Rain Seguir história

sophiagrayson Sophia Grayson

Athena voltava de um dia cansativo de trabalho, mas ao chegar em casa percebeu imediatamente que seu noivo, Avenir não estava bem e foi logo cuidar dele e saber o que tinha havido. | AvenirXSendai (Athena) | | Universo Alternativo |


Fanfiction Anime/Mangá Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#cavaleiros-do-zodíaco #saint-seiya #Saint-Seiya-Lost-Canvas #drama #setembro-amarelo
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Capítulo Único

Era um final de dia estressante para a jovem mulher, que chegava em seu mediano apartamento que dividia com o noivo. Os cabelos castanhos claros caíam de seu coque pelo atribulado dia, e seus dois olhos safiras eram espelhos e refletiam todo seu cansaço. O terninho cor de rosa que vestia já estava um pouco torno no corpo, e seus pés com sapatinhas caramelo se arrastavam no chão do amplo corredor.

Tudo o que queria era chegar em casa, tomar um banho, jantar qualquer coisa com seu noivo e cair na cama. Era o que planejava inconsistente, no qual foi frustrado no momento seguinte.

Athena abriu a porta do apartamento e se deparou com a escuridão, o que a fez ficar em alerta. Avenir não tinha dito nada se iria passar a noite em serviço, então sua mente automaticamente começou a trabalhar mais depressa. Ligou as luzes e avistou o blazer que o francês tinha ido ao trabalho pendurado em um cabide próximo.

Será que... Não poderia ser? Passava em sua cabeça o problema que seu amado tinha. Mas ele parecia tão bem ultimamente! O tratamento estava indo tão bem. Pelo menos era o que achava. O moreno estava muito mais feliz e dando seus lindos sorrisos. Mas com a depressão não poderia ter descuido.

Sua cabeça girava receosa. Largou a bolsa no sofá e em longos passos entrou ainda mais pelo apartamento, seguindo até a última porta do corredor, no qual estava aberta com o quarto sendo só iluminado pelo abajur.

Adentrou no recinto e logo se esbarrou com uma cena um tanto familiar e o qual suspeitava assim que chegou no lar. Seu noivo praticamente encolhido no lado esquerdo da cama, em posição fetal, com os braços segurando as pernas, completamente alheio a tudo o que se passava. A dor era visível em seus olhos castanhos e em seu rosto moreno. Seus longos cabelos albinos e cacheados espalhados por toda cama. Uma lágrima solitária chegou a escorrer de seus olhos.

Aquilo foi o estopim para a jovem se aproximar e sentar-se ao lado do ariano.

— Avenir? — sua melodiosa voz ecoou no local, tocando sua grande e delicada mão no braço do mais velho.

O moreno deu um pulo na cama assustado, sentando-se e limpando rapidamente da lágrima que escoria. Voltou seu olhar a sua amada mulher que o observava com preocupação. Já era tão tarde assim? Encarrou rapidamente o relógio que confirmava que um bom tempo havia se passado desde chegou em casa.

Suspirou cansado. Se perdia no em pensamentos quando estava em suas melancolias, com sua cabeça ruminado toda a culpa e tristeza que muitas vezes não sabia de onde vinham e o motivo para tal, e qual tinha sido o estopim para seu gatilho.

Se bem que para a depressão geralmente não tinha motivo para tanta angústia. Em especial a dele que era genético.

— Avenir! — Athena se aproximou de seu noivo e pegou com delicadeza seu rosto franzido, com o olhar castanho desfocado — Querido?

O ariano finalmente despertou de seu torpor. Tentou dar um sorriso mínimo, no qual se parecia mais com uma careta, tentado ao máximo não deixar mais sua noiva preocupada.

— Oi, amor — sua voz saiu como um sussurro, pegando nas delicadas mãos da mulher em uma carícia.

— Está tudo bem, querido? — perguntou sustentando o olhar castanho, que logo desviou, não aguentando ser encarado de perto. Ela parecia ver o fundo de sua alma.

— Sim, claro. Só estou cansado do dia de hoje — tentou disfarçar, mas sabia que não enganaria em nada a sagitariana, que se mantinha com um rosto compreensivo.

Athena balançou a cabeça em negativa e puxando o moreno para mais perto em um abraço. Sentiu os batimentos do ariano, um tanto calmo para tamanha agonia que ele deveria estar sentido.

— Não me engana, Avenir — indagou, fazendo um cafuné nos cabelos albinos encaracolados — O que foi que aconteceu hoje? Estava tão bem de manhã. Qual foi o estopim da vez, querido?

Avenir virou o rosto sem graça, com o coração e ombros mais pesados do que antes. As vezes não precisava de muito para ficar mal. Algumas palavras ruins já o machucavam e tiravam todo o brilho do dia. E tinha vezes que não precisava acontecer nada. Era só tristeza mesmo. “Dia de ficar triste” era como chamava.

Mas naquele dia fora algo que ocorreu no trabalho. Estava tudo tão bem, até que por causa de um errinho bobo na entrega dos designs da animação que fazia, no qual logo poderia ser logo concertado (e dentro do prazo de entrega), mas foi xingado por seus superiores de cabeça quente, que poderia muito bem ter tido um desfecho melhor na conversa.

Se sentiu a pessoa mais lixo no muito, e que nem no trabalho fazia nada certo (na cabeça dele), aquilo o pegou em seu íntimo e insegurança que toda a ansiedade e depressão causavam. Chegou em casa só querendo se deitar na cama e ficar lá para sempre.

— Eu só sou um lixo — colocou tudo para fora, inclusive as lágrimas se soltaram em seu rosto — E inútil — passou as mãos pelos cabelos, atraindo um olhar indignado de sua noiva por tais palavras.

Ela sabia que isso era a depressão falando mais alto, que o fazia pensar nessas abobrinhas. E era uma cena bem comum em todos esses anos que estava com ele. Tinha noção que não era algo consciente e de como tudo poderia nesses momentos ser frágil como cristal.

Avenir era um homem muito forte, mesmo em seus momentos mais delicados. Tentou em vão limpar aquele rosto tão belo das lágrimas salgadas que deslizavam na face morena.

— Isso não é verdade, Avenir — se pronunciou após um tempo, escutando com dor os soluços do mais velho — Você é a pessoa mais formidável e forte que já conheci. Com dedicação esplêndida e tão linda de se ver. Não é um lixo, ninguém na verdade é. Cada um tem sua importância, seu elemento o que os faz únicos. E você é único. Inútil, jamais! — pegou novamente o rosto do ariano, encarando o triste mar dos olhos castanhos — Nunca fale de si mesmo assim. Você é a pessoa mais importante para mim. Sabe disso.

Avenir soltou mais algumas lágrimas. Athena sempre tinha razão em suas palavras acolhedoras. Sempre o tratando com o maior carinho e paciência nesses períodos, que o fazia se perguntar como havia conseguido uma mulher tão maravilhosa ao seu lado. Fechou os olhos. Aquela tristeza era tão profunda. Doía muito.

— Sinto muito, amor — sussurrou, voltando a abrir os seus olhos e fitar as safiras brilhantes — Eu luto muito não achar isso de mim mesmo, mas tem vezes que é muito difícil.

— Eu sei, querido. E fico muito orgulhosa por você lutar sempre — deslizou as mãos em carícia na face morena, sendo muito apreciada — Você é um homem tão forte. Nunca vou me cansar em dizer isso — abriu um pequeno sorriso.

— Obrigado por sempre me ajudar e apoiar — afirmou o ariano limpando as lágrimas que insistiam de cair — Não sei mesmo o que fiz para ter uma pessoa tão incrível como você.

— Oh, Avenir — apertou aquele abraço que já estava solto — Obrigada, querido — penteou com as delicadas mãos as madeixas albinas, fechando os olhos. Se ela pudesse extirpava todo aquele sofrimento dele.

Avenir afundou o rosto no ombro de Athena, molhado com os restos de lágrimas em seu rosto. Estava mais calmo, todavia ainda assim o sentimento ruim estava longe de abandona-lo. Queria ainda ficar encolhido desejando tudo aquilo passar. Mas não precisava mais guardar todo aquele fardo só para ele, poderia sempre contar com sua maravilhosa noiva.

Inspirou fundo e se afastou olhando firmemente para Athena, então respondeu a primeira pergunta que ela tinha feito tempos atrás, e contou tudo o que houve em seu trabalho de animação e seus superiores.

Ela escutou tudo com a maior paciência e calma. Mesmo cansada pelo dia atribulado, mas nada a impediria de cuidar de seu noivo e apoia-lo em todos os momentos.

3 de Dezembro de 2019 às 16:05 0 Denunciar Insira 1
Fim

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Sophia Grayson Só uma garota que gosta de escrever.

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