Um Amor Para Encontrar Seguir história

sophiagrayson Sophia Grayson

Julian estava andando meio avoado nos últimos dias, mas Sorento ao perguntar o que estava acontecendo, ficou surpreso por ser uma coisa simples e complicada, mas pura. | Julian Solo/PoseidonXAnfritite (OC) | | SorentoXOC |


Fanfiction Anime/Mangá Todo o público.

#romance #fluffy #drama #cavaleiros-do-zodiaco #saint-seiya
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Capítulo Único - Your Name

Era mais um dia quente e ensolarado na cidade grega, o jovem herdeiro do império milionário Solo estava no escritório de sua mansão que dava para uma bela vista do mar.

Sentado em uma confortável cadeira de couro, apoiando os cotovelos em sua mesa de madeira maciça e atolada de papeis da empresa. Cada um para ser assinados ou eram futuros projetos para se analisar e outras coisas particularmente chatas para um jovem de vinte e dois anos.

Julian Solo, fitava com suas grandes safiras tediosamente a papelada, no qual seus longos cabelos loiros cobriam algumas partes, com a mente vagando em outra órbita.

Apoiou seu rosto em uma das mãos enquanto a outra tentava em vão arrumar a franja que cobria os olhos. Deu mais um suspiro, o décimo no dia, mergulhado nas lembranças de noites atrás, que pareciam ser mais importantes do que um monte de palavras em um fundo branco sem graça.

O que chamou atenção de seu amigo e secretário, Sorento, do outro lado do cômodo em sua própria mesa com outras papeladas e um laptop em aberto. Levou os olhos até seu amigo/patrão preocupado.

Fazia tempo que percebia o mais velho avoado e até mesmo atrapalhado, como se estivesse em uma dimensão paralela. E sabia que não era seu amo, Poseidon, já que o mesmo estava selado no fundo do mar e nem fez mais aparições depois de ajudar os Cavaleiros de Athena na Guerra Santa. E claro, também o cosmo de Julian estava tão fraco como o de um humano comum.

Largou a caneta que tinha em mãos e se levantou. Iria dar um fim naquilo e trazer Julian de volta a realidade e sem falar que poderia chegar a prejudicar o andamento das empresas Solo.

A passos rápidos cobriu a distância que separava os dois e puxou uma cadeira que ficava em frente da mesa e se sentou encarando firme o ariano.

Julian nem sequer percebeu o outro se aproximar e nem se mexeu. Enxergava em sua mente uma jovem moça radiante de longos cabelos castanhos e pele morena clara, com um vestido que realçava sua beleza delicada. Completamente deslocada naquele baile, mesmo com uma outra jovem mulher ao lado, que deveria ser muito bem sua amiga, que não dava muita atenção se atirando para cada homem que aparecia.

Queria muito ter ido até ela, na verdade uma força o puxava para ficar perto daquela jovem e quem sabe tira-la para uma dança. Pois ele era um daqueles homens que cortejam as moças como as donzelas nos séculos passados, com refinamento e respeito.

Mas tinha aqueles malditos acionistas e empresários que brotavam a todo o momento e não o deixava sair um passo de onde estava. Deslizou as mãos no rosto frustrado, nem o nome Julian tinha conseguido para pelo menos ir procura-la depois.

— Sério, Julian, o que você tem? — a voz grave de Sorento ecoou no amplo cômodo preocupado, fazendo seu amigo pular da cadeira assustado e finalmente percebendo sua presença tão próxima — Sinto muito — pediu — Mas o senhor está muito avoado, atrapalhado e até perturbado, como agora. Tem algo acontecendo? Está doente?

Julian piscou antes de encarar seu amigo/empregado, que demonstrava com sinceridade total preocupação em sua face. Se aprumou na cadeira. Ele, Julian, estava tão desconcentrado assim? Não tinha nem percebido. Mas como esquecer uma donzela tão bonita como aquela? Parecia uma ninfa!

— Estou bem, Sorento. Desculpa por preocupa-lo, mas não é nada demais — falou com um sorriso amarelo, no qual o virginiano não engoliu, só franzindo o cenho.

— Julian, anteontem o senhor quase saiu de casa com sapatos trocados e calça do pijama. Por favor, me diga o que está havendo?

O ariano arregalou os olhos, não pela petulância de seu amigo, mas sim por ele ter razão. Sua vida estava perdendo as estribeiras e nem percebia, tudo por causa de uma mulher que não conseguia tirar de sua cabeça.

Todavia, não era qualquer mulher, não para ele. Será que estava apaixonado? Mesmo sem nem ter trocado uma palavra com a morena? Não era possível! Não acreditava!

Mas sentia tudo aquilo que os livros de romance descreviam, coração disparado, borboletas no estômago e mais uma pilha de outras coisas. Pelos deuses!

Olhou para o castanho que esperava pacientemente por uma resposta. Suspirou de novo, voltando seu olhar a qualquer canto da sala, para não encarar o amigo. Estava envergonhado do motivo disso tudo.

Limpou a garganta.

— Se lembra do baile que uma de nossas fundações deu semanas atrás? — o virginiano assentiu não compreendendo uma coisa com a outra — Então — a voz de Julian abaixou um pouco pela vergonha — Eu vi uma moça, a mais bela que já pus os olhos — as safiras azul marinho criaram mais cor e brilho, Julian sentia novamente aquelas ondas de borboletas em si — Tão bonita, mas tão bela. Nunca tinha visto cabelos castanhos daquela cor, tão escuros e leves. Bom pelo menos me passava leveza ao olhar.

Sorento arregalou os olhos azul celeste, já começando a ligar os pontos. Mas precisava confirmar. Deixou que seu ex-amo continuasse a descrever sua Julieta.

— E aquela pele mais clara que a de um chocolate — suspirou, deitando os braços e o rosto na mesa, sem deixar os olhos vagaram pelo escritório — Queria saber se era macia também, e que tipo de perfume emanava. Olhos escuros, mas tão claros, a sinceridade e desconforto vazavam por eles. Gostaria tanto de ter tirado aquele desconforto e ter dando alegria aqueles lábios rosados e bem desenhados — fechou os olhos retornado aquele dia — Ah! — riu de leve — Aquele vestido e sapatinhas simples cor de rosa, caíam bem nela. Ela é que dava a beleza para eles — abriu os olhos, encarando Sorento, que tinha um pequeno sorriso no rosto.

O rosto do ariano se esquentou. Tinha dito tudo aquilo mesmo em voz alta?!

Sorento vendo que Julian não iria dizer mais nada, se deu o direito da palavra.

— Está apaixonado — “Que fofo”, pensou abrindo ainda mais o sorriso, para a vergonha de Julian que queria só um buraco para se enterrar — Tudo isso foi os sintomas do amor — riu fraco, ele sabia muito bem como tudo aquilo. Mas estava mais tranquilo por não ser algo tão sério quanto imaginava.

Jamais passou por sua cabeça que o seu antigo mestre e atual amigo, fosse se apaixonar de uma forma tão pura e simples. Não tinha sido tão diferente com ele mesmo e sua namorada. Então porque era tão surreal acontecer com Julian? Talvez com seu passado como deus Poseidon, que era o sinônimo de mulherengo.

— Não precisa ficar envergonhado, Julian — olhou-o compreensivo, assim como seu tom de voz — Agora entendo o porquê de estar tão avoado. Nós ficamos assim mesmo quando se trata de amor.

Julian ainda não conseguia encarar seu amigo, enfiou o rosto entre os braços e gruiu baixinho em frustação. Sorento continuou sustentado sua expressão compreensiva. Logo estirou uma das mãos colocando no ombro do amigo acanhado.

— Ora, me disse tanto dessa bela mulher, mas qual é o nome dela? — perguntou, fazendo Julian levantar o rosto vermelho e fita-lo.

— Eu não sei — viu o Sorento piscar incrédulo — Aqueles vampiros acionistas e empresários em ruma que brotaram de sei lá aonde me atrapalharam e não tive chances de se aproximar dela — bagunçou mais os cabelos irritado com sigo mesmo — Sou um idiota! Apaixonado por uma moça do baile que nem sei o nome! Parece Cinderela, mas sem o sapatinho de cristal! Frustrante!

— Não fique assim, você é tudo menos idiota — Julian voltou suas safiras para Sorento — Eu te conheço bem, você é Julian Solo, com poder o suficiente para encontrar alguém de uma festa.

Julian sorriu de leve com que o virginiano disse, como se fosse um consolo. Mesmo tendo um receio que nunca mais a ver. Mas faria o que o amigo disse e tentaria encontra-la até o fim.

— Sabe, sinto como já a tivesse conhecido antes, como se tivéssemos vivido uma longa vida juntos — um brilho esverdeado pairou nos olhos, junto com um leve cosmo divino. Sorento arregalou os dele surpresos. Poseidon? Se parecia tanto com ela. Não, era ela, tenho certeza!

— Julian? — sussurrou, chamando a atenção do mais velho que tão rápido a “possessão” veio, ela se foi.

— Tudo bem Sorento? Parece que viu um fantasma — perguntou preocupado com a súbita, para ele, palidez do virginiano.

— Sim, claro. Não foi nada — sorriu amarelo — Como agora tudo vai ficar bem, acho melhor voltar ao trabalho que se acumula na minha mesa — levantou-se, com Julian colocando ambas as mãos no rosto, em desespero pela burocracia de sua empresa. Queria férias.

Mas como ter férias de sua própria empresa?


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Tinha se passado uma semana depois daquela conversa e Julian já estava frustrado por não ter nenhuma informação de sua musa. Era muito difícil quando não se tinha o nome da pessoa ou da amiga que acompanhava. Olhar na lista de convidados não adiantou em nada e buffet não cedia as gravações do baile, o que facilitaria, pois pelo menos teria um rosto.

O ariano ficou mais ligado em suas desatenções, para não prejudicar tanto sua vida como estava nas últimas semanas. Por ele só queria encontrar a moça e mais nada até então, mas tinha responsabilidades e precisava arcar com elas e não parar a vida por uma mulher.

No momento, tinha saído da mansão para espairecer um pouco e distrair a mente, tanto da papelada como da morena. Sorento o acompanhava como sempre com uma maleta nas mãos com sua flauta, pois depois iria tocar para as crianças de um hospital local.

Calado, deixando que seu patrão/amigo tivesse seu espaço. Dava para sentir a agonia e frustação pelo fraco cosmo do outro. Queria poder fazer algo, mas também estava de mãos atadas.

Até que passaram por uma grande revistaria e livraria, fazendo Julian estancar ao sentir aquela mesma força o envolvendo e o atraindo, como no baile. Escutava até uma voz no subconsciente dizendo “não vá embora, ela está aqui, entre! Não deixei essa oportunidade escapar”.

— Julian? — escutou Sorento ao fundo, como se estivesse em outro lugar, mas estava ao seu lado — Está tudo bem? Parou de repente.

— Vamos entrar rapidinho aqui — o mais velho avançou, abrindo a porta de vidro do estabelecimento, não deixando brechas para o virginiano indagar — Sinto que ela está nesse lugar.

Sorento ficou alguns segundos parado em frente do lugar. Tinha acabado de sentir novamente o cosmo de Poseidon, era como se Julian e o deus estivesse em algum tipo de harmonia, mesmo a divindade estando selada, e que nenhum dos dois tinham plena consciência de que isso estava ocorrendo. Pois se tivesse, o deus do mar já teria entrado em contato com ele, como foi no fim da Guerra Santa contra Hades.

O que mais preocupava o marina não era nem essa associação dos dois, mas sim o motivo de tudo isso estar sendo desencadeado.

Entrou na loja, encontrando não muito longe um Julian e uma bela moça morena. Pelo olhar que o loiro dava a jovem, sabia que era a tal que fisgou seu coração. Igualzinha ao descrito pelo amigo. Ele não exagerou em nada na beleza da mulher, que era extremamente exótica e ao mesmo tempo familiar. E a mesma parecia estar na mesma conexão e igualmente radiante. Ambos eram dois pombinhos apaixonados.


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Minutos antes, a jovem moça morena carregava com carrinho cheio de livros para arrumar nas determinadas sessões. Estava sendo um dia extremamente difícil e cansativo.

Anfritite não tinha ânimo para nada, somente queria estar em casa e bem longe as festanças de sua pseudo amiga riquinha, que a deixava como se fosse um lixo nos eventos. Nem sabia o motivo de ter acompanhado Diana no baile de algumas das fundações beneficentes das empresas Solo. Tinha ficado praticamente no escanteio, sendo trocada por homens velhos e ricos. Aquela menina amava dinheiro. Mas de qualquer forma era como uma força a atraísse para ir até lá.

Teve momentos que chegou a sentir ser observada por um rapaz loiro bem atraente. Desejou ter ido até ele, só para ter alguém como companhia. O que era estranho esse tipo de desejo, pois mal o conhecia e ela não se dava bem com quem não conhecia, além de achar perigoso, por... sei lá? Vai ver que era um psicopata? Não se entendeu naquele momento. Mas queria muito ter passado um tempo com aquele rapaz, todavia tinha aqueles bandos de urubus corporativos em cima dele.

E tinha aquela questão, será que realmente estava admirando ela, ou sua amiga siliconada?

Bufou, voltando ao seu trabalho antes que levasse mais um carão de seu chefe. E precisava muito do emprego. Quando foi pegar uma escada para arrumar os livros nas estantes mais altas, sentiu aquela força de atração e uma leve fragrância do mar no ar.

Parou, em algum ponto de sua memória lhe era familiar tal aroma e poder calmo e sereno, mas ao mesmo tempo revolto e destrutivo. Mas não sabia de onde recordava tudo isso. Só sabia que lhe dava uma tremenda paz.

— Sinto muito, mas a senhorita estava em um baile da fundação Solo semanas atrás? — perguntou uma voz bem máscula as suas costas. Arrepiou-se.

Se virou surpresa e deu de cara com aquele rapaz da festa. Loiro, de cabelos compridos com as pontas de um azul desbotado, como se tivesse colorido o cabelo em um passado recente, trajando roupas de um modelo um tanto vitorianas, mesmo com o intenso calor grego. Os olhos azuis mar, tinha um brilho exótico em um tom de verde. Ficou encabulada por tamanha beleza. O rapaz realmente estava de olho nela na festa.

— Sim, claro — confirmou em uma voz fina um tempo depois, sem ter forças para enxota-lo ou negar, ou para quebrar o flerte. Mas não era o que queria realmente — E você seria...?

— Julian Solo, ao seu dispor, milady — pegou a mão direita de Anfritite e beijou, como um cavalheiro — A senhorita me conquistou desde aquela noite, poderia me dizer seu nome? Para convida-la de forma decente a um encontro — nem Julian sabia de onde saía tanta inibição, quase não se reconhecia. Mas estava indo por um bom caminho, pelo menos era o que achava.

— An-Anfritite, senhor Solo — gaguejou sem ação alguma diante da súbita declaração do rapaz até então desconhecido, que era nada mais e nada menos o herdeiro das empresas Solo. Como conseguir chamar atenção de um homem de tão alto escalão? Mas ainda sua cabeça não assimilava bem as informações.

— Anfritite? Como a ninfa-deusa do mar? Um belo nome para uma belíssima mulher — a morena piscou ascendendo e ficando mais vermelha do que seu tom de pele permitia estar — E por favor, me chame de Julian, não é necessária tanta formalidade.

Era impressionante como Julian conseguiu desmonta-la até não ter mais reação. Ele é incrivelmente charmoso e encantador. Não conseguiria dar um não a ele, mesmo que tivesse uma parte mais racional de si falando para recusar, e que o Solo deveria ser assim com todas as mulheres.

Mas tinha ainda aquela vozinha que dizia o quão verdadeiro o rapaz estava sendo e que não ocultava nada de ruim para ela. Sem falar da enorme força que atraía para ao lado dele. Como se tudo conspirasse para eles ficarem juntos.

Por que não aceitar pelo menos um encontro e dar uma chance?


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Para matar o tédio e esperar Julian terminar de falar com a jovem, Sorento foi até a ala de quadrinhos e encadernados da loja. Não que fosse fã dessas coisas, mas sua namorada era e tinha algo que queria comprar para a mesma.

Só um agrado por Helena sempre o acompanhar e vê-lo em suas apresentações, mesmo sendo difícil, financeiramente falando.

Encontrou um encadernado pesado e de capa dura de Batman e Robin do Grant Morrison, no qual ela vivia falando o quanto desejava tê-lo e ler as aventuras do Batman Dick Grayson e Robin Damian Wayne, no qual considerava a melhor dupla dinâmica. Ok, não podia discutir, já que não entendia bulhufas.

Folheou as páginas vendo uma arte diferente, mas nem feia e nem bonita. Se perguntava como Helena gostava de tudo aquilo, era confuso demais. Tinha umas partes como um Batman morto vivo, uma menina com máscara de boneca, uma cirurgia que extraia toda a coluna do Robin e colocava outra, e lá para o final dois Batmen. Tipo, o quê?!

Mas gostos não se discutem e foi para o caixa pagar. Quando estava saindo do caixa, Julian apareceu radiante em sua frente, mostrando o número e nome da moça com quem conversava no seu celular.

— Encontrei ela, Sorento — vibrou, e o virginiano somente sorriu — Consegui o nome o número e ainda marquei um encontro para hoje de noite!

Que rápido, Sorento pensou. Um encontro já para o mesmo dia, mas de certa forma entendia tudo aquilo. Encontrar a pessoa que ama, faz querer ficar o máximo de tempo possível com a mesma.

— Fico feliz, Julian — disse dando tapinhas amigáveis nos ombros do mais velho — Mas não a perca de vista novamente — logo depois reparou no nome escrito na tela.

Arregalou os olhos. “Anfritite”, era o mesmo nome da esposa de Poseidon. Seria só coincidência ou a jovem tinha ligação com a divindade? Começou a juntar os pontos em sua cabeça, assim como a “possessão” em harmonia que seu amigo e mestre estavam tendo, que teria sentido se fosse realmente ninfa-deusa.

Isso deu um nó em sua cabeça. Depois iria averiguar isso como um bom marina que era. Agora só iria focar em tocar para as crianças. Sua apresentação estava quase em cima da hora.

25 de Outubro de 2019 às 17:28 0 Denunciar Insira 1
Fim

Conheça o autor

Sophia Grayson Só uma garota que gosta de escrever.

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