Os Amaldiçoados - As Crônicas De Mordoc E Alexander Seguir história

anderson-mazini1579918526 ANDERSON MAZINI

💡PLAGIO É CRIME💡 "Os Elfos Negros estão retornando, o eclipse das duas luas logo acontecerá e ninguém ira conseguir dete-los. Quem poderá impedir sua vitória? Será que é o fim dos sete reinos, ou a extinção de outra raça, e quem são os verdadeiros inimigos?" Você esta preparado? A historia que você esta prestes a ler vai te prender a cada capitulo, cheia de intrigas e muita ação. O que vocês vão enfrentar serão lutas épicas com grandes personagens evoluindo e se tornando grandes heróis. Quando perceber já será tarde demais. Você estará totalmente viciado nessa trama revolucionária. Esse é o inicio de uma grande obra, uma trilogia que ira se tornar um marco um dia, e você tem a chance de acompanhar esse crescimento. Então lhe pergunto novamente. Você esta preparado? Se você está, então acompanhe As Crônicas de Mordoc e Alexander❤️


Fantasia Medieval Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#385 #fadas #elfos #dragoes #Escolhido #medieval #32816
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Capítulo 1

Prólogo


‘’Uma vez um Degan clarividente já há tempos esquecido profetizou dois meninos, um brilhante como a luz, o outro obscuro como a escuridão, juntos serão os heróis que um dia essa terra nos espera. Eles nos salvaram dos elfos negros e extinguiram o mal junto com eles. Eles passaram por diversas provações, mas no final só um estará de pé como vitorioso’’.

Cinco mil anos depois dois meninos vieram ao mundo, um menino nascerá na cidade de Ramirboth, ele era branco como a luz, seus cabelos tão claro como neve no inverno e pálido como gelo, com olhos azuis como o céu. Era um menino sortudo, pois nasceu em bom berço, tinha um pai que o amava, filho do meio, e um dos filhos de Lorde Rharmith, ainda muito pequeno seu pai escolherá seu nome após ler um livro e ter a premonição de seu nome, pois sabia que era um nome que seria aclamado por todo o reino, seu nome era Alexander Rharmith.

O outro menino nascerá no ano seguinte em um vilarejo muito humilde conhecido como Arkedor, muito pequena e muito isolada próxima das montanhas de Firstar, o pequenino tinha a pele branca, mas em compensação seus cabelos eram escuros como a noite, seus olhos eram verdes tão intensos como duas esmeraldas. Seu pai não era um lorde, mas era líder de sua provínia, ele ganhou seu tão aguardado primogênito, como era de costume de seu povo o pai escolher o nome do filho e a mãe escolher o nome de sua filha, ele escolherá o nome após ouvir a historia da lenda de Mordoc, de um cavalheiro da noite montado em seu cavalo negro que era temido por todos. O menino ganhou o nome de Mordoc Norath.

‘’E assim os meninos teriam uma jornada dura pela frente, que não será fácil, onde um ou o outro poderá se perder no caminho, mas uma coisa é certa eles são a nossa esperança nossa única chance’’.

Ha uma lenda que todos sabem que é real, mas ninguém acredita, pois é muito antiga, diz que de mil em mil anos as duas luas no céu entram em eclipse que dura um longo ano inteiro e por causa desse fenômeno as duas luas conhecidas como lua maior e lua menor se unem e o tempo e o espaço se ampliam, amentando assim os poderem dos espíritos, e acaba tendo um efeito intrigante sobre os Elfos Negros, as historias dizem que durante o eclipse lunar eles se tornam reis e governam todas as raças, mas nunca se satisfazem apenas por governar eles destroem tudo o que vem simplesmente por prazer, pois eles são os que mais ganham poder durante o eclipse por causa de seus espíritos malignos e ninguém pode os deter.


Enquanto isso em algum lugar dos reinos...


— Esbelt, vá ao reino dos humanos, quero que você os domine. Serão nossos escravos. Irei enviar Aurora para a capital de Clamor para te ajudar a dominar o reino, e ela estará as suas ordens.

— Sim senhor.

Ele então apertou firme sua mão contra o peito e em uma reverencia se dirigi até o fim da sala.

— Não leve o batalhão, quero que os derrote miseravelmente usando apenas os corpos dos seus entes queridos. Comece conquistando o reino de Clamor.

— A barreira já não existe mais, eu a derrubei, agora você pode ir para o reino dos humanos.

Esbelt tentou retrucar, mas quem ele servia lhe lançou um olhar que o fez se calar.

— Não duvide de sua força, meu amigo. Sei que você pode fazer isso e que fara por que adora a emoção da batalha. Ou eu estou errado?

Ele não retruca e então sorri maliciosamente.

De repente ele volta à realidade e acorda de sua visão do passado, continuando a caminhar quase perdido e sem rumo. Mas ele tem um objetivo tem uma missão a cumprir e nada o fara desistir. Mesmo estando sozinho ele continua tão perigoso quanto qualquer outro, usa uma capa negra que não permite que vejam seu rosto de longe assim ninguém o incomodaria apesar de que essa era a intenção de Esbelt.

Logo ele é avistado por um homem que aparenta ser um fazendeiro e enquanto ele caminha pela estrada o mais discretamente possível.

Sentiu sua primeira vitima se aproximar dele totalmente desprovida de proteção.

— Senhor, poderia me ajudar.

— Claro — diz ele colocando a mão em sua espada, e se preparando para o ataque.

— O senhor poderia.... — sua voz se cala quando o jovem cai no chão segurando a garganta tentando diminuir o sangramento que jorra de sua garganta, em jatos escarlates.

— Diga seu nome, antes de morrer.

A mão ainda apoiava sua garganta, mas o sangramento não parava e ele ainda conseguia falar algumas poucas palavras.

— Sha... Shande.

O jovem se lembrou de sua mãe lhe dando uma bronca dizendo para não andar muito perto da fronteira e não conversar com estranhos por que era perigoso, mas nunca a escutou. Esbelt observava enquanto a vida do jovem chegava ao fim, ele veio apenas pedir informações e acaba de morrer sem saber nem sequer o motivo.

— Parabéns, você é meu primeiro Skul.

Dizendo isso o garoto agora pálido e sem calor em seu corpo,se levanta e parece ser mais obediente do que nunca.

Ele acaba de entrar no território de Clamor e é apenas o começo.


Capitulo 1

Mordoc

Na pequena província de Arkedor cresceu um menino um tanto quanto travesso seu pai tentava cria-lo bem, mas o garoto era desobediente e não gostava que ninguém mandasse nele, nem mesmo seu pai líder da província que era a autoridade superior, ele não respeitará. Isso talvez seja por ele jamais ter conhecido sua mãe e teu pai não ter muito tempo para ele, assim ele foi criando por seus primos e seus tios.

Principalmente Viscor seu primo e melhor amigo, cinco anos mais velho que ele e poderoso e habilidoso que ele.

Era final do verão em Arkedor e Mordoc levantou de sua cama e resmungando.

—Queria dormir hoje ate mais tarde, mas Viscor vai me encher a paciência se eu demorar muito pro meu treino matinal.

Mordoc levantou-se e foi até a mesa, onde se sentou na cadeira de centro, e comeu uma porção de carne seca, e de queijo defumado, e tomara um pouco de Lovite, bebida típica do reino, que era feita de chá de gengibre, pó de acose e Mel de abelha.

Dirigiu-se até porta sem ao menos engolir corretamente sua refeição, ao sair percebeu que já era muito tarde. Sem pensar duas vezes Mordoc saiu em disparada correndo entre as casas de madeira de carvalho, madeira na qual era apenas encontrada na Floresta de Niridia, essa mesma floresta ficava ao redor de Arkedor.

Mordoc esbarrou em uma senhora e disse— não me atrapalhe Gertrude, estou com pressa — À senhora ficou furiosa e quis dizer palavras ofensivas, mas pensou e disse — os garotos de hoje em dia não tem educação, principalmente esse bastardo filho do Rerbot, ainda vou ensinar umas lições a esse garoto.

E o garoto continuava correndo em direção ao acampamento de treinamento sem se preocupar com quem estivesse em seu caminho.

Quando ele chegou seu primo o olhou com um olhar de desaprovação.

—Você está atrasado — Mordoc revirou os olhos enquanto olhava para Viscor de braços cruzados — Não me olhe assim.

—Eu olho sim, você está sempre atrasado.

— Eu não tenho culpa se não consigo ser pontual.

— Seu pai é um homem ocupado e tu sabes disso, então não deveria importunar ele com mais problemas.

—Eu sei Viscor… hummm… foi mal.

—Você pedindo desculpas, que coisa rara em. — ele então deu gargalhadas e zombava dele — Mordoc sentiu raiva, mas Viscor não ligava e ele lhe perguntou.

—Por que você não para com essa mania de querer atenção?

Mordoc ficou quieto por um tempo e disse — não quero atenção, quero ser reconhecido — Ouça minhas palavras Viscor — Ele se segurava para não rir — Um dia todos no Reino de Clamor saberão meu nome, Mordoc, o destemido.

—Esta mais para Mordoc, o Rabugento.

Viscor ria enquanto Mordoc ficava de cara amarada.

— Ria enquanto pode Viscor, tu ainda vai se arrepender dessas brincadeiras tuas.

— A única pessoa com quem Viscor brincava ou mostrava que era uma pessoa brincalhona era com Mordoc. Pois só tinha intimidade com seu primo, e para os outros tinha que ser forte e destemido, alguém sem fraqueza alguma.

Sentindo-se humilhado Mordoc pegou sua espada de madeira e apontou para o peito de Viscor e disse— eu vim para treinar, não para brincar.

Viscor parou de rir e se aprumou em uma postura mais ereta para o duelo— Se assim você desejar, eu o derrotarei sem dúvidas.

Mordoc deu risadinha baixa e disse—Hoje vai ser diferente tenho um movimento novo que eu aprendi e vou te derrotar usando ele. Disse com um sorriso estampado no rosto.

— Quantas vezes terá que perder para você entender que não está em meu nível.

Mordoc era um menino alto para alguém de apenas dezesseis anos, e treinava só com os mais velhos, pois achava que os outros de sua idade eram fracos e não tinham vocação para lutar e por isso lutava com quem era mais forte que ele, gostava de se superar.

De espada de madeira em punho, Mordoc foi o primeiro a atacar, forçando Viscor há abrir a guarda. Mas ele tinha uma ótima defesa e nunca caiu nos truques de Mordoc.

Depois de Mordoc atacar com excessiva força na perna direita de seu oponente, ele cometeu seu primeiro erro, após jogar todo seu peso para dar o golpe, Viscor viu uma oportunidade de dar um golpe rápido por trás de Mordoc e por consequência foi miseravelmente derrotado. Sentindo se frustrado ele disse.

—De novo.

— Tudo bem — Viscor perguntou e ele respondeu — sim estou bem. Viscor percebeu que Mordor estava chateado.

— Estou cansado de perder.

Viscor então respirou fundo e disse — Se você quer ser um vencedor você deve correr atrás daquilo que desejas e não ficar se lamentando só porque não conseguiu, quer algo então lute.

—Não quero seus sermões Viscor quero apenas ser bom de esgrima.

—E você será Mordoc, tem muito talento e aprende muito rápido, um aluno perfeito. Mas sua impaciência que faz você perder em um duelo. Eu nunca peguei leve com você, mesmo nos tendo cinco anos de diferença.

—O problema é que eu odeio perder e ainda sou melhor do que você. Jamais deixaria que você ganhasse de min em um duelo.

—Isso não ajudou muito Viscor. Era para incentivar?

— Era sim.

— Mas não fez muito efeito.

—Se continuar assim nunca terá uma esposa sabia.

—Eu não ligo.

— Pois deveria se preocupar. Pense bem teu pai veria a ti de uma forma diferente se você encontrar uma esposa que ele aprove.

Mordoc suspira, cansado da conversa.

—Tu não conheces como eu conheço. Ele só pensa em Arkedor e nada mais. Chega de falar e vamos lutar.

— Vamos.

No fim daquela manhã, Mordoc estava exausto e cansado de perder mais de dez disputas seguidas com nenhuma vitória, apesar de tudo Mordoc estava feliz naquele dia conseguiu dar seu primeiro golpe em Viscor, pegou de raspão, mas, foi o suficiente para mostrar o avanço de Mordoc.

Como era de costume Mordoc foi almoçar com seus tios, pais de Viscor. Seu tio Izarg perguntou aos dois como tinha sido o treino naquela manhã.

Mordoc encherá os pulmões de ar e todo empolgado disse — hoje eu acertei meu primeiro golpe em Viscor.

— Foi de raspão — retrucou Viscor— nem sequer senti que tinha sido um golpe realmente.

E Izarg rebateu olhando para seu filho como se tivesse o repreendendo.

—Pode ter sido de raspão, mas, um golpe é um golpe, Mordoc meu garoto pode até não ter ganhado a luta, mas hoje tu conseguiste penetrar nas defesas de meu filho, isso mostra que tens talento e que esta progredindo mesmo sendo ainda tão jovem.

Mordoc abriu um sorriso e respondeu—Sim tio — e ele continuou seu discurso motivacional — mas tens muito que melhorar para chegar aos pés de meu filho. Viscor aos cinco anos de idade já empunhava sua espada de madeira, e treinava comigo todos os dias e não é atoa que é o melhor, pois foi muito treino e muito suor.

Viscor olhava para o lado até um pouco cansado de tanta conversa. Mas se mantinha ali por respeito a seu pai.

—Já te contei que Viscor foi convocado para o exercito do Reino e recebeu uma carta de recomendação pelo lorde Rhufos — Sim — Retrucou Mordoc — Já falaste mil vezes para min — Viscor ria baixinho e por um momento ficou serio e disse— Não quero servir o rei, pai e tu sabes disso mais do que ninguém.

Pai e filho olhavam um para o outro, mas não proferiram uma só palavra, a mãe parou de limpar a louça e fazer um grunhido de desaprovação, não interromperia a conversa dos dois. Foi Mordoc quem quebrou o silencio perguntando.

— Tio pode participar de um duelo comigo amanhã?— ele respondeu sem pensar duas vezes — claro.

—Papai, não vai se machucar? Não quero te perder — a garotinha fazia cara de choro.

Izard riu baixinho — Não se preocupe Cléo. Papai vai dar uma lição no seu primo folgado — dando uma piscadinha para Viscor que segurou a risada.

Não aguentando as provocações de seu tio Mordoc levantou da cadeira e pediu licença dizendo que estava de saída. Sua tia lhe abençoou e ele saiu pela porta.

Mordoc caminhava pelas ruas de Arkedor, chutando pedras enquanto xingava a si mesmo, por fazerem tão pouco causo dele. Ele estava perdido em pensamentos e começou a reparar ao seu redor e viu ruas tão largas que se podia colocar mais uma casa entre elas.

Mordoc não frequentava mais a escola, já não se interessava mais pelos estudos. Por ser desleixado ele geralmente só ficava perambulando pelas ruas de Arkedor.

—Vamos ver o que eu vou fazer hoje — pensou Mordoc. Logo em seguida ele ouviu o barulho de duas pessoas conversando, parou na esquina e começou a escutar com mais atenção o que os senhores falavam.

—Não, meu filho tem que ser um Degan — o homem aparentava estar desesperado — Mas senhor ele fez o teste e ele não um Degan — disse o velho

— Mas a mãe de meu filho era então ele tinha que ser um também.

Senhor, nem sempre acontece de um Degan ter um filho e este ser Degan também — Mas meu filho é diferente, ele é especial— disse o homem totalmente angustiado.

—Mas eu não posso fazer nada meu senhor. Então o senhor com seu filho foram embora.

Mordoc nunca havia visto aquele homem ou mesmo o garoto antes, eram só forasteiros, já o velho ele já o tinha visto algumas vezes, mas não lembrava seu nome.

Mordoc sentindo se atraído chegou devagar, coisa que não era de seu feitio, e então perguntou ao velho sábio — qual teste é esse Velho? — O sábio indignado com tamanha insolência disse — como ousa fedelho, respeite os mais velhos que talvez eu te conte algo.

Percebendo seu erro Mordoc se desculpou e disse que não estava querendo o desrespeitar e que só estava interessado naquilo que os homens conversaram. O velho então disse.

— Meu nome é Losth e sou muito mais velho do que tu pensas — dando uma gargalhada — e ficar ouvindo a conversa dos outros é algo que não se deve fazer Mordoc — Como sabe meu nome?— perguntou surpreso.

— Seu pai é líder de Arkedor, é óbvio que eu sei quem é você, fedelho!

—Eu não sabia quem era tu, e que era um.... hummm.... Degan — o velho ficou então intrigado — quem disse que eu sou? — exclamou Losth.

—Ninguém, na verdade nem sei o que é um Degan.

— Sou perito no conhecimento dos Degans e na sua arte milenar e sempre estudei sobre eles.

—Mas que teste era esse que tu estavas a falar?

—É um teste que diz se você é especial ou se é uma pessoa normal.

—Eu gostaria de tentar— você tem certeza?— sim.

—já vou lhe avisar que não é qualquer um que tem esse dom, uma a cada dez mil pessoas são Degans.

—Eu quero tentar mesmo assim—esta bem se é o que você deseja.

Mordoc então seguiu até a porta, onde eles foram mais para o fundo de sua casa velha e cheia de livros e pergaminhos todos empilhados um sobre o outro. Era difícil de imaginar que um homem daqueles tivesse tamanha desorganização.

— Sente-se ali garoto— o menino foi andando ate encontrar uma poltrona um tanto quanto diferente, ele então se sentou. Logo em seguida Losth trouxe uma garrafa com uma poção azulada que Mordoc nunca tinha visto, e uma vela que havia sido acesa antes. Mordoc olhava com um olhar de curiosidade sem saber o que exatamente iria acontecer naquele recinto.

— Primeiramente beba isso— Mordoc aceitou com um leve movimento com um tanto de excitação ele bebeu um longo gole. Mordoc nunca beberá nada tão ruim na vida, e podia se ver em seu rosto que o gosto não lhe agradará muito.

— Agora espere uns minutos e poderemos começar — então ele se sentou de frente para Mordoc em uma poltrona igual também.

A sala ficou em silêncio por alguns minutos um olhando para o outro sem demonstrarem emoção. Mordoc impaciente como sempre, perguntou — vou ficar aqui até quando.

— Paciência é uma virtude meu caro Norath e parece que tu meu jovem não a tem.

Ele então virou o rosto para o lado de vergonha, por ter caído em um teste tão bobo. Por mais um longo minuto eles ficaram em silêncio até o velho dizer— pronto, já deve ter o efeito da poção em seu corpo.

— Finalmente. O que eu faço agora— Losth com toda a calma do mundo, colocou a vela em frente de Mordoc e disse — feche seus olhos meu jovem e se concentre em apenas uma única coisa, que é em acender essa vela, pense no fogo e então diga a palavra "Fogo" em voz alta, para facilitar a criação da chama.

— Só isso — disse Mordoc achando aquilo uma perda de tempo. Losth o olhava com muita atenção com seus olhos brilhando um azul intenso como um rio, o velho tinha barba tão grande que chegava ao seu peito e cabelos que chegavam às costas, todos os pelos eram brancos.

— Mordoc então fechou os olhos e se concentrou.

Nada acontecia e garoto passou a ficar desconfiado se aquilo pudesse ser realmente verdade e então sua mente se acalmou os pensamentos se extinguiram e uma paz interior pode ser sentida, então como um balde de agua fria na mente de Mordoc, ele sentiu seu corpo tão cheio de energia que ele achou que ele podia fazer qualquer coisa. Ele abriu seus olhos e esticou as mãos em volta dá vela apagada e disse— Fogo — e uma sensação estranha percorreu todo o corpo. E em seguida a vela acendeu com uma pequena chama. Mordoc deu um amplo sorriso— eu consegui Losth— Losth olhou de olhos arregalados.

— Nunca pensei que tu poderias ser um Degan, garoto.

— Muito menos eu — hahahahahahaha — ria Mordoc.

Mordoc estava um pouco confuso e por isso perguntou — toda vez que eu for usar esses poderes tenho que tomar uma poção dessas?

— Não garoto, somente na primeira vez é necessário. Agora que você conhece a sensação da energia passando e fluindo por você, será mais fácil usar quando quiser. Eu lhe ensinarei tudo o que você precisa saber sobre os seus poderes.

Mordoc estava empolgado com aquele novo mundo que acabou de conhecer. Então Losth foi até a estante maior e pegou um livro com uma capa grossa e dourada com adornados de bronze, e tinha uns símbolos que Mordoc nunca antes viu. Ele colocou sobre a mesa e o abriu. E poeira voava para cima conforme Losth folheava as paginas já amareladas pelo tempo.

— Mordoc você precisa saber que os Degans não são tão fortes como todas as raças dizem, eles até podem ser fortes, mas não são invencíveis.

—Como você não sabe o que são, irei te explicar.

— Os Degans existem a mais de mil anos e são exclusivamente apenas os humanos que podem nascer com esses poderes. Basicamente podem usar poderes elementais em altos níveis, enquanto que as outras raças podem usar raramente um poder ou outro.

— Você já deve ter ouvido falar dos Elfos Negros? Eles são abominações, seres dominados por espíritos malignos.

— Sim já ouvi sim, são sempre faladas nas historias de terror. Mas não sou criança não acredito nessas bobagens.

— Deveria acreditar eles não só existem como estão se preparando para a guerra que se aproxima.

— Guerra? — Mordoc ficou surpreso, não sabia de nada seu pai não contava para ele nada do que acontecia no mundo exterior.

Mordoc sentiu um arrepio pelo corpo. — mas os elfos negros são tão fortes assim?

— São mais fortes do que você imagina garoto, somente os dragões podem os derrotar — você já viu um?

— Você é um pouco curioso em garoto, mas tudo bem eu direi, sim já vi um e era um ser tão mal que não tive coragem de enfrentá-lo antes e não pretendo. — Mordoc ficou mais curioso ainda.

— Te explico isso em outra ocasião, mas o importante é que agora sabemos que você é do elemento fogo.

Por durante três horas Losth ensinou tudo o que sabia sobre historia dos Degans, usando o livro dourado para lhe ajudar nessa tarefa delicada e complexa que era esse novo mundo. Ate que Mordoc teve que se despedir, pois Losth lhe prometeu ensinar os mais no dia seguinte.

Mordoc saiu da casa de Losth todo ansioso para o dia seguinte. Em que poderia se chamar de um Degan de verdade, Mordoc já conseguia se imaginar viajando pelo mundo usando seus poderes até para voar, e ver às montanhas e o céu, tudo aquilo que sempre sonhava conhecer um dia.

Mordoc estava indo em direção de sua casa quando viu um homem o chamar para dentro da cabana.

—Vem até aqui Mordoc, tem algo que eu preciso te pedir — pode dizer Jorbath — seu pai disse que o ferro que pedi para ele chegaria para min essa semana, e ate agora não chegou, e está acabando e preciso para minha forja não se esfriar amanhã. Ficaria muito agradecido se você pudesse ir e lhe dizer o que eu acabei de dizer.

Mordoc assentiu e disse — claro senhor Jorbath eu avisarei para ele. — muito obrigado— disse o ferreiro que estava todo sujo de fuligem de carvão.

Indo para casa Mordoc sentia se irritado, pois odiava ser o "garoto de recados de seu pai”.

No caminho para sua casa Mordoc reparou em três jovens de sua idade que brincavam e jogavam terra uns nos outros. Fez ele lembrar se sua infância em que não tinha ninguém com quem brincar, pois ele era um garoto travesso e os pais das outras crianças não deixavam que nem mesmo conversassem com ele, e o pai de Mordoc não ligava, por não ter tempo para essas coisas. Então ele crescer desprezando qualquer um da pequena vila.

Virando os olhos Mordoc voltou sua atenção a sua casa.

E a abriu e disse.

— Com licença.

25 de Janeiro de 2020 às 02:40 0 Denunciar Insira 0
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