Lágrimas de Sangue Seguir história

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O terrível futuro de Trunks o perseguia, seus inimigos, seus medos, sua culpa... O que teria realmente acontecido em sua realidade que o fizera quebrar as barreiras do tempo para alertar os guerreiros e ajudar a lutar contra Broly? Trunks não permitirá que seu futuro se concretize para o seu eu no passado que ainda nem nasceu, jamais deixará que toda a dor se repita. Teriam os deuses planos para mudar o passado também? História paralela a Lágrimas de Prata


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A Morte de Goku

Os olhos azuis encaravam a tudo com tristeza, lembrava de como essa cidade no passado era divertida, sua avó costumava leva-la ali para comprar os melhores doces daquela região. Era sempre o mesmo senhor quem as atendia. Hoje tudo não passava de ruínas e nem o senhor e nem sua querida avó estavam mais ali.

- Videl?- chamou um menininho de cabelos lilases e olhos claros.- Estou com medo.

A moça encarou seu pequeno irmão, pegou-lhe a mão e sorriu.

- Eu nunca permitirei que se machuque.

- Precisamos ir.- anunciou uma terceira pessoa. Sua voz era séria e suas feições tensas.

Os dois irmãos encararam o rapaz, os olhos escuros pareciam cansados e, como os da moça, tristes.

- Quando chegarmos você vai me treinar, Gohan?- implorou o menininho entusiasmado, nem parecia que estava assustado a pouco.

O rapaz sorriu e bagunçou os cabelos claros e lisos.

- É claro, Trunks.

Anos antes:

Conseguira, finalmente derrotara Broly. Goku sentiu uma intensa dor no peito onde fora golpeado pelo Lendário Super Sayajin, uma poça de sangue formou-se em seu entorno no chão em que estava deitado sem forças.

Fora muito tempo de luta, tivera que fazer muitos sacrifícios durante anos em que a Terra fora atacada por esse animal. Muitas batalhas com terríveis derrotas e amargas vitórias. No final tivera que receber o ki de todos seus amigos guerreiros para vencer. Com todo esse poder reunido em um só, conseguira, finalmente, matar Broly de uma vez.

Mas a que preço? Chaos, Mestre Kame, Oolong, Yamcha, Dr. Briefs...todos mortos pelas mãos do Lendário.

O sangue borbulhou por sua boca, começou a sentir frio e sua visão estava escurecendo. Estava morrendo, logo encontraria seus amigos mortos, veria seu avô. Poderia conhecer sua mãe. Treinaria com Sr. Kaioh até ser revivido pelas esferas.

Mesmo assim não era justo, teria de deixar ChiChi sozinha durante um ano. Como ela ficaria sem ele e sem Gohan? Seu filho... Freeza fora torturado das maneiras mais cruéis possíveis e nunca revelou nada sobre ele. Goku jamais conseguiu lidar com o arrependimento de toda a violência empregada nos dias a fio que torturou o monstro, não era seu jeito de agir.

Alguém gritava seu nome, parecia tão longe... Por que estava tão frio? O sangue saiu de sua boca mais uma vez, quase sufocando-o, mas uma mão segurou sua cabeça para que não sufocasse. Era seu pai com olhos repletos de dor.

- Ah, Goku.- ouviu Kuririn lamentando.

- Precisamos leva-lo.- murmurou Bardock com a voz rouca.

Sentiu-se ser erguido, surpreendentemente não sentiu mais dor por isso. Em seguida sentiu que estavam voando. Encarou o azul do céu antes de sua visão escurecer.

Acordou mais tarde, ouvia vozes. Seu corpo ainda doía, mas ao que parece não sangrava mais.

- Goku!- ouviu ChiChi chamar chorando.- Por favor melhore.

Queria dizer que tudo ficaria bem, mas estaria mentindo. Além disso, não tinha forças para falar. Seu corpo estava completamente quebrado, seus órgãos começavam a falhar.

- Se Broly não tivesse matado Dendê!- ouviu Kuririn lamentar com a voz falhando.- Ele poderia curá-lo.

Broly matara todos os namekuseijins, apenas Piccolo sobreviveu junto de Kami Sama. Dessa forma, as esferas de Namekusei e seu dragão Porunga, foram destruídos.

- Goku.- suspirou ChiChi segurando sua mão com extremo cuidado.

Bardock ouviu Yajirobe recitar o recado de Mestre Karin, todas as sementes dos deuses foram usadas para lutar contra Broly. Iria demorar uns dias até nascerem mais. O sayajin tornou a entrar na casa tendo no rosto uma expressão séria e preocupada.

Todos os que sobreviveram estavam ali, todos tensos com o estado de Goku, tristes com a morte de amigos perdidos e esperançosos para daqui a um ano revivê-los. Tiveram que usar as esferas para que Shenlong não permitisse a completa destruição do planeta pelos poderes do Lendário Super Sayajin e, assim, não entrasse em colapso como Namekusei. Dessa forma o planeta foi poupado.

Depois de três anos e meio de lutas e batalhas com terríveis derrotas e perdas, a ameaça se fora deixando apenas a dor de conviver com a triste realidade que sobrara, o medo de perderem mais um amigo.

Bulma segurava um pequeno embrulho nos braços, seu filho de apenas alguns meses que dormia alheio a toda preocupação. Trunks. Qual não fora a surpresa ao descobrir que estava grávida em meio a toda guerra contra o Lendário. A morte de amigos e, principalmente, seu pai fora de certa forma superada pela chegada de seu pequeno milagre. Não havia, agora, mais o perigo de Broly matar Vegeta e Videl, assim podia ficar mais aliviada. Pena que para isso, Goku estivesse nesse estado.

- O que é isso?- manifestou-se Piccolo.

Ao longe, um ki muito forte fora sentido e se aproximava em alta velocidade. Vegeta, Bardock, Videl, Piccolo, Kuririn e Tenshinhan saíram da casa para esperarem quem quer que fosse essa nova ameaça.

- O que está havendo?- perguntou Bulma.

- Alguém vem para cá.- respondeu Kuririn.- Alguém desconhecido.

ChiChi saiu do quarto com olhos marejados ao notar que algo estava agitando a todos, Bulma foi para seu lado. Será que outro aliado de Freeza chegara à Terra?

Bardock e os outros avistaram uma pessoa cada vez mais próxima, a velocidade empregada era tamanha que apenas um super sayajin poderia alcança-la.

- Goku?- estranhou Piccolo.

Eram extremamente parecidos, os mesmos traços, a mesma velocidade e força, ki muito próximos.

- É um garoto!- exclamou Videl.

Sim, pensou Bardock, apenas um garoto. Muito parecido com seu filho. E igualmente poderoso.

O menino de uns dez anos pousou em frente aos guerreiros, ele olhou-os um a um, apesar de demorar-se um pouco mais em Bardock. Aquele devia ser o seu avô.

- Eu...- começou nervoso.- Goku e ChiChi estão?

Aquele era...era...seria ele?, perguntou-se Piccolo.

- Gohan?- chamou uma voz feminina por trás deles. Era ChiChi que olhava ao garoto com olhos marejados, ao seu lado uma Bulma e Rei Cutelo de olhos arregalados.

- Sou eu, mamãe.- sussurrou.

A mulher correu em direção ao filho empurrando Piccolo e Bardock que estavam chocados a sua frente. Ela quando chegou perto do garoto abraçou-o com todas as suas forças chorando ao mesmo tempo de alegria e tristeza.

- Você está tão grande!- chorou passando as mãos no rosto de seu filho.- Eu senti tanto a sua falta!

Gohan estava muito feliz, por seus olhos desciam lágrimas de saudade e alegria. Finalmente estava em casa!

- Mãe? Cadê meu pai?- perguntou olhando em volta.

- Gohan.- chamou Bardorck.- Venha comigo.

Goku sentia-se dolorido e sem forças, o frio aumentava cada vez mais. Acordara a pouco e notou que estava em seu quarto sozinho. Estava com tanto frio...escutou a porta ser aberta e passos aproximaram-se de onde estava deitado.

- Papai?

Com esforço abriu os olhos e depois de alguns segundos para se ascostumar com a claridade enxergou uma figura muito parecida consigo mesmo, mas com os traços de ChiChi. Era um garoto de uns dez anos com cabelos curtos e pretos e olhos igualmente escuros.

- Go-Gohan?- sussurrou.

- Estou aqui.- respondeu o garoto com os lábios tremendo anunciando que seu choro estava próximo.

- Você voltou, filho.- sorriu Goku.- Eu...

- Não.- pediu o menino sentando-se ao seu lado e segurando sua mão que estava fria.- Não faça esforço. O senhor precisa melhorar, pai.

- Estou feliz agora.- sussurrou Goku sorrindo e sentindo uma lágrima escapar de seu olho direito.- Eu...amo...você...

Quando Goku parou de falar seus olhos perderam o brilho ficando presos so rosto de seu tão amado filho. O garoto não conseguiu reagir em um primeiro momento. Tanto que queria chegar e reencontrar seus pais, tantos anos perdidos...chegou tarde demais.

Grossas lágrimas derramaram de seus olhos, seus lábios que tremiam tentando segurar o pranto deixaram escapar um sofrido e angustiado grito. Gritou tão alto que as paredes tremeram.

Bardock, ChiChi e Kuririn vieram correndo e ChiChi agarrou-se ao sogro chorando ao ver seu filho com o corpo sem vida de Goku em seu colo o abraçando enquanto soluçava.

21 de Janeiro de 2020 às 18:24 0 Denunciar Insira 1
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