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nide Nideck Pitzer

Depois de tanto tempo inativa, a Máfia Romena volta à ascensão, acompanhada de gigantescos massacres avassaladores que aterrorizam toda a humanidade. Rebecca Sarian é ninguém menos do que a agente responsável por comandar a FBI na investigação deste horrendo caso que pode trazer profundos traumas para sua vida Atenção: a história contém temas sensíveis dos quais não devem ser reproduzidos e nem incentivados. Estes temas podem não ser indicados para todos os tipos de leitores, indicado somente para +18, então tenha o cuidado antes de prosseguir Dentre os temas estão: Depressão, uso/porte de armas, preconceito, uso de drogas licitas e ilícitas, transtornos mentais, violência e morte, agressão física e sexual, além de mutilação. Prossiga com cuidado.


Crime Para maiores de 21 anos apenas (adultos).

#violência #tortura #máfia #378 #crime #drama #fbi #investigação #lgbtq+ #lgbt #policial #morte
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Prólogo

Talvez o inverno tenha chegado mais cedo esse ano, ou talvez eu apenas tinha perdido a noção do tempo que se passou. A neve preenchia os vazios das ruas, enterrava os carros sob sua massa branca e matava os moradores de rua através de hipotermia, o que era lamentável.

A situação se passava em uma segunda-feira, às 18:34. Mal reconhecia a cidade que cresci depois de tanto tempo, mas com um certo esforço conseguia lembrar onde se localizava todos os locais que conhecia. Relacionando todas estas situações, principalmente o frio melancólico daquele final de tarde, o que mais desejava era estar em casa embrulhada nas minhas cobertas, porém minha entrevista de emprego não seria feita sem minha presença, por razões óbvias.

—Imagino que já tenha conhecimento sobre isso, mas estamos tratando de um serviço perigoso, senhorita. Estou inclusive impressionado que tenha se interessado na área... então me diga, o que te motiva?

Este foi o momento em que em minha inocente juventude conheci a pergunta que me aprisionou como uma longa serpente pronta para devorar a presa que sufocou.

— O que me motiva? — Hesitei, admito. — Talvez seja isto que estou procurando. Eu não tenho nada a perder, para ser sincera. Por isto acho que possa ser o emprego certo para mim. Preciso de algo pelo que possa dar minha vida, com todas as forças que guardo dentro de mim.

—Resposta interessante. Seu treinamento começa amanhã.

Com a confirmação que havia ganhado aquela vaga, a noite parecia estar um pouco menos fria, o que um pouco de Serotonina não faz com a pessoa, não é mesmo? Me pareceu um bom recomeço.

Dois dias atrás acordei do coma que carreguei por onze meses, fruto de uma trágica tentativa de suicídio que não teve o resultado esperado, apenas me desligou por um tempo. Não foi notícia para ninguém meu acordar, não houve lágrimas de felicidade de parentes ou flores deixadas para mim. Uma pessoa esperançosa esperando por mim? Também não, quer dizer, não além das enfermeiras responsáveis por cuidar de mim naquele estado. Mas esta ausência não foi uma surpresa para mim, foi na verdade o motivo pelo qual estava lá.

Na noite anterior à minha horrenda ação, recebi uma lamentável notícia que despedaçou meu coração em mais de mil estilhaços afiados. Talvez "infelizmente" fosse uma palavra apropriada para descrever o fato de eu ser uma órfã que nunca teve a oportunidade que conhecer seus pais. Todavia, isto me levou a conhecer a senhora mais gentil e carinhosa que já convivi em minha vida. Se tratava de uma idosa, já definida pelos seus cabelos brancos e coluna dolorida, chamada Naomi; nunca acreditei neste tipo de coisa, mas posso dizer que, caso existam anjos, ela certamente foi um deles. Desde que me conheço como pessoa, tive Naomi ao meu lado, uma vez que me adotara como sua neta, sua única companhia. Assim como eu, não tinha nenhuma outra família, então perdê-la foi como retirar um pedaço vital da minha vida.

— Como esta casa é solitária agora que estou sozinha.

Pensei, talvez um pouco alto ao fechar a porta da casa.

Enquanto me ocupei acendendo a lareira com algumas toras velhas de madeira, tive uma sensação nostálgica, uma saudade repentina do cheiro do forte do café que dançava por todo o ambiente. Grãos frescos, uma água fervida em forno a lenha e leite tão doce quanto sorrisos espontâneos, cada um destes itens fazia parte dos meus dias naquela maravilhosa cafeteria que tínhamos, onde trabalhava ao sair da escola, onde descobri minha paixão e obsessão pelo café.

— O mais prazeroso deste trabalho é saber que estamos dando energia para as pessoas continuarem seus dias.

Esta frase ainda ecoava em minha mente, sendo inclusive possível ouvir sua voz e a forma com que falava.

Naquele mesmo fogo, tive a audácia e talvez desrespeito de queimar meu antigo uniforme, desejava me livrar daquelas memórias junto daqueles tecidos. Foi nesta escola, uma escola Católica para garotas que tudo aconteceu. Com a notícia de seu falecimento, me despedi do mundo e tudo que vivi através do ato idiota de me jogar do topo da igreja da escola. Toda aquela linda e elegante arquitetura rococó, os detalhes feitos à ouro e as inúmeras estátuas de anjos e santas me pareceram tão tristes aquele dia. Elas se tornaram figuras renascentistas, pareciam procurar uma saída, mas eram mais imóveis do que as demais estátuas. Ao menos não lembro a sensação de chegar ao chão.

O próximo item a ser queimado foi minhas roupas de freira, dentre tantas meninas, eu fui a escolhida para me tornar uma delas, não por apresentar um bom comportamento ou algo do tipo, mas como uma forma de assassinar as divergências que tinha em relação à igreja. Digamos que naquela época não era comum, muito aceitável não acreditar em uma figura superior em forma de entidade, além de outros pequenos detalhes sobre mim que eram considerados proibidos.

—Como será sua vida agora? O mundo é cruel e solitário, não é mesmo? —Me encontrei iniciando outro monólogo, enquanto analisava como a vida era cruel. — É melhor tentar seguir em frente sem questionar... tudo que quero é que isto não tire minha noite de sono, preciso deste dinheiro para pagar minhas contas.

Todo recomeço precisa de um prólogo, este talvez seja o meu

18 de Janeiro de 2020 às 20:20 2 Denunciar Insira 2
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Karimy Lubarino Karimy Lubarino
Olá, autora. Parabéns, sua história foi marcada como verificada. Ainda existem algumas coisas que poderiam ser revisadas, como o uso de "isto", "isso", "este" e "esse", algumas palavras faltando acentuação adequada e a falta de ponto no final de frases, porém são em poucas passagens que essas situações ocorrem. Além disso, considerando o fato de ser uma história longa, sabemos que é quase impossível não deixar um erro escapar de nossos olhos aqui ou ali. Achei a narrativa da sua história bastante interessante. Na verdade gosto muito de ler histórias com essa pegada policial. A Rebecca é uma personagem bastante intrigante e forte, apesar de às vezes não notar isso. Bom, mas uma vez, parabéns pela história e sucesso. Beijos!

  • Nideck Pitzer Nideck Pitzer
    Agradeço muito pelos comentários e pela verificação! Fico feliz que tenha gostado da Rebecca! 4 weeks ago
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