cih_98 Cih Lumae

Existe uma pequena possibilidade, quase inexistente, de que eu seja descontrolado. Então Park Jimin, vulgo eu mesmo, vou te dar duas dicas de ouro. Primeiramente, se estiver desempregado e seu melhor amigo te oferecer uma vaga de emprego suspeita, apenas fuja! Segundamente, nunca agrida alguém de forma gratuita durante uma discussão, afinal ele pode ter uma arma… Ou vir a se tornar seu infernal colega de trabalho.


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

#romance #comedia #bts #transexualidade #sope #kookmin #taeyoonseok #taegi #jikookflex #flex #jornalismo #Bangtan-Boys-BTS #Transboyjjk #Transboyjungkook #Trans*
7
4.4mil VISUALIZAÇÕES
Em progresso - Novo capítulo A cada 15 dias
tempo de leitura
AA Compartilhar

Tadinho do padre!

Cada canto de uma simples igreja nunca pareceu tão assustador quanto naquele momento. Era tarde, mas ainda sim o padre iria recebê-los, nem que fosse a força, mas ia.

O velho mustang 1967 caindo aos pedaços do ancião, que atualmente cuidava do lugar, estava parado na frente da construção, delegando que ele ainda não havia ido embora. Vendo isso apertaram o passo.

O menor ao seu lado balançava como se alguma música tocasse, e percebeu o quanto ele emanava naturalidade. Pela divindade, como ele podia estar tranquilo mediante o que estavam para fazer? Contudo, não havia mais ousadia para contestar o comportamento daquele baixinho rabugento.

Quando o Jeon conseguiu reter coragem suficiente para adentrar pela porta da igreja, um frio se instalou por sua espinha. Podia ser medo ou vontade de ir ao banheiro, nem ele sabia ao certo.

Estar em uma igreja depois de tudo que fizeram era quase uma ofensa às forças divinas que conceberam sua existência. Entretanto, certa criatura com mais força que a cria de um leão com uma onça desmamada, ele sim, seria pior que as forças das trevas em sua vida. Jimin podia ser mais baixo que si, porém lhe dava mais medo que ir em um cemitério sozinho de madrugada.

O Park passou por si tomando a frente, completamente impaciente com a lerdeza do rapaz. Bufava como se fosse resolver algo, e não viu que havia um baldinho no corredor. Acabou por enfiar o pé nele indo de cara no chão sujo e frio.

— Quanta habilidade... — Jeon desdenhou.

— Seja homem ao menos uma vez na vida e me ajude a levantar, anda não tenho a noite toda! — O Park gritou um pouco alto demais para ocasião e horário.

O mais baixo massageava a testa sentado-se com o balde ainda estava preso ao seu pé. Jungkook lhe encarava ponderando se ajudaria ou não, até que sentiu o outro sapato de Jimin voar em sua face.

— Desgraça, não abusa. Eu ainda posso te jogar na avenida sem muito esforço! — Estendeu a mão.

— Oh, meu querido. E eu quero te empurrar na frente de um ônibus desde a primeira vez que te vi.

O mais velho colocou-se em pé rejeitando a mão estendida. Ajeitou o casaco no corpo, logo chutando o balde para longe. Segurou um palavrão no fundo da garganta, sua bota predileta havia ido para as cucuias ao ser retirada com força do objeto de metal.

Uma maré de lembranças invadiu Jeon ao ver o quanto Park estava desajeitado e puto, mesmo com a carranca firme em sua face harmoniosa. Ele não havia mudada nada. Acabou por cruzar os braços fingindo analisar os detalhes da pequena igreja, não podia dar o braço a torcer agora.

Uma voz pigarreou atrás de ambos e a figura esguia e pálida os assustou. Vestido com uma longa bata e um tipo de lenço roxo, o homem com quase dois metros de altura sorri abertamente.

— É tarde meus jovens... — Soou calmo, mas notava-se que o tom arrastado do padre denota sua curiosidade perante os dois jovens ali.

— Padre, meritíssimo, graça do espírito… Eu acho que não sei como chamá-lo. — Jimin riu nervosamente enquanto se encolhia atrás de Jeon.

— O senhor é o padre? — Indaga o moreno.

— Sim.

— N-Nós temos algumas coisas para confessar... — Jimin soltou quase como um muxoxo.

— Juntos? — indaga com a sobrancelha arqueada.

— Sim.

— Bom, já é tarde. Mas, sempre teremos tempo para almas em busca de rendição. Me acompanhem. — Faz sinal com a mão para que o seguissem.

Eles andam lado a lado na direção que o padre lhes guiava. Entre tropeços e cutucões ouviu o Park sussurrar. — Tem certeza disso? A gente vai traumatizar o homem! Tadinho do padre! — O Park parecia estar entrando em pânico.

— A ideia foi sua, Jimin.

— Eu sei, mas agora é uma boa hora para culpar alguém que não seja eu.

Ao chegar no confessionário quiseram encerrar aquilo o mais breve possível. Se entreolhando sem saber como começar.

— Bom, nós nunca fizemos isso… Mas, acho que nossa última saída foi vir aqui. — Jeon encara o padre com seriedade. Eles realmente haviam feito muita merda antes de entrarem naquele igreja. — Padre nós erramos, e erramos muito.

Dizei.

— Bom… Olha Padre, a nossa história é longa. — Jimin suspirou sentindo a mão de Jungkook em sua costas, mostrando que não sairia do seu lado. —, digamos que assim como o que move o mundo são os conflitos, digamos que o que moveu toda essa jornada até aqui foram meros acasos hostis ou simplesmente minha velha amiga a treta.

3 de Fevereiro de 2020 às 18:43 0 Denunciar Insira 3
Leia o próximo capítulo No fim é só mais um começo.

Comentar algo

Publique!
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a dizer alguma coisa!
~

Você está gostando da leitura?

Ei! Ainda faltam 6 capítulos restantes nesta história.
Para continuar lendo, por favor, faça login ou cadastre-se. É grátis!

Histórias relacionadas