burrunu Bruno Bellini

Thorfinn Karlsfni, ou assim que gosta de ser chamado, é um exorcista profissional de apenas 15 anos que está em busca dos 8 espíritos aprisionados para exorcizá-los e mandá-los de volta para o além e em busca da cabeça do rei do norte para vingar seu passado


Ação Impróprio para crianças menores de 13 anos.
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A taverna onde tomava seu vinho

O homem chegou a taverna, vestia uma longa capa preta com um capuz que tampava completamente seu rosto, botas marrons,e era possível ver uma espada em suas costas, embaixo da capa, era uma grande taverna de madeira, com uma grande lareira queimando ao seu lado esquerdo, um longo balcão de frente, atrás dele encontrava-se uma taberneira, era jovem, possuía cabelos loiros bem claros e pontudos que chegavam até seus ombros, seus olhos eram azuis, possuía sardas no rosto, usava uma fina corrente amarela com um pingente em forma de cristal pendurado e usava uma camisa branca fechada por pequenos botões de madeira e um curto laço vermelho pendurado em seu pescoço envolta de sua corrente.

o homem deu 3 passos e viu em sua direita muitas mesas de madeira cheias de comida e bebida e muitos homens com armadura e espadas dando altas gargalhadas, dentre eles, estava o dono da taverna, uma homem com cabelos levantados e uma barba pontuda, ambos eram loiros, usava uma vestimenta preta com uma fivela prendendo sua túnica verde a sua calça acinzentada, quando viu o homem chegando se levantou e deu um sinal a garota de trás do balcão e sentou-se de novo

o homem chegou ao balcão, sentou-se em um banco redondo de madeira, tirou de seu cinto um saco de couro com moedas e o colocou em cima do balcão

-um copo de vinho, o mais suave que tiver - disse o homem sem desviar os olhos das garrafas de trás do balcão

-Você não é muito novo para tomar vinho ? - respondeu a garota em um tom de voz suave olhando para o homem

- Se ele pediu você dá a ele! - respondeu o dono da taverna atravessando o balcão - já te falei isso, o cliente falou, você faz

-Eu só achei que--

-achou nada, cale a boca e leve mais cerveja para os cavalheiros ali

a garota olhou de novo para o homem que manteve seus olhos fixos na mesa e foi encher algumas canecas de madeira que estavam no outro lado do balcão

-Me desculpe a incompetência e a intromissão desta inútil, vinho do mais suave né ? - encheu um copo de madeira com um vinho escuro e com um forte cheiro de uvas - esse está mais pra suco do que pra vinho, está bom ?

-Está - respondeu o homem secamente em um tom de voz calmo

-se precisar de mais alguma coisa pode me chamar - respondeu o dono da taverna voltando para o banco em que se encontrava antes

o homem pegou o copo de vinho, levou até seu nariz e o cheirou profundamente com os olhos fechados quando ouviu um berro e algo caindo, abriu os olhos suavemente e se virou lentamente para observar o que acontecera, a garota estava segurando um pedaço de sua saia marrom com uma mão e com a outra segurava uma bandeja com 4 canecas de cerveja e duas no chão

-me solta! - gritou a garota para um homem grande, forte, com longos cabelos castanhos, cicatrizes no rosto e um elmo de ferro

O dono da taverna logo se levantou e a deu um tapa na cara

-Olha o jeito que você fala com o cavalheiro!

-Ele passou mão na minha--

-Não interessa, se ele quiser passar a mão onde ele quiser ele passa!

-Relaxa garota, só estava verificando uma coisa - disse o mesmo homem com o elmo encostando nas costas da garota e dando um gole de cerveja

-sai daqui! - respondeu jogando a bandeja de cerveja para longe e dando um giro para se distanciar do homem com o elmo

o dono da taverna pegou um chicote preto e fino debaixo do balcão, o esticava enquanto se aproximava dela

-senta ali - disse o taverneiro com o chicote esticado em sua mão

a garota se sentou de frente para o encosto da cadeira, então o dono da taverna começou a chicoteá-la

-Você é apenas uma escrava que eu comprei com meu dinheiro - disse o homem enquanto a chicoteava

a garota estava segurando firme no encosto da cadeira, aguentando a dor, de olhos fechados, quando as chicotadas pararam e um silêncio começou

-Para... -disse calmamente o homem que estava cheirando o vinho enquanto segurava a mão do homem

-Ela precisa apanhar para aprender a respeitar meus clientes

-Sua punição ja foi o suficiente...

- Não, não foi não, essa não é a primeira vez que ela faz isso

-Deixe ela apanhar mais um pouco, nem começou a gemer ainda - disse um dos homens que estava sentado em uma mesa no meio dos outros homens

-é, vai saber se ela é boa de cama mesmo! - todos os homens presentes no salão começaram a gargalhar

-solte-a.. - disse o homem apertando a mão do dono ainda mais forte

-escuta aqui, eu comprei essa vagabunda imprestável e paguei caro, eu sou o dono dela e ela faz o que eu mando

-eu não perguntei se ela é sua ou não, eu falei pra soltá-la- respondeu o homem com um tom de voz um pouco mais agressivo

o dono da taverna olhou para ele e um silêncio se prolongou pelo salão

- escuta aqui, - finalmente disse o dono do estabelecimento - essa garota serve para satisfazerem meus clientes, tanto como garçonete como qualquer outra coisa

o homem não disse nada

- afinal, por que está defendendo uma vagabunda dessas ? ela não passa mais de um puti-

antes de terminar a frase, o homem desferiu um soco em sua barriga que o fez voar para o outro lado do balcão, o mesmo movimento fez com que seu capuz caísse e revelasse seu rosto, era jovem, por volta de 15 anos, tinha cabelos castanhos pontudos que o alcançavam até seu pescoço, possuía uma pequena cicatriz ao lado esquerdo de sua boca, seus olhos eram castanhos escuros, possuía um tom de pele claro e tinha uma pequena mancha de vinho em seu queixo

-Ei moleque, pra que isso ? nós só queríamos brincar um pouco com ela - disse o mesmo homem com o elmo de ferro

-Se quiser brincar, entre em uma fogueira e acende-a, é a melhor brincadeira que vocês poderiam conhecer - respondeu o garoto com os olhos tampados pelos cabelos castanhos parado olhando para as marcas atrás do pescoço da garota

-Vamos fazer um jogo ? eu te dou duas alternativas e você escolhe uma delas - disse o homem do elmo com um sorriso no rosto - primeira alternativa, você deixa essa vagabunda aqui e cai fora com os ossos inteiros, ou a alternativa dois, você fica aqui com essa piranha com todos seus ossos quebrados, qual vai ser ?

- eu escolho a terceira

o homem soltou uma curta gargalhada

- coitado, além de idiota é burro, eu te dei duas alternativas, a um e a dois, qual você prefere ?

- eu estou dando a terceira agora, eu saio daqui com a garota, todo o dinheiro dessa taverna, e deixo todos vocês aqui com seus ossos quebrados

o homem soltou outra gargalhada e se levantou erguendo seu machado

-Vamos lá então, gostei da sua alternativa, vamos voltar pra segunda, mas né, eu vi esse murrão que você deu no botinha, vamos lá

todos os homens se levantaram e ergueram suas armas, espadas, machados, maças, etc, o homem jogou sua capa para trás revelando uma túnica marrom escura com mangas pretas e pequenas placas de ferro em seus braços, um broche em seu peito esquerdo com um formato de cristal com uma pequena ponta embaixo e quatro quadrados, dois eram vermelhos e dois azuis fazendo uma fileira horizontal xadrez, revelara também uma fivela atravessando seu peito com uma espada em suas costas e duas adagas em sua cintura.

Ele sacou as adagas, uma possuía um cabo preto com quadrados detalhados em alto relevo e uma lâmina que podia se espelhar, a outra possuía tanto o cabo quanto a lâmina pretos, porém, naquela lâmina havia runas verdes que brilhavam, ele virou para os homens, abriu as pernas e ergueu suas adagas em frente ao rosto


20 de Janeiro de 2020 às 04:08 1 Denunciar Insira 1
Leia o próximo capítulo Uma alma repleta de pecados

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Karimy Lubarino Karimy Lubarino
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April 02, 2020, 12:26
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