E quando ela voltar? Seguir história

jace_beleren Lucas Vitoriano

Yuki é casado com Liane, mas quando sua esposa viaja e simplesmente não volta mais ele tenta fazer de tudo para localiza-lo. Enquanto isso, ele acabara descobrindo em sua amiga Rosa, uma atração que desconhecia.


Erótico Para maiores de 21 anos apenas (adultos).
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Capítulo único

Uma casa nunca fica a mesma quando um dos integrantes da família está ausente. As coisas continuam acontecendo, mas o clima é diferente e a ausência dessa pessoa paira no ar de forma que é impossível ignora-la. Rosa não fazia, a rigor, parte da família, mas era tratada como tal e amava a todos ali como se seus familiares fossem. Moravam no local Rosa, uma delicada e gentil garota de 25 anos com longos cabelos loiros que desciam até a cintura e olhos de um anil claro, Yuki, marido de Liane, apesar de ser bastante jovem com seus 22 anos. Yuki tinha um porte atlético, cabelos pretos curtos, uma pessoa em geral calma, embora muitas vezes acabasse agindo por impulso. Naru era a irmã mais nova de Yuki e também uma das melhores amigas de Rosa. Por ultima havia Liane que estava ausente a um bom tempo sem dar qualquer noticia. Eles eram uma família normal, talvez com a exceção de que Liane e Yuki serem magos, pois magia, definitivamente, não era algo considerado normal.

Quando Liane partira, em uma manha ensolarada, embora todos tivessem achado estranho sua viagem repentina não acreditaram que seria tão problemática assim. Rosa ainda se lembrava daquela manhã, não exatamente por ter sido o dia em que Liane fora embora, mas sim porque ela e Yuki tiveram, bem, ela ao menos achara que tiveram, um momento intimo que poderia significar algo mais do que apenas amizade.

Aparentemente não fora nada demais. Ele estava preocupado e tenso pela partida da esposa e Rosa tentou conforta-lo colocando a mão em seu ombro e dizendo-lhe palavras animadoras. Yuki colocou sua mão sobre a dela e os olhares dos dois se encontraram. Realmente não foi nada demais, nada mesmo, mas Rosa se lembrava bem daquele momento, houve uma conexão, mesmo que breve, entre ambos. Ela pode sentir uma faísca de desejo surgir e se apagar em questão de segundos. Nenhum dos dois disse nada a respeito desde então, mas Rosa lembrava-se do ocorrido e tinha certeza que Yuki também.

Em uma tarde, um pouco mais de um mês depois da partida de Liane, Rosa estava sentada na sala distraída lendo uma revista qualquer. Ela sabia que tinha muita coisa para fazer, mas o céu estava nublado lá fora e uma forte chuva caia. Ela não podia ir varrer a entrada do templo, muito menos cuidar do jardim, então se ocupava com a revista e, de vez em quando, dava uma olhada para a janela, vislumbrando as pesadas nuvens de chuva no céu.

Foi nesse momento que Yuki apareceu, vestia um short azul escuro e uma blusa branca. Algo nele a assustou e Rosa teve que se controlar para não expressar seu medo dando um salto da cadeira. Yuki estava sério, muito sério, e ele parecia decidido.

- Rosa quero que me ajude com algo.

Isso era um pedido normal e Rosa se sentia feliz sendo útil, mas havia algo no tom de voz dele que fazia a garota sentir calafrios. Ela queria que Naru estivesse ali, mas a mesma estava na faculdade e só voltaria para casa horas depois. Rosa se ajeitou na cadeira e fechou a revista.

- Claro Yuki, no que posso ajuda-lo?

- É algo simples, me siga e eu te conto antes de começarmos.

Rosa ficou desconcertada com aquelas palavras, mas fez o que lhe foi pedido. Se levantou e seguiu Yuki até um dos cômodos nos fundos da casa. Por algum motivo aquilo lhe deu um medo inexplicável e a vontade que teve foi de sair correndo dali. Ela sabia que não havia nada naquele cômodo, era apenas usado como deposito de coisas velhas. Yuki abriu a porta, estava escuro lá dentro e um aroma adocicado invadiu as narinas de Rosa. Ela gostou do aroma, mas não entendia de porque um aroma assim estar em um quarto vazio como aquele.

Yuki acendeu a luz do cômodo e entrou e ela o seguiu com passos inseguros. Foi então que ela viu. No chão havia um circulo de magia desenhado com algo que parecia giz. Rosa já havia visto círculos de magia aos montes, afinal morava com Liane que era a louca-dos-circulos-magicos. O que a intrigou porem era que aquele tipo de circulo possuía símbolos diferentes dos que ela via Yuki utilizando. Rosa poderia não saber quase nada de magia, mas acabara aprendendo algumas coisas básicas convivendo com dois magos. Ela sabia, por exemplo, que Yuki era praticante da magia Lin Tseng e que a mesma utilizava-se de símbolos diferentes daqueles desenhados no circulo magico.

Além do circulo de magia havia algumas ervas aromáticas espalhados em pontos estratégicos do cômodo o que explicava o aroma doce que Rosa sentira.

- Yuki... o que significa isso? – perguntou assustada.

Ele não disse nada, foi até o centro do circulo e se sentou de joelhos no chão. Foi então que ela notou um pequeno objeto que estava no circulo, um par de brincos. Ela reconheceu o objeto de imediato, era o par de brincos favorito de Liane. A maga adorava usa-lo quando ia sair, brincos prateados em formato de duas rosas.

- Vou fazer um feitiço de rastreamento – disse sério. E mesmo Rosa não sabendo praticamente nada de magia compreendeu o sentido dos brincos. Era preciso um objeto da pessoa que se queria encontrar para se fazer esse tipo de feitiço.

- Mas isso não é perigoso? – perguntou Rosa tendo cuidado para não pisar dentro do circulo mágico. Tinha medo de acabar estragando algo então achava melhor não tocar em nada – quero dizer... você é praticante do Lin Tseng e isso... – ela fez um gesto abrangendo o circulo ao redor – isso parece muito coisa que a Liane faria.

Yuki fez um movimento breve de concordância com a cabeça, em seguida retirou do bolso um ofuda, um papel amarelado retangular. onde estava desenhado símbolos mágicos.

- Sim é magia alhistica, o estilo da Liane – dito isso ele se concentrou dois segundos no ofuda. Então, respondendo ao comando do mago quatro velas que estavam espalhadas pelo quarto, ao redor do circulo mágico, se ascenderam. Rosa não tinha sequer visto aquelas velas antes.

- Então... – começou ela a perguntar, mas Yuki a respondeu antes que ela formula-se sua pergunta.

- Eu posso não entender especificamente da magia que a Liane utiliza, mas eu entendo de magia – ele não aparentava tanta segurança quanto Rosa desejava ao dizer aquelas palavras - eu tenho... uma vaga ideia de como fazer esse feitiço... digamos que eu sei uma parte do começo e outra do meio do processo... o resto vou tentar realizar de forma instintiva.

Rosa se assustou, sabia que magia não era algo com que se devia mexer sem ter um domínio exato, caso assim fosse algo ruim poderia acabar acontecendo. Abriu a boca para dizer isso a Yuki, mas parou ao ver os olhos determinados dele, não, não era só determinados, eram obstinados. Aquele olhar a fez se calar.

- Talvez algo de errado – advertiu ele – caso isso aconteça eu quero que você me acorde. Mecha meu corpo, grite comigo... até me bata se for necessário entendeu?

Se antes Rosa estava assustada ela agora estava apavorada. Ela tremeu e sentiu a temperatura de seu corpo cair. Ela queria sair dali, não queria nada haver com aquilo. Rosa porem sabia que Yuki faria o feitiço com ou sem ela e, mesmo com medo, decidiu que iria ajuda-lo. Se algo acontecesse ao amigo e ela não estivesse ali para ajudar jamais iria se perdoar.

- C-como eu vou sabe se deu algo errado? – perguntou tentando controlar o medo.

- Acredite, você vai saber – disse ele simplesmente e depois mudou de assunto – apague a luz por favor, eu vou começar o feitiço. Peço que não se mova nem fale nada, vou precisar do máximo de concentração possível.

Rosa fez um sinal positivo com a cabeça. Como lhe foi pedido apagou a luz e se afastou até um canto do cômodo, querendo não atrapalhar o que iria acontecer ali.

Sob a luz das velas o quarto tinha um ar quase sobrenatural. Rosa via a imagem de Yuki oscilar com a luz das chamas e aquilo lhe dava uma mistura de fascínio e medo. Ele fechou os olhos e começou a se concentrar.

Rosa fiou esperando aonde estava. Lhe angustiava apenas esperar sem saber se o feitiço daria certo ou não. O tempo passava lentamente, se arrastando. Yuki continuava lá, parado, mais imóvel do que quando meditava. As vezes ela sentia uma lufada de ar agitar as chamas e quase pulava de susto. Sua imaginação fértil a fazia ver criaturas estranhas nas sombras, como se o cômodo tivesse se tornado o antro de algo sinistro e maligno.

Nada se podia ouvir ali, apenas a respiração acelerada de Rosa. Ela encarava Yuki ansiosa para que ele finalmente abrisse os olhos, mas ele não abria. Ela se perguntou se todo esse silêncio significava que o feitiço havia falhado. Yuki havia dito que ela saberia se desse algo errado, mas ela não sabia. Não tinha a menor ideia de qualquer coisa e...

Foi então que ela ouviu o grito. Era um som desesperador e sofrido, um som que parecia penetrar na alma e rasga-la ao meio. Rosa não teve como se conter e pulou de susto, seu coração martelando no peito. O grito vinha de Yuki, mas parecia vir de todo o lugar. De repente ele começava a gritar e se agitar como se algo o estivesse atacando. Seu corpo se contorceu e ele derrubou uma das velas em seu ataque de agonia, mas felizmente a chama morreu antes de começar um incêndio.

- Yuki?!? Yuki por favor!!! – ela estava apavorada. Correu até o amigo e tentou segura-lo, mas ele se agitava com força e era impossível conte-lo.

Rosa queria acender a luz, mas não tinha coragem de largar o amigo. Yuki gritava loucamente, gritos agonizantes de dor. As lagrimas começaram a cair dos olhos de Rosa e ela balançava o amigo, chamava seu nome, implorava para que ele acordasse, mas nada surtia efeito. Ele parecia um animal acuado, grunhia de dor para depois se encolher em desespero e, em seguida, gritar de novo.

Rosa não sabia mais o que fazer, sentia-se frágil e impotente. Em seu desespero fez a única coisa que ainda lhe vinha em mente, deu um forte tapa no rosto de Yuki. O estalo do golpe ecoou por todo o cômodo. Yuki não parou de gritar e se contorcer, mas suas ações ficaram mais fracas. A coisa que o afligia parecia estar parando de afeta-lo e, em poucos segundos, ele parou de se mexer despencando nos braços de Rosa como um boneco inerte. Ela esperou que ele abrisse os olhos, estava assustada demais para tomar qualquer reação. As chamas das velas crepitavam e parecia a Rosa, mais do que nunca, que haviam realmente figuras sinistras se formando nas sombras.

- Yuki...? – suplicou ela com uma voz chorosa após um longo silêncio – por favor me responda... você está bem?

Sem resposta. Rosa chorou baixinho por longos instantes, mas depois se recompôs o máximo que pode. Ainda tensa colocou a mão no peito do amigo e viu que o coração ainda batia isso a fez soltar um suspiro de alivio.

Ela precisou de alguns minutos para pensar no que fazer. O fato de estar sozinha em casa a deixava ainda mais assustada, queria que Naru estivesse ali, mas o que Naru poderia fazer? Liane sim resolveria o problema, ela ajeitaria tudo, cuidaria de Yuki em questão de minutos. Mas Liane não estava ali, e a cada dia que passava as chances dela retornar diminuíam.

Rosa tentou se acalmar e colocar as ideias no lugar. Respirando fundo e clareando sua mente pensou na melhor atitude a tomar. Primeiramente ascendeu a luz do quarto e, em seguida, apagou as velas encerrando por fim com aquelas sombras infernais que a incomodavam tanto. Segurou Yuki e tentou levanta-lo, mas o amigo era muito pesado e ela mal conseguia coloca-lo nos braços. Fez muita força ao ponto de seu rosto ficar vermelho de esforço, mas o máximo que conseguiu foi ergue-lo por uns cinco segundos.

Frustrada desistiu da ideia e procurou outra solução para o problema. Foi até a sala e pegou o tapete que ficava em frente ao sofá, levou-o até o cômodo aonde Yuki estava desacordado e, não sem dificuldades, deitou o amigo sobre o tapete.

- Meu deus... minhas costas vão me matar – disse para si mesma. Ela era extremamente caprichosa em trabalhos delicados e detalhados, mas quanto se trava de trabalhos braçais era uma lastima.

Ela arrastou o tapete com Yuki em cima pela casa até que chegassem no quarto de Rosa. Se alguem visse a cena provavelmente pensaria que ela era uma assassina tentando se livrar do corpo de sua vítima. Esse pensamento a fez sentir calafrios. Completada a tarefa deitou-o em sua cama, o que não foi nem de longe uma tarefa fácil, ela sentiu seus braços protestarem de dor e suas costas realmente pareciam que iriam mata-la. Encerrada essa tarefa Rosa estava arfando e suando, mas ao menos tinha Yuki deitado em uma cama e não no chão.

Ela sentia-se como se tivesse feito uma faxina o dia inteiro no templo. Rosa deu um ultimo olhar para o amigo, ele parecia um pouco melhor dormindo, seu rosto estava pálido, mas ele deveria ficar bem.

- Vou apenas tomar um banho – disse embora Yuki não ouvisse suas palavras – você me fez ter muito esforço sabia? Mas eu prometo que volto logo.

Rosa precisava mesmo de um banho para se acalmar depois daquela situação tão estressante. Ela tomou um banho rápido e deixou que o carinho da água a fizesse se sentir melhor. Saiu do banho e vestiu apenas uma calcinha e uma camisola de botões que ia até a altura dos joelhos. Sentou-se na cama ao lado do amigo e esperou que ele acordasse.

Ali, dormindo, Yuki tinha uma expressão serena e fofa. Os pensamentos do dia em que Liane partira voltaram a mente de Rosa e ela corou ao perceber o quanto Yuki era bonito. Rosa odiou-se por isso, devia estar preocupada com o amigo e não fantasiando um romance impossivel com ele, mas o que podia fazer se sua mente insistia em atazana-la com esses pensamentos indecentes?

Para seu alivio não demorou muito para que Yuki abrisse os olhos. Ele o fez demoradamente, seu olhar estava cansado e seu rosto ainda pálido. Rosa sorriu aliviada, estava sentada na cama do lado dele. Yuki parecia desnorteado, ele virou o rosto para ela e falou com uma voz fraca.

- Rosa..? – olhou ao redor como se parecendo lembrar quem era e onde estava – quanto tempo... quanto tempo eu...

- Só uns trinta minutos – respondeu ela em tom tranquilizador – você me deu um baita susto...

Ele a olhou de uma forma tão frágil que Rosa sentiu seu coração derreter no peito. Sua boca se moveu suavemente. Apenas uma palavra foi dita.

- Desculpe...

- Tudo bem... eu fiquei muito preocupada, mas o mais importante é que você está bem – ela respirou fundo e então completou, sem querer parecer rude – eu sabia que não era uma boa ideia fazer aquele feitiço. Você não domina esse tipo de mágia é isso que dá quando se mexe com algo que não controla.

Yuki ouviu aceitando cada uma daquelas palavras, então, ainda em sua voz fraca respondeu.

- Você está certa Rosa foi um erro mas... – ele fez uma pausa, respirou fundo e continuou – não é que eu esteja querendo me justificar, eu realmente errei, mas o feitiço foi realizado com sucesso.

- Como assim? – perguntou ela espantada e intrigada – como pode ter dado certo se você ficou se contorcendo e gritando?

Yuki não respondeu de imediato. Fitou o teto demoradamente e então disse com uma voz um pouco mais forte, a cor aos poucos voltava ao seu rosto.

- Eu acertei no feitiço. Foi uma merda de feitiço de rastreamento, mas eu estava no rastro certo – ele deu uma risada fraca – tropeçando e cambaleando sim, mas no caminho certo – mais uma pausa antes dele prosseguir – o problema é que tinha algo... alguma coisa... rancorosa e antiga... eu... eu não sei como explicar com palavras...

- Tudo bem, não precisa dizer mais nada, apenas descanse – disse Rosa embora estivesse muito curiosa no que o amigo tinha a dizer.

- Era alguma energia poderosa que impediu meu feitiço – disse ele ignorando o conselho da amiga – acho que Liane está em um local perigoso... muito, muito perigoso.

Os dois ficaram em silêncio. Rosa já desconfiava disso e ele também, mas agora eles tinham certeza. Yuki estava cansado, não apenas seu corpo mais sua mente também. Seu rosto expressava abatimento e impotência e Rosa tinha pena dele. Ela não podia fazer nada por Liane, mas Yuki estava ali, na frente dela. Ela poderia ajuda-lo.

- Vai ficar tudo bem Yuki... eu não sei como, mas as coisas vão ficar bem – ela segurou a mão dele e a apertou com carinho – temos que ser otimistas certo?

Yuki não disse nada, ele apenas apertou a mão dela com carinho. Rosa corou, lembrando-se do que havia acontecido a dias atrás, quando eles haviam se tocado da mesma forma. Ela sentiu o calor voltar a seu corpo, sentiu desejo pelo seu amigo e, pior do que tudo, sentiu o olhar intenso de Yuki sobre ela. Um olhar enigmático ao qual ela se perdia, afundava naqueles lindos olhos negros.

- Eu... eu vou preparar algo para você comer... – disse querendo se afastar daquilo, mas Yuki segurou com firmeza seu pulso a retendo ali.

Ele continuava a encara-la e ela não tinha certeza do que via nos olhos dele. Ele estava cansado, isso era claro, mas havia mais. Ela percebeu, analisando meticulosamente aquele olhar, que havia mais... havia saudades, havia desejo, havia... carência. Yuki se sentou na cama com um pouco de esforço e, educadamente, puxou Rosa mais para perto de si.

Ela corou, seu rosto ficou totalmente vermelho e ela não tinha mais duvidas. Ele queria ela, queria ela tanto quanto ela o queria. Nenhuma palavra foi dita, mas ele levou as mãos as coxas da loira, tocando-as devagar, com carinho e cuidado. Rosa sentiu as pontas dos dedos dele deslizando em sua pele, acariciando-a lentamente. Ela se perguntou se era assim que ele tocava Liane e só em pensar na amiga sentiu-se a pior pessoa do mundo.

- Yuki nós não devemos... – a voz soou fraca como um sussurro. Ela precisava que ele a ouvisse, precisava que ele parasse. Ele tinha que fazer isso pois Rosa não conseguiria resistir. Se ele insistisse com aquilo ela não teria forças para afasta-lo.

- Não... não devíamos – ele disse, mas suas mãos não paravam de tocar Rosa. Elas agora acariciavam a lateral da bunda dela, e, com cuidado, como se pedindo permissão, ele começou a desabotoar a blusa da amiga.

Rosa tinha uma pele branca e delicada e Yuki abriu a blusa dela e tocou na barriga da moça, acariciou o umbigo e as costelas. Os seios estavam parcialmente a mostra, mas a roupa ainda pendia em seu corpo, mesmo desabotoada, e seus mamilos ainda estavam ocultos.

- Você é linda – disse ele com admiração. Suas mãos foram até os seios dela e os massagearam com todo o carinho – eu amo Liane e sei que isso é errado mas... meu deus como você é linda!

Rosa se sentiu derreter ao ouvir aquelas palavras. Ele a estava cortejando, lhe amava como um poeta ama a sua musa. Ela sabia que era errado, mas era fraca demais para ir contra a correnteza de sentimentos que lhe invadiam. Timidamente retirou a blusa revelando seus seios medianos com mamilos rosados. Estava apenas de calcinha, uma fina calcinha azul anil. Yuki continuou a massagear os seios de Rosa como se fossem duas pedras preciosas e, com muito amor, beijou-os delicadamente.

- Ahh... – ela soltou um suspiro. Nunca havia sido tocada e agora sentia as delicias do prazer carnal – Yuki... vamos pro inferno por isso... mas não pare... por favor não pare...

Rosa se sentia como se estivesse drogada, via tudo através de um véu de desejo. Era isso que chamavam de paixão? Ela não sabia, mas se fosse todas aquelas histórias que via nos livros e nos filmes faziam todo sentido agora. A paixão faz as pessoas cometerem loucuras.

Ele começou a distribuir beijos lentos nos seios enquanto os massageava com cuidado. Rosa gemia baixo de prazer, suas mãos se enterravam nos cabelos dele, acariciando-os com ternura.

Ela sentia os lábios macios dele em seus mamilos já duros e úmidos de saliva. Yuki era cuidadoso e gentil e Rosa se sentia uma princesa sendo possuída de forma tão doce. Ele cessou os beijos por um instante para poder retirar a própria blusa. Rosa admirou o lindo corpo do amigo e tocou no abdômen bem definido de Yuki. A pele era quente e os músculos rígidos. Ela amou isso.

Yuki a puxou mais para perto, sentando-a de frente em seu colo. Ela podia sentir o volume do pênis dele por debaixo da calça e isso a excitava. Os dois estavam com os corpos colados, os seios dela sendo pressionados contra os peitos musculosos dele.

- Você é tão linda... – disse ele mais uma vez, como se não importasse quantas vezes dissese, jamais seria o bastante. Yuki levou as mãos até o rosto de Rosa, acariciou-o, e então beijou-a na boca.

Perfeito era a única palavra que poderia descrever para Rosa o que sentira naquele momento. Ela sentia um universo contido naquele simples beijo, um universo vasto de amor e desejo. Rosa retribuiu ao beijo abraçando Yuki e o trazendo mais para perto de si. Ela sentiu as mãos dele acariciarem suas costas e repousarem em sua bunda, acariciando-a por cima da calcinha.

- Ahh... Yuki isso é tão bom – disse embriagada pela luxuria.

Ele concordou beijando-a mais uma vez e os dois se perderam em outro beijo. Rosa sentia-se quente por dentro, queimando de prazer. Lá fora o templo estava nublado e chovia, o clima era frio, mas dentro daquele quarto estava um calor insuportável.

Yuki começou a despir seu short e cueca sem parar de beijar Rosa. Em seguida, com um pouco de pressa, retirou a calcinha de Rosa e a jogou em algum lugar da cama. Rosa sentia vergonha por estar totalmente nua na frente dele e por estar nos braços de um homem, mas seu desejo era maior que sua timidez e ela nãos se importou.

- Vou penetra-la tudo bem? – disse ele lentamente.

- Faça – respondeu ela enquanto o desejo lhe dava coragem.

Ele segurou na cintura dela e a puxou. Seu pênis penetrou-a, preenchendo o interior de Rosa. A loira gemeu, um gemido que ecoou por todo o quarto. Yuki avançou, penetrando o máximo que podia, sendo cuidadoso para não ir muito rápido nem com força demais.

Quando seu pênis estava totalmente dentro de Rosa ele começou a se mover, para frente e para trás. Rosa gemia mais e mais rebolando em ritmo lento. Ela sentia as mãos dele em sua cintura e os lábios dele colados nos seus.

Os dois fizeram amor lentamente, como se tivessem todo o tempo do mundo. Rosa se impressionou ao falar e ouvir palavras de amor. Disse que o amava e que o desejava e ouviu, para seu deleite, que ela era uma flor rara, uma mulher sem igual.

Rosa não saberia quanto tempo aquilo durou, mas se sentiu como flutuando nas nuvens, como nos sonhos. Tudo terminou quando ele teve um orgasmo dentro dela. Ela gemeu alto, seu corpo tombou para frente, e ela também teve um orgasmo. Eles haviam feito amor lentamente, de forma romântico e doce. Rosa jamais poderia imaginar que sua primeira vez pudesse ser melhor.

Ficaram os dois abraçados por um longo tempo, não trocavam palavras, apenas se confortavam com o calor do outro. Tudo que podiam ouvir era o constante som da chuva lá fora, um som calmo e reconfortante.

Aos poucos o desejo foi se esvaindo de Rosa e, embora ela ainda tivesse amado o que fez, não conseguia ignorar a culpa que lhe consumia. Ela lembrou de Liane, sua amiga, uma de suas melhores amigas. Ela a havia traído, havia se aproveitado que Liane partira e a traíra. Claro, não havia feito isso sozinha, Yuki também tinha culpa, mas ele não a forçara a nada. Ela havia dormido com ele de livre e espontânea vontade.

Rosa sentiu duas lagrimas quentes e silenciosas descendo pelo seu rosto. Apesar de tudo de errado que havia feito ela ainda estava abraçada com Yuki, consolando sua tristeza nele. O pior é que ela não podia negar seus sentimentos, amava Yuki, se apaixonara por ele. De todas as pessoas logo por ele.

Ela sabia que teria que suprimir esses sentimentos, enterra-los para sempre, mas será que ela conseguiria? Ela não tinha certeza, era algo forte demais e Rosa se sentia tão frágil.

- Isso foi errado... – era Yuki quem falava. Rosa levantou a cabeça para vê-lo e se surpreende ao perceber que ele também chorava. A verdade daquela traição deveria estar consumindo-o tanto quanto a ela. Seu olhar estava vazio e ele repetiu, com uma voz sem vida – isso foi errado Rosa...

- E quando ela voltar? – perguntou Rosa em uma voz miúda e frágil – o que faremos? O que diremos?

Mas Yuki não respondeu, ele não tinha a resposta para essa pergunta, nenhum dos dois tinha e por isso a angustia e a culpa os consumia. Rosa deitou a cabeça no peito de Yuki e não disse mais nada. O amanha era incerto e ela não saberia se conseguiria encarar Liane novamente nem ocultar o que houve. Mas Rosa também não tinha coragem de falar do que ocorrera. Estava em um dilema.

Ela não sabia o que fazer e, por mais contraditório que isso pudesse ser, procurou consolo em seu amigo e amante, abraçando-o com firmeza e carinho e desejando que o futuro trouxesse as respostas que ela não tinha.

18 de Novembro de 2019 às 18:31 0 Denunciar Insira 0
Fim

Conheça o autor

Lucas Vitoriano Ola, me chamo Lucas, adoro escrever, ver animes, jogar Magic the gathering, ler entre outras coisas mais rs. Sou particulamente fissurado em mitologia grega, meus autores favoritos são Neil Gaiman e Kazuo Ishiguro e, meu livro favorito, é As brumas de Avalon.

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