O Pequeno Limbo Seguir história

nmozart Nicholas Mozart

O limbo sofreu um grande desastre, e mais uma criança entrou nele, será ela a salvação?


Horror Horror teen Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#monstros #mistério #horror #girl #terror #limbo
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O Pequeno Limbo


Tava tão escuro lá, a pequena Momou não gostava. Estava muito frio também, ela estava sozinha, não sabia o porquê pequena Momou estava lá.

Havia muitas árvores, bem altas. Eram tantas que não dava para ver o fim de lá.

Mas do nada, apareceu um pequeno monstro. Surgiu de uma luz muito forte, mas que não cegava Momou.

– Olá – disse o pequeno monstrinho – o que faz aqui e qual o seu nome?

– Momou – estava encolhida no chão – e não sei por que estou aqui, nem o que é aqui. O que é aqui?

O pequeno monstro ficou flutuando em volta dela tentando descobrir o que era ela.

– Hmmm, aqui não é exatamente um lugar, é mais uma coisa. Uma coisa que aparecem pessoas, mais precisamente crianças. Você é uma criança ne? Por que se não for, algo está muito errado.

– Sou uma criança sim, tenho... Que eu me lembre tenho 11 anos.

– Parece confusa Momou – estava na sua cabeça, deitado de costas – isso acontece quando elas vêm para cá.

Momou ficou tentando descobrir o que era aquele lugar, e aquele monstrinho. Onde já se viu um monstro existir e ainda falar. Momou perguntou seu nome.

- Hmmm, meu nome? Acho que não tenho, nunca me deram, não é algo que preciso, eu acho. Eu preciso?

- Ah, acho que sim, se eu não tivesse um, talvez não seria eu. Mas eu ainda queria saber... Onde eu estou?

- Aahh Momou, acho que não vai querer saber. Deixe isso pra depois ta bom?

- Ok Mote. Posso te chamar de Mote ne?

- Claro, pode me chamar de qualquer coisa, até de pudim se quiser hahaha. Mas então, essa floresta aqui não é boa para ficar, vamos até a minha casa, é quentinha e um pouco mais clara que aqui.

- Ta bom, e onde é? – começou a levantar, e limpou a roupa com terra – é muito longe?

- Não se preocupe, é bem perto, só 201 km daqui.

- O QUE?

- Acalme-se Momou, a gente não vai andando. Vamos, segure na minha cauda.

Ela segurou a cauda azul do pequeno Mote e como um pequeno buraco negro (que era cheio de luz) Momou foi puxada e em segundos estava na casa.

A iluminação era muito fraca, era feita de alguns vaga-lumes em potinhos. Era bem agradável para Momou.

- Co... como? Como fez isso?

- É um dos meus poderes, que me deram. Pena que não sei quem deu. Mas fico muito agradecido por ganhar.

- Isso é muito bom – falou Momou andando pela casa de Mote, e olhando tudo em volta.

- Sim, sim. Mas então, BEM VINDA A MINHA CASA – ergueu os dois braços – como eu disse não é muito clara.

- Tudo bem, eu gosto assim.

- Isso é ótimo

Mote ficou batendo palmas e girando. Momou achou engraçado e começou a rir.

- Mote, me conta sua historia, como veio parar aqui?

- Aahh Momou, é uma longa historia, talvez não seja muito feliz, mas vou contar. Eu morava no castelo da rainha daqui, o nome dela era Minerva. Todos gostavam dela, inclusive as crianças que ficavam morando lá. Eu era o companheiro dela, ajudava em tudo. A cuidar das crianças, contar estórias pra elas. Mas do dia pra noite ela mudou, ninguém sabe o porquê, mas ela mudou. Começou a tratar mal todo mundo e claro... De mim também, e nisso tudo, ela me jogou pra 300 km do castelo. Acabei vendo toda a cidade sendo destruída por ela. Foi horrível. As crianças foram totalmente exterminadas... viraram pó. Toda essa escuridão que você viu, são as cinzas das crianças, que ficaram grudadas em tudo. Tudo ficou preto. Isso foi há alguns anos atrás. Hoje, as crianças ficam presas no castelo.

- Nossa Mote, que horrível.

- Pois é, nenhuma criança é livre aqui...

- Isso é muito ruim.

- Sim... Nenhuma criança brinca, nem lê... Espera aí, você é uma criança né.

- Sim

- E você não está presa.

- Bom, acho que não – Momou começou a ficar assustada – o que tem haver?

- Você, você pode salvar elas.

- Am, eu?

- Sim, aah como não tinha pensado nisso antes. Isso é incrível.

- Mote, do que está falando?

- Estou indo arrumar as coisas pra gente ir ao castelo – saiu voando cheio de felicidade até o seu quarto.

- E... Ei espere aí...

Mote estava tão agitado. Pegando algumas coisas. Um bracelete azul parecia ser uma mini besta pra mão, três potes de água, cordas, e um maçarico.

Momou não fazia ideia do que ele iria fazer com aquilo tudo, nem sabia a idéia dele.

Depois de 2 minutos ele arrumou tudo. Era uma bolsa enorme. Mas de alguma forma, com algum poder dele, virou uma pequena carteira de bolso.

- Está tudo pronto. – estava olhando pra Momou e esfregando as patas.

- Mote, espere – falou Momou segurando ele – você poderia me explicar direito isso? Pra que essas coisas, e por que vou salvar?

- Eu vou te levar para o castelo, onde estão as crianças. Você vai salva-las Momou.

- Ta, mas por que eu?

- Por que você está aqui do lado de fora do castelo e acho que você não tem muito que fazer. Vai ficar aqui parada fazendo nada. Bem provável que algum guarda sinta seu cheiro e te leve pra La.

- SENTIR O MEU CHEIRO? – Momou ficou cheirando em baixo do seu braço. Fez uma cara estranha – como conseguiriam? Não estou fedendo tanto assim.

- Os guardas são como lobos, andam de duas patas, ficam ofegando, se escondem pela escuridão. E às vezes uivam quando acham alguma criança fugitiva.

- Wow. Isso parece muito histórias da Disney.

- Am... O que? – ficou pensando e virando a cabeça.

- Ah, desculpe você não conhece, deixe baixo então. Mas são estórias bem legais, um dia te conto.

- Hahaha ok Momou. Agora temos que ir.

- Ok, mas me conte o que vamos fazer.

- No caminho eu falo, agora vamos.

Momou segurou na cauda de Mote novamente e eles sumiram.

Apareceram um pouco longe do castelo, atrás de uma enorme pedra com mato em volta.

- Wow, olha só esse castelo – falou Momou.

O castelo era todo preto, com um pouco de roxo nas pontas. Tinha um redemoinho de nuvens no topo, saia raios de dentro.

Mote falou que o não era daquele jeito. Que antigamente o castelo tinha certa “paz visual”.

- Momou escute aqui, vou te contar o que você vai fazer.

- O QUE? Como assim EU? Você não vai me ajudar nisso não é?

- Ah, eu não, se eu entrar é bem capaz de eu ser morto.

- E você quer me por num lugar desses? Eu sou uma criança Mote, sou mais frágil que você.

- Ah Momou, não vai acontecer nada contigo, fica tranquila – falou Mote sorrindo – é só você fazer tudo certinho que tu não desaparece.

- Am, desaparece? Você quis dizer mor...

- Isso, isso, é a mesma coisa. Agora você vai fazer o seguinte. Está vendo aquele arbusto que fica do lado do portão?

- Sim, estou vendo, o que tem ele?

- Ok, tem uma passagem há 11 passos pra trás dele. Você vai ver uma leve deformaçao no chão, quando ver, pise 3 vezes em cima, e abrirá uma porta para a passagem.

- Entendi... Eu acho

- Momou, não é "eu acho" você tem que entender, a vida das crianças estao nas suas mãos.

- Mote, eu só tenho 10 anos... É muita responsabilidade nao acha?

- Você quer fazer algo ou ficar como as outras crianças?

- ... Ok, eu entendi.

- Isso Momou, confiança. Agora, o que tem que fazer?

- Tá bom, eh... Deixe eu me lembrar... Ir no arbusto... 11 passos pra trás... Pisar 4 vezes no chão e ir para passagem? Isso?

- 3 vezes no chão Momou, não 4.

- Isso 3, tá bom, entendi. Mas e depois?

- É só isso.

- Ah, é serio? E lá dentro, e na passagem, por onde eu vou?

- Eu não sei, só sei que tem a passagem, mas o que tem lá não faço ideia.

- Mas...

- Momou, se acalme.

- Eu to com medo...

- Olha, eu tenho isso aqui - começou a mexer na mochila - onde que ta essa pedra... Aaah achei, veja, esse é o colar de Ondires. Ele serve como um meio de comunicação. O meu sangue foi posto nele, então qualquer coisa que você falar, eu vou escutar. E claro, você também vai escutar. Use isso se tiver alguma duvida ou se estiver com medo.

- Tá bom, onde conseguiu isso?

- A rainha tinha me dado à um tempo atrás.

- Entendi. Eh.. Eu tenho que ir agora então?

- Isso.

- Estou indo então.

- Ok, volte viva hahahaha.

- Mote, não me desespere.

- Desculpe Momou hahaha.

Momou saiu correndo até o arbusto, ela ficava olhando o castelo enquanto isso. Acabou olhando para uma das janelas, perto do topo, e alguém estava la, como se tivesse a vigiando. A respiração dela começou a ficar bastante irregular, mas ela chegou no arbusto.

- Meu Deus, o que era aquilo? - Falava sozinha enquanto tentava recuperar o fôlego - eu deveria me preocupar?

Com a respiração normalizada depois de um tempo, ela começou a dar os paços.

- 1... 2.... 3.... 4.... 5... - estava andando como se tivesse em uma corda bamba - 9..10... 11, acabou.

Ela olhou para o chão procurando a deformação.

- Olha só, tem mesmo - falou ela dando um risadinha - tá, agora pisar 3 vezes aqui, espero que funcione.

Momou pisou as 3 vezes e a passagem se abriu, bem lentamente fazendo barulho de rangido. Havia uma escada la, e parecia muito fundo. Mas mesmo assim ela desceu.

Depois de um tempo ela chegou no final, acabou se surpreendendo com oq tinha la. Momou achava que teria um buraco, tipo um túnel, feito todo de terra, como pareciam em historias que ela lia. Porem no foi nada disso que ela viu.

Havia algumas crianças escondidas, muito provavelmente com a mesma idade que Momou. O lugar parecia um tipo de consultório médico, todo branco, muito bem limpo, mas com beliches. Tinha também uma geladeira, uma TV pequena, daquelas bem antigas, um banheiro e uma cozinha.

Momou ficou um tempo paralisada, e claro, as crianças também.

- Ei, ei, ei, quem é você e o que faz aqui? – Falou uma das crianças

- Aaaa...

- É, quem é você? – Falou o resto das crianças.

- Ah, desculpe, não imaginei que teri...

- Não enrole garota. Fale quem é.

- Eu sou Momou.

- Como achou a gente, veio a mando da rainha é? Vamos fale, ou vamos te prender na cadeira, com CORDAS.

- Não, não, não façam isso, eu vim aqui por que o Mote pediu.

- Ah, corta essa, não conhecemos nenhum Mote.

- Bom... ele é um monstrinho, fica voando, e fala. Como eu disse, ele pediu para vir até aqui.

- Você está falando do...

As crianças ficaram se olhando, quietas, mas por algum motivo começaram a chorar.

- Ei, ei, por que estão chorando? – falou Momou tentando acalma-los – Eu não queria...

- Eles não veem o Froud há alguns anos atrás – falou uma garota que apareceu atrás de Momou. Era meio assustadora. A sua pele era quase branca, seus olhos fundos e cansados mostravam que não dormia fazia muito tempo.

- Ah, vocês conhecem por outro nome... eu sinto muito, mas por que não está chorando?

- Ai ai, sabe, eu não sou igual a eles, pelo menos não mais. Eu já estou aqui uns 20 anos. Acho que já esperei demais, acabei que não sinto mais algumas coisas.

- Espere, 20 ANOS? Mas, mas, quantos anos você tem, não é uma criança?

As crianças pararam de chorar e ficaram prestando atenção na conversa das duas.

- Eu? Eu tenho 8, ah, e já que não perguntou, meu nome é Rosana.

- Mas como? Aqui é tipo a terra do nunca do Peter Pan?

- Peter Pan? Quem é esse?

- É de uma história.

- Ah, entendi, bom de qualquer forma não é isso, o Froud não te falou?

- Não sei, o que ele deveria falar?

- Ai meu Deus, garota, você morreu, você caiu no limbo.

Momou ficou paralisada com que Rosana falou, ela ficou um tempo parada, sem falar nada.

- Não, não pode ser, eu não morri. O Mote me disse que aqui era uma coisa, lugar, não sei, que apareciam pessoas, mais precisamente crianças... Não, eu não morri.

- É, ele tá certo, crianças aparecem aqui, só que depois que morreram, olha, todos aqui morreram, eles se conformaram com isso.

- Não... Não... – Momou caiu no chão e ficou chorando.

Um pouco tempo depois dela cair, desmaiou.

5 de Janeiro de 2020 às 04:06 0 Denunciar Insira 0
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