makitasama Makita Sama

No final das contas, ela estava o tempo todo perto de mim, mas eu não havia notado. O que importa é que nosso amor voltou a existir como nunca antes, Tainá, por isso, fique comigo para sempre, mostre a eles que a nossa felicidade não tem fim. Amo-te, mulher da minha vida.


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Quantidade de amor elevada

Abri meus olhos e vi o mundo que estava como sempre, girando, mas a gente jamais que nota isso ou estaríamos seria um belo de um problema. Enfim, sai da cama e voltei a andar, peguei a água, mas espera um pouco, esqueci que não ando mais, isso é não pelos pés, mas as rodas continuam movendo para os lados que eu quero.

— Precisa de ajuda, irmã?

— Não, eu consigo sozinha. — É bom ter alguém se importando comigo, porém não gosto de saber que eu causo problemas e preocupações, pois é como ser um fardo.

Troquei-me de roupa e fui ao meu trabalho com ela, assim a deixaria mais calma, então notei uma pessoa nova no meu setor, deixando-me curiosa quanto à nova trabalhadora entre nós, por isso tentei chegar até ela, quando me vi cair no chão por um movimento em falso.

— Moça, está bem?! — A voz doce penetrava meu coração enquanto me ajudava a levantar junto a outros trabalhadores e ao ficar em pé de novo, agradeci a todos.

Voltei ao meu local e comecei a digitar os relatórios, mas minha mente havia focado apenas nela, nessa nova pessoa, tanto que precisei respirar e tomar uma água para continuar a fazer meus propósitos.

Seus cabelos volumosos, em tom loiro quase branco, além de mechas verdes e olhos escuros, isso foi tudo que a minha mente conseguiu guardar da nossa primeira troca de olhares, mas sei que ela deve ser mais linda do que isso.

Esperei o intervalo para chamá-la e descobrir sua idade e seu nome, assim não teria erro quanto à forma que devo me ferir a ela.

— Meu nome? Tainá. E o seu?

— Patricia. Prazer. — Fizemos um aperto de mãos, sorrimos e voltamos a trabalhar.

Enquanto o serviço ocorria, perguntei se queria ir a um bar, mas descobri que ela não bebe, então a chamei para ir ao meu restaurante favorito.

Saímos da empresa e pegamos caminho para o lugar. Nisso notei que ela dirigia também, por isso aproveitei a carona para o nosso encontro de colegas, se é que eu realmente a via apenas como alguém do trabalho.

— Escolha o que quiser, é por minha conta.

— Obrigada. — Achei-a tão educada e não sabia bem como reagir a sua presença, porque era maravilhosa e transmitia uma aura ótima em volta da mesa.

Nós preferimos dividir o mesmo prato, pois ambas queríamos a mesma comida, então achamos melhor dessa forma.

Terminamos de comer e fomos para a sobremesa. Foi quando notei que estava sendo bem recatada na frente dela e não era por mal, mas sim por medo da primeira impressão fora da formalidade e sou bem paranoica com isso, afinal, quero que me vejam como uma mulher maravilhosa e sem defeitos. Sim, sou bem estranha nesse sentido.

— Posso levá-la até em casa? Não quero que passe nenhum problema por estar sozinha.

— Claro. Obrigada. — Tentei dizer algo a mais, porém travei de uma forma que nenhuma palavra saía nem por toda força de vontade, por isso desisti e continuei naquele impasse quanto à forma que ela me veria após isso.

Uma música foi colocada durante o caminho para conseguirmos um clima mais ameno, já que eu não estava colaborando muito para a situação mudar.

Mais uma vez tentei puxar um assunto, contudo foi igual da outra vez, um fracasso total.

Olhei para baixo com desânimo, até ser surpreendida pela voz doce mais uma vez perto dos meus ouvidos.

— Fique tranquila, pois não quero te julgar, quero apenas vê-la sorrindo igual quando nós nos conhecemos. Se quiser tentar puxar algum assunto, assim teríamos oportunidade de nos conhecer ainda mais.

— Bem, está livre amanhã? Pois é sexta e de sábado nós temos liberdade que é retirada na segunda.

— Estou sim. — Senti-me livre após tudo isso, até mesmo consegui sorrir como antes, tal qual era seu desejo.

Nós conversamos até ver a minha casa, nisso me despedi e agradeci pela noite.

— Está feliz, o que aconteceu? — Não esperava nenhuma outra reação vinda dela.

— Uma moça nova entrou no meu setor e a gente se encontrou nessa noite, foi ótimo.

— Agora entendi porque chegou tarde, vai dormir! — Dessa vez ela estava mais do que certa, escovei meus dentes, troquei para o pijama e deitei no melhor local da casa, a minha cama.

Acordei pensando nos sonhos que tive, pois todos a envolviam de alguma forma, seja de maneira romântica, seja de forma pensativa quanto ao trabalho.

— Posso fazer o café da manhã?

— Se quiser, faça. — Não gosto de obrigar ninguém a fazer algo por mim, então sempre deixo a critério daquela que sugeriu tal atitude.

Pouco demorou e já havia a mesa pronta com pães, de queijo, de forma e francês, presunto, queijo, manteiga e requeijão. Às vezes ela se esquece de que estamos em duas pessoas, até porque, nossa mãe já morreu há anos e isso me fez trabalhar para sustentar a família.

Lógico, a minha irmã trabalha também, porém não a permito gastar com prioridades da família, como contas, deixando-a apenas com pertences e comida.

Coloquei uma blusa preta com partes brancas, calça jeans, jaqueta jeans e fiz uma bela maquiagem antes de sair de casa, preparando-me para essa noite passando junto a minha nova colega de trabalho.

— Acabou o turno! Podemos finalmente sair.

— Dessa vez estou vendo você mais feliz e empolgada e fico feliz por ser comigo, pois em dois dias vejo que está criando uma paixão por mim.

— Como sabe?!

— Vejo isso na sua testa de tão evidente que deixa. — Corei e então saímos juntas mais uma vez. Entrei no carro e olhei em seus lindos olhos, fitando olhares para ver se conseguia alguma resposta dos seus sentimentos em relação a mim.

Demorei, mas só consegui por conta da sua resposta em palavras, saídas das suas cordas vocais, mas estas que causaram uma imensa felicidade em mim.

— Também me atrai por você e não foi pouco, você é linda, tem uma personalidade maravilhosa, quem não se apaixona por alguém como você? — Sorri e agradeci pelo elogio, até ver que chegamos a outro restaurante que gosto, abrindo brecha para descobrir mais sobre seus gostos culinários.

Comemos muito e ao voltarmos para o carro, mal conseguíamos pensar de tão cheias pela comida maravilhosa, não só isso, como descobri que ela adora os mesmos temperos que eu amo.

— Posso beijá-la? — Ao ouvir tal pergunta, não tive como negar tal pedido.

— Pode. — Nossos lábios se juntaram e senti meu coração acelerar de forma brusca, pois pela primeira vez depois da minha adolescência havia sentido tal emoção incrível e dessa vez correspondida.

Foi quando ela colocou uma de minhas mãos em seu peito, mostrando estar da mesma forma, então a beijei e parecia o céu.

— Parecemos até adolescentes no auge dos sentimentos amorosos. — Concordei e perguntei se ela queria dormir em casa para não ter de chegar tão tarde em casa, nisso pela primeira vez tive uma pessoa nova em minha cama.

— Essa é a tal moça do seu trabalho? Prazer serei a sua cunhada.

— Pelo visto já falaram de mim aqui, enfim, prazer. E pode ficar tranquila, cuidarei bem da sua irmã. — Foi então que nós sentimos algo diferente, como se de certa forma já tivéssemos nos visto em algum momento.

— Espera um pouco, você estudava na faculdade comigo! Já te trouxe em casa quando mais novas, agora entendo como que o sentimento ocorreu tão rápido. — Não acreditei quando contei tal fato, mas era verdade e tínhamos fotos para comprovar.

— Nossa! Melhor época da vida foi ai que eu me descobri de vez. A gente já teve um caso! — Nossa conversa durou por um bom tempo e notamos que era a volta dos nossos sentimentos, pois quando mais novas tivemos um relacionamento curto, seis meses, pois prometemos que nos veríamos de novo quando mais maturas.

Aproveitamos o fato de ser sexta para conversamos até não poder mais, lembrando-nos de todos os momentos e percebemos as mudanças em nossa personalidade.

— Entendi porque não te reconheci de cara, na época você não usava cadeira de rodas. Mas isso não importa. Vamos aproveitar e usar esse tempo para termos o nosso relacionamento duradouro, como falamos no passado.

Sorri bem feliz e a abracei, respondendo com firmeza e confiança.

— Com certeza. Seja bem-vinda a minha vida novamente, Tainá.

Nisso nos beijamos mais uma vez e acariciei seus lindos cabelos volumosos, deixando-a ficar em meu ombro para relembrar os bons momentos antigos, mas agora do presente.

Nunca tive tamanha satisfação em minha vida e nem um amor de quantidade elevada como esse isso é incrível e eu não quero perdê-la em momento algum, causando nela uma felicidade sem fim.

— Aproveitem bem, pombinhas. Mas não durmam amanhã e sim hoje, viu.

— Sabemos bem disso, irmã. — A noite durou muito e aproveitamos sem pensar nas consequências.

1 de Março de 2020 às 01:03 0 Denunciar Insira Seguir história
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