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Será que depois do Bruce negar o amor da Diana tantas vezes, aceitará de uma vez por todas ser feliz junto dela?


Fanfiction Comics Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#Liga-da-Justiça #Bruce-Wayne #Diana-Prince #Mulher-Maravilha #Wonder-Woman #batman #BatWonder
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Let me be your light

P.O.V. - Diana

-Porquê que é tão complicado assumires o que sentes, Bruce? - perguntei eu, encarando os olhos cinza que tanto amo.

-Simplesmente não podemos, Diana! E tu sabes disso - respondeu-me ele, desviando o olhar.

-Não, Bruce! Não sei! Nunca me deste uma desculpa realmente válida para não termos uma relação.

-Sim, já dei!

-O quê? Que tens inimigos que me podem utilizar para te atingir psicologicamente? Que namoros na Liga não funcionam? E que és apenas um mortal com problemas e eu uma princesa de uma ilha de mulheres guerreiras e imortais?

-Exato! Vês como sabes os motivos.

-Poupa-me, Bruce! Se tu me deixasses, eu poderia ajudar-te a derrotar esses teus inimigos e eles deixariam de ser um problema. Depois, vês, pelo Oliver e a Dinah, que vão casar este mês, que namoros na liga, sim, podem funcionar, se tentarmos. E por fim, não és apenas um mortal com problemas, és o homem por quem me apaixonei.

-Não te mereço, Diana! Só te arrastaria comigo para as trevas e para os meus problemas. Não te posso oferecer nada de bom. Nem te posso dar o amor que mereces.

-Pareces um disco riscado. Problemas, Bruce? Achas que és o único que tem problemas? Eu fui exilada da minha ilha… da minha casa… pela minha própria mãe. E por favor… achas que não te ajudaria a resolver esses problemas?

-Diana… eu… tenho coisas a fazer.

-A sério, Bruce? Tipo o quê? Colocares a tua máscara de playboy milionário e continuares com o teu teatro?

-Diana…

-Talvez, Bruce, eu seja a luz que precisas. Talvez eu posso curar esse coração partido. Talvez eu consiga trazer o verdadeiro Bruce Wayne à tona… só preciso que me deixes tentar…

Coloquei lentamente a minha mão no seu peito, junto do seu coração e mantive o olhar fixo nos seus olhos.

-Deixa-me tentar… por favor, Bruce…

-Princesa… não te posso amar como acho que mereces ser amada.

-Bem… então porquê que te pões a espiar os homens que conheço? Não serão isso ciúmes?

-Não são ciúmes, Diana! São… é… eu só estou… eu certifico-me que não te querem fazer mal.

-És demasiado protetor para com uma pessoa da qual dizes não nutrir qualquer tipo de afeição.

-Nunca disse que não tenho afeição por ti. És uma ótima amiga e não quero que este mundo repleto de pessoas péssimas te magoe.

-Ao pores-me de lado, magoas-me mais do que qualquer uma dessas pessoas me magoaria.

-Eu…

-Admite que me amas, Bruce! Vamos tentar e…

Ele afastou-se de mim e olhou pela janela da minha sala. Chovia lá fora.

-O que aconteceria se, depois de tentarmos, não desse em nada? Descobríssemos que afinal esse amor de que falas é apenas uma ilusão? Que clima achas que ficaria entre nós durante as missões?

-Bruce… eu…

-Não tens resposta, pois não? – disse ele, esboçando o seu típico sorriso de convencido.

Aproximei-me dele e dei-lhe uma estalada, não com muita força, pois sei perfeitamente que se usasse toda a minha força, ele estaria pelo menos do outro lado da cidade, em vez de estar estatelado no chão da minha sala, com a mão no rosto, tentando amenizar a dor.

-Porquê que não admites de uma vez que me amas? – perguntei eu, começando a derramar as lágrimas que tanto evitei que rolassem, pelo menos, na frente dele - Vais-me dizer que não sentiste nada quando nos beijamos na invasão Thanagariana? Ou quando dançamos em Paris? Vais-me dizer que aceitaste a proposta da Circe para quebrar o feitiço que ela me lançou, só porque somos bons amigos? Bruce, eu estou a quebrar ainda mais regras ao apaixonar-me por ti e tu nem se quer fazes com que isso valha a pena!

Ajoelhei-me ao seu lado e coloquei a mão de cada lado do seu rosto.

-Vais-me dizer que não sentes nada quando nos tocamos, Bruce? Vais negar a sensação incrivelmente agradável que se dá assim que os nossos corpos se encontram?

-Não vou mentir! - respondeu ele, secando, com os polegares, as lágrimas que ainda insistiam em ser derramadas - Mas…

O Bruce ficou a olhar-me nos olhos durante um bom tempo.

-Bem… não posso realmente negar que esses olhos azuis me encantaram desde a primeira vez que nos vimos. Nem vou negar que me apaixonei pela tua personalidade maravilhosa. Mas Diana, estou demasiado ferido interiormente para que, qualquer tipo de amor que me possas dar, me consiga curar.

-Diz apenas que me amas… e que queres tentar - murmurei eu.

-Não te posso prometer que a nossa vida juntos será um mar de rosas.

-Não quero rosas, quero-te a ti, Bruce!

Ele sorriu.

-Vou acabar por te magoar, Diana! E não posso prometer que estarei do teu lado todas as noites, tenho uma cidade para proteger…

-Eu sei… Gotham em primeiro lugar…

-Mas posso deixar os rapazes de vigia durante uma noite ou outra, para estar contigo. Eles ficam felizes e de certeza que nós também.

-Então…

-Vamos tentar!

Abracei-o, se calhar com demasiada força e ouvi-o gargalhar. Uma risada verdadeira, ao contrário das que mostra ao mundo. Quebrei o abraço e olhei o Bruce nos olhos, vi o seu rosto aproximar-se lentamente do meu, até que os nossos lábios ficaram a alguns milímetros de distância. Consegui sentir a sua respiração no meu rosto, para além do cheiro típico do seu perfume.

-Amo-te! - sussurrou ele, colando os nossos lábios, num beijo calmo e apaixonado.

Um beijo verdadeiro, repleto de amor, um beijo que eu esperava há muito tempo.

-Também te amo, Bruce! - murmurei eu, quando o beijo terminou.

-Vens comigo para Gotham?

-E porque não?

O Bruce sorriu, ajudou-me a levantar, pegou na minha mão, saímos de minha casa e entramos no seu carro, a caminho da mansão e de uma nova vida… juntos.

Fim!

16 de Fevereiro de 2020 às 17:54 0 Denunciar Insira 1
Fim

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