As Serpentes do Som Seguir história

gothlady Goth Lady

Após a guerra, tudo que Orochimaru queria tirar férias daquela loucura e viajar até o País do Mistério. O que ele não esperava era cair em uma emboscada e levado à Konoha para pagar por seus crimes. Como último pedido, ele pede para rever as suas filhas, mas elas ainda seriam as mesmas depois de todos esses anos? Essa história também foi postada no Nyah e no AO3.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

#naruto #sasuke #sakura #itachi #sai #orochimaru #oc #tsunade #jiraiya #akatsuki
0
406 VISUALIZAÇÕES
Em progresso
tempo de leitura
AA Compartilhar

Cap.1 O País do Mistério

O que todos julgavam impossível tinha acontecido, a guerra finalmente terminou. Muitos voltaram para suas casas e seguiram com suas vidas, outros tiveram o paradeiro até então desconhecido. Um deles era Orochimaru, o sannin das cobras. A verdade era que seu paradeiro não era tão desconhecido assim, pois ele estava indo para o País do Mistério.

O País do Mistério era um país até então desconhecido para os outros. Ninguém tinha relações comerciais ou diplomáticas com aquele país e eram raros os que se atreviam a visitá-lo, embora não fosse incomum se alguns de seus habitantes resolvessem fazer turismo por outros países. Havia muitas histórias e lendas sobre ele, mas poucos foram os que se aventuraram e muito poucos retornaram dele. Não se sabia muito sobre ele, apenas o que contavam e aquelas pessoas eram julgadas como loucas.

Na verdade o desconhecido e misterioso País do Mistério era estranho e Orochimaru tinha confirmado isso com seus próprios olhos, embora não tivesse dito muito sobre ele para não ser julgado como louco. Ao contrário dos demais países do Mundo Ninja, o País do Mistério não tinha aldeias uniformes que representassem a cultura do país, ele era um país em que as aldeias eram completamente diferentes umas das outras, cada uma tinha sua própria cultura e seu modo de vestir.

A capital era Kinzokugakure, também conhecida como a aldeia do metal. A capital era cheia de prédios construídos em metal, alguns eram coloridos e outros não, mas todos eram impermeabilizados por causa da chuva. Seus ninjas utilizavam técnicas de liberação de metal, coisa que nunca antes vira em todo mundo ninja. Por que tal aldeia era a capital do intitulado País do Mistério? A verdade era que antes existia o País do Metal, mas fora invadido por seu vizinho, o País do Mistério, e anexado em seu território, porém Kinzoku continuou sendo a capital, mesmo após a anexação.

Mas o destino do sannin das cobras não era Kinzoku, era uma aldeia menor conhecida como Chugo. Chugo era uma aldeia simples de arquitetura chinesa e de povo semelhante ao chinês. Sua vestimenta consistia em camisas e vestidos de gola alta rente ao pescoço com detalhes em linhas horizontais onde ficavam os botões, podendo ou não haver fendas nas laterais, além de calças e sapatilhas.

Havia duas aldeias que eram as menos estranhas de todo país: Chugo e Eirian. Eirian parecia uma aldeia comum que ficava em meio ao Aka Desert. Suas casas não eram diferentes das que ele veria pelo País do Vento, Suna principalmente, porém ela tinha vários telescópios espalhados. As pessoas eram comuns. Orochimaru a evitava sempre que podia, tinha tido uma horrível experiência nela que acarretou em outra experiência pavorosa. Eirian podia parecer algo com que ele estivesse acostumado, mas seus milhares de telescópios espalhados pela aldeia, abduções por coisas redondas com luzes e pessoas verdes, azuis, cinzas, rosas e roxas andando pelas ruas era algo que o sannin das cobras queria o máximo de distância. Por isso preferira se estabelecer em Chugo.

Ao avistar um dos portões, ele soube que finalmente tinha chegado e poderia descansar. Tinha sido uma longa viagem até ali. Foi cumprimentado os cidadãos ao longo de sua caminhada pelas ruas do centro, andou até uma área nobre onde tinham casas maiores e parou em frente a uma delas. Era uma casa de madeira com enormes janelas e um telhado verde escuro. Possuía 15 quartos, uma grande sala de jantar, uma cozinha, uma sala de estar, uma biblioteca, 9 banheiros e um quintal com um lago, além das varandas.

A casa estava quieta, quieta até demais para o gosto do sannin, o que era estranho, já que ela sempre fora barulhenta. Entrou na enorme casa e a sala estava impecavelmente limpa, mas vazia.

- Olá? – Ninguém respondeu. – Alguém em casa?

Achou estranho que a casa estivesse em silêncio absoluto. Geralmente estava cheia de barulhos e ele tinha que gritar para cessá-los. Andou desconfiado pela sala rumo às escadas. Mal chegou ao primeiro degrau e foi acertado por um cabo de madeira e alguma coisa molhada. Além da pancada na cabeça, recebeu uma pancada nas pernas, perdeu o equilíbrio, deu de cara em um degrau e caiu da escada.

- Parado aí, demônio! – Era uma voz que lembrava gatos em uma caixa de areia. – Saia já dessa casa que não te pertence!

- Dona Ming Ling, sou eu!

- Sinhozinho Orochimaru?!

Dona Ming Ling era uma mulher pequena e muito enrugada com pequenos olhos negros puxados, como todo o povo da boa e velha Chugo. Suas vestes consistiam em um vestido branco florido de mangas compridas e gola chinesa, calça azul marinho, meias brancas e sapatilhas negras. Em uma das mãos ela segurava um esfregão.

- Perdoe esta velha que só estava expulsando demônios.

- Claro que estava.

Dona Ming Ling não era a mais inteligente das idosas, porém quando segurava um esfregão, uma vassoura, uma panela ou até mesmo uma colher de pau era a mais mortal dos inimigos. A velha louca, como os jovens da aldeia a apelidavam, via demônio em todos que não conhecia ou em todos os conhecidos que chegassem de surpresa e os atacava. Não morava na mansão, apenas ia para lá todos os dias para limpar, cozinhar e lavar, além de proteger a casa. Se não fosse seu serviço doméstico impecável, Orochimaru já a teria posto a sete palmos do chão.

- Onde estão as serpentes?

- Credo, sinhozinho! Eu sei que gosta de cobras, mas nenhuma delas chega perto dessa casa.

- A Serpentes do Som, dona Ming.

- É um novo conjunto musical, sinhozinho? Eu não conheço.

O sannin das cobras teve que respirar fundo para não cometer nenhuma loucura. Estava realmente muito difícil encontrar uma boa empregada doméstica hoje em dia.

- As minhas filhas, dona Ming.

- Ah, as meninas! Saíram. – O sannin capotou.

- Saíram para onde? – Perguntou já sem paciência.

- Não sei. Ou será que não me lembro? Ah, eu lembro! Foram para os quatro cantos do país.

- Como você pôde deixá-las ir para os quatro cantos do país?! São apenas crianças!

- Acho que foi para estudar e arrumar trabalho. Elas cresceram, sinhozinho.

- Da última vez que estive aqui, as minhas mais novas brincavam de bonecas! Lembro que a caçula tinha 7 anos!

- Isso faz muito tempo. Agora sinhazinha Lya brinca com facas.

- Elas foram para Holy Chie?

- Foi isso mesmo! E mandaram cartas para o sinhô. Estão em algum lugar.

- Então ache-as.

Demorou um pouco para que a velha achasse as cartas. A única coisa que Orochimaru não poderia reclamar era sua eficiência. Ele se sentou no sofá e começou a ler uma por uma. Após lê-las, não gostou do conteúdo, pois mantinha as sobrancelhas franzidas. Pelo jeito teria que viajar pelo país à procura das filhas, pois não iria esperar as próximas férias.

- Passo muito tempo fora e quando finalmente volto, vou ter que viajar para procurá-las?!

- Mas sinhozinho, o Festival da Lua está chegando. As meninas sempre voltam nos festivais.

- Acho que esperar mais alguns dias não fará mal. É melhor do que viajar pelo país inteiro.

Orochimaru acabou por subir as escadas até sua suíte com o intuito de tomar um banho. A suíte era enorme, tanto que era dividida em dois cômodos. O primeiro era uma pequena sala com uma mesinha baixa para o chá e almofadas e o segundo era o quarto. Ele tinha uma cama bem grande, uma escrivaninha que usava para eventuais trabalhos, um armário grande, um espelho de pé, uma mesa de canto, um belo tapete feito à mão e uma estante de livros.

Ainda havia duas portas. Uma delas levava à varanda com uma mesa e cadeiras confortáveis, a outra levava ao banheiro. Ele retirou uma bolsa de couro de dentro da roupa e a colocou na escrivaninha antes de seguir para o banheiro.

22 de Outubro de 2019 às 01:33 0 Denunciar Insira 0
Leia o próximo capítulo Cap.2 As Serpentes Verde e Rosa

Comentar algo

Publique!
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a dizer alguma coisa!
~

Você está gostando da leitura?

Ei! Ainda faltam 1 capítulos restantes nesta história.
Para continuar lendo, por favor, faça login ou cadastre-se. É grátis!

Histórias relacionadas