makitasama Makita Sama

Viver com um demônio não é fácil, porém Alice se acostumou com essa vida depois de meses e Astrevouiren aprendeu a usar cada poder sem perdê-la, assim continuando o pacto duradouro e seu alimento de fonte finita.


Erótico Para maiores de 21 anos apenas (adultos).

#sexo #íncubo #ÍncuboxHumana
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Meu íncubo de estimaçao

Tem-se algo que me irrita, é quando meu íncubo faz de tudo para atrapalhar a minha vida estudantil, pois querendo ou não, ele é um dos monitores.

Ainda bem que não fica perto das pessoas o tempo todo, ou teríamos sérios problemas com o efeito afrodisíaco sendo despertado a cada minuto.

— Não tenho culpa se sou bonito aos olhos humanos, mas não é como se eu gostasse, já que isso causa barreiras na minha convivência social enquanto um demônio.

— Agora se culpa, não tem vergonha na cara? Enfim, é arriscado demais continuar nesse trabalho, mas se for a única opção, trate de conseguir o seu propósito ao chegar à Terra.

Por mais amorosa que eu seja não dá pra aguentá-lo sempre, principalmente em momentos como esses, com possibilidade de mudança, sem contar que ser bonito não é desculpa para reclamar.

— Desde quando eu tenho propósito? Fui expulso do meu mundo e encontrei esse planeta benéfico a mim e aos meus poderes, até que te vi na rua, conseguindo um lar definitivo.

— Então tá me usando desde aquele dia?

— Só quero alguém para os meus desejos sem matar, mas não só para isso, porque sou um ser vivo como qualquer outro.

Ter alguém como ele é difícil e nem sei como continuo o aceitando junto a mim. Ao menos tenho companhia e isso é ótimo em um mundo valorizador dos relacionamentos amorosos.

Abracei-o enquanto chupava seu pescoço para diminuir seu desejo insaciável, foi então que ouvimos batidas na porta e por sorte seu cabelo escondia a marca recente.

— Amiga! Quanto tempo!

— Avisa primeiro.

— Mas eu avisei você que não atendeu.

Peguei meu celular e vi as mil e uma ligações que tentavam chamar a minha atenção.

E como sempre, ele ganhou uma garota nova, mas homens e não binários que é bom, nada.

— Como se conheceram? Namoram? Se não, posso participar?

— Ele apareceu e eu deixei morar aqui, jamais namoraríamos e não sei, tem que ver com ele, não comigo.

Olhos cheios de brilho mostravam vontade do ato mesmo sem sequer saber da resposta, se negativa ou positiva, porém pouco se importava com isso, por conta daquela aparência bonita e almejada pela maioria.

A cauda saía, além do chifre mais fino, de forma arredondada em espiral em meio ao que pareciam listras, contudo eram meras marcas de vidas acabadas diante do sugar da alma pelo sexo.

Roupas pequenas e apertadas, deixando o abdômen a mostra, além das pernas, com falta expressiva de pelos.

— Ele está mais gostoso do que antes! Seria esse o efeito afrodisíaco?!

— Bem, sim, pois sou um íncubo e se quiser, posso mostrar as minhas habilidades na cama pela prática.

Seus corpos se conectaram enquanto me causava medo de perdê-la, mesmo sabendo da sua vontade apenas sexual, não mais mortífera como era ao ser dominado pelo lado sádico.

— Por favor, faça mais devagar, você é grande demais.

Refletindo, notei o quão me acostumei nesses meses de convivência, mas o tamanho machuca no começo, ainda que utilizasse o máximo de preliminares.

Então aproveitei para passar a mão nas costas, beijos na orelha e no pescoço, chupava seu rabo pontiagudo, que mexia durante todo tempo, fazendo-o entrar em excitação enorme.

Sem demorar muito, soltou seu sêmen na camisinha e deu para tomar o mais recente.

— Foi bom?

— Sim, mas eu tenho uma pergunta, a sua espécie pode engravidar humanos?

— Não sei, pois jamais tentamos e não me sentiria confortável com essa ideia, já que eu sou irresponsável e não preciso de mais dores.

Pesado, mas verdadeiro e que mostra a sua real motivação, ficar mais responsável menos dependente de qualquer pessoa, e isso me inclui, deixando-me feliz por esse ser sobrenatural.

Nunca perguntei sobre a sua vida enquanto cheio de poderes, sem limitações e sem motivo para se esconder da sociedade, uma vez que se atrai por todas as pessoas ao seu redor.

— Nós somos indecisos para tudo, eu em.

— O que esperávamos de uma humana e um íncubo sem senso de vida? É lógico que daria tudo errado e por isso precisamos mudar.

— Já sei disso! Não precisava jogar na cara! Mas sim, necessitamos chegar lá o quanto antes ou teremos sérios problemas.

Ele não é mais velho do que eu, não é possível, pois as atitudes parecem de um adolescente com 16 e olhe lá, às vezes pior.

Relembrar da infância e adolescência é estranho, porque eu era uma inútil, sem objetivos e sempre problemática com notas, amizades, tanto que meus pais devem ter comemorado a minha saída, mas confesso ser mais da minha cabeça que realidade.

Enquanto curso Química e tento viver, sei o trabalho duro ao morar sozinha, criar cronogramas de estudos e ter o básico, como dormir, comer, tomar banho, além de pagar contas com o meu salário de estágio obrigatório, pois sou de Bacharel e não de Licenciatura, já que eu jamais daria aula.

Agora, com um íncubo de estimação, tudo piora, porque é comida em dobro, tempo para sexo, mas pelo menos ele, Astrevouiren, ainda tem seu emprego intacto.

— Chegou! Dessa vez eu pago, porém você que faz as compras da semana.

— Mais do que justo.

Pratos? Para que se podemos comer direto na embalagem do produto? Adoro essa economia de água e serviços, pois temos apenas de lavar os garfos, isso quando ambos usamos.

— Está ótimo! Acertamos no lugar dessa vez e com certeza pediremos de novo. — Vê-lo animado me deixa bem e calma enquanto não penso no medo sentido por ser uma demigirl nessa sociedade podre e totalmente binária, hétero e branca, então sinto um medo duplo, ou melhor, triplo, afinal, sou negra, pansexual e não binária.

— É bom ignorar o mundo por um belo instante e você, por ter conquistado o espaço exato, poderá ter o melhor dos empregos.

— Ser totalmente contra o padrão não é fácil, mas eu visto as cores, cinza-escuro, cinza-claro, rosa-claro e branco.

— Posso te desenhar? — Respondi positivamente, colocando roupa “feminina”, cabelos penteados, lábios bem cuidados e óculos.

Mal piscar podia até as primeiras linhas já traçadas, colocando a precisão do meu corpo alto, cheio de curvas imprecisas, tamanho grande, mas não muito, de roupas e cabelo volumoso aos montes, sem contar nos olhos grandes e profundos.

Cada traço, passagem da borracha e por fim, passava o traçado preto totalmente por cima de todo o desenho. Canetas a base de álcool ou marcadores, cores da bandeira junto ao tom de pele negro escuro, olhos claros, quase brilhando em contraste com o marrom.

— Pronto, espero ter agradado.

— Ficou lindo! — Beijei-o enquanto encarava o desenho em que utilizava a minha bandeira nos cabelos e roupa completa, uma beleza que só.

Esse realismo em forma de arte era espetacular e é entendível porque consegue dinheiro para sobreviver de tanta conta que causa só de luz e comida.

Aproveitei o tempo para terminar mais trabalhos pendentes ou sofreria para passar de semestre e preciso dos pontos para ontem, tanto que posso ter de fazê-lo de novo, um horror.

— Quer ajuda? — Desde quando um demônio ajuda em algo? Está mais do que explicado porque acabou expulso do seu lar, um belo arrependimento aos pais.

— Estou bem sozinha, mas aceito comida, principalmente café, muito café! — Nada mais que o meu vicio por essa bebida dos deuses, se é que posso chamar dessa forma, pois é viciante e pode causar a cor amarelada dos dentes.

Por pior que seja, melhor do que fumar ou usar drogas ilícitas, afinal, álcool e remédios também são drogas, mas lícitas e como sempre, viciam tanto quanto.

— Se precisar, chame-me, estarei disposto.

— Nem pensar! Vai virar o clichê sexual, aquele dos estudos, e sei o nível dos seus desejos.

Sua reação entregava o real motivo da afirmação dirigida a mim e eu sabia desde o começo, por conta de cada expressão, dos olhares e do sorriso nitidamente malicioso.

Sem demorar muito, voltei ao meu trabalho e quando notei já havia acabado e demoraram apenas duas semanas seguidas nesse mês.

— E agora? Podemos? — Recusei, pois dormir é mais importante do que sexo, ainda mais podendo sonhar sem levar tapa na cara o tempo todo.

Se certa forma vivo em uma ficção, porque vida real não pode ser de jeito maneira, até porque não tem como um demônio aparecer sem motivo.

— Depois eu quero sexo! Não aguento mais.

— Ok, só para de me irritar ou terá graves consequência, piores do que as de ontem, entendeu? Espero que sim. — Lancei um olhar ao Astrevouiren para ter certeza de tudo ser entendido ao máximo ou meu lado sádico dominará sem dó e piedade.

Às vezes nem parece fazer sentido viver nesse contrato bizarro, sério, desde quando a humana é a dominante da relação? É cada atitude estranha com gente esquisita, só faltou ser uma festa envolvendo Eduardo e Mônica.

Vários sonhos sem conexão alguma, mas todos envolviam a mesma criatura, meu enteado, ou melhor, meu demônio de estimação, já que ele mais parece um animal doméstico e suponho ser saudade dos pais, então aceita ser submisso de qualquer um.

Suspirei dentro dos pensamentos, nisso acordei por uma pessoa me avisando de um feito perigoso na minha casa.

Desesperada, abri a porta, porém era só a minha geladeira perdendo peso de tantos alimentos, além de bebidas roubadas pelo saco sem fundo, o estômago dele.

— Como ousa?! — Segurei-o pela camisa, se é que posso chamar assim, porque é curta demais, enfim, apontei as minhas unhas bem próximas do seu abdômen, jurando criar marcas duradouras.

— Ou eu como ou eu faço sexo, então precisei achar uma forma de saciar essa vontade absurda.

— Não temos um jeito de bancar tanta comida, por isso apelaremos aos atos sexuais durante o dia e a noite, mas precisarei de pausas para recarregar cada energia perdida.

Falei tanto que mal respirei durante esses momentos de pausa, ainda bem que terminei ou sofreria logo e muito.

— Que tal agora? — Concordei para me livrar desse enchimento de saco irritante e constante, porém uma parte me envolvia também ou eu perderia a maneira de perder peso fácil, mas demorada se não houver continuidade.

Trancamos a porta de casa, fechamos as cortinas e deitamos na cama, o espaço mais confortável ao ato.

As roupas foram ao chão, éramos apenas nós em meio a olhares maliciosos e sorrisos, além da única certeza, o prazer deve ser mútuo, ambos os lados precisam receber e sentir.

Beijei seus lábios rosados enquanto acariciava seus mamilos eretos.

— Alice — Ouvir meu nome aumentou a minha vontade de continuar as preliminares, então fui direto ao pescoço, mordendo-o bem forte e só parei quando cheguei na marca.

Com isso, gemidos ecoavam no quarto, dando-me prazer ao ouvi-los durante meus movimentos, foi quando desci a área rosada, mordendo-a bem forte, além de usar a língua para amenizar a força.

Abaixava meu rosto ao mesmo tempo em que arranhava o resto do torso e direcionava os lábios bem próximos do pênis, envolvendo-o no ato junto a língua na parte mais sensível.

— Mais! — Seu pedido abafado pela ofegância me instigava a aumentar cada vez mais a velocidade e a intensidade.

Sentia-o engrossar na minha boca, então fui o mais profundo que consegui e pouco depois recebi seu sêmen na minha garganta.

No mesmo momento recebi sua língua na minha vagina, movimento em círculos e aprofundando o máximo que o mesmo entrava.

Sem demorar muito, entrei em um orgasmo, soltando meus fluídos em sua boca.

— Agora estamos mais do que prontos. — O pênis dele entrando era prazeroso, ainda mais com uma velocidade baixa que era maior conforme meus gemidos aumentavam.

Meus mamilos chupados me causava um prazer enorme em conjunto com a penetração.

Era evidente que ambos entramos em um prazer incrível e sem hora para acabar.

Nisso comecei a empurrá-lo com as minhas pernas, obrigando-o a gozar dentro de mim, e não demorou quase nada para acontecer.

— Espero que não engravide de mim, pois não merece esse fardo dentro do seu corpo.

— O que importa é que ambos sentimos uma excitação maravilhosa e mútua, não houve ganhador ou perdedor, agora, engravidar seria consequência.

Não tenho certeza se é possível ou não termos um filho, mas espero ser a segunda opção, sem nem pensar duas vezes.

— Só esperando pelo menos um mês para sabermos ou podemos perguntar aos meus pais!

Ligamos pelo celular dele e de acordo com eles, isso é impossível, por conta da incompatibilidade genética entre humanos e demônios, até falaram sobre alguns deles tentando e comprovando a teoria de vez.

Ficamos mais calmos e paramos de quase explodir por esse assunto desnecessário.

E uns minutos depois tocaram músicas da Ariana Grande, atiçando-nos ainda mais, porém a fonte de energia já foi restaurada, sendo um sinal de que deveríamos esperar antes de partir para a segunda rodada.

Um tempo se passou e recebemos uma ligação dizendo sobre encomendas.

— Finalmente! Teremos mais formas de diversão, não só eu, como você também será um submisso com mais opções! — Deixei-me levar pela animação e empolgação, se bem que era impossível continuar com o mesmo humor, além de sentimentos.

— Minha alimentação será ainda mais gostosa e prazerosa.

Eu só poderia concordar e foi o que eu realizei enquanto me trocava para buscar os objetos encomendados.

— Tome cuidado, ou melhor, vou com você.

— Agradeço. — Saímos em disparada e ele em forma humana para chamar o mínimo de atenção possível, tal qual evitaria jogarem água benta ou usar cruzes, até de rezarem usando os meios anteriores.

Nisso ocorria à observação somente por conta da mecha roxa em seu cabelo pelo, sem contar os olhos azuis penetrantes e a barba bem feita.

As mulheres, os homens gays e muitas outras pessoas entravam em um delírio sem fim, mas era mais do que o esperado e ele chegou a ouvir pensamentos dizendo:

“Por que ele não é modelo?”, porém era previsível até demais, já que acontece mesmo dentro do ambiente escolar, nem posso falar nada de tão pervertida que fui e ainda sou a ponto de despurificar um monte de gente, principalmente meus amigos.

Depois de uma bela caminhada pegamos os produtos e voltamos como se nada tivesse acontecido, mas um cara me olhou de maneira estranha, além de realizar gestos sexuais.

Se não fosse pelo Astrevouiren estar comigo, eu provavelmente seria mais uma mulher dos 11 minutos, por mais assustador e cruel que seja apenas de pensar, pois sempre achamos que jamais acontecerá conosco.

— Está tudo bem, eu vou te proteger como qualquer companheiro faz e eu sou seu amigo, ou qualquer coisa do tipo.

— Obrigada, sei o quão difícil é ser não binária, lida como mulher, e negra nesse mundo e saber de alguém que não me vê como objeto é ótimo.

Os olhos lápis-lazúli brilhavam, emocionando-me de uma forma jamais sentida por mim e eu não falaria em algum ano que seria com um demônio, mas sim com um humano.

Entrei em uma rede social, quando vi um movimento se formando e usando o nome de um mesmo protesto que nos salvou do regime militar, a não ser que alguém gostasse e isso ainda existe, pois pessoas pedem pela intervenção militar.

Eu nem cheguei a conhecer meu pai, contudo contam histórias emocionantes quanto a sua luta, e por mais que tenha terminado da pior maneira possível, foi para não perdermos mais pessoas torturadas e sequestradas.

— Que reflexão profunda, queria eu pensar desse jeito, enfim, podemos assistir a uns vídeos?

— Leu a minha mente sem permissão, mas vou ignorar dessa vez, porque preciso afogar as minhas lágrimas de uma vez por todas, então abra o site e vamos.

O mundo atual sem internet não seria tão bom e as chances seriam de pessoas conversando lado a lado, e celular teria enfoque maior nas ligações, diferentes desses mil e um aplicativos sem utilidade.

Colocamos as nossas preferências na televisão, tentando encontrar conteúdo a gosto de ambos, sendo uma luta constante para não brigarmos por motivos bobos.

Sentamos no sofá enquanto estávamos na luta para o descobrimento de conteúdo bom, divertido e informativo, sim, animes e canais sobre militância, senão nem abriríamos a internet, pois a luta precisa ser constante.

— Demoramos, todavia conseguimos quem diria que ver um dragão com uma humana seria legal?

— Pois é e acaba sendo parecido conosco, só muda por ser um demônio e não um dragão.

Rimos como focas e preciso confessar sobre a minha indignação quanto às risadas bonitas e gostosas de ouvir que são uma raridade e infelizmente não recebi essa lindeza em forma de sons.

Quem dera eu poder mudar esse tipo de som, aparência, espera, existe pactos, não? Vou aproveitar para usá-lo, já que não me importo com a minha alma.

— Você faz pactos?

— Nunca consegui, mas já tentei várias vezes e eu sei o motivo para a pergunta e não vai dar.

— Entendo, porém era pedir demais por ser bastante jovem em idade do outro mundo.

Deixei-o um pouco bravo por pura intenção, obrigando-o a tentar mais vezes e eu não deveria pensar só em mudanças fúteis, porque desde quando é necessário ter uma voz bonita ao rir? Não é e não será.

Maratonar uma série animada causa sentimentos bons e ruins, pensando na qualidade rebatendo com as chances de segunda temporada, o que é uma pena para nós, espectadores, uma vez que a dor quebra quaisquer felicidades anteriores.

— Nem vê as chances ou vai chorar a toa.

— É tão verdade. — Pensei em gritar, porém mudei repentinamente as minhas atitudes ou o assustaria por mera estupidez.

Toquei sem querer em seu corpo definido, deixando-me levar pelo efeito dominante e quase realizamos o ato de novo, até que eu acordei dessa loucura, empurrando-o para mais longe e colocando uma cena fofa bem no meio da televisão, acabando com o clima.

— Qual é?! Já saímos de casa, então temos direito de mais uma rodada. — Nisso asas apareceram, surpreendendo-me por ser a primeira vez com essa visão e sem demorar muito, levantou meu corpo, levando-me ao quarto e de maneira delicada me colocou na cama.

Camisa, sutiã, calça, calcinha, caíam todas ao lado do móvel com a utilização da madeira e um colchão macio, o típico amado pela maioria, além do lençol com estampa florida e travesseiro de fronha branca e rosa.

Seu corpo branco, cheio de cores em tons rosados cominando junto ao azul forte, destacado como o mar batendo na areia calma, ou melhor, pacata.

Cabelo preto feito o céu durante a noite lotada de estrelas, mas com um feixe roxeado em tom vibrante.

Meus seios eram chupados e mordidos, sentia um prazer sem limite envolvendo meus mamilos escuros, eretos e para mim, grandes e suculentos, de acordo com ele, enquanto isso ele me olhava com seus lindos olhos azuis e roseados.

— Continua! — Pensar era quase impossível por conta do prazer ao usar uma das áreas mais sensíveis.

Pouco após, beijos em meu pescoço causavam sensações sem palavras para descrevê-las de tão boas, arrepiando as partes ainda livres da sua língua macia e excitante.

Seus dedos adentravam em meio a beijos nos lábios, abafando todos os sons, ainda que eu conseguisse soltá-los bem pouco e quebrando, pois não havia jeito de me calar dando tantos movimentos ótimos.

Logo eu entraria em orgasmo, perdendo meu lado racional e entrando no emocional, sendo esperado com a delicadeza e brutalidade em harmonia completa.

— Devo? — Acenei com a cabeça de maneira positiva, mas dessa vez eu coloquei por conta própria para retribuir cada ato, cada gemido concedido a mim nesse tempo.

Enfiei sem preservativo, já que somos apenas nós nessas relações sexuais, nisso senti o tamanho e isso me atrapalhou bastante em questão de conseguir colocá-lo inteiro dentro de mim.

Movimentei pouco e lento, enquanto arranhava o torso e o pescoço, arrancando gemidos aos montes, além de fazê-lo ter prazer como eu queria desde o começo.

Conforme eu me acostumava, aumentei as penetrações e gritava de excitação, nisso nossas línguas se encontravam dentro de ambas as bocas, enquanto batia na minha bunda e o ouvir de cada tapa me fazia intensificar o ato.

Percebi que logo entraria no clímax, então realizei cada vez mais rápidos com sons ecoados e se intercalando.

A minha voz dominou o quarto e meu líquido saiu de mim, junto ao dele, se bem que Astrevouiren demorou um pouco mais.

— Nada melhor que uma boa rodada de sexo para melhorar o humor e não precisamos mais por hoje, mentiras a parte, depois posso fazer preliminares para aguentar a noite toda?

— Pode e é bom que me dê muito prazer.

Descansamos nossos corpos e fui ao supermercado para abastecer a nossa reserva semanal ou ficaremos com muita forme, ainda que ele não necessite tanto de comida humana.

Por ser mais tarde, ele quis vim comigo e eu aceitei, pois morro de medo se ser mais uma negra morta igual as minhas irmãs e algumas amigas, isso que perdi umas por conta do namorado abusivo ao terminarem.

— Será que no futuro veremos ou você verá mudanças?

— Espero que sim. — Conversamos por todo o caminho e ao chegarmos, ficamos atentos quanto aos preços e validade, pois não posso morrer tão cedo.

Terminamos e voltamos em disparada, usando a forma real dele, assim o medo espantaria bandidos e outras pessoas mal intencionadas, além disso, só desse jeito para sairmos ilesos.

Dividimos entre geladeira e freezer, sem contar uns produtos de armário como arroz e feijão, já que comemos bastante desses produtos quanto somos caseiros e sem preguiça.

Deitei no sofá, colocando os meus pés em cima das pernas dele, aproveitando a folga passada para mim.

— Afinal, considera-me o que?

— Meu demônio de estimação, mas não como um cachorro ou gato e sim aquele que eu preciso cuidar jeito com íncubo propriamente dito, já que seu alimento principal continua sendo a minha energia vital.

— Bem, eu uso, mas nem tanto ou de mataria e esse não é o foco, mas sim a nossa amizade, o nosso estilo de vida, por isso uso essa coleira.

Sorri e olhei de forma maliciosa, enquanto recebo um beijo na minha mão, mordendo um pouco para deixar a sua marca de demônio, focando o nosso pacto por cicatriz e contrato.

— Sempre saborosa.

Ri e deixei a minha marca também, compartilhando o nosso estilo de vida.

1 de Março de 2020 às 01:11 0 Denunciar Insira Seguir história
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