O mundo do vazio Seguir história

jace_beleren Lucas Vitoriano

Stella tinha uma vida normal, filha única, criada pelo seu pai Steve. Em um dia comum, a garota se acidenta gravemente e, após ficar alguns dias de coma, acorda aparentemente bem. Entretanto, sonhos estranhos começam a atormenta-la desde então. Devido a essa nova e inexplicável situação, a garota fica cava vez mais tensa e assustada.


Drama Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#sobrenatural #depressão #suspense
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Capítulo 1

Stella leu mais uma vez a lista de compras no bloco de notas que trazia consigo. Havia pegue todos os itens necessários, mas não havia pegue o dinheiro necessário para compra-los. Mordeu o lábio inferior enquanto sua mente trabalhava em um pensamento complexo e importante.

Quem olhasse para ela naquele momento veria uma adolescente de dezesseis anos, magra, estatura mediana, cabelos loiros paliados que desciam até a altura dos ombros com uma expressão distante e levemente inquieta vestida com uma blusa preta simples, um casaco jeans e uma saia marrom escura que descia até os joelhos.

Esse expectador anónimo poderia pensar que essa adolescente estaria em um grande dilema, como que curso queria fazer na faculdade, ou se terminaria ou não seu namoro, mas estaria enganado. Stella estava apenas tentando se decidir se deixaria de comprar uma dúzia de ovos ou um saco de laranjas, ele teria se enganado em outro ponto também: Stella não namorava e, de acordo com ela, as possibilidades disso acontecer eram tão altas quanto a de uma serpente conseguir dar um nó em si mesma.

Como não conseguiu decidir entre as laranjas e os ovos Stella foi para o caixa com ambos resolvida que decidiria no último momento qual levar. Chegou no caixa e deu as compras para a moça no balcão, acabou escolhendo as laranjas, alguma voz no seu inconsciente a convenceu de que precisava de um pouco de vitamina C ao passo que ovos engordavam.

A moça do caixa informou o valor e Stella pagou tentando dar um sorriso, mas seus lábios mal se moveram direito, ela não era do tipo que sorria muito. Após receber o troco saiu do supermercado e foi a pé até sua casa. a distância não era grande, apenas alguns quarteirões e enquanto andava Stella pensava em sua vida.

Ela não era do tipo de pessoa que pensava muito em sua vida e isso se dava ao fato de que, para ela, a mesma se resumia basicamente a viver um dia atrás do outro, resolvendo os problemas que apareciam (e eles sempre apareciam, não importava quantos fossem resolvidos) e esperar passar por todas as etapas de uma vida: nascer (essa havia sido fácil, ela não precisava ter feito nada para conclui-la deixara tudo a cargo dos pais), crescer, entrar num colégio, fazer a faculdade, terminar a faculdade, arranjar um emprego, passar a vida trabalhando e, se tivesse sorte, conseguir uma boa aposentadoria antes de morrer. Ela não pensava muito no passado, pois para ela já não se podia fazer nada a respeito dele. Quanto ao futuro não tinha planos então simplesmente deixava acontecer e esperava que o resultado fosse bom.

Ela andava enquanto pensava nessas coisas, não se emocionava muito com nada, não tinha nenhum grande ídolo nem nenhum esporte ou atividade que apreciasse especialmente. Gostava de origami e sabia como fazer muitos animais dobrando papel, mas esse era apenas um passatempo, uma distração, uma forma de matar o tédio. Enquanto andava ela olhava distraidamente ao seu redor, passou por uma lanchonete e uma loja de roupas, por um casal de namorados, aproximadamente da sua idade, que trocavam beijos alheios a tudo que acontecia ao seu redor e a um mendigo que lhe pediu dinheiro, mas ela não tinha dinheiro nenhum e desculpou-se por isso.

- Isso serve? – perguntou tentado forçar um sorriso gentil e oferecendo uma das laranjas.

Ela não estava forçando a atitude de ser gentil, apenas o sorriso. Stella não era muito boa em sorrir, não que fosse infeliz nem nada do tipo, mas não se dava bem com essa obrigação de exteriorizar suas emoções com atos. O mendigo aceitou a fruta e agradeceu. Ela lhe deu um ultimo olhar e então seguiu o seu caminho.

Ao virar a esquina deparou-se com um estabelecimento pequeno, com uma porta de vidro e uma placa simples aonde estava escrito “Aberto”. O local era minúsculo e estava espremido entre uma lanchonete e uma loja de roupas. Em seus dezesseis anos Stella nunca havia entrado ali e não fazia a menor ideia de que tipo de estabelecimento era aquele. Nem uma placa com o nome o local tinha, dificultando ainda mais seu reconhecimento. Stella deu um leve sorriso ao passar pelo local, ela se divertia secretamente imaginando que tipo de estabelecimento era aquele e esse joguinho de adivinhação tornava seus dias mais divertidos pois sempre imaginava uma função diferente.

O estabelecimento já havia sido uma loja que vendia remédios ilegais controlado por um médico que não havia conseguido emprego após se formar na faculdade como também um cabelereiro de uma solteira cinquentona. Atualmente, na mente dela, era um restaurante minúsculo que vendia comida japonesa. Stella passou pelo local olhando-o uma última vez se precisasse de comida japonesa talvez entrasse lá.

Ela chegou em sua casa, um recinto modesto de dois andares com um portão de ferro enferrujado. No passado o local era mais bonito, pelo menos era isso que os vizinhos mais antigos de Stella sempre diziam. A casa não era muito grande e embora estivesse conservada era perceptível que não era bem cuidada e que daqui a alguns anos estaria caindo aos pedaços.

Stella abriu o portão de ferro e caminhou até a porta ignorando as plantas do jardim que sofriam de uma carência de atenção e de água. Não era que ela não gostasse de ter um jardim bem cuidado e cheio de flores coloridas como se vê nos filmes, ela queria, mas simplesmente não tinha paciência para regar as plantas e seu pai, embora tivesse paciência, não tinha tempo.

Ela abriu a porta de casa e entrou, deixou as compras na mesa da cozinha e subiu as escadas em direção ao seu quarto. Cansada deitou-se na cama e ficou a encarar fixamente o teto como se ele tivesse algo muito importante a lhe mostrar.

Ela deu um suspiro. Não tinha muito o que fazer em casa, mas também não tinha muito o que fazer fora dela, em outras palavras não tinha muito o que fazer em lugar nenhum. Stella era filha única, sua mãe morrera quando ela ainda era pequena e seu pai, embora ainda estivesse nesse mundo, passava tanto tempo fora que as vezes ela achava que ele estava morto também. Era professor em uma faculdade, Stella nunca achou que professores trabalhassem tanto, mas seu pai era a prova de que eles de fato trabalhavam. Ele saia de casa de manhã cedo e voltava só bem tarde, as vezes tão tarde que ela já estava dormindo.

Isso não era totalmente ruim, ela não se incomodava em ficar sozinha, pelo contrário gostava de ter a casa só para si, embora, algumas vezes, sentisse falta de alguém para conversar. A pior parte era que era Stella quem devia fazer os serviços domésticos, lavar as roupas, lavar a louça, arrumar a casa. Essas coisas não eram nem de longe divertidas, mas parecia ser o preço a se pagar para ter a casa só para si o dia inteiro.

Era trabalho dela também fazer as compras e preparar seu almoço e havia sido por isso que havia ido ao supermercado. Seu pai se sentia mal por deixa-la com tantas obrigações e, para compensar, lhe dava uma mesada bem grande.

Stella se espreguiçou na sua cama, estava sonolenta seu corpo pedia por um descanso, não que ela estivesse tão cansada assim, mas sim porque suas células pareciam tão entediadas que queriam dormir. Ela bocejou, olhar para o teto era um sonífero estranho, porem eficaz. Seus olhos ficaram pesados e ela já estava quase fechando-os quando seu celular tocou despertando-a. Ela pegou o aparelho e não ficou muito animada ao ver o nome de quem ligava.

- Alo... - disse tentando não parecer sem um pingo de animação, mas imaginou que tivera êxito exatamente no contrário.

- Oi Stella - a voz do outro lado da linha era animada em total contraste com a dela - e ai como você está?

Era Alan quem estava do outro lado da linha. Stella gostava de Alan, ele era um garoto da sua sala, um cara legal que adorava cinema e sonhava em trabalhar com isso algum dia. Os dois se conheciam a aproximadamente um ano, mas havia um ponto importante na amizade dos dois que apenas ela parecia perceber embora parecesse óbvio para qualquer pessoa e este ponto era: ela não gostava dele tanto quanto ele gostava dela.

Não era que Stella não o achasse uma boa pessoa e uma boa companhia, mas para ela isso era tudo que ele era. Alan por outro lado parecia gostar muito dela, sempre procurava passar um tempo com ela e chamava-a para fazer alguma coisa juntos. Ela tinha certeza que era exatamente por isso que ele ligara.

- Bem... Hmm... - queria dar uma resposta mais completa, mas não tinha muito o que dizer - comprei algumas coisas no supermercado, acho que tenho comida o suficiente para sobreviver por mais um dia.

- Sei, legal - pelo tom de voz Stella achou que Alan queria ter ouvido uma resposta um pouquinho mais elaborada. Um silêncio se fez entre os dois, aquele tipo de silêncio constrangedor que da vontade de desligar o telefone pois claramente não a mais nada a ser conversado, mas, por educação, Stella não desligou.

- Então... porque ligou? - perguntou como quem quisesse dizer “então, porque não desliga o telefone?”.

- Ah, sim! Já ia me esquecendo. Está passando aquele filme novo dirigido pelo Mack Stuart no cinema.

- Nossa, legal - ela não fazia a menor ideia de quem era Mack Stuart, embora, pela empolgação de Alan, devesse se tratar de alguém muito importante no ramo cinematográfico.

- Mais que legal, é perfeito. Ou pelo menos é isso que o trailer da a entender, o elenco é muito bom, vai ter a Amanda Lisster como protagonista e o Gerge Paul Rickson vai fazer par romântico com ela. Eu pessoalmente acho que eles fazem um bom casal, mas preferia que tivessem colocado o Robert Glake no lugar do George. Todo mundo sabe como Amanda Lisster e Robert Glake formam um maravilhoso casal, quero dizer, todo mundo que assistiu Uma hora antes da meia-noite e bem... Acho que isso é todo mundo mesmo, afinal quem não assistiu esse filme? É um clássico.

- Alan - ela foi firme e até um tanto grossa, sabia que se deixasse o amigo falar de cinema não acabariam aquela conversa nunca - seja direto. Você me ligou para irmos assistir a esse filme juntos certo?

Meio sem jeito Alan confirmou isso, ele parecia um tanto desapontado consigo mesmo por não ter de fato feito o convite e sim Stella ter adivinhado. Stella por seu lado não estava particularmente animada para ir ao cinema, mas já havia dado tantas desculpas para não sair com o amigo que achou que deveria sair ao menos uma vez com ele. Ela gostava de Alan, mas não gostava muito de sair, por isso que sempre inventava algo para evitar as saídas.

Acabaram marcando o cinema para a sessão das 16 horas da sexta. Stella desligou o telefone e tentou ocupar o resto do seu dia com alguma coisa produtiva. Esse era seu plano de vida ocupar o tempo até chegar a noite quando ela poderia finalmente dormir e então acordar em um novo dia, para poder ocupar o tempo novamente esperando chegar a noite para dormir. Analisando esse estilo de vida Stella já havia percebido a muito tempo que o objetivo de sua vida era dormir, não era um objetivo muito louvável, mas pelo menos ela tinha um objetivo então se considerava mais feliz do que muitas pessoas que não tinham objetivo nenhum.

A conversa com o amigo acabara com seu sono então ela decidiu que deveria fazer algo de útil que não incluísse ficar deitada. Resolveu fazer um suco de laranja para passar o tempo, estava feliz de ter escolhido as frutas no lugar dos ovos. Depois ocupou-se ouvindo suas músicas favoritas, mais de uma vez, e em seguida começou a ler alguns blogs aos quais acompanhava e a assistir a alguns seriados na televisão. Não havia sido um dia muito produtivo (tirando a parte das compras essa sim tinha sido produtiva), mas ela concluirá seu objetivo diário com êxito. Já eram dez e vinte da noite e nada do pai aparecer, mas aquilo era comum, o pai de Stella sempre chegava tarde e os dois pouco interagiam quando ele chegava do trabalho pois estava sempre muito cansado e normalmente só interagia com a senhora cama e o senhor travesseiro.

Stella lembrava que em um passado muito distante as coisas haviam sido diferentes. Houve uma época em sua infância em que os dois conversavam e eram mais próximos, houve uma época também em que a mãe estava com eles e, embora Stella pouco lembrasse daqueles tempos, lembrava de que era uma pessoa mais aberta e alegre e que tinha mais amigos. Mas tudo aquilo pertencia ao passado, um passado que parecia ter pertencido a outra pessoa. Agora Stella era uma adolescente, vivia uma vida normal de adolescente, e não estava infeliz com essa vida. As coisas mudam pensou consigo mesma enquanto trocava de roupa e colocava uma camisola branca. Ela gostava da forma como vivia, claro que poderia ter uma vida melhor, mas não se queixava por isso. Stella deitou-se na cama e o sono veio tão natural e suave como uma chuva de verão.

Infelizmente o sono não se foi de forma tão natural quanto veio. A forma como Stella acordou foi com o despertador do celular tocando uma música animada a qual ela adorava, mas, depois que colocara a música como despertador passou a não gostar mais tanto dela assim. Sonolenta e agindo como um zumbi apalpou o criado-mudo em busca do aparelho, como não o encontrou se arrastou mais para a esquerda, mas sua mão não encontrou celular nenhum, seu corpo por outro lado se aproximou cada vez mais da borda da cama até que ele encontrasse o chão e ela caísse da cama, o que não era uma forma muito boa de se começar o dia.

- Merda - balbuciou irritada, a música animada do despertador parecia debochar de sua queda. Stella teve dificuldades para se levantar tentando se desenrolar do lençol como um peixe tenta se desvincular de uma rede de pesca.

Ela enfim levantou-se, desligou o despertador e foi tomar um banho e se arrumar. Desceu as escadas sem muita pressa, não estava muito animada para ir ao colégio, era impossível se estar animada quando a primeira aula do dia era de física.

Na mesa da sala o pai de Stella comia o café da manhã com pressa. A mesa estava farta de comida, haviam alguns pães, uma jarra de suco de laranja (feito com as mesmas laranjas que ela comprara no dia anterior), algumas torradas e ovos fritos.

- Bom dia princesa - disse o pai de Stella sem olhar para a filha. Ele se ocupava em colocar geleia de morango em uma das torradas - estou saindo logo, se você quiser posso lhe dar uma carona.

Stella sabia que se quisesse mesmo uma carona teria que engolir todo o café da manhã em menos de três minutos o que prejudicaria totalmente a experiência de ter uma boa refeição além de ter altas probabilidades de fazê-la morrer engasgada.

Steve, o pai de Stella, ensinava química em uma universidade e parecia gostar do que fazia embora sua filha não acreditasse que alguém pudesse gostar de química (muito menos de física). Era um homem por volta dos cinquenta anos, com o cabelo preto já se tornando levemente grisalho. Steve era muito bom em administrar seu dinheiro, em compensação era péssimo para realizar qualquer serviço doméstico, o que era balanceado pela mãe de Stella que cuidava perfeitamente bem da casa. Quando ela morreu coube a filha aprender como cuidar da casa e, embora ela não fosse tão boa quanto a mãe, considerava que fazia um ótimo serviço.

- Pode ir, eu vou de bicicleta - disse se sentando a mesa e partindo um dos pães.

Steve deu de ombros e acabou de tomar seu café. Quando terminou se despediu da filha e prometeu que eles fariam algo divertido no final de semana, alugariam um DVD e pediriam uma pizza ou coisa parecida. Aquilo era uma forma de compensar a sua ausência durante a semana. Para Stella pizza e filmes eram uma coisa maravilhosa e poderiam compensar praticamente qualquer coisa.

Ele se foi e Stella dedicou toda sua atenção a sua refeição, era uma pessoa que tinha uma convicção simples de que, se ia chegar atrasada de um jeito ou de outro, o melhor era que chegasse atrasada porem bem alimentada.

Terminou de comer, não tinha tempo para lavar a louça, mas colocou os pratos e copos sujos na pia da cozinha. Caminhou até a garagem aonde estava sua bicicleta. Eça era azul escura e já um pouco velha, mas ainda tinha muito utilidade, Stella subiu nela, colocou os fones de ouvido para ouvir uma de suas músicas favoritas e saiu em disparada de casa.

Ela não prestava muita atenção na paisagem, apenas nos carros e nos pedestres. O trajeto até o colégio não demoraria mais que quinze minutos e, se ela tivesse sorte, muita sorte, conseguiria chegar antes da chamada, era uma das vantagens de se ter um nome que se começa com a letra S.

Stella poderia não ter a menor empolgação para assistir aula de física, mas por um capricho bobo queria chegar na hora da chamada. Não, ela não queria assistir a aula, nem estava dando tanta importância para a presença, era apenas uma infantilidade sua, uma competição boba contra o tempo. Com isso em mente pedalou mais depressa segurando firme o guidom da bicicleta.

O vento batia rápido no seu rosto e a sensação era gostosa. Seus cabelos, não muito longos, agitavam-se ao vento. Ela sentia uma completa liberdade naquele momento, não que se sentisse presa ou reprimida em outros, mas pedalar daquele jeito era muito bom, dava-lhe a impressão que ela era poderosa, que podia fazer qualquer coisa, bastava desejar e se esforçar e nada estaria longe de suas mãos.

O universo parecia ter ouvido seus pensamentos e saber como ela se sentia, pois, como se para desafia-la fizera com que um garoto desavisado entrasse na frente da bicicleta. Foi tudo muito rápido, ela não sabia se ele era cego, se estava distraído ou se era simplesmente um idiota, talvez independente do motivo quem atravessa a rua sem olhar para os lados já deva ser taxado de idiota. De qualquer forma ela tinha quatro opções 1) tentaria frear embora estivesse perto demais para conseguir parar a bicicleta antes de atropelar o garoto 2) atropelar o garoto, não era uma opção muito gentil, mas não deixava de ser uma opção, e, se ela fosse uma sociopata talvez pensa-se em escolhera 3) dobrar para a direita, na direção da rua aonde evitaria atropelar o garoto, mas significaria grandes probabilidades dela ser atropelada, não por uma bicicleta, mas por um carro, e por último 4) dobrar para a esquerda, na direção da calçada, ela provavelmente se esborracharia em um poste em uma parede ou simplesmente cairia no chão e se machucaria muito.

A opção mais lógica era a de número quatro, mas Stella não tinha como ser lógica, não quando se está pedalando a toda velocidade. Ela agira por instinto e seus instintos a fizeram tomar a decisão mais estúpida que alguém poderia tomar. É claro que estamos nos referindo a opção número três.

A opção número três consistia em se jogar na frente dos carros. Ela achou que ouviu uma buzina e teve apenas teve tempo de ver uma massa de ferro se aproximando a toda velocidade em sua direção.

Stella nem sequer sentiu o impacto, seu corpo porem foi arremessado a toda velocidade pela rua.

3 de Janeiro de 2020 às 12:09 0 Denunciar Insira 0
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