choque pela cena presenciada.

— Sim, sim. Falei com a polícia antes de vir — suspirou. — O médico o manterá internado?

— Por mais um ou dois dias, se o quadro não mudar — afirmou. — O ambiente familiar, no momento, pode ser melhor do que um quarto hospitalar.

— Certo. Saudável, você disse.

— Fisicamente, sim. Ele é muito saudável. Mais que muitos na idade dele. O médico o avaliará novamente quando acordar.

Afagou a pequena mão antes de levantar-se e acomodar as lembranças no móvel, com os balões à esquerda e o urso sentado à direita, com a caixa de chocolates entre as patas. Cogitou se abraçá-lo levaria algum consolo mesmo durante o sono, todavia poderia ser uma posição incômoda.

— Ficarei aqui, avise-me quando meu filho acordar — pediu. — Quero estar presente.

— Informarei ao médico — comunicou.

Esperou por horas, dando tempo à Barbara para que ligasse ao acordar, para ainda assim não saber mais informações do que antes. A criança dormia desde que havia chegado, medicada para que descansasse e talvez assim pudesse falar algo. Com a confirmação de que havia saído cedo para a escola, quando notou ter esquecido algo que o fez retornar e encontrar o corpo da mãe.

Dispensou Carlo para compras, providências precisavam ser tomadas quando o tempo de internação não importava. O mais urgente a cama, se pudesse tê-lo ainda aquela noite em casa — o quarto definido ao lado de seu primogênito —, e em seguida roupas de seu tamanho, lembrou-se que o filho tinha apenas cinco anos. Decidiu não levar nada da casa, mas ainda aquela semana embalar todos os itens de valor, sentimental ou não, caso a criança precisasse de algo daquelas paredes.

— Senhor Davide Agrizzi, seu filho acaba de acordar — avisou a enfermeira na sala de espera. — O médico está com ele.

Acompanhou-a e encontrou um enfermeiro que sentou Helio apoiado na cabeceira, com o olhar inerte mesmo quando iluminado pela estreita lanterna enquanto o médico mantinha-se falando com o paciente. Contornou-os para pegar o urso, parecia ser o mais correto para o confortar no momento. Deixou-o sobre as pernas cobertas pelo lençol.

— Seu pai veio lhe ver, Heliodoro. Não quer falar com ele? Ele está aqui — incentivou-o o médico. — Está tudo bem agora. Fale com ele, senhor — incentivou ao pai.

— Olá, Helio. Como se sente? — perguntou esperançoso. — Vim vê-lo assim que possível. Trouxe chocolates. Ainda gosta, não é mesmo? Vamos, meu filho… Lembra-se de mim, não é?

— Há tempo não o via? — estranhou o médico.

— Não mora comigo, e tenho o visto menos por solicitação da mãe.

— Entendo… Heliodoro — falou ao notar os olhos umedecerem. — Está tudo bem, certo. Seu pai está aqui.

Ouve um leve mover dos lábios, facilmente decifrável que chamava pela mãe embora som algum saísse da boca. O pai abraçou-o de imediato, esperando a irrupção do choro que nunca chegou quando a mesma imobilidade abateu-se em seguida.

O médico respirou pesadamente e levantou-se antes de guardar a lanterna no bolso e o estetoscópio no pescoço.

— Ele não vai reagir? — questionou Davide.

— Ele está sem refeição desde a manhã, então vamos verificar como se alimenta — orientou —, e manter as medicações.

— Quando ele vai acordar? — insistiu. — Realmente acordar?

— Não é possível prever. O seu filho está em um quadro catatônico, no momento. Vamos tratar com medicações e observar como evolui antes da terapia de eletrochoque.

— Eletro… Não! — recusou de imediato. — Esse tratamento não será feito.

— Senhor, é totalmente seguro.

Ele tem apenas cinco anos!

— Certo, tudo bem. Conversamos quando for uma opção viável, o que não é o caso, no momento.

— Nem nunca!

Permaneceu observando a dedicação da enfermeira em alimentar seu filho com um mingau morno, e sentou-se ao seu lado, ao final, tendo-o adormecido nos braços após ser medicado para realinhamento do subconsciente, e telefonar para informar os planos frustrados de voltar para casa cedo naquele dia que sequer voltaria.

Passou rapidamente em casa, pela manhã após seu primogênito estar na escola — frustrado por novamente ser assessorado pelo motorista da casa quando o secretário tornava o trajeto mais interessante. Gostaria de descansar com maior dignidade, no entanto Davide apenas tomou um banho para antecipar o desjejum, e encontrar Bárbara disposta no quarto.

— Não voltou ontem — censurou-o. — Não pudemos conversar.

Ela tomou-lhe a mão antes que se sentasse com ela, na cama, e aguardou-o colocar os pensamentos em ordem enquanto observava o próprio polegar deslizar pelas veias da mão do homem.

— O médico disse que, caso não haja melhora… — Respirou fundo antes de olhar nos olhos da mulher. — O tratamento então será agressivo.

— Agressivo como? — indagou.

— Eletrochoque.

— Ele só pode estar louco… Peça uma segunda opinião — exigiu.

— É um tratamento comum, em casos prolongados de catatonia. Mas acredito ter deixado claro que o procedimento não será aplicado no meu filho. Se fosse mais velho, quase adulto, poderia ser uma alternativa. Mas na idade atual...

— Então quanto tempo Helio tem antes que o médico volte a indicar esse tratamento?

— Pode variar, mas ele… — disse ao secar os olhos. — Ele sequer olha para algo, não move-se e… Se alimenta como um robô, sem saborear. Então, mudando ou não o quadro, trarei para casa. No máximo uma semana.

— Certo. Eu vi os preparativos, e Bianca indicou uma ótima babá enfermeira, também!

— Ótimo, envie o contato para Carlo, peça que a deixe disponível. Helio certamente precisará, por algum tempo. Mas, diga para mim — pediu e ela concordou com um aceno —, a cama foi montada no quarto ao lado do de Alessio, onde as novas coisas estão guardadas.

— Eles podem dividir um quarto! — sugeriu. — Podem separar-se quando forem maiores.

— O mesmo que pensei — sorriu. — Mas podem ter brincadeiras agitadas e barulhentas que podem a perturbar no quarto ao lado do seu.

— A essa altura do campeonato, querido, crianças se divertindo serão meu melhor remédio…

— Certo, então providenciarei tudo para isso. Não se preocupe com nada.

— Nunca me preocupo. Apenas… quando contará para Alessio?

— No dia que o irmão finalmente chegar, ou ficará ansioso — decidiu levantando-se. — Virei mais cedo, hoje. Pedirei a Carlo que acompanhe Helio por essa noite.

— E os preparativos para o velório?

— Será apenas o enterro, simples, no jazigo familiar.

— Não será velada?

— Nas condições dela a política religiosa não permite. Deus sabe como tentei que...

— Ei, está tudo bem. Eu sei que… Custeou todo o tratamento dela, e a acompanhou. Até mesmo respeitou o pedido de que se afastasse do filho, para que estivesse bem! — enumerou. — Você fez o possível — reconheceu. — Estará na empresa essa semana?

— Sim, ainda preciso ir. Adiei as reuniões que foram possíveis e cancelei as demais. As decisões menos importantes estão com os vice-diretores. Entrarão em contato caso seja necessário.

— Então está com mais tempo livre pra tratar desse contratempo.

— E mais tempo ocupado no futuro. Quer que eu lhe traga algo?

— Morfina. Toda a que puder.

— As dores estão piores?

— Um pouco, mas… Não estão evoluindo tão rápido, ainda.

— E quando…

— Não. Não pense assim. Quando for, então poderemos pensar em como será. Não ainda.

— O que será de mim sem…

— O que seria de você — corrigiu-o.

Abraçou seus ombros, que Davide rapidamente decidiu despedir-se com um beijo no rosto antes de retornar à sua reduzida e confusa agenda, com Carlo acompanhando Helio quando precisava ausentar-se. Porém adiou ainda mais compromissos em apenas três horas para que Luigi o levasse para o hospital de imediato após notícias.

— Relatório — exigiu ao seu secretário.

— O menino está mais desperto, se move sozinho, algumas vezes. — Carlo cumpriu.

— Algum método mais invasivo?

— Não, apenas as medicações — garantiu. — Ele… está muito diferente. Talvez ele o reconheça, talvez volte a falar se o vir.

— Então ainda está mudo.

— Sim, mas parece estar se recuperando, então deverá voltar a falar em breve, senhor. O médico está otimista.

— Ótimo, o levarei para casa amanhã mesmo.

— Senhor?

— Não há nenhum tratamento no hospital que não possa ser feito em casa, e o médico… — calou-se ao chegar ao quarto, vendo o filho tão inerte quanto o havia deixado pela manhã. — Helio, que bom que está acordado. Gostou do seu novo urso, não é mesmo?

Sentou-se na borda da cama ao observar o presente fortemente preso entre os pequenos braços atrás dos joelhos dobrados, sem notar a posição defensiva com o olhar em linha reta, para todo o ambiente e nenhuma parte.

Sem apreensão à conversa a sua volta sequer notava que era com ele que falavam, e oprimido no abraço com intenção de confortar sequer ouviu os agudos gritos que proferiu, imóvel, quando Davide hesitou em continuar. Mais e mais alto, de olhos fechados.

— Sou eu — falou calmamente sem soltá-lo. — Sou eu, Helio, seu pai. Vamos, olhe para mim, sou eu — insistiu.

— Senhor, ele está… — falou o médico enquanto era ignorado. — Ele não está em condiç…

— Helio, vamos, abra os olhos, é o papai. Vim lhe ver.

— Senhor Davide, ele está assustado! — insistiu o médico.

Apenas sentia a mão morna em seu pescoço, e a outra que tentava lhe pegar forçadamente uma das mãos, com gritos algum momento mais após o médico puxar o ombro de seu pai, afastando-o, então retornou à mesma serenidade de antes.

— Ele não… — Davide levantou-se, com as mãos nas laterais da cabeça ao conter-se. — Qual o problema com ele? Ele está ou não melhorando?

— Está, mas no momento ele está amedrontado — afirmou. — É um estado comum da recuperação, agora que reage ao ambiente externo, mas não entende o que está acontecendo. É… estressante para ele, precisa de mais tempo. Heliodoro vai se recuperar — garantiu. —, mas ainda precisa de tempo. Ainda está insensível ao redor, e apavorado com qualquer sensação estranha.

Eu abraçando meu filho é algo estranho? — questionou encarando-o depois de baixar os braços. — É o meu filho.

— Isso… Senhor, para ele isso não passa de um título conveniente, ele não o reconhece — argumentou.

— Eu sou o seu pai! — reafirmou.

O médico suspirou, pegando o arquivo em busca de algo que pudesse fazê-lo entender o que dizia e parou imóvel o observando quando não encontrou.

— Tudo externo a ele é ameaça, e aterrorizador — disse com a solenidade que o respeito ao paciente exigia antes de desviar o olhar. — Ele… molhou a cama — sussurrou.

— O quê? — Davide contestou surpreso.

— Ele ficou com tanto medo que urinou em si mesmo — repetiu —, e sequer percebeu. Escute, ele precisa dos cuidados de enfermaria agora. Não há problema em ficar e acompanhar todo o cuidado, mas não deve interferir novamente.

— É uma ameaça? — perguntou antes de coçar a sobrancelha,insatisfeito com a rejeição.

— Não! — garantiu. — Não é uma ameaça. É apenas para que seu filho… não regrida. Para que seja tratado como precisa e possa se recuperar o mais sadia e rapidamente possível.

— Todo o tratamento hospitalar, pode ser feito em casa? — questionou.

— Sim, se ele continuar progredindo poderá continuar o tratamento no ambiente mais familiar — concordou. — Mas, antes, o quadro dele precisa evoluir o suficiente para permitir uma avaliação psiquiátrica. Preferencialmente com a doutora Milena Mariani, da diretoria de psiquiatria do hospital.

— Senhor Davide, seu filho está estável e apresenta melhoras — destacou Carlo. — O tratamento atual funciona, então não será necessária outra abordagem.

Voltou os olhos para Helio, acompanhado pelos outros, com a criança ainda agarrada a pelúcia sendo convencida a levantar-se e guiada, incentivada a caminhar para o outro cômodo, azulejado, calmamente encorajado a soltar o brinquedo aveludado para entrar na banheira mesmo de roupa.

A voz da enfermeira era serena, ao informar claramente onde estava — no banheiro —, o que fazia — tomaria um banho —, e o que faria a seguir — usaria do pequeno chuveiro para o molhar, apenas da cintura para baixo dessa vez. Ao desligar a água devolveu-lhe prontamente o brinquedo ao qual agarrou-se, e avisou quando o secaria com a toalha, apenas superficialmente para que em seguida fosse colocado em roupas que logo ficaram úmidas pela secagem rápida.

Em seguida foi docilmente para a cadeira de rodas aguardar a roupa de cama que seria trocada. Apenas ali, apreensivo ao seu quarto, apegado ao braço de sua mãe igual quando tinha medo com a história assustadora de um filme ou das histórias dos colegas da escola.

Ela o tranquilizaria, sempre o tranquilizava. Mas não conseguia ouvir a voz reconfortante por mais que aguçasse os ouvidos.

4 de Março de 2020 às 00:01 0 Denunciar Insira 0
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