Sob a chuva Seguir história

renkyou renkyou

Dizem que o amor é aquilo que o amor faz, e bem, se aquele amor fazia com que os dois tivessem um momento de reencontro sob a chuva tão incrível, Giyuu gostava do que o amor por Kyoujurou fazia em si e no mundo ao seu redor.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

#Sob-a-chuva #Tomioka #Kyoujurou #Rengoku #Giyuu #Rengiyuu
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Nós

A chuva começou de repente, pegando Giyuu desprevenido no meio do caminho. Estava voltando de mais uma missão; esta que lhe rendeu umas boas horas de luta, e por isso seu corpo e mente se encontravam exausto. Mal tinha forças para estar andando, então acelerar o passo ou até correr por causa da chuva estava fora de cogitação no momento.

O jeito seria se molhar um pouco e seguir até chegar ao quartel, no máximo pegaria um resfriado. Ao pé do morro pode avistar as luzes, não estava tão longe afinal. Passou a mão pelos cabelos molhados que lhe caíam nos olhos e atrapalhavam sua visão, faltava pouco para que pudesse descansar.

De repente ouviu o som de passos atrás de si e se pôs em alerta, poderia ser apenas um camponês ou talvez um oni que o seguiu sem que percebesse — caso fosse a segunda alternativa, mesmo sem muitas condições, lutaria ali mesmo. Agarrou sua mão na bainha da espada, pronto para saca-la a qualquer momento.

Esperou, e quando os passos já estavam bem atrás de suas costas se virou rapidamente para trás, mas a única coisa que viu foi uma capa voando sobre sua cabeça, reconheceu a mistura de cores em vermelho, amarelo e branco em formas de chamas nela e não se surpreendeu quando braços fortes rodearam sua cintura.

Só havia um pessoa nesse mundo que tinha intimidade o suficiente para fazer uma brincadeira daquela e Giyuu sabia bem quem.

— Kyoujurou, eu poderia ter cortado a sua cabeça, sabia disso?

A risada baixa dele ressoou em seu ouvido, a capa já havia caído sobre os dois e lhe tampava a visão. Tomioka não entendia bem qual era o motivo daquilo, mas não questionou, o pilar do fogo tinha esse jeito de ser — que aos seus olhos era bastante extrovertido.

— Pois eu não teria deixado. — Rengoku disse, e de praxe depositou um beijo em seu pescoço que fez com que Giyuu se arrepia-se inteiro.

— Não comece. — Resmungou mal humorado.

Uma parte sua queria agarra-lo ali mesmo e a outra queria chegar em casa para tirar aquelas roupas molhadas. Porém, Kyoujurou sabia bem como manipulá-lo em situações como aquela mesmo que muitas vezes ele nem percebesse.

— Estou feliz que esteja de volta.

E era com aquelas simples palavras que faziam com que Giyuu cedesse, pois havia sinceridade nelas e isso não tinha preço.

Virou-se para ficar de frente ao homem loiro, ainda envolto em seus braços, que mesmo molhados com a chuva, ainda eram quentes como brasa. Não costumava demonstrar muitos atos ou palavras de afeto a ninguém, mas ao lado de Kyoujurou as coisas mudavam totalmente. Se esforçava ao máximo para demonstrar seus sentimentos ao menos um pouco, pois se importava e queria se manter conectado com ele, não somente pelo sexo, mas também pelos sentimentos que floresciam entre os dois que iam além do carnal.

— Eu prometi que sempre voltaria e aqui estou.

Kyoujurou sorriu diante de suas palavras, deslocando uma de suas mãos até seu rosto. Seus olhares estavam compenetrados, e Giyuu esperava estar transmitindo tudo aquilo que sentia e não sabia como expressar em palavras corretas. A capa sobre suas cabeças começava a pesar, encharcada, porém, nenhum deles parecia estar se incomodando com isso.

Giyuu não relutou quando o outro aproximou mais suas faces, e nem mesmo quando juntou seus lábios gelados em um beijo sereno. Enquanto estava em sua missão sentiu falta desse contato, também de conversar e estar perto de Rengoku. Era um tipo de saudades estranha para si, na verdade, tudo o que vinha com aquele envolvimento às escuras era novidade e ao mesmo tempo estranho para alguém que, como ele, nunca sentiu antes. Mas estava se acostumando a cada dia com o que é o amor e lidando com suas consequências sejam boas ou ruins.

Logo encerraram o ósculo com vários selinhos da parte de Kyoujurou, pois sabiam que se ficassem parados no meio da estrada corriam o risco de alguém passar e reconhecê-los mesmo com o "disfarce", principalmente os outros pilares.

Assim que seu companheiro puxou a capa, Giyuu pode sentir mais uma vez diretamente as gotas d'água em sua pele lhe causando arrepios. Então, uma nova sensação tomou seu corpo quando Rengoku segurou em sua mão, as borboletas no estômago vieram. Eram aqueles pequenos atos de afeto que mais mexiam consigo e desestabilizava qualquer barreira que pusesse.

Não disseram nada, apenas se entreolharam deixando um silêncio confortável surgir entre eles. Kyoujurou recolocou sua capa, e então seguiram em frente de mãos dadas. E naquele momento o caminho nunca pareceu tão curto para Tomioka, que em um piscar de olhos se viu na porta de casa, sua mão sendo solta do aperto da mão do pilar.

— Nos vemos mais tarde, Giyuu.

Kyoujurou se despediu com um sorriso no rosto e uma implícita promessa em suas palavras, e para tentar responder, Giyuu tentou sorrir, mesmo que este sorriso não houvesse passado de apenas o levantar dos lábios. Mas foi o suficiente para a ocasião, pois pode ver que o outro havia entendido.

Rengoku foi o primeiro a passar pela entrada, deixando-o sozinho com seus pensamentos e a mercê da chuva. Porém, aquilo não lhe incomodava, estava com a mente longe em lembranças e olhando para a própria mão que a instantes a pessoa que amava estava segurando, teve a certeza de aquele momento de segundos atrás seria, para sempre, uma lembrança marcante em sua memória.

Dizem que o amor é aquilo que o amor faz, e bem, se aquele amor fazia com que os dois tivessem um momento de reencontro sob a chuva tão incrível, Giyuu gostava do que o amor por Kyoujurou fazia em si e no mundo ao seu redor.




8 de Dezembro de 2019 às 11:47 0 Denunciar Insira 0
Fim

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