simeon Henrique Simeon

O dia era para ser o melhor do ano para Thiago Campos de Vento, um garoto reagego vivendo seus sete anos de vida, com sua família de seres extraordinários, sobre as nuvens, em Silento — uma das grandes ilhas celestiais que compunham seu lar. O Festival da Provisão seria a data perfeita, recheada de oportunidades para impressionar a pessoa que mais admirava na vida, o homem que liderava aqueles quem mantinham todas as ilhas em seus devidos lugares e promovia a estabilidade para todo seu mundo: seu pai. Mas nada é tão fácil quanto se espera. Após várias tentativas de ter sua atenção e mostrando um lado sombrio de sua personalidade no processo, Thiago enfrenta um dilema que colocará sob ameaça duas crianças inocentes e sua própria perspectiva das coisas. E o preço que esse garotinho, tão encantado pelo pai, terá que pagar por suas decisões será cobrado em um lugar desconhecido e perigoso. Uma moradia para histórias sobre monstros e mistérios das quais apenas se ouvia falar. O interior da Floresta Silenciosa.


Fantasia Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#egoismo #moral #fraternidade #ciúmes #ação #família #fantasia
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O Primeiro Dia da Estação

Thiago Campos de Vento estava atado ao pescoço de seu pai como uma gravata.

O vento escorria pelas laterais do corpo, acariciava seu rosto com suas mãos frias e assobiava melodiosamente aos ouvidos. Se sentia leve, como se tivesse o peso de uma folha de árvore solta no ar. Seu coração batia forte enquanto Estevão Campos de Vento conduzia o vôo, deslizando pelo céu como se tivesse asas.

O garoto não conseguia imaginar nenhuma outra pessoa que voasse tão bem quanto ele. Ninguém era tão preciso e, ao mesmo tempo, tão suave ao riscar as grandes altitudes.

Estar às suas costas durante uma demonstração de suas habilidades ímpares era de tirar o fôlego.

— Ah! O primeiro dia da estação — disse Estevão, sua voz foi levada pelo vento até os ouvidos de Thiago. — É como se a natureza estivesse nascendo de novo. Consegue sentir o perfume das flores no ar, Torthi?

O pai amava chamá-lo assim, e ele amava aquela brincadeira com seu próprio nome e o apelido dado por seus amigos e primos. Só Estevão o chamava de Torthi e isso sempre deixava Thiago quentinho por dentro.

O garoto deu algumas fungadas, mas o ar era como lâmina roçando as paredes dentro de seu nariz. Esfregou o rosto no cachecol de seu pai na tentativa de aliviar o ardor.

— Não tô sentindo cheiro de nada, papai.

Estevão deu uma risadinha.

— De vez em quando é bom exercitar o lado sensível. Saiba, filho, que, quando se é um Levitador, pequenas coisas podem sumir em segundo plano. Acredite! Ainda tenho dificuldades para não ser completamente engolido por certos costumes da nossa classe.

— Mas o senhor não gosta de ser um Levitador? — perguntou Thiago, curioso.

— Eu amo ser Levitador — disse o pai, convicto. — É uma das coisas que dá propósito a minha vida, apesar de exaustivo. O que quero dizer é que existem muitas responsabilidades sendo um. Manter nosso mundo levitando no céu não é tarefa para qualquer Campos de Vento. Você ficaria surpreso com tudo o que temos que pensar para manter as coisas estáveis por aqui. E é fácil ficar obstinado com certos assuntos. Nós podemos acabar nos esquecendo de todo o resto. Até de coisas que amamos.

— Talvez o resto não seja tão importante assim.

Estevão inclinou o corpo para baixo.

Suavemente, iam perdendo altitude rumo a um amplo terreno montanhoso, feito de algodão, que se espichava conforme passavam. Seus cumes reluzentes e perolados iam até onde a vista podia alcançar. Um longo tapete para as grandes ilhas que flutuavam, discretamente nas grandes altitudes. Vento Prateado de um lado, Ventevozes de outro e Proteção, a mais magistral e lar dos Levitadores, no ponto mais alto do céu, sendo deixada para trás.

— Por que acha isso, filho? — perguntou Estevão, sua voz carregava um certo quê de interesse.

Thiago pensou por um instante.

— Hã… Os outros Levitadores sempre falam que poucas coisas importam, e essas coisas são sempre bastante óbvias. Falam que você não pode se distrair com coisinhas pequenas, porque elas só servem para atrapalhar na hora de fazer algo realmente importante. Então eu prefiro dar atenção para as coisas grandes — falou o garoto e balançou a cabeça em concordância com as próprias palavras. — Tipo, voar com o senhor, o grande líder dos Levitadores. Não é sempre que a gente consegue fazer algo assim e, pra mim, é muito, muito, muito mais legal do que ficar sentindo o cheiro do ar.

E era verdade.

Quando mais novo, Thiago teve problemas para entender o quanto o pai era ocupado. Foi muito difícil atravessar os períodos em que Estevão não estava por perto para ensiná-lo, protegê-lo e confortá-lo nas horas em que se encontrava assustado e sozinho, enquanto todas as outras crianças tinham seus pais junto a elas para a menor de suas necessidades.

Vivia apenas com a sobra do carinho e afeto de outros adultos quando estava com algum amigo, e sempre parecia algo pouco sincero da parte deles. Era como se fossem obrigados a ter paciência com ele, o intruso de outra classe, e com seu jeito de ser. Quando não era assim, Thiago tinha que se contentar com a rigidez dos cuidadores que não pareciam gostar dele por não ser um Levitador de berço como os outros.

Nasceu Tecedor de Vento, porque era a classe original de sua mãe, e recém-nascidos sempre herdavam a classe materna. No entanto, quando se mudou para a ilha onde o pai vivia, o estigma de sua antiga classe demorou para se dissolver em sua nova vida como Levitador. No começo, diziam que tinha o coração muito mole. Um garoto sensível demais, que chorava e reclamava demais, carente demais. Coisas que não o adequavam à vida em Proteção.

De qualquer forma, Estevão o acolheu e o reeducou nos moldes de um Levitador. Ele sempre quis o filho ali, como um membro de sua classe, mesmo que não passassem tanto tempo juntos, como era com as outras crianças e seus pais. Então, quando a oportunidade de ter sua companhia se mostrava a Thiago, o resto do mundo não podia se comparar com tal momento. Estevão era a coisa mais próxima do que ele tinha de conforto e familiaridade nos seus primeiros dias em Proteção.

Com o passar dos dias, aprendeu o que era pertencer a um âmbito tão admirado por todos. Aprendeu a ter paciência e compreender seu mundo, mas nunca perdeu as vontades de estar junto ao pai sempre que possível. E embora ter o conhecimento de que, além de líder de classe, Estevão também era um dos três pilares dos Campos de Vento, aumentasse sua admiração pelo próprio pai, também deixava um tanto nebuloso o que, no final das contas, significava a relação entre os dois.

No fim, Thiago imaginava que, se ele se tornasse um terço do que Estevão representava para todo seu povo, como o homem superpoderoso que mantinha cinco ilhas flutuantes no céu, ele poderia, enfim, se sentir parte de uma coisa tão grande, mas tão grande, que ele jamais precisaria se sentir triste ou rejeitado de novo. Perto do pai, o não mais pequeno Tecedor de Vento encontrava força e capacidade, diferente daquela criança lamentável e inapropriada, julgada, o tempo todo, pelos demais.

E, francamente, duvidava se o pai tinha conseguido se tornar quem era prestando atenção se o ar tinha cheiro de flores ou, até mesmo, de fossa.

Talvez o homem só tivesse dito aquilo para cumprir com um dos muitos papéis tidos pelos pais, de falar sobre coisas sem proveito algum aparente para os filhos, como era de costume. Às vezes vinham sempre junto à algo do tipo: "um dia você irá entender, quando for mais velho". Já tinha sete anos e as coisas nunca pareciam tão compreensíveis quanto se esperava que fossem.

As nuvens se aproximavam cada vez mais abaixo deles.

Thiago as encarava por cima do ombro de Estevão, na espera do momento em que as atravessariam. Pois sim, iria acontecer a qualquer instante. E ele mal conseguia se aguentar.

Podia sentir uma excitação líquida aquecendo seu corpo a cada segundo que passava. Era como se o céu acima de sua cabeça — azul e imenso como era — estivesse sendo despejado em uma torrente dentro de seu peito.

— O Festival da Provisão desse ano vai ser o melhor de todos — ele sussurrou para si mesmo, como se seus lábios não pudessem conter as palavras de expectativa.

— Você está bem ansioso, não é, Torthi? Então é melhor se segurar firme. Vamos atravessar.

Estevão deu uma guinada para baixo.

Thiago sentiu a barriga ser empurrada para as costas. Apertou o abraço em torno do pescoço do pai e afundou o queixo em seu ombro, as pernas colaram nos lados do corpo do Levitador. Tentou se manter o mais próximo possível.

Então foram engolidos pelas nuvens.

O mundo foi mergulhado em uma espécie de lã cinzenta e intangível.

Thiago só conseguia enxergar os longos cabelos castanhos de seu pai que chicoteavam no ar ao seu redor. Inclinou um pouco a cabeça para ver seu rosto. O ângulo não era bom, mas ele podia ver claramente uma de suas faces. Via o perfil do nariz reto, pontudo, mas delicado, os olhos verdes incisivos como os de uma ave, a boca fina e arqueada que parecia sempre sorrir.

Para dizer a verdade, Thiago não ligava muito para o Festival da Provisão. A festa em si não tinha de muito atrativo para ele. Era apenas um evento de confraternização cheio de frescuras e costumes tediosos. O que realmente estava lhe deixando entusiasmado daquele jeito era a presença do homem, o pai.

Esperou ansiosamente por essa data, dia após dia, desde que tomou conhecimento de que iriam juntos ao evento daquele ano. Um dia inteiro sem que Estevão precisasse se preocupar com os assuntos de seu ofício. Naquela data ele seria apenas seu pai e não o líder dos Levitadores.

Alcançaram, então, o outro lado das nuvens e a paisagem se descortinou.

— Aí está Silento — disse Estevão.

A quarta ilha flutuante dominou a visão. Achatada, cálida e erma como um simples pedaço de terra a deriva nas águas celestes. Suspensa sobre o pilar de vento que subia do solo, espiralando em correntes até que se perdesse em sua base rochosa e anuviada.

Abaixo dela, lá no solo, como uma cicatriz na planície verdejante, estava Windoon: a cidade dos humanos. Mais ao oeste, fora dos limites da cidade terrestre, flutuava Sol Baixo, a quinta ilha do arquipélago celeste. Thiago sabia quase nada sobre ela, nem mesmo conhecia o tipo de classe que vivia ali. Um pedaço de terra um tanto esquecido pelos Campos de Vento que viviam acima da barreira de nuvens.

Estevão voava rápido em direção a Silento, mas começou a desacelerar conforme se aproximavam. Manobrou no ar para que pudesse realizar uma curva ampla em torno da ilha.

Embora ainda estivessem distantes, agora Thiago podia vê-la nitidamente de cima. Seu pai emparelhou com a margem e desceu suavemente enquanto as campinas nuas corriam por baixo deles. O vento não passava de um sussurro na nova atmosfera.

O interior de Silento era dominado por uma floresta densa e alta.

Thiago sentia uma ansiedade latente ao encarar aquelas árvores gigantescas. Não era um tipo de sentimento que ele conseguia entender. Era apenas uma sensação esquisita, como se estivesse sendo observado.

— O senhor não acha essa floresta estranha? — comentou.

— A Floresta Silenciosa? É intrigante, não é? Lembro que ela me deixava bem nervoso quando era mais novo. As pessoas gostam de inventar histórias sobre ela — disse Estevão. Seus olhos não se desviaram por um segundo do trajeto.

— O senhor já entrou nela? Sabe o que tem lá dentro?

— Só até certo ponto — disse. — Sabe? Chega uma hora que as coisas ficam bem esquisitas quanto mais fundo você chega. Não conheço ninguém que tenha ido muito mais longe do que já fui. Ninguém gosta da floresta, mas não há nada com o que se preocupar se você se manter longe dela.

Thiago olhou mais uma vez para a floresta. Encarou-a como uma coisa vil. Aquela névoa que se formava dentre as árvores e se debruçava para fora, por cima das copas em forma de lança, como o hálito de alguma criatura letárgica de intenções secretas.

— Já me disseram que existem monstros lá dentro.

— Acho pouco provável, filho. Com certeza deve ter criaturas lá dentro para se ter cuidado, mas monstros... Não acredito que existam.

— Por que o senhor acha que não? — perguntou Thiago.

O garoto inclinou-se para frente, dessa vez, como se tentasse ver o rosto inteiro de seu pai. Queria ver cada expressão que fizesse. Afinal, se tinha alguém que pudesse lhe dar a informação mais confiável desse ou de qualquer outro lugar, sem sombra de dúvidas, seria Estevão.

— Quando você pensa em algo como um monstro, você imagina uma criatura que atrai as pessoas para poder atacá-las em seu território, não acha? A Floresta Silenciosa parece ser um lugar que repele as pessoas. Pelo menos não conheço ninguém que tenha se sentido impelido a descobrir seus segredos. Se tem alguma coisa lá dentro, provavelmente não quer ser perturbada. — Estevão fez uma pausa. — E se, por algum acaso, houver algum monstro real desse tipo perigoso e maligno do qual eu, particularmente, não acredito, somos reagegos, não somos? Nada seria páreo ao que nós, Homo reagentis, sabemos fazer. — Se virou de perfil para o filho e esboçou um sorriso.

Era realmente intrigante, mas seu pai tinha razão.

A floresta sempre esteve ali, como um patrimônio de Silento, intocável e imperturbável. Thiago ouvia várias histórias quando falavam da ilha, a floresta sempre tinha algum papel a desempenhar nelas. Às vezes se ouvia falar dos tais monstros que a habitavam, mas na maior parte do tempo as histórias se reduziam a uma floresta que cresceu demais e dominou o território.

Mesmo assim ninguém falava do que havia em Silento antes da floresta tomar aquelas proporções. Era estranho a Thiago que uma ilha com tanto espaço para as pessoas viverem fosse habitada apenas por um pequeno vilarejo na margem, o qual, a propósito, eles estavam a caminho.

— Papai... — começou Thiago e hesitou.

Ele queria fazer mais uma pergunta, mas não sabia bem se deveria.

Pensava em Windoon. Pensava em sua família, os Campos de Vento. Pensava em Silento e em todo aquele espaço inexplorado.

Por um momento não achou que ficar insistindo naquele assunto fosse agradar seu pai. Por alguma razão estava sentindo uma certa tensão vinda dele. Um incômodo que começou junto com aquela conversa.

— Sim, Torthi? — disse Estevão, com uma voz estranhamente neutra.

Não. A pergunta que ele queria fazer não compensaria ameaçar toda a promessa que aquele dia havia feito para os dois. Era melhor guardá-la ou livrar-se dela. Nem era mesmo importante. Uma coisa pequena. Não passava de uma curiosidade boba.

— Nada não — disse, por fim.

Estevão se manteve em silêncio por um tempo. Agora já estavam mais próximos do chão de Silento.

— Se prepare, Torthi. Já vamos pousar.

O patamar de pouso surgiu logo adiante cercado por um campo de flores azul-gelo. Pétalas flutuavam no ar como uma chuva congelada. As árvores da Floresta Silenciosa pareciam cinquenta vezes mais altas que eles.

Thiago tentou não pensar nelas. Nem na floresta, tampouco no que podia ter lá dentro. Não era da sua conta. E ele também tinha coisas mais interessantes pelas quais doar sua atenção.

Thiago abraçou o pai com mais força.

Sentia-se como se tudo o que pudesse querer estivesse ao alcance. Aquela força que ele só sentia junto dele, de Estevão.

Agora que estavam chegando ao festival, se pegou pensando que nem ao menos sabia o que, exatamente, fariam durante as festas. Teve a sensação de que havia mais alguma coisa que deveria ter em mente para aquele dia. No entanto nada chegou a lhe ocorrer e resolveu não gastar energia com esforços desnecessários. Provavelmente nem importava. Contanto que estivessem juntos, como naquela hora, tudo estaria bem.

Com esse pensamento, os dois pousaram em Silento.

15 de Dezembro de 2019 às 02:07 2 Denunciar Insira Seguir história
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Amanda Luna De Carvalho Amanda Luna De Carvalho
Olá, tudo bem? Faço parte do Sistema de Verificação e venho lhe parabenizar pela Verificação da sua história. Sinceramente, sua história é excelente e senti as emoções que o personagem central estava passando num primeiro momento. A ação desencadeada me fez sentir como se estivesse dentro da cena e fosse um filme de cinema. Eu mesma adoraria voar de avião dessa maneira impactante. A coerência está apropriada. A estrutura está ótima e pude compreender tudo que os capítulos queriam dizer à mim. É como se os sentimentos estivessem vivos e notei isso em tudo que li nas entrelinhas. Os personagens possuem uma riqueza de detalhes incríveis e seus anseios estão bem entremeados entre si. Tanto a cena em que pai e filho estão dentro do avião, tanto a cena em que a floresta lá embaixo mexia com ambos, é deveras interessante. Acho que isso causa um frio na espinha de modo duplo. A gramática está boa, mas notei alguns deslizes e sugiro umas alterações. "Pois, sim, iria acontecer a qualquer instante" — Seria mais indicado retirar a vírgula depois de "pois" e manter depois de "sim", para dar mais clareamento à frase, já que nesse caso não é necessário. "Nada, não" — Seria mais indicado retirar a vírgula e manter assim, para a frase ficar mais coerente, já que nesse caso não é necessário. "Talvez nem importasse.Contanto que estivessem juntos" — Seria mais indicado separar o ponto final antes de "Contanto". Esses são meus apontamentos e espero ter sido útil ao comentar isso. Sua história é apurada e gostei do que li em todos os capítulos. As sensações sentidas por todos os personagens, consegui perceber perfeitamente. Todos nós passamos por algumas coisas assim em determinados momentos da vida. Espero que continue escrevendo seus livros e tenha muito sucesso com seus escritos. Até mais!
June 01, 2020, 01:25

  • Henrique Simeon Henrique Simeon
    Oi, Amanda! Fico muito feliz com seu comentário. É de encher o coração saber que a história te agradou em tantos aspectos. E vou me atentar a todos os feedbacks que você me passou, em especial os sobre gramática que mais me pega na hora de escrever. Queria só aproveitar para esclarecer que eles não utilizam avião para voar. Esse tipo de invenção é estranha na cultura deles. Na minha concepção tinha ficado claro no primeiro capítulo, mas pode ser que não. Vou dar uma revisada nisso também. Imagino que vocês da verificação tenham que ler várias histórias em um curto período de tempo por dia. Mesmo assim, muito obrigado! De coração. June 01, 2020, 17:09
~

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