Horror de Anna Seguir história

atila-titi-senna Atila Senna

Anne amava seu irmão, mais a adoção é o sonho de toda criança órfão. Já outras pessoas quando descobre uma morte precoce faz essas trocarem coisas que nem mesmo deveria. Mais Deus permite que o diabo aja para puni-las ou faz com que cada um tenha o Inferno que mereça, seja a maldita repetição ou o angustiante temor infinito num mundo invertido. Ela até mesmo sabe que não é normal, mas sente a necessidade de estar ali e sofrer como sofre, pois, é tudo muito instigante o horror.


Horror Horror gótico Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#bruxa #Diado #menino #menina #bizarro #medo #igreja #inferno #amor #horror
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Corpo de troca

Corpo de troca


“O desejo de toda criança órfão é ser adotada para o bem”


Era tarde quando todos viram uma mulher vestindo roupas sérias subir as escadarias de pedra que fazia com que suas botas negras ecoassem a cada passo forte. Jovem ainda vestia um casaco de lã marrom e cachecol ao pescoço, acumulava seus cabelos negros num coque bem feito e tinha aparência suave. Todos estranhavam porque mal fazia frio ainda para vestir-se de tal jeito. Algumas crianças ignoravam-na e brincavam no pátio do lote correndo atrás de uma bola feita de trapos, sujas, gritavam ao fim da tarde depois da tempestade sujando seus pés. Theo não sabia bem porque era excluído, pois, sempre estava disposto e sua timidez mal o atrapalhava em casos como estes, embora existissem garotinhos piores que ele, sempre era ignorado.


E ignorado assistia toda a cena ao lado de sua irmã, que naquele instante penteava suavemente e delicado os cabelos ruivos da boneca de pano seco com aparecia horrível. As meninas mais velhas os chamavam de irmãos pervertido ou casal incesto, porque sempre andavam solitários e isolados pelo orfanato Belas Almas. Theo jamais soube o porquê ou o significado de tais palavras, mas suspeitava que gozavam dele por que uma vez ouviu à senhora Edilamar serrar os dentes ao dizer destas palavras quando exaltadas com ambos, mas parecia estranho, por que a senhora Edilamar costuma chamar todos pelo nome completo sem esquecer-se de um se quer, mesmo que o novato estivesse aqui um único dia.


The observava as crianças ainda a correr a trás da bola quando de repente através do velho alto-falante a voz da senhora Edilamar ordenou. Todos pararam de correr esquecendo-se da bola em farrapos que rolava de forma inadequada até parar. Anna estagnara os movimentos do pentear e Theo fizera uma cara enrugada ao direcionar seu olhar ao alto-falante instalado no alto da parede.


— Uma boa tarde a todos — disse a Sra. Edilamar, como eles imaginavam que seria. — Há uma semana uma jovem mulher esteve aqui à procura de uma criança para adoção e hoje, enfim, fizera sua escolha.


Por alguns segundos todas as crianças se entre olharam a imaginar que seriam e, segundos depois deixavam escapar ao canto da boca pequeninos risos e sorrisos de esperança. Mais Theo Almeida sentiu em seu estomago o embrulho e uma tremedeira em seus nervos e nada gostou quando viu nos olhos de sua irmã aquele brilho. Aquilo significava que Anna estava empolgada e, ficar empolgado quando se vai ser adotado apenas uma criança aos irmãos não parecia ser boa ideia, não para Theo.


— Por tanto — continuava a Sra. Edilamar — limpem-se porcos! E assim que escutar o soar de vosso nome, faça a gentileza de comparecer minha sala onde finalizaremos o processo.


Theo nada gostava desses momentos tensos antes da revelação, via muitas crianças com faces animadas a esfregar suas mãos com a alegria de imaginas que poderia ser a sorte deles dessa vez. Mas se fosse ele. Se fosse Anna, sua queria irmã. Correria com ela agarrando-a pelos braços e tentaria convence-la de que esconder-se seria o melhor? Mas era o que ela tanto queria, será que não pensava nele, tão mais novo, tão mais frágil. Então levou sua mão ao ombro da irmã com ternura a com saudades desse momento em que via esculpida pela luz do sol.


— Que a pirralho?

— Não sou nada disso! — ele resmungou franzindo a testa ao olhar para cima em direção à irmã. — Não quero se nós separemos.

— Mas eu quero ser adotada!

— Não, você não quer! — retrucou Theo sentindo algo ruim — Não se formos separado!

— Tudo bem. Venha vamos brincar em outro lugar. — disse Anna tentando intender o irmão o puxando para outro lugar.


Tempo depois Theo andava pelo corredor e pode ouvir Sra. Edilamar conversas com Anna algo que não podia decifrar a principio e, enquanto a mulher adentrara a porta do quanto de sua irmã a espere da velha. Sra. Edilamar tinha a aparência de uns cinquenta anos de vida bem vivida, sempre usando vestidos longos e bem reservado a moda antiga. Os cabelos eram grisalhos penteados para trás o que deixava seu rosto em destaque semelhante a uma caveira.


Theo as observava de uma distancia segura, não podia ser visto dali e, tão pouco podia escuta-las. Numa segunda espiada mais ousada viu a Sra. Edilamar passar delicadamente a mão nos cabelos castanhos de Anna que sorriu deliciosamente de um jeito de Theo detestou. Em a velha despediu-se e voltou a caminhar na direção do garotinho. Theo espremeu-se entre a parede e uma velha estante de livros para a Sra. Edilamar não vê-lo. Tudo deu certo. Edilamar caminhava em direção a sua sala, onde na porta estava grafado DIRETORIA em uma plaqueta de metal dourada presa a porta. Theo sabia que o processo que adoção ocorreria lá dentro e se aquela mulher que estava no quarto de Anne adentrasse aquele lugar o pior aconteceria. Quando de porta trancada, Theo correu furioso em direção à irmã e dera nela um susto daquele quando tocou seu cotovelo para puxa-la em sua direção.


Afastaram-se do quarto.


— Que a velha queria, Anna?

— Nada. Só esta elogiando o quanto cresci. — disse Anna mentindo, mas era uma coisa que Anna Almeida não sabia fazer. E Theo tinha certeza disso.

— Não diga mentiras pirralha! Desembucha ou vou descabelar Bety!

— Não! Não mexa na minha boneca! — gritou Anna a se defender recuando para trás.

— Conte par mim, Anna.


A menina excitou e olhou para o lado com os olhos grande presenciando que mais ninguém estava por perto e, tão pouco a mulher que viera os escutava.


— Bem, a Sra. Edilamar me disse que a mulher que veio aqui possui muito muito dinheiro e pode escolher uma menina. Theo, pode ser eu! Há quase certeza!


Por um momento o coração de Theo parrou e quando voltou a bater machuco-o, seu corpo estremeceu que o fez empalidecer atacando-lhe uma leve dor de cabeça e falência nos órgão. Parecia que iria vomitar. Theo se resignou e perdeu seus olhos para o lado pedindo à irmã que fosse para seu quarto pentear a Bety antes de saírem finalmente. E antes que Anna partisse revelou ao irmão menor algo que o estremeceu.


— Posso ser adotada finalmente, mano! Adotadaaaaaa! — disse elevando a boneca ao alto.

Theo ficara tão abalado quanto comovido pela irmã alegre. Ela não o dera nem um abraço se quer e partiu para seu quarto.


Quanto algum tempo depois a Sra. Edilamar escutou três toques suaves em sua porta e, quando permitiu que entrasse ficou surpresa ao observar Theo estagnado em sua frente a encara-la com uma face furiosa e destemida. Parecia muito irritado e Marila Edilamar sabia bem o motivo. Não era burro, mas Sra. Edilamar tão pouco era também, como o planejado Theo havia escutado sua conversa com Anna e viera ate aqui impedir. Mesmo que ordenado a se sentar Theo decidiu-se como o adulto responsável que se sentia por ficar de pé, suava algumas gotas e sentia muito calor pelo momento.


— O que você deseja, rapazinho? — disse ironicamente com um sorriso maléfico por que sabia o motivo.

— Deixe minha irmã em paz!

— Mas ela esta, meu querido. — disse deixando em cima de sua mesa um pequeno e branco pano úmido e levantando-se magrela foi em direção ao rapazinho. — E logo poderá ser adotada com aposto que você já sabe.


Sem controle de seus próprios atos Theo Almeida desferira um pata a face da Sra. Edilamar e continuou em silencio a olha-la com olhos de choro. A velha que virara a face lambeu os lábios e voltou seu olhar a pobre criança.


— Não há motivos para balburdia, todos vocês estão aqui para adoção... O mais jovem são mais procurados Theo, como bem sabe. São os inocentes que tem toda juventude para aprende a amar fácil, você sabe quanto vale uma alma de uma criança que aprende a amar fácil Theo? Você não faz ideia de como existe compradores para tudo, pervertidos Theo, um pervertido, você sabe o que é isso? — lentamente o garoto se afastou do rosto doentio da Sra. Edilamar que continuava. — Dizem que crianças tem as mãos suaves para bater uma punheta para eles enquanto suspira de amor por suas adoções Theo. Você acha que essas crianças sofrem? ... Não... Adoram Theo...


— Ela só tem doze dez anos... — disse a lagrimejar.

— Há pessoas que fazer com meninos de oito. — disse referenciando a idade de Theo.


Uma lágrima escorreu pela sua bochecha direita e seus olhos muito se avermelhou sentindo seu peito inflamar arduamente com medo e nojo da sua imaginação moldada pela maldade. Theo sentia vontade de atacar à velha e estoura seu crânio em pancadas consecutivas até diluir seu ódio naquele sangue porco. Mais era pequenino e fraco de mais para tal, por isso olhara rapidamente para trás a procura da saída e dera um passo mirando suas costas para porta, mas já era tarde.


— Nem pense nisso pivete! — disse percebendo o inicio da fuga do garotinho. — Você não tem muita chance aqui.


Theo mal fechara seus olhos a se virar em direção à porta quando viu a mesma bater fortemente o que o fez trombar com força seu corpo. Sra. Edilamar trancou a porta a chave enquanto Theo a observava omisso como as crianças são quando sabe que são incapazes. Estava em uma enrascada ou em coisa pior, pois não tinha condições de proteger Anna.


— Não se preocupe em fugir, nem com sua irmãzinha, — disse a velha tornando-se corcunda em sua frente — ela ficara bem. Veja criança estupida, contei a ela que seria adotada, não atrapalhe, ela muito quer. Sabia que quando tentava espionarmos viria até mim para mudar os planos porque é muito protetor. Bem, aqui estamos presos.

— Eu, eu vou gritar! Vou gritar e todos iram escutar e vão me tirar daqui, ai vou contar a todos o que você faz!

— Motim! —fez-se um sorriso diabólico esticando a pele do rosto caveresco. —Coisa feia! Se fizer pegarei o telefone e ligarei para o Sr. Estevam. Você sabe por um acaso onde ele esta? Repita comigo Theo: Na porta do quarto de sua irmã!

— Não!

— Sim Theo! Ele esta lá nesse momento na porta do quarto de sua irmã! E você sabe como o Sr. Estevam é rigoroso... Você não quer isso, quer?


Theo sabia o qual ruim era ser tratado pelo Sr. Estevam, pois já tivera algumas situações passadas onde fora esbofeteado severamente. O silencio dominou e por um bom tempo Theo e Sra. Edilamar ficaram a encarar-se como se o primeiro movimento brusco determinasse como a situação iria acabar e, de repente passos surgiram à escada e posteriormente bateram a porta. Pela voz logo Theo reconheceu que era mulher que viera fazer a adoção, mais a mesma não entrou, pois Sra. Edilamar por voz através da porta a redirecionou para o Sr. Estevam que a aguardava para as assinaturas dos papeis.


Visto que a adoção ocorreria Theo Almeida se virara em direção à porta em pancadas e começara a gritar em escândalos! E mesmo que velha ainda, Marila Edilamar reuniu todas suas forças e rapidamente pegara a mesa um pequeno pano braço e com ele agarrara o corpo e a boca do garotinho com suas mãos e o fizera inalar do produto que havia embriagado o pequeno pano. Theo esperneava-se e, com ele Sra. Edilamar fora ao chão tentando conte-lo de seus movimentos bruscos até que pudesse apaga-lo momentaneamente.


Quando de volta a vida seus sentidos voltava lentamente ao normal, Theo Almeida via-se sozinho da sala da diretoria como nunca antes esteve. Nunca havia se sentido de tal forma, seu olhos murchos procuravam uma direção a seguir, a porta ainda se via fechada, mas não mais trancada. Theo se lembrara de Anna. A doce Anna que sempre o acompanhou em todos os momentos e agora via-se sem, revivendo e sentindo a beleza de todos os momento juntos em dias de chuva dias de sol e, o resto não sabia dizer, mais era incrível a sensação de falta e angustia por não mais tela. Era adorável todos os momentos de carinho e coisas de irmãos. Mas agora se viraria sozinhos, para onde? Longe um dos outros, mundos distintos, já não via há algum tempo, mas sentia a alma e o sorriso dela. Ao abrir da porta correu e desceu as escadas, pelo corredor foi rápido e viu as portas trancafiadas e os quartos a sussurrar e nesse momento pode escutar, não realmente, mas em sua imaginação os sons de sua querida irmã nos melhores momentos a chama-lo. Theo Almeida corria o mais rápido que podia em direção a grande janela comprida e pontiaguda ao topo e pós finalmente sua cabeça para fora e os braços a se apoiar para procura-la.

5 de Janeiro de 2020 às 03:31 0 Denunciar Insira 0
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Conheça o autor

Atila Senna Imagino cenas, faço delas contos e histórias.

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