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plluxe thay .

Lorena Dufour vivia uma vida normal até ser mordida por um morcego inútil, a febre logo lhe atingiu assim como a pestilência anormal que a levou até a misteriosa Ylitti. Terra de todos os amaldiçoados pela fúria da natureza, regada a ódio e sangue, derramados sob os pés da princesa Del Toro que herdara o trono na pior hora possível. As casas encontravam-se em uma guerra iminente que poderia culminar no pior pesadelo de todos: O caos entre os místicos e os mundanos. As lendas são reais, e infelizmente não há qualquer necessidade de crer para ver.


Fantasia Para maiores de 18 apenas.

#mattdaddario #emeraudetoubia #madelainepetsh
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Yksi

Enquanto as mãos fortes do homem guiavam sua cintura de encontro a seu membro a ruiva que se encontrava deitada de costas na cama saboreava das mais fantásticas iguarias universais. Ali, diante de seu rosto, em sua completa disposição estava a intimidade da morena que era acalentada por carícias de sua língua quente que lhe percorriam as dobras da intimidade fazendo a mulher gemer em pura torpes ao mesmo tempo que a mais nova sentia todo seu interior se contrair diante das investidas daquele fálus que a preenchia de maneira transbordante. Encontravam-se em uma completa aura sexual impenetrável, o mundo ao redor daquele quarto poderia simplesmente desmoronar em segundos, eles nem ao menos notariam tal.

A princesa se remexeu ansiosa assim que o clímax a atingiu e enquanto sentia seu corpo pesar agarrou a cabeceira da cama com vontade, jogando sua cabeça para trás e sentindo os longos cabelos negros chicotearem em suas costas desnudas; Enquanto a ruiva respirava pesadamente contra aqueleslábiosque descansavam sobre os seus, havia atingido também, assim comoo moreno que derreteu-se dentro de si em um suspiro derrotado. Assistiu o homem elevar-se acima de seu corpo e se curvar para beijar os lábios carnudos da mulher com vontade, enquanto ela assistia a tudo do mais privilegiado camarote e aindadesfrutavado prazer de ter para si alguns poucos minutos para uma recuperação. Em seguida foram os seus a serem atingidos pelo beijo apaixonante que tinha poderes de elevar qualquer um aos céus, junto aos mãos da mais velha que percorriam cada mísero milímetro de sua pele sem a menor demora, afagando seus seios já sensíveis, suspirando em um belo conjunto.

Julgavam estar no paraíso, enquanto construíam o próprio inferno.



Xinguei baixinho assim que bati a porta atrás de mim, já com dor de cabeça por conta de Dona Elizabeth. Meu deus, como era possível pegar tanto repúdio das asneiras de minha chefe em menos de dois meses? Eu precisa me controlar caso quisessem permanecer neste estágio, mas em meu singelo ponto de vista a senhora de cabelos grisalhos e voz insuportável não estava disposta a me ajudar, até porque, não possuía motivo algum para isto.

Entendo que iniciar meu primeiro dia tropeçando na placa indicativa de piso molhado e derrubando uma xícara inteira de café fervendo no colo de minha chefe não era lá o melhor começo, mas tirando esse mico ao qual Angeline me julgaria por uma vida inteira eu era sim uma boa funcionária.

—Qual o seu problema? Isso são modos de sair da sala de reuniões? -E ali estava ela, a estagiária chata que se vendeu tão rápido quanto pude piscar meus olhos

—Eu preciso espairecer -Digo tocando minhas têmporas e imaginando o quão bom seria se estágios simplesmente não existissem em minha grade curricular acadêmica

—Você precisa

—Tomar uma dose de bom senso? -A corto

—Eu já sei Angeline, você mesma já me disse isso. Umas quatorze vezes, só hoje -Completo vendo sua expressão mudar de pior para muito pior

Ótimo, agora era oficial, ninguém nesse jornal gostava mais de mim

—Vá tomar um ar, e de preferência só volte amanhã -Suas palavras mereciam um revide assim como o empurrão que ela me dera para fora do jornal sem minha permissão

Mas apenas ignorei aquilo e resolvi tomar a dica para mim, resolvendo que esta seria uma boa hora para fotografar para meu projeto de editoral natural. Talvez uma das poucas coisas que ainda fizessem-me permanecer acreditando que conseguiria concluir esta graduação.

Sorri ao observar novamente a foto que brilhava no display de minha câmera, o contraste da pequena cachoeira junto aquelas árvores antigas formava uma perfeita cena de filme cliché, se ao seu fundo não estivesse ali uma misteriosa caverna que mais parecia ter saído diretamente de um roteiro medieval. Era em pedra escura, com grande parte coberta por um musgo verde que brilhava e tomava toda a atenção daquela fotografia. A próxima foto exibia a lua cheia em pleno céu límpido, com parte de uma das copas das grandes árvores sobrepondo-se de forma charmosa ao astro e trazendo um jogo de profundida a imagem. Tudo ficou preto.

Sentia dor e não conseguia saber exatamente aonde, todo meu corpo formigava e a única coisa que pude fazer antes de cair ao chão foi apoiar a câmera em uma das pedras, salvando-a.

Sentia meu coração bater tão forte que era capaz de ouvi-lo, em meu braço direito estava uma marca de mordida que sangrava, e eu sentia uma eletricidade fora do normal me correr pelas veias.

Olhei para os lados alarmada, estirada ao chão da floresta e sem conseguir me levantar, foi quando o vi. O pequeno mamífero morto ao lado de minha cabeça, com os dentes sujos de sangue. Meu sangue.



A dor era descomunal, não fazia ideia de quanto tempo me encontrava ali, lutando para conseguir me levantar. Tremia cada vez mais e mais e minhas unhas pareciam estar mais alongadas do que me lembrava.

Um grito escapou de minha garganta quando meus dentes pareciam estar sendo arrancados de mim, e quando com muito esforço consegui levantar meu tronco, tossi sentindo sangue em minha boca. E então, todos os meus 32 dentes estava ali, ao chão.

Quando em uma força súbita me levantei foi como se estivesse apagado de vez.

Acordei com o sol queimando-me a pele, ao me levantar constatei que parecia estar melhor, o morcego permanecia ainda ao meu lado e a câmera onde a deixei.

Ao chegar em casa me enfiei no chuveiro na tentativa de retirar de mim aquele cheiro de sangue que não fazia sentido. Parecia forte demais para uma mordida daquelas, que aliás, me preocupava ao máximo.

O grito ecoou de minha garganta assim que me encarei no espelho, me recordava dos dentes, mas acreditava que tudo não havia se passado de uma alucinação pela provável doença presente naquele animal. Mas não, ali estavam eles, pontiagudos e brilhando como diamantes, minha nova arcada dentária.

Ponderei mais oito ou nove vezes antes de me levantar da cama e pegar meu celular, precisava ir urgentemente a um hospital mas depois de tanto pensar conclui meu triste fim em um manicômio qualquer e não gostava nada disso.

As luzes ficaram para trás, assim como a placa desejando uma boa viagem em uma próspera volta a Calgary. Dirigia de forma frenética, sem se quer olhar para os retrovisores com a atenção ao qual deveria fazer. Precisava sair dali o mais rápido possível, antes que descobrissem essa peste, precisava me curar rápido para que ninguém notasse minha ausência por muito tempo ou então minha vida como jornalista estava acabada antes mesmo de começar.

—Se acalme Lorena -Digo a mim mesma na ideia de que isto surtisse algum efeito na minha adrenalina exacerbada, mas adivinhe só, não surtiu

Empurrei a mão contra o volante com força, ouvindo o som da buzina preencher de forma aguda o ambiente, precisava ser rápida. Estava lutando contra o tempo, e não poderia perde-lo em um engarrafamento.

Me arrependi amargamente assim que o GPS parou de funcionar, a ideia de seguir por entre a floresta fora péssima. Mas a ideia de que se algo pior me acontecesse ninguém ficaria sabendo ao menos me confortava. Acelerei um tanto mais, decidindo ainda qual seria minha completa mentira ao dar entrada no hospital de outro estado. Era certo, levaria horas, mas fôra a solução mais sólida que pude encontrar em meio aquela dor de cabeça infernal e aquelas batidas de meu coração que ecoavam por todo meu corpo. E então, apaguei.

Sentia-me tonta, minhas mãos estavam sujas de sangue um sangue que não era meu porque seu cheiro ela diferente, e não fazia a menor ideia de como raios sabia disto. Sentia-me em um estado de relaxamento, como se houvesse acabado de fazer algo muito prazeroso, o sol brilhava acima de minha cabeça e me incomodava mais que o normal mas menos que horas antes. Não compreendia absolutamente nada e isso me assustava mais e mais a cada segundo, o mundo parecia agora girar mais lento e meu raciocínio parecia afetado, mas de certa forma um tanto mais aprimorado do que antes de toda esta loucura.

Foi quando uma nova dor me atingiu, gritei em plenos pulmões e me recordei da mordida e como isto era 10 mil vezes pior, parecia estar sendo queimada, no ponto exato ao qual aquele mamífero havia colocado seus dentes sujos em mim. Girei meu corpo tentando observar o que acontecia em meu braço mas era simplesmente impossível entender toda aquela vermelhidão, era como se estivesse em carne viva. E eu me perguntava se não estaria mesmo, se todo meu corpo acabaria por ficar assim, enquanto o ar escapava de meus pulmões e os sons ao meu redor pareciam se silenciar. Foi quando tudo passou.

Infelizmente, não tudo.

Apenas a horrível dor. E quando tentei novamente olhar para a ferida em meu braço ela não se encontrava mais ali, agora uma marca de um triângulo que lembrava uma pedra preciosa estava gravada em minha pele, como se houvesse sido marcada pelo fogo. Tentei entender tudo aquilo da forma mais cabível mas era impossível, quanto mais ao fato de que aquela marca me lembrava muito lanças de guerra antiga que havia visto uma vez no museu de Calgary quando criança. Me lembrava que ao me aproximar para toca-las notei uma inscrição em outra língua, que segundo minha mãe provavelmente seria a falada pelos guerreiros nômades ao qual a arma pertencia. Graças a ajuda deles, hoje éramos um país independente.

Ylitti

6 de Janeiro de 2020 às 22:47 0 Denunciar Insira 0
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