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wesley-medeiros1566 Wesley Medeiros

Aos 27 anos, Pedro Henrique está com sérios problemas em sua vida. Acreditando fielmente em suas decisões, ele não se arrepende de muita coisa, mas as consequências pareceram pesadas demais e dizem que em algum momento ele errou. Na beira do desespero, uma voz surge e lhe faz uma oferta. Uma segunda chance para que seu presente atual não seja o mesmo terror!


Suspense/Mistério Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#viagem-no-tempo
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Prólogo

Sábado, 15 de Junho de 2013 - 19h53min

— O que acha de irmos amanhã? Ei, Pedro! Ta em transe? – gritou um dos meus amigos, ítalo.

— Oi! Não! Tô ouvindo, sim. Podemos ir!

— Ir aonde? – eu parei por alguns segundos –– Você nem tava me ouvindo, né?

Eu realmente não estava. Havia, a algumas mesas à frente da minha, uma distração incrivelmente linda. Eu tinha 16 anos, estava no restaurante do meu padrasto, onde trabalho até hoje. Na época, ia só me reunir com meus amigos, já que era tudo de graça.

— Quer que eu vá falar com ela pra você? – me questionou ítalo, percebendo o motivo da minha distração.

— Não! – respondi com firmeza, mas querendo muito que ele fosse.

— Qual é? Não custa tentar, o ítalo já me conseguiu vários rolos, deixa ele ir! – insistiu Lucas, outro dos meus amigos que estava comigo no restaurante.

— Tudo bem, pode ir! Eu estava olhando a do meio, de cabelos pretos e lisos!

— Eu sei. Você não tava disfarçando muito! – respondeu ítalo, antes de ir até ela.

Eu não sei ao certo como ocorreu, não sei se foi uma brincadeira do ítalo, mas de acordo com ele, a conversa ocorreu da seguinte maneira:

­— Licença meninas. Posso falar com vocês? – questionou ele ao se aproximar da mesa, que tinha exatamente quatro meninas, mesmo número em que estávamos.

— Claro! – respondeu uma delas!

— Então. Meu amigo Pedro ali, o de boné nas mãos e cabelo esquisito. Tão vendo? – perguntou Ítalo, recebendo sinal positivo delas. –– Ele tá com grandes problemas de auto-estima. Foi rejeitado pelas últimas meninas que tentou falar. Queria uma dica de vocês, se não se importarem! O que mudariam nele? Roupa? Cabelo?

Enquanto algumas davam dicas, mesmo que fosse mentira do ítalo e ele tivesse usado isso só para amolecer as meninas me fazendo de coitadinho, a menina que eu observava não falava nada. Lembro que mesmo não ouvindo a conversa deles, eu fiquei olhando fixamente para ela, que igualmente olhou fixamente para mim. Até que respondeu algo para Ítalo. Momento de nervosismo extremo, já que eu não podia ouvi–la daquela distância:

— Eu gostei dele. Não mudaria nada! – disse a menina.

— Que tal a gente juntar as mesas e vocês conversarem então? Pode fazer bem pra auto-estima dele! – insistiu ítalo na mentira. — E nós podemos aproveitar pra nos conhecer também. O padrasto dele é dono do restaurante, se juntar as mesas, sai tudo de graça! – contou, convencendo na hora as meninas a se juntarem a nós.

Levei uma grande bronca do meu padrasto por ficar dando comida de graça pra tanta gente. Mas nunca me arrependi. Naquele dia, eu conheci a garota mais incrível do mundo, Gabrielle Ramalho que, futuramente, se tornou Gabrielle Moraes, minha esposa e mãe da minha filha.

Nunca enxerguei outra depois daquele dia. Cada momento que passava por ela me apaixonava mais por seus detalhes, desde os mais chamativos como seus brilhantes olhos verdes, até os mais simples, como as infinitas piscadas de olhos que ela dava quando recebia um elogio, era seu jeito diferente de “ficar vermelha”.

Elogios não faltaram. Tentativas, esforço. Não dei o mundo a ela, mas dei o meu mundo, o que poderia dar. Uma bela filha. Uma casa. É incrível como as coisas perdem valor rápido. O tempo, por mais longo que pareça, vira memórias e tudo que importa é o presente.

Aquelas infinitas piscadas, descobri, aconteciam também quando estava com raiva. Tudo bem, eu aceitava suas piras e crises também. O nascimento de nossa filha fazia com que eu lembrasse aquele dia, em que a conheci, a algumas mesas de distância da minha e fizesse com que independente das brigas, desentendimentos, eu jamais cogitasse me arrepender.

Era a decisão mais correta que eu havia tomado na vida, e aquele lindo sorriso, com aquelas gordinhas bochechas, me lembravam disso sempre.

É por elas que fiz tudo o que fiz, que sofri as consequências e que agora pretendo fazer outras. Para, quem sabe, um dia poder ver aquelas piscadelas novamente quando eu disser.

–– Sempre que alguém disser o quanto nossa filha é linda, lembre–se que vejo seu rosto quando olho para ela!

Afinal, não é todo dia que se tem uma segunda chance.

10 de Fevereiro de 2020 às 21:15 3 Denunciar Insira 1
Leia o próximo capítulo 21 de Abril de 2002

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Karimy Lubarino Karimy Lubarino
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February 14, 2020, 16:00

  • Wesley Medeiros Wesley Medeiros
    Agradeço a correção e já fiz as alterações. Só questiono a do tempo verbal, que considero que talvez você tenha interpretado errado. Quando ele diz "estava", se referiu ao passado em que a ação de ouvir o amigo ocorria, enquanto o "trabalho" se refere ao fato de, ainda hoje, trabalhar no mesmo local, já que ele está contando um fato passado. Se eu corrigisse ficaria "No restaurante...onde eu trabalhava até hoje", o que tornaria a história incoerente. February 16, 2020, 03:53
  • Karimy Lubarino Karimy Lubarino
    Olá! A história está escrita no passado narrativo, isso pode ser visto nos incisos do autor, após falas, que também estão no passado. Nesse caso, o recomendado é alterar o verbo para o passado e o "hoje" para "então". Aconselho que contrate os Betas, eles poderão fazer uma análise detalhada. Caso faça uma nova revisão, basta responder esta mensagem. February 16, 2020, 05:11
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