A Outra Dimensão Seguir história

u15772523511577252351 João Vitor Prates

A existência de outras dimensões é algo que não é comprovado, mas há muitas pessoas que acreditam nisto. Dado isso, algumas maneiras de se viajar para essas dimensões paralelas à nossa foram criadas. Um garoto, então, decide experimentar um antigo método japonês.


Horror Literatura monstro Impróprio para crianças menores de 13 anos.

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Capítulo Único

23 horas da noite.
Hoje fora um dia cansativo no colégio, cheio de avaliações. Mas, o dia não tinha sido cansativo exatamente por isso, não, isso se deve a outro fato. Não aguento mais os meus amigos tirando sarro de mim e de minhas crenças, será que é tão difícil ao menos respeitar?
Como de costume, eu tinha falado a eles sobre a viagem à outras dimensões e sobre como era possível. Expliquei a eles todos os métodos que eu tinha pesquisado, um envolvia um elevador, outro era uma técnica tattwa e, o meu favorito, era um método simples, mas não muito certo, o de escrever ‘’aborrecido’’ escrito em japonês, com uma estrela desenhada em volta, num papel, e dormir com ele. Se o papel sumisse no dia seguinte e as coisas estiverem estranhas, parabéns, você estará em outra dimensão. Sempre quis tentar este, e hoje o farei, mesmo desacreditado por meus amigos.
Pego meu pincel, escrevo ‘’Aborrecido’’ em japonês, no papel, usando uma tinta vermelha. Após isso, desenho uma estrela, com tinta preta, em volta da palavra.
Deixo secar por alguns minutos e o pego de volta.
Com o papel em mãos, deito e vou dormir.
Não sonho com nada nesse dia.
Acordo, sem o papel na minha mão.
Apesar do papel ter sumido, tudo está normal, estou no meu quarto. A ideia tinha falhado.
Abro a janela, está escuro ainda. Será que dormi por tão pouco tempo assim? Ou será que dormi por tempo demais? Não sei dizer.
Desço às escadas, me dirigindo à cozinha, morrendo de fome. Abro minha geladeira, não tem nada nela. Fico surpreso, então vou abrir os armários. Não há nada neles também. De início, não entendo, aquela era minha casa, mas estava diferente. Será que a viagem havia funcionado?
Escuto o barulho de torneira abrindo, estava vindo do banheiro. Bom, minha mãe ainda estava em casa, então não tem como ter funcionado. Me dirijo ao banheiro, para perguntar o por que de não ter nada nos armários, talvez estivéssemos de mudança.
Ao chegar perto, noto que a porta está aberta, e ela está parada de frente para o espelho. Seus cabelos escuros estão bagunçados, ela está de costas para mim.
-Mãe? –falo alto, meio desconfiado. –Está tudo bem?
O que era para ser minha mãe, vira de costas para mim, lentamente, é aí que vejo. NÃO É A MINHA MÃE. Caio no chão, espantado com aquela coisa, que começa a engatinhar, como uma criança, em minha direção.
Seu olhar, de olhos esbugalhados, é penetrante. Sua boca aberta, sorrindo para mim, mostra seus dentes afiados e horrivelmente podres.
Crio forças para me levantar e fujo daquilo.
Ao subir para o meu quarto, tranco a porta.
Por sorte, carregava sempre um bloco de notas e uma caneta em meu bolso. Eu iria tentar escrever a mesma coisa que foi precisa para ir para aquela lugar, para voltar para minha casa. Rezava para que funcionasse.
Escrevo e desenho o símbolo no papel, como antes.
Deito na cama, fecho meus olhos e tento dormir. Sempre tive o dom de dormir rápido, e agora não foi diferente, consigo.
Acordo no dia seguinte, o papel tinha sumido de novo. Eu estava em casa, finalmente. Dou um suspiro de alívio e um leve sorriso no rosto.
Então, sinto alguma coisa.
Sinto algo deitado do meu lado, me abraçando. Seus braços são tão grandes que dão a volta por todo o meu corpo. Ouço sua respiração lenta e calma em meu ouvido, enquanto estou paralisado de medo, preso em seus braços.
Eu não tinha conseguido voltar.

25 de Dezembro de 2019 às 05:46 0 Denunciar Insira 0
Fim

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