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noveluas Tata C

Uma flor vermelha atrás da orelha e um sorriso pequeno capaz de parar uma guerra. [sachaeng; twice]


Fanfiction Bandas/Cantores Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#lgbt #wlw #chaeyoung #sana #sachaeng #twice
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Beijo na boca tem gosto de pitanga

O sol ardido das onze da manhã banhava toda a orla da prainha. Chaeyoung estava ali há menos de dois dias e já planejava uma maneira de fugir dali, muito sol, muita maresia, muito verão. Ela era uma garota da cidade e gostava mesmo é de dias bem gelados, assim podia enfiar a cara numa cabeça de chá quente e aproveitar da sensação estranha.

Seu pai a obrigada a ir até ali, com a desculpa de que a vida é muito curta e a família precisava passar um tempo relaxante. Bom eles descordavam na parte do relaxante. E ainda por cima, enquanto ela fritava na praia, ele, a mãe e as duas irmãs fugiram pra algum tipo de feirinha, que ela definitivamente não enfrentaria.

Procurava algum quiosque que não parecesse querer seu rim como pagamento, só queria uma água de coco estalando. Já estava quase na ponta quando viu um dos menores, com apenas alguns clientes; parecia amigável. Um reggae suave tocava quando ela se aproximou e um garoto parecia animado atrás do balcão.

Pagou um preço até justo e foi até uma das mesinhas, já que ele disse que a serviria lá. Por mais que reclamasse horrores quando estava no litoral, até que se sentia bem ao estar diante daquela imensidão azul, e com o som das ondas, agregados aos sons diversos que uma praia poderia ter.

"Aqui sua água", uma voz engraçadinha a despertou, chamando sua atenção. Chae levou o olhar até ela e encontrou uma garota de cabelos castanhos e longos, com uma flor vermelha atrás da orelha e um sorriso pequeno capaz de parar uma guerra.

Mal conseguiu agradecer, ficou um tanto abobalhada. A garota se distanciou rápido demais e ela pôde pensar em nada além de: caralho que menina linda, meu deus?

Chaeyoung não tinha muitos motivos para querer frequentar a ponta da praia, até aquele momento. Porque encontrar uma menina como aquela era sorte única, e ela podia até ser reclamona, mas de boba não tinha nada.

Os pais ainda demorariam e ela podia gastar mais um tempo ali, e quem sabe descobrir uma ou duas coisas sobre ela. A água de coco acabou logo e estava criada a oportunidade. Foi logo voltando até o balcão, torcendo para que ela estivesse ali. E estava, cantando o reggae com a voz docinha e arrumando alguma coisa; Chae atropelou algumas palavras, mas conseguiu pedir uma raspadinha de uva e o nome dela.

Sana. Que tinha conversa solta e aparentemente era amante declarada da vida caiçara. Seus olhos brilhantes e sorriso fácil amoleceram o coraçãozinho frio da menina da cidade, a fazendo repensar seu conceito sobre aquele verão.

Não demorou tanto quanto ela esperava para que os pais mandassem uma mensagem dizendo que já estavam de volta. Sem querer parecer afetada demais, tentou se despedir de uma forma relativamente normal, sem deixar transparecer que por dentro gritava: "quero te chamar pra ver a lua comigo!". No fim, nem precisava se preocupar tanto, porque ao contrário de si, Sana estava bem sossegada com o interesse que teve pela turista de cabelos curtos, já que antes que ela pudesse ir de fato, foi logo convidando: "teremos um luau hoje, se puder vir, eu vou gostar muito de te ver de novo".

E foi assim que Chaeyoung pirou o cabeção pelo restante do dia, sem dar pelotas para o que a família fazia. Só queria que a noite caísse logo para poder dar uma escapulida e ver mais uma vez o sorrisinho de Sana.

Não conseguiu evitar que as irmãs voltassem em si, e ainda aguentou as muitas perguntas que fizeram sobre como ela soubera sobre ele e quem exatamente havia convidado. Ela era boa em fugir das mais velhas, mas no fundo sabia que não conseguiria disfarçar quando chegasse lá.

Dito e feito.

Sana estava em um vestido branco, os cabelos soltos e mais uma vez, uma flor acompanhava sua beleza. Era de tirar o fôlego, e o de Chaeyoung já não estava mais ali. Obviamente que as irmãs perceberam na hora e ficaram bobinhas com a mais nova apaixonadinha daquele jeito. Estava para aparecer casalzinho mais fofo naquela prainha. Mesmo que não fossem um. Ainda.

Entre um reggae e outro, Sana entrelaçou seus dedos nos dela e a puxou para longe dali, onde a fonte de luz era exclusivamente a lua e o som apenas das ondas do mar. Poderia não gostar tanto do sol das onze, mas não reclamaria nem por um segundo daquela noite estrelada.

Caminharam sobre as pequenas ondas que quebravam na areia, brincando e rindo, conhecendo mais pedacinhos uma sobre a outra, e gostando muito de todos eles. Desejavam secretamente que a noite não acabasse nunca, e Sana juntava coragem para dar o passo mais esperado. O passo que Chaeyoung talvez não se permitia dar.

Os lábios finalmente se uniram quando a lua estava no ponto mais alto, e tudo desapareceu por alguns instantes. O beijo foi doce, delicado e com gosto de pitanga, o qual Chaeyoung seria incapaz de esquecer.

E não esqueceu, mesmo que desde aquele verão cinco anos tenham se passado.

Talvez ela fosse uma sereia, talvez um sonho bom. Chae parou de tentar adivinhar depois de três verões; mas seu coração, secretamente, ainda deseja que um dia ela apareça de novo naquela praia, da qual Son nunca mais reclamou.

16 de Janeiro de 2020 às 18:04 0 Denunciar Insira 1
Fim

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Tata C Tata, 25y

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