Muito Calor Seguir história

sorasaki SoraSaki

Jeongin acabou de se transferir da faculdade na Coreia para o Brasil. Animado para conhecer o país longínquo, fez seu intercâmbio nas férias brasileiras para poder aproveitar e conhecer tudo que conseguisse antes de começar o semestre novamente. Só não esperava encontrar alguém tão disposto a lhe mostrar tudo e ainda por cima coreano também! O Yang “não sabia se foi por causa do verão que sua pele se bronzeou, com doses de amor, beijinhos e muito calor.”


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

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Verão

Rio de Janeiro, férias de início do ano.



Yang Jeongin era um jovem coreano, intercambista do curso de música. Dentre tantas opções que podia escolher optou por ir ao Brasil, queria algo diferente e contrastante com a Coreia do sul. Nada melhor do que ir para um país onde poderia aprender sobre uma cultura tão peculiar e animada, ainda mais se tratando das músicas que costumam ser muito calorosas e de ritmos viciantes.

Não sabia quando essa paixão por países tropicais tinha começado, mas queria poder conhecer mais alguns além do Brasil. Animado, escolheu vir durante as férias das aulas do país que o recebia, assim teria tempo de passear e conhecer mais das paisagens, pessoas e dia a dia do povo. Coisa que já fazia há umas três semanas desde que aterrisara e se instalara no dormitório da faculdade.

As aulas de português, que fez ainda na Coreia, foram muito úteis, mas às vezes se apoiava no inglês para complementar alguns diálogos mais complicados que não tinha conhecimento na língua portuguesa. Porém, nem tudo estava sendo tão complicado quanto cogitou que seria. Foi sozinho para o intercâmbio, sim, mas a sua sorte foi que, por coincidência do destino, um outro intercambista coreano também estava ali e era seu vizinho no prédio do dormitório.

Hwang Hyunjin, aluno do curso de dança e um ano mais velho apenas que Jeongin. A proximidade de idade e o fato de serem conterrâneos logo os aproximou e uma amizade bonita se formou nessas três semanas de estadia do mais novo. Ambos saíram para diversos pontos turísticos do Rio, afinal, numa cidade como essa é essencial ir até o Cristo, Pão de açúcar, praias e afins, ou seria como não ter visitado a cidade maravilhosa!

O mais velho agia como um guia para o Yang, iria para o segundo semestre que estava no país, então a barreira linguística de alguma forma já tinha sido vencida. Hyunjin era do tipo muito fácil de fazer amizade e, por ser tão comunicativo e aplicado nos seus objetivos, logo se adaptou ao Rio de Janeiro e as pessoas calorosas que o bem receberam por ali.

Como um bom amigo fez questão de acompanhar Jeongin para todos os destinos que ele queria visitar na cidade. A proximidade trazendo uma intimidade maior que já brincavam e se zoavam como amigos de longa data em tão pouco tempo. O mais novo sentia-se confortável na presença do outro, então com o tempo foi se acostumando ao hábito dele de sempre abraçar e ter contato físico. Talvez um hábito adquirido dos próprios brasileiros? Jeongin não fazia ideia, mas parou de se importar e só se deixava levar pelo carisma do Hwang e por toda diversão que tiveram.

Estaria tudo muito bem se fosse só isso, mas se sentia levemente estranho pelas sensações e lembranças do dia que foram até a praia Ipanema. O calor evidente de 39º em pleno verão, nada estranho para o clima tropical, mas isso foi o suficiente para Jeongin se perguntar se era uma boa ir à praia naquele dia, ou só ficar no dormitório fechado com o ar-condicionado.

O mais velho apenas insistiu e o fez arrumar uma pequena mochila com protetor solar e outras coisas de utilidade para levarem. Obrigou-o a vestirem roupas de banho e algo leve por cima, uma bermuda e regata simples, passaram muito protetor, principalmente Jeongin que tinha pele clarinha e pouco acostumada aos raios diretos do sol. Hyunjin já tinha a tez levemente amorenada, a melanina ativada para proteger a pele bonita dos últimos meses de sol nos trópicos, no entanto também se besuntou de protetor.

Jeongin derretia pelo calor, achou que seria impossível esquentar mais quando chegassem na famosa Ipanema. Porém, o fato é que nunca podemos duvidar do nosso carma e Jeongin descobriria o que era calor de verdade durante esse intercâmbio. Apenas a areia quente já era capaz de queimar seus pés sem as havaianas coloridas que vestia, ou mesmo os raios solares e a radiação que batiam na pele.

Entretanto não era nada disso. A temperatura aumentou de forma exponencial e só percebeu o motivo depois de olhar o mar azulzinho, lá estava ele, emergindo entre a espuma das ondas que quebravam por ali. O de sorriso fofo e bonito chamando sua atenção para que fosse acompanhá-lo no mergulho, a água poderia ser um refresco perfeito para muitos naquela situação, mas Jeongin se sentia fervendo.

Ver o amigo com apenas a bermuda acabou por ser a coisa mais impactante do dia, foi complicado. Depois disso, nem mesmo quando entrou na água marinha se sentiu mais calmo. Demorou para relaxar, o que só aconteceu quando estavam vestidos novamente e voltando para os dormitórios. O caso era que não conseguiu resistir observar de forma atenta e discreta o corpo do amigo, afinal, Hyunjin era muito bonito em todos os sentidos.

O choque tinha sido grande, não tinha visto o maior sem alguma das peças de roupas antes. O corpo dele não era super malhado nem nada assim, mas era trabalhado pelo esforço das danças. Alguns músculos se desenhavam de forma natural e charmosa nos lugares certos do corpo alto e de boas proporções.

Jeongin captou muitos detalhes enquanto brincavam na água, o mais velho parecia alheio a toda essa atenção e apenas abraçava e brincava. Aquele pouco espaço entre os corpos surgindo como um hábito. O susto foi quando resolveu pegar Jeongin no colo para levá-lo até uma área mais funda, o mais novo não sabia se gritava em surto pela proximidade e contato dos corpos seminus, ou pelo medo de adentrar mais fundo no mar.

Hyunjin só ria, enquanto o menor ficava vermelho e muito fofo a seu ver.

Yang Jeongin era o ser mais fofo na opinião do mais velho e ninguém mudaria essa visão dele. Não devemos prometer o que não podemos cumprir, mas ambos garotos ainda não aprenderam essa lição. Para o Hwang, toda sua satisfação dos últimos dias foi mimar e estar com Jeongin, sentia-se bem com alguém que parecia lhe entender de forma tão completa como o mais novo.


♨♨♨♨♨


Era um belo sábado para sair e ir em alguma festa, por isso os universitários tinham programado algo em uma república próxima do campus. O plano do Hwang era levar o mais novo para, finalmente, aproveitar e descobrir um pouco do que constituía a vida jovial dos universitários do país. Aproveitar enquanto podiam e não se matavam de estudar.

Arrumaram-se rápido e foram até a casa grande e com piscina onde seria a festa.

Hyunjin vestia uma calça preta colada às pernas longas, uma camisa de botões branca muito fininha que tinha manchas suaves em laranja em um dos lados, um tênis confortável e um colar prateado de corrente fina que quase nunca tirava do pescoço.

Jeongin trajava uma camiseta azulzinha de mangas curtas e tecido leve, uma bermuda jeans escura e um all stars de cano curto e resolveu usar sua pulseira prata, que pensou combinar com o colar do outro, mas logo afastou tais pensamentos.

A caminhada foi rápida enquanto conversavam sobre banalidades, já conseguiam ouvir a música alta.

A casa era espaçosa e térrea, um pequeno jardim no fundo ao lado da piscina mediana. Entraram pelo portão lateral, apenas uma parte da casa estava aberta e disponível para todos circularem. Ou seja, as partes externas já abrangiam um bom espaço para caber umas 100 pessoas mais ou menos. Era o suficiente para a proporção da festa.

— Quer beber alguma coisa, Jeongin?

— Claro, por que não. — confirmou, enquanto o mais velho passou o braço em seus ombros lateralmente, conduzindo-o.

Cumprimentaram alguns colegas que conheciam e desviavam de corpos já muito animados pela bebida. O mais velho arrastou Jeongin pelo local até chegarem onde havia a área da churrasqueira, que se tornara um pequeno bar improvisado. Pediu uma cerveja para si, enquanto Jeongin se contentou em experimentar uma batida de kiwi.

Aos poucos ambos foram se descontraindo, engataram uma divertida conversa sobre músicas que gostavam e experiências interessantes que já tiveram na área até ali. Apresentações, premiações e coisas do tipo, afinal ambos trabalhavam com ramos similares em modos diferentes da arte. Foi assim que Hyunjin descobriu que o mais novo havia tido alguma experiência com dança, mesmo fora da correria de estudos.

Ambos jovens resolveram largar os copos em algum canto para dançarem. Estava na hora do mais velho mostrar um pouco de suas exímias habilidades e quem sabe, conseguir uns carinhos para terminar a noite. Jeongin aceitou sem pensar e seguiu o outro, animado com o fato de conhecer algumas das músicas que tocavam.

Os movimentos do Hwang eram incríveis e harmoniosos, seja qual fosse a música tocada ele parecia saber o que fazia e com maestria traduzia a melodia em seus movimentos. Foram algumas mais ritmadas no começo, apenas com o Yang observando tudo. Mas assim que tocou umas mais agitadas e alegres se soltou um pouco dançando junto a seu modo.

A playlist parecia estar dividida em alguns bloquinhos temáticos talvez? Pelo visto agora era um momento de músicas mais românticas, daquelas boas para uma dancinha coladinha a dois. Hyunjin pareceu sorrir discreto e se aproximou do mais novo, numa dança em que mais balançavam os corpos de forma suave sem quase sair do lugar, apenas curtindo o som calmo e relaxante.

O coração de Jeongin entendeu que o garoto precisava de mais sangue e oxigênio, bombeando mais rápido que o normal.

— Então Jeonginnie, como está sendo o Brasil para você? — Inclinou-se em direção ao outro. — Está gostando do que encontrou por aqui? — disse próximo a orelha do menor para que ouvisse por causa da música alta.

— Hã? Ah, estou sim, hyung. Os passeios foram ótimos, obrigado por tudo que tem feito, nem sei como retribuir…

— Não precisa de pressa, pode me retribuir aos pouquinhos se quiser.

Não conseguiu visualizar direito o rosto alheio pela sombra que as luzes e a própria noite faziam no ambiente. A frase pareceu ter mais de um sentido para o Yang que não conseguiu definir o que era aquilo, mas sabia que não devia ser inocente. Teria que estar preparado, porque uma ideia estranha pairava em sua mente desde o dia na praia.

Para colaborar com o momento algumas músicas de ritmo mais quente e sensual começaram a tocar. O universo decidindo que o sofrimento do mais novo não ia acabar tão cedo quando tocou Attention do Charlie Puth, não com o maior dançando de forma sedutora a sua frente. Aquilo pareceu ser totalmente para si pela forma que o Hwang lhe fitava, e o sorriso maroto que surgiu nos lábios cheinhos.

O Yang achou que seu corpo estava entrando em ebulição com todo aquele showzinho dedicado a si. Passou mal, ou bem, depende do ponto de vista, durante as músicas que tocaram iniciando os ritmos latinos: Despacito e Chantaje. Foram muitos movimentos sensuais, o mais novo se sentia relutante ainda, mas o desejo de fazer algo crescia nele.

Foi demais para sua consciência ver os movimentos que a pélvis do maior faziam, o corpo todo deslizando suave e sensual em conjunto com a melodia. Não pensou que poderia se superar, até descobrir que o maior tinha realmente articulações maleáveis. Os quadris mexendo em sua direção, enquanto seus olhos escaneavam tudo, parando naquela parte vantajosa do outro.

Por que tão bem-dotado, Hyunjin?

Então, a bunda formosa presa na calça apertada passou a remexer num rebolar quase erótico, ao som de Shakira e Maluma. Ainda tinha a expressão provocante no rosto de Hyunjin, que estava de costas, e olhou sorrindo sugestivo para o mais novo. Quando os olhares se encontraram o menor pode sentir vários arrepios pelo corpinho quente. O mais velho fazia de propósito… Era isso.

Jeongin não quis perder para o maior, então decidiu que dançaria a próxima música para o outro e mostraria que não ia ser o único a sair dali com tesão. Que inferno. O quão conveniente foi quando começou a tocar Muito Calor (Ozuna & Anitta). Sorriu faceiro ao que começou a mexer o corpo de forma um tanto provocante, tentava cantar a letra que ouviu muito enquanto pesquisava músicas de cantores brasileiros populares.


Los días son mejor contigo, muito calor

Es mejor si estamos bailando y dando muito calor

Los días son mejor contigo, dando (uoh-oh-oh-oh)

Es mejor si estamos bailando y dando


Cantou o refrão da música enquanto ia se aproximando mais do maior que parecia meio em choque com a mudança de atitude. Sua confiança cresceu e resolveu provocar mais um pouco, aprendeu algumas coisas legais com algumas garotas que fizera amizade nos dormitórios. Os momentos em que não estava com o Hwang aprendeu com elas como as danças latinas mexiam muito o quadril. Então tentou usar o instinto junto do que aprendeu.

Passou os braços pelo pescoço do maior se apoiando ali confortável e se deixou levar, esquecendo qualquer vergonha que ainda existisse em si, aproveitando o momento com o amigo. As pernas quase que perfeitamente encaixadas, Hyunjin acordando do transe apoiando as mãos em sua cintura. Começou a mexer os quadris.


Mas eu vou te dar um conselho

Não vai se apaixonar tão cedo (não)

Tem que me conquistar primeiro

Porque você é gostoso

Mas pode ser que eu me canse do seu jeito


As coxas se tocavam e Jeongin sentia que dançar realmente fazia muito bem a Hyunjin, a letra não mentia na parte do gostoso. Cantava essa parte olhando para o maior que parecia atento ao seu ato. Ondulava e rebolava com mais desenvoltura já totalmente imerso naquela música quente.


Mira acá pa' mí

Sabes que me encanta seducir

Si te hablo, papi, así así

¿Con la brasileña vas a resistir?


Não resistiu provocar mais um pouco, já que o Hwang mostrava tanto desejo no olhar. Acabou por cantar o verso como se fosse seu e não da cantora brasileira. Sentiu o maior apertar sua cintura tenso quando enfatizou o papi… O mais novo nunca se sentiu tão quente e à vontade com alguém antes, só sabia que gostava de tudo que estavam tendo. Seja lá o que fosse, mesmo se ultrapassasse a amizade, não reclamaria.

Os rostos estavam próximos e apesar de surpreso com a própria desenvoltura, não recuou em momento algum. Só não imaginou que o mais velho corresponderia tão bem as provocações, ou melhor, que começaria com elas. Muito menos que seus corpos iam ficar tão colados esquentando ainda mais a noite já quente de verão.

— Que cruel bebê… — Hyunjin parecia ofegante na fala.

O mais novo riu soprado, mas não teve tempo para continuar sua rodada de provocação. Hwang tinha planos diferentes, não deixaria barato a excitação que sentia.

Jeongin achou que ia infartar quando começou a tocar Bola Rebola. Já tinha ouvido a música e o estilo dela era bem diferente do que estava acostumado, mas foi para ver diferenças que quis ir até o país. Só não esperou ver Hyunjin lhe chamar para dançar essa música consigo… Foi virado de costas, com os braços alheios firmes pegando seu quadril.

Ambos quase não tinham mais espaço entre si, a pélvis do maior estava colada em sua bunda enquanto ondulavam os corpos no ritmo da música. Era quase uma dança obscena, mas devia ser coisa de sua mente, ninguém parecia notar a presença dos dois dançando grudados ali no canto. Os poucos que estavam próximos pareciam entretidos demais quase se engolindo ou bêbados de mais.

— Você me mostrou como dançar a outra, essa eu ensino você, Innie. — disse com os lábios roçando suave na orelha sensível do menor, que tremeu com o contato e a voz, que saiu rouca e carregada. — Não se preocupe, vou te ensinar a rebolar direitinho… Apesar que foi muito bem na dança anterior. — Hyunjin sorriu safado sabendo que Jeongin não podia ver.

Diante das insinuações, o mais velho começou esmagando os quadris juntos, os movimentos circulares subindo e descendo. Como dizia o refrão bola, rebola, rebola, bola. Foi assim que o Hwang foi guiando o menor a fazer por si só, ele aprendia rápido. Sem soltar o quadril um tanto estreito, resolveu ousar, se movendo para frente e para trás flexionando as coxas um pouco.

Jeongin suava, segurava um gemido preso na garganta mordendo os lábios com força. Seria muito tonto de pensar que aquilo era uma simples dança, se fosse seria a do acasalamento, só se for. Droga, estava incrivelmente excitado com o corpo grande atrás de si quase o fodendo sobre as roupas ali mesmo.

Não que o outro estivesse muito diferente, podia sentir o volume formado cutucando suas nádegas com a maior naturalidade. Talvez tivesse provocado um pouco demais o Hwang, mas não se arrependeria nem louco. Se a noite rendesse, seria aproveitada com gosto.

Pena que não dava pra fazer nada ali, era tudo que Hyunjin tentava lembrar no momento. A mente emitindo um alerta de que ainda estavam em local público e não adequado para o que queria fazer com Jeongin. Sem contar que o menor merecia uma noite incrível só por ser a melhor pessoa que já conheceu, foi um quase um amor à primeira vista. Foder era apenas um adicional, muito prazeroso dizendo com sinceridade.

O maior ia resolver depois como acertaria os sentimentos deles. Não pretendia ser só uma foda do mais baixo. Mas diante da situação atual as coisas saíram do controle de “leve” e, como passaram o tempo todo juntos, seu cérebro insistia em dizer que estava tudo bem. Já tiveram vários “encontros” até ali.

Mas que culpa tinha se foi difícil de dormir depois do dia da praia, pensou que poderia se exibir um pouco naquele dia. Diferentemente, só conseguia lembrar da bermuda marcando as partes traseiras do Yang, elas eram maiores do que a saúde de Hyunjin conseguia suportar sem reagir. Por isso se encontrava duro agora, roçando com vontade no que vinha perturbando sua mente.

Era tudo culpa do calor, certeza.

Numa distração, notou que o mais baixo jogava o quadril contra si rebolando e ondulando o corpo no seu, já desinibido. Em sincronia conseguiu empurrar enquanto Jeongin jogou para trás, consciente do ato, Hyunjin conseguiu ouvir um gemido baixo escapar da boca entreaberta do menor. Parece que ambos estavam tendo um momento difícil. Abraçou o corpo menor por trás vendo os pelinhos da nuca se arrepiando.

— Vamos embora, Innie? Acho melhor dançarmos em casa… — Hyunjin arriscou convidar, a sanidade que restava pensando no que seria melhor para o outro.

— Ah… Claro, mas antes, Hyunjinnie? — Jeongin virou para encarar o maior lhe chamando manhoso.

— In-…

Hwang demorou uns segundos até agarrar forte o menor aprofundando o beijo. O Yang estava louco e precisava beijar ele logo, o maldito desejo em níveis que nem sabia serem alcançáveis. A cintura do mais novo formigava com as mãos grandes lhe apalpando. Assim como os lábios que eram sugados, mordiscava os do mais alto, a boca de Hyunjin era muito melhor do que tinha pensado.

Suspiraram ao findar o primeiro beijo deles, tomando o ar que se fez rarefeito pela intensidade trocada. Jeongin estava tão ousado como nunca, deixou leves beijos no pescoço alheio, terminou com uma lambida no lóbulo direito do outro.

— No meu quarto ou no seu, papi? — Usou toda coragem que o tesão lhe deu para soltar a frase sussurrada no ouvido do maior.

— Só não te fodo aqui porque você merece um lugar mais adequado, bebê. — disse com a paciência se esvaindo com as provocações sem fim do mais novo. — Quer me matar esse menino, só pode, puta que pariu! — sussurrou, pensando que o outro não o ouviria.

O Yang apenas riu ao ver como mexia com a sanidade do mais alto. Estava se sentindo tão desejado como nunca e isso estava o soltando de toda vergonha que poderia ter. Era tão confortável e o outro não lhe julgava, se apaixonar era inevitável, mas pensaria melhor depois dessa noite. Precisava liberar esse calor do corpo junto com o corpo do Hwang primeiro.

— Meu quarto, inclusive, considere se mudar pro meu, tem mais espaço do que o que você divide com o seu atual colega. — dizia enquanto saíam as pressas da festa.

— Amanhã a gente vê isso, Jinnie, agora que bateu uma onda diferente a gente só vai… — disse risonho, um sorriso levemente suspeito na face.

— Sério, Yang Jeongin, se você falar mais alguma insinuação, eu juro que esqueço minha cortesia e te enfio num quarto daquela república mesmo, nem importa como! — O maior sentia a calça tão apertada, com a frustração que parecia a ponto de explodir tanto quanto a peça.

— Calma hyung, eu só aceito dançar a Paradinha no seu colo quando estivermos no seu quarto viu? — Jeongin quis brincar mais um pouquinho, só para ver no que daria. Atiçar o mais velho estava se tornando seu novo hobby de repente.

— Vou me lembrar disso, e também de evitar que você escute tantas músicas da Anitta… A influência tá demais. — Tentou juntar paciência respirando fundo — Agora que me atiçou não adianta mais, quando eu me mexer vai ver quem vai perder…

Jeongin encarou boquiaberto o maior com a referência. Pelo visto a playlist da Anitta estava muito requisitada naquele dia.

— Que foi? Achou que só você ia ficar de gracinha, bebê? — Deu um sorrisinho de deboche junto de um beliscão na bunda alheia.

O mais novo deu um pulo surpreso pelo ato no meio da rua, mas já estavam quase entrando no prédio dos dormitórios. Finalmente, não aguentavam mais esse calor. Andaram ao passo dos corações acelerados pela adrenalina da excitação presente, que vinham acumulando pelas duas últimas semanas no mínimo.

Chegaram a ala leste logo subindo as escadas para o segundo andar onde ficavam os dois quartos. Hyunjin foi rápido, já estava com as chaves de seu quarto em mãos. Agarrou a destra do mais novo com a palma livre enquanto destrancava a porta com a outra. Por sorte não dividia o quarto com ninguém, graças ao colega que tinha se formado no fim do semestre passado.

O quarto mediano tinha duas camas de solteiro com colchões confortáveis, era de decoração simples, uma leve bagunça na mesinha que tinha entre as camas, as paredes brancas. A janela sobre a mesinha estava com uma fresta aberta para ajudar a ventilar o quarto fechado. Os quartos eram padrão por ali, então não tinha muita diferença daquele em que o menor dormia. Apenas a decoração e organização mudavam um pouco.

O Yang até gostaria de ter observado mais do quarto do maior, mas tinham coisas mais interessantes e importantes para fazer agora, como extravasar o maldito calor dos corpos. Sentou na cama do mais velho, já se sentindo em casa, não ia se fazer de rogado naquele momento. Olhou para o outro que estava em pé lhe encarando de forma peculiar.

— Você não arruma a cama não?

— Não deu tempo hoje, normalmente ela fica arrumadinha… — Hyunjin disse, se aproximando de Jeongin, empurrando o menino deitado na cama e sentando sobre o quadril dele. — Não se preocupe, logo estaremos tão bagunçados quanto ela, Innie. — Rebolou no colo alheio enquanto disse de forma provocante.

O mais novo só pode gemer quando Hyunjin começou a alternar a pressão exercida em cima do seu membro que ia ficando rígido com facilidade. O efeito dele sobre si era insano, podia se viciar nas sensações que lhe causava. Abriu os olhos, que nem notara ter fechado, quando levou um aperto na cintura e mordidas leves no pescoço. Área que descobriu ser muito sensível, levando a mais gemidos baixos e arrepios involuntários.

Com ambos sentindo a temperatura subir, assim como os membros excitados, notaram o quão incômodas eram aquelas roupas. Jeongin tentou controlar Hyunjin que não parava de esmagar o seu membro com os movimentos provocantes sobre si. Levou as mãos à cintura do maior apertando e o fazendo arfar. Tentou se concentrar em abrir os botões da blusa do outro, tarefa nada fácil para o momento tão distrativo, mas conseguiu depois de quase puxar tudo com pressa.

O Yang sentou assim que desabotoou tudo, salivando com a visão dos músculos levemente definidos que tinham espalhados pelo corpo em seu colo. Se aproximou do mais velho terminando de tirar a peça. Foi até o lóbulo esquerdo do Hwang sugando e mordendo de leve, ouvindo o primeiro gemido alheio. Sorriu com a sorte de encontrar uma zona erógena tão fácil nele. Suas mãos subiram acariciando desde a cintura, costelas, passando de leve pelo peito e pousando os braços nos ombros em um abraço que aproximou mais os troncos.

Se encararam por breves segundos, trocando um sorriso cúmplice de satisfação de quem tinha certeza que queria aquilo. As bocas se aproximaram e iniciaram um ósculo sensual. As línguas se enroscavam sem pressa, mas faziam um mapeamento de toda cavidade bucal um do outro em um ritmo próprio. O mais velho, que até então puxava um pouco os cabelos do menor, agarrou a barra da camiseta dele interrompendo o beijo gostoso para arrancar a peça.

Hyunjin só conseguia pensar em marcar a pele clarinha desde o dia que vira o mais novo na praia. O desejo minando a paciência dele. Sentia o membro duro em sua bunda e sorriu perverso quicando com certa maestria, queria enlouquecer o Yang de todas as formas. Viu o outro morder os lábios e soltar um grunhido junto dos olhinhos que se apertaram durante o ato.

— Jeonginnie… Tá gostoso, bebe? — chamando-o em um quase gemido, perguntando provocador, fazendo o membro de Jeongin fisgar.

— Ahn… É-é uma delícia, Jinnie. — suspirou, entrecortando a fala com um arfar pesado quando o outro iniciou movimentos de vai e vem, vez ou outra rebolando e mudando a pressão sobre seu colo. Já delirava, nunca odiou tanto roupas como agora.

— Que bom… Porque estou te mostrando como vai ser gostoso você rebolando e quicando no meu pau enquanto te fodo bem gostosinho, Innie. — Hyunjin sentia-se excitado como nunca se sentiu com qualquer outro parceiro seu, ou parceira, Jeongin de longe já era o melhor e nem tinham concretizado o ato, porra.

O mais novo sentiu seu corpo tremer e queimar com as palavras e os chupões que eram distribuídos sem piedade em seu pescoço agora. Não se importava com os detalhes… Mentira, na verdade tinha imaginado como seria o maior o tomando e fazendo o que bem entendesse consigo. Saber que isso ia acontecer era quase como o seu sonho de dois dias atrás, só que melhor, porque era real.

Tentando controlar um pouco da ansiedade, o maior saiu do colo do menor para retirar a bermuda que ele usava. Aproveitou que estava em pé e também tirou sua calça, que já o sufocava a algum tempo. Assistiu Jeongin corar um pouco mais quando viu seu membro marcado, com a mancha de pré gozo ali denunciando seu estado. Este que não era tão diferente do garoto sentado, que tremeu quando ameaçou tirar a última peça do corpo.

Não pode deixar de sorrir, achando fofo como o mais novo parecia estar hipnotizado e engolindo em seco o olhando, enquanto retirava a cueca branca. Queria ambos sem as malditas peças logo, então se aproximou do menor, que arregalou os olhos com a realidade dos fatos do tamanho nada “discreto” do Hwang.

Demorou alguns segundos até o Yang colaborar, tendo a cueca preta irritante puxada do corpo menor. Gemeu arrastado quando — sem querer — o maior esbarrou os dedos no seu falo rígido. Achou que Hyunjin iria o botar de quatro logo e o foder direto mesmo, pelo olhar faminto que lhe lançava, se sentia uma presa diante do predador só de ver os olhos escuros lhe encarando daquela forma. Porém acabou soltando um gritinho surpreso pelo ato que seguinte. O maior puxou suas pernas para cima, de forma que deitasse na cama. Ainda sem entender, se ajeitou melhor encarando ansioso o Hwang.

O mais velho esboçou um sorriso apaixonado enquanto se ajoelhava sobre a cama. Segurou a perna direita de Jeongin na altura do rosto, começando a distribuir beijos desde o tornozelo até o início da coxa. O mais novo sentiu o calor alcançar seu coração, acelerando de forma diferente, aquele ato expressava tanto carinho. O olhar que recebia agora tinha tanto sentimento, além do desejo que sentiam até agora. Ofegou em resposta, sentindo o corpo tremer e arrepiar a cada sequência de beijos, que foi repetida na outra perna.

Respirou fundo, achando que o ataque tinha acabado quando o mais velho fez menção de abaixar calmamente suas pernas na cama. Porém, estava muito enganado. Hyunjin apenas mudou a posição, se enfiando um pouco mais entre as pernas já abertas, puxou Jeongin pelas coxas encaixando-as em seus ombros. Com o quadril no ar e tão próximo do rosto bonito do mais velho, sentiu que poderia morrer de vergonha ali mesmo, viu seu pau tremer em frente ao hyung atento a todos seus detalhes.

A análise não durou tanto assim, o maior acariciou as coxas fartas a sua disposição, deixou algumas mordidas em cada uma, marcando com chupões indecentes a região. O membro do Yang escorria algumas gotas de prazer, que até então Hyunjin fingia não ver. Porém, sem aviso, capturou com a língua uma que descia provocante pela ereção. O gritinho do mais novo foi inevitável, sua excitação estava no maior nível que já sentira, quase se sentia virgem novamente diante do outro.

Sentia que poderia gozar a qualquer momento, mas não poderia acabar tão fácil assim. O Hwang talvez fosse muito bom mesmo, porque quando beijou a cabecinha de seu membro logo descendo lento, engolindo centímetro por centímetro, achou que não poderia melhorar. Para sua surpresa, o mais velho sabia fazer garganta profunda e usava a língua com maestria.

Jeongin era uma bagunça de gemidos e grunhidos, não sabia como reagir àquilo. Ver Hyunjin lhe chupando com vontade e prazer estava o levando a loucura completa. Sentia todo corpo formigando e era só um oral até agora! O falo escorria muito líquido viscoso, o qual o maior aproveitou para lambuzar os dedos enquanto masturbava o menor, se aproveitando das expressões bonitas de prazer que o Yang fazia. Queria tanto devorar o aquele garoto tão entregue a si.

Vendo os dedos bem lambuzados, voltou a lamber a cabecinha avermelhada de leve, já que não era sua intenção fazê-lo gozar agora. Deixaria para outro momento para chupar como gostaria seu pequeno. Levou um dedo até as preguinhas que contraíram sob o carinho que fez, tentou ser calmo, inserindo devagar o primeiro dígito.

Jeongin sentiu a invasão, mas não doeu, estava muito bem distraído e focado no espetáculo que o maior fazia em si com a boca. Vendo a forma tranquila do mais novo, Hyunjin inseriu o segundo dedo, fazendo movimentos de vai e vem e alargando o espaço como conseguia. O menor sentiu um desconforto leve, mas se acostumou rápido. Um terceiro dígito foi adicionado, o Hwang preocupado que talvez não fosse alargar o suficiente, não queria machucar quando fosse adentrar.

A careta do Yang fez o maior pensar que foi a escolha certa a se fazer. Brincou um pouco mais enquanto chupava e enfiava os dedos no mais novo. Aos poucos o corpo alheio foi relaxando de novo, voltando a tremer de prazer quando os dedos longos rasparam de leve algum ponto especial ali dentro. Sentiu-o contrair em seus dígitos, foi o limite para si. Já tinha feito tudo que podia para não agir como um animal no cio e só foder o seu precioso Innie.

Retirou os dedos bruscamente, vendo Jeongin gemer descontente. Inferno de garoto que não sabe o quanto é provocante para si. Desceu o quadril alheio com cuidado na cama, enquanto se ajeitava sobre o corpo menor. Sentiu os membros roçando, então foi puxado para um beijo afoito por parte do mais novo. As costas sendo marcadas pela pressão dos dedos do Yang faminto abaixo de si.

Se ajeitou, posicionando o membro para entrar no menor. Foi empurrando aos poucos, enquanto as mãos deixavam carícias por todo corpo do outro e beijavam de forma intensa. Jeongin enlaçou o quadril do maior, as pernas cruzando nas costas dele. Hyunjin esperou um pouco ele se acostumar ao novo volume enterrado em si.

— Hyuuung… Vai, se mexe. — disse numa voz baixinha e manhosa.

— Bebe, está tão necessitado — dizia distribuindo beijos pelo rostinho quente e corado do menor, o calor estava infernal. — Não vai me chamar de papi agora, hm?

— O que- Aaahh! — Jeongin ia perguntar o porquê, porém sua fala foi cortada por uma estocada repentina, sobrando apenas um gemido alto no ambiente.

Hyunjin sorriu ladino quando segurou firme na cintura do corpo menor, iniciando movimentos ritmados. Sentiu arrepios percorrerem seu corpo conforme tinha a visão da bagunça que seu pequeno foi se tornando. A boquinha bonita entreaberta, os sons de prazer saindo quase cantados na voz gostosinha, o corpo sensual e com curvas e músculos distribuídos onde mais gostava. Jeongin era tão bonito, o rostinho corado se contorcendo junto do corpo todo, expressando o prazer compartilhado.

Porra, tão lindo, tão fofo, tão fodível, que droga garoto, o que você está fazendo comigo?”, era tudo que Hyunjin conseguia pensar.

Diminuiu as estocadas, desceu o tronco para beijar com vontade e fome a boca de lábios vermelhinhos e inchados, engolindo os gemidinhos do mais novo. Logo alternou, acelerando os movimentos do quadril às vezes, sentiu as coxas fartas lhe espremerem e as pernas o puxando mais perto a fim de se fundirem ao máximo.

Desceu com a boca, não conseguia ficar longe do pescoço atraente do Yang, o garoto se tornara seu vício. Sentiam os corpos deslizarem um no outro tão bem, num encaixe perfeito, compartilhando o calor. Jeongin achou que ia derreter.

Mas Hyunjin era imprevisível.

Soltou um gemido frustrado quando o corpo maior de repente parou de se mover, saindo de dentro da cavidade fervente. Queria xingá-lo quando se soltou das suas pernas, que abraçavam com vontade e carinho o mais velho, que merda era essa… Mas não teve tempo. Se manteve calado diante do sorriso pervertido que adornou o rosto bonito. Okay, algo vinha aí.

O Hwang indicou para o outro virar de bruços na cama, que obedeceu ainda sem entender. Deitado e sem ver o que viria, o mais novo sentiu o maior começar a mordiscar toda a bunda farta e macia exposta. Aquilo surpreendeu o corpinho que tremeu no misto de sensações.

A intenção era provocar o máximo de arrepios no Yang como se fosse a maior diversão do mundo. Acariciava as coxas fartas que vez ou outra apertava com vontade, vendo o corpo deitado relaxando e tensionando pelos carinhos.

Deixou um tapa estalado, não muito forte, nas nádegas branquinhas e Jeongin soltou um gemido alto. Sem entender, sentiu o Hwang puxá-lo pelo quadril, o posicionado de quatro. Olhou para trás para vê-lo acariciando e abrindo sua bunda, admirando seu buraquinho, roçando o dedo suavemente.

Maldito, está me torturando só pode!”, pensou com leve raiva do maior. Queria gozar em paz qual é, tá difícil aí hein!

— Hyunjin, você vai demorar aí? — disse, balançando a bunda e deu uma rebolada para se vingar e ver se o maior se tocava da situação difícil que passava.

Sentiu outro tapa, um pouco mais forte dessa vez, o corpo do outro cobriu o seu se aproximando do ouvido mordendo o lóbulo.

— Está com pressa, Innie? Ou isso quer dizer que gosta tanto assim quando estou te fodendo com vontade, babe? — Aproveitando para esfregar o membro melado na entradinha piscante do menor.

— Gosto, mas você não quer mais me foder bem fundo, Hyunjinnie? — respondeu, fazendo um biquinho e empurrando o quadril em direção ao mais velho.

— Innie, você é incrível… Quero te comer todinho, mas acho que já provocou demais hoje, não? — dizia mordiscando os ombros expostos, a pele de Jeongin era saborosa. — Você me chamou de papi na festa… Se você implorar pra eu meter bem fundo e forte em você assim, eu posso realizar seu desejo com todo prazer. Seja bonzinho, bebe.

Hyunjin só queria ouvir o Yang o chamar daquela forma tão suja e excitante mais uma vez pelo menos. Se não tinha o fetiche antes, adquiriu depois da provocação de Jeongin enquanto cantava e dançava para si.

Jeongin queria rir do maior todo excitado por algo assim, mas convenhamos que aquilo de alguma forma era bem instigante mesmo. De qualquer forma queria muito terminar aquilo, cederia dessa vez, mas ia fazer o Hwang pagar de alguma forma outra hora. Teriam mais vezes, mais fodas, ah se teriam… Quem sabe um romance também, queria tudo que pudesse ter do mais velho.

— Vem, eu quero sentir você fundo até sermos só um, por favor papi, eu preciso tanto que cuide de mim. — disse gemendo. Para apelar mais, pressionou a bunda e rebolou no pau duro do maior enquanto lhe lançava um olhar submisso mordendo os lábios e choramingando, para fechar com chave de ouro. Esperava ser o suficiente, ou ia amarrar o Hwang na cama e se empalar sozinho até ter seu tão desejado orgasmo.

Se Hyunjin não tivesse certa experiência e controle, ele teria gozado só com o pedido implorado. Talvez confrontar o Yang fosse difícil, mas isso tornava tudo mais excitante com as provocações dos dois. Sem esperar mais nada, pretendia realmente fazer o que queria com a bunda macia e firme exposta a si. Seu bebê queria tanto ele, estava mais claro que cristal. Se enterrou de uma vez no aconchego que era o interior do menor, ouvindo um som satisfatório do corpinho abaixo.

Jeongin se sentia indo do céu ao inferno a todo instante. Hyunjin começou com movimentos rápidos e rasos. Se estivesse contando veria um ritmo logo, tinha uma estocada mais profunda intercalando. O padrão se repetia, o menor não sabia o que era isso, mas de alguma forma o mais velho estava o instigando tanto que sentia seu corpo formigando. Ouviu o maior pedindo para segurar o máximo que desse, queria prolongar o quanto conseguissem.

Certo, ele quer me matar ou me dar um orgasmo?”, pensou e resolveu que confiaria no maior. Estava sentindo um prazer fora do normal nas mãos grandes mesmo.

Do nada sentiu uma ardência na nádega esquerda, notou a própria entrada contrair e o baixo-ventre fisgar. Talvez estivesse descobrindo novas coisas que o excitavam com o Hwang. Os gemidos pareciam sair tão naturais e fáceis, não ligavam se alguém ouvisse, a maioria devia estar na festa, não importava. Às vezes mordia os lábios, já maltratados, para descontar o prazer.

As palmas de Hyunjin estavam quentes e avermelhadas pelos tapas distribuídos, assim como a pele que marcava a sua frente. Segurava ao máximo, pois queria prolongar e dar o melhor orgasmo de todos ao garoto do qual já se via apegado. Mudou as estocadas quando viu Jeongin abaixar o tronco, deitando a cabeça no travesseiro, a bunda bem empinada e as pernas se abrindo mais para si, rebolando inconscientemente.

— Tão bom… A-ah, Jinnie… papi! — Jeongin já não sabia muito bem o que estava falando.

Hyunjin quase infartou por isso.

O menor o encarava com a visão nublada pelo prazer, a expressão era tão pornográfica. Metia fundo e mais lento agora. Enchia a mão com as nádegas fartas e macias, separando e vendo a entradinha em um vermelho bonitinho pelo atrito, seu pênis sendo engolido por Jeongin já era a sua cena favorita. Tudo envolvendo o menor, na verdade. Até as mãozinhas charmosas de dedos finos que apertavam o lençol da cama com vontade.

Ele estava uma bela bagunça de cabelos, suor e gemidos descontrolados. Hyunjin sabia que não daria para prolongar muito mais que aquilo. Ainda mais depois de encontrar o ponto de prazer do menor, onde passou a surrar com fervor. Baixou o corpo até alcançar a boquinha compartilhando um beijo indecente de línguas e saliva escorrendo fora das bocas, foi o que deu para fazer naquela posição. O Hwang gemeu sentindo o orgasmo se aproximando forte.

Enquanto isso, Jeongin já estava no limite tendo sua próstata atingida com precisão constantemente pelo maior. Ouvia os gemidos roucos próximos ao seu rosto, as mãos lhe segurando o quadril firme no lugar ou já teria caído.

Hyunjin gozou gemendo o nome do pequeno em seu ouvido, que veio junto com ele chamando seu nome num quase grito. Atingiram o ápice juntos, no melhor orgasmo da vida de ambos.

Jeongin sentia seu corpo todo dormente, tremendo de leve e formigando por toda parte, com a sensação de orgasmo percorrendo cada milímetro de si. Ofegante, tentava puxar o ar de volta a fim de se recuperar de alguma forma. Sentiu o mais velho sair de dentro de si com cuidado, o líquido esbranquiçado e pegajoso escorrendo um pouco, mas não era de todo ruim. Viu ele deitar ao seu lado, tão cansado quanto.

Os olhares se encontraram, ofegantes, cansados, mas muito satisfeitos. Trocaram um sorriso bonito, com o Yang sentindo Hyunjin entrelaçar seus dedos enquanto lhe deixava um beijo na testa e um carinho na bochecha com a outra mão. Quase derreteu de tanto amor, já não bastava foder seu corpo, queria seu coração e se deixar sua alma também. Hwang Hyunjin era muito perigoso.

O sorrisinho retribuído, os olhinhos se tornando pequenas fendas as bochechinhas salientes com as covinhas surgindo, tão fofinho, como conseguia depois de todo ato pecaminoso? Parecia um anjinho ainda assim. Só parecia, devia lembrar de que nem tudo que parece é. O mais velho sabia que cairia por esse garoto desde que o viu pela primeira vez. Yang Jeongin era perigoso para si, era muito seu tipo, mexia demais consigo.

Foi com esse pensamento que ambos garotos pegaram no sono pelo desgaste. Antes, Jeongin ainda puxou o lençol para cobrir a nudez deles, no máximo, dos pernilongos. Hyunjin puxou o menor para dormir sobre si, abraçando sua cintura. O calor tinha amenizado no alto da madrugada, logo amanheceria e então enfrentariam muito calor de novo. Pelo menos já sabiam como se livrar dele de forma mais prazerosa.

28 de Janeiro de 2020 às 03:28 0 Denunciar Insira 0
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