A Entidade Seguir história

nmozart Nicholas Mozart

Sara tem uma mãe caçadora de fantasmas, e um dia ela via junto em um dos trabalhos. Mas não foi nada divertido...


Horror Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#ghost #terror #horror
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A Entidade



Você acha que já viu de tudo? Eu acredito muito que não. Meu nome é Sara, eu vivo na Rússia faz algum tempo com minha mãe, o trabalho dela é meio incomum, ela é uma caçadora de fantasmas, tipo os do filme “Ghostbusters” mas real e nada divertido. Um dia, como de costume, ela tinha um trabalho pra fazer, e ela acabou me convidando pra ir junto, disse que eu já estava na idade de conhecer esse tipo de coisa, que 16 anos era uma idade boa, e como eu não estava fazendo nada e não faria nada também, eu fui e foi umas das coisas mais bizarras que me aconteceu.

O lugar que a gente tinha que ir era um prédio morto, morto que eu digo é que ninguém mais entrava lá fazia anos. O mato tinha tomado conta de quase toda a construção. O prédio não era muito grande, só 3 andares. Minha mãe foi chamada pois os vizinhos daquela rua estavam reclamando de estrondos vindo de lá durante a madrugada, acordando quase todo mundo, e sempre todas as quintas. E a polícia já tinha ido lá algumas vezes e nunca viam ninguém.

Quando saí do carro, eu dei uma passeada pelo lugar enquanto minha mãe foi conversar com o homem que pediu o serviço dela. Fiquei dando uma olhada meio de longe só pra ver se conseguia ver algo dentro, mas não deu certo. Fui então entrar no terreno, tomando cuidado por que estava cheio de mato e eu não sabia o que poderia ter ali. Na hora que eu virei a esquina da parede, uma luz amarela bem fraca passou voando e sumiu no ar.

– Oh mãe, você sabe se tem vaga-lumes por essas áreas?

– Oi? Vaga-lumes? Não, por quê? - percebi que aquilo não era normal – Você viu alguma coisa?

– Na verdade eu vi sim, - abandonou o homem e veio falar comigo – vi uma luz passando no ar e sumindo, parecia um vaga-lume.

– Filha, qual era a cor dessa luz? - ela parecia meio nervosa.

– Era amarelada, por quê? Isso é um problema?

Ela não disse nada pra mim, se virou e foi falar com o contratante. Ele saiu e ela veio pra perto de mim de novo e disse para eu pegar as coisas no carro, e que era pra eu ficar quieta até ela falar que eu podia perguntar algo, e é claro, eu respeitei.

Nós começamos a entrar no lugar, a porta estava sem trinco, mas não abria, com o tempo sem manutenção, a porta emperrou, ela teve que dar um chute pra abrir, fez um baita barulho, mas nós entramos mesmo assim.

O lugar já não funcionava a luz, não existam nem interruptores mais, ficamos usando os glowsticks, a luz não era muito forte, mas já ajudava.

A casa era razoavelmente grande, tinhas muitos cômodos. Eu dei uma passada no quarto que ficava perto da sala. Ele era todo vermelho, um vermelho muito escuro, parecia sangue, havia alguns livros numa estante, eu fui dar uma olhada, uns eu já conhecia, mas tinha um que eu nunca tinha visto falar. “O pequeno limbo” a capa do livro era apenas o nome dele e uma cor preta de fundo, nenhum desenho, nem descrição.

Na hora que eu estava saindo do quarto, a porta se fechou sozinha, bem na minha frente.

– MÃE, SOCORRO, EU NÃO CONSIGO ABRIR ISSO AQUI, ME AJUDA – parecia que ela estava me ignorando, ela não me respondeu – MÃÃÃEEEE – um barulho começou a vir debaixo da cama, não era nada igual a filmes de terror, não parecia um arranhado no piso, parecia mais um choro muito esquisito, abafado, que do nada virou uma risada.

Uma luz saiu debaixo da cama e saiu voando até mim e de alguma forma entrou na minha roupa. Parecia que tinha uma mão de uma mulher mexendo em mim, eu não consegui falar nada. A mão estava puxando meu sutiã pra cima.

– FILHA, O QUE ESTÁ ACONTECENDO? - eu senti a mão sumindo em mim e a porta se abriu – o que aconteceu filha, por que não me respondia?

Eu estava paralisada no chão – mas… eu gritei chamando você… mãe – ela disse que não me ouviu e que ela não devia ter me chamado pra ir junto. Mas como eu já estava ali, eu queria ajudar.

Nós voltamos para a sala para arrumar as coisas que tinha no carro. Aparelhos e itens para detectar presenças. Eles eram grandes e muito leves, tinham partes para montar, tipo aquelas árvores baratas de natal.

Minha mãe percebeu que tinha faltado uma parte, era a bateria do aparelho e sem ela nada ia funcionar. Pediu pra que eu pegasse dentro do carro, atrás do banco dela, então eu fui. A noite estava tão estranha, a lua estava lá, cheia, mas tinha algo errado, estava mais escura que o normal, parecia que as luzes da rua não estavam dando conta de iluminar direito a rua, andei até o carro e vasculhei o banco, até que achei a bateria, estava atrás mesmo.

Na hora que eu fechei a porta do carro, eu vi, na janela da sala, uma mulher com um vestido azul, ela parecia nua sem aquilo, o vestido era muito transparente. Eu simplesmente fechei meus olhos com força, para tentar tirar ela da minha cabeça, e quando eu abri ela tinha sumido, então fui correndo até a casa.

– Nós temos que agir rápido filha, essa entidade está me parecendo um Incubo, são demônios sexuais, que se alimentam pelo prazer, e podem fazer qualquer coisa por isso.

– Então é por isso que eu senti uma mão me tocando…

– O QUE? ELE TE TOCOU?

Balancei a cabeça que sim. Eu não fazia ideia do que estava acontecendo, mas como minha mãe falou “ele” eu corrigi – mas a mão parecia feminina, de uma mulher.

– De uma mulher? Mas não pode ser possível… espera… você é lésbica Sara?

– … - eu não tinha contado isso pra ela ainda.

– Ah droga, depois a gente conversa sobre isso, pelo menos agora eu sei que é um Sucubo.

Eu tinha me esquecido desse detalhe, eu ia contar o mais rápido possível, mas nunca deu.

Minha mãe começou a ligar tudo o que precisava, e quando ligou fez uma luz insuportável, meu olho fechou na hora, parecia que tinha um holofote na sala de tão forte. Logo depois da luz veio um gemido do banheiro, bem alto.

– Vamos rápido, pegue essa parte aí e me ajude a levar até lá – nós pegamos e fomos levando até o banheiro, a luz foi ficando cada vez mais forte enquanto chegávamos mais perto do banheiro. Mais uma vez um gemido, mais alto que antes.

Chegamos no banheiro e colocamos o aparelho bem na frente. Eu estava vendo claramente a mulher que tinha visto lá na janela. O seu corpo era lindo.

– Filha não fique olhando isso, esse demônio vai adequar o corpo dele de acordo com o seu gosto, ele está tentando te hipnotizar.

Era a mulher mais linda que eu tinha visto, não tinha nenhum defeito sequer, e o vestido transparente deixou tudo melhor, mas eu tinha que ajudar minha mãe, eu fechei meu olho do mesmo jeito de antes e fui fazendo o que minha mãe pedia.

Eu não lembro bem o que era pra fazer, mas aquilo tudo deu certo. O demônio começou a aparecer sua verdadeira forma. Seu rosto parecia de uma mulher, mas todo esquelético, sua expressão era de ódio extremo, ela parou no meio do banheiro, olhando pra mim, do nada veio andando na minha direção trocando seu corpo para o da mulher.

– APERTA AGORA – eu apertei o último botão que faltava, e o demônio começou a se desintegrar no ar – nunca mais vou te deixar vir comigo…

Depois disso a gente desmontou o aparelho e foi pra casa.

SEMANAS DEPOIS

Um tempo depois a gente teve que trocar de cidade, pois os casos de fantasmas estavam sumindo, e consequentemente, eu tive que mudar de escola. No primeiro dia de aula eu me apresentei pra turma e uma pessoa ficou me encarando, uma moça exatamente igual ao demônio daquele dia, e por acaso, eu sentei do lado dela.

- Oiii, tudo bem? Meu nome é Luiza, tudo bem?

26 de Dezembro de 2019 às 00:42 0 Denunciar Insira 0
Fim

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