Uma dose de rebeldia e Oh Sehun Seguir história

ghyun GHyun .

Jongin, um jovem ômega ambicioso, recebe uma proposta do pai que há anos não via: morar em um lar de acolhimento de jovens fundado por ele e competir com os integrantes desta pelas empresas e o dinheiro que seriam herdados pelos mais aptos. Achando que seria tarefa fácil, aceitou o desafio de conviver com os estranhos, mas logo na primeira semana descobriria que nem tudo são flores e que nem todos os alfas são ruins.


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 21 anos apenas (adultos).

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A proposta

— Mãe?

Jongin entrou na pequena e simples casa onde morava com a mãe e não a encontrou. Por outro lado, viu dois homens saírem da cozinha e, ao perceber que não emanavam cheiro, estranhou mais ainda.

— Quem são vocês?

— Viemos te buscar, senhor Kim.

— Senhor? Buscar? Cadê a minha mãe?

— Nossos colegas a levaram mais cedo, ficamos para levar o senhor. Então, se puder colaborar e nos acompanhar.

— Levar para onde?

— Isso já não é com a gente, senhor. Seu pai mandou que viéssemos te buscar.

Jongin não pensou duas vezes e saiu correndo pela mesma porta que havia entrado. Não sabia para onde correr ou o que fazer, mas sabia perfeitamente que não queria ir para nenhum lugar que tivesse ligação com seu pai. Olhou para trás e viu que estava sendo seguido pelos homens e tratou de correr mais rápido, sabendo que teria uma vantagem na velocidade.

Sem saber para onde ir, acabou chegando no lugar onde se sentia mais protegido com tantas pessoas em volta. Entrou afoito no cyber café, chamando a atenção dos clientes nas mesas e, sem permissão, entrou pela porta dos funcionários e se escondeu debaixo do balcão, logo vendo um par de pernas se aproximar para atender os clientes que havia chegado.

— Boa tarde! O que gostariam?

— Viram um rapaz alto, moreno, cabelos longos, entrar aqui? — Jongin reconheceu a voz sendo de um dos homens.

— Hum... — viu o par de pernas ficar nas pontas dos pés, indicando que havia se debruçado no balcão. — Bom, não vejo ninguém com esse perfil nas mesas, então... não, não vi.

— Podemos olhar nas cabines e nos chuveiros?

— Precisam comprar alguma coisa, assim poderei liberar. — Jongin podia muito bem imaginar o sorriso do rapaz ao induzi-los à comprar algo. Os homens pediram dois copos de café e biscoitos. — Hum... Tudo bem, não é muito, mas vejo que realmente precisam encontrar essa pessoa. Yixing! — berrou ao rapaz que limpava uma mesa. — Ei! Acompanhe esses homens até as cabines e os chuveiros.

Enquanto Yixing os acompanhava, Chanyeol fingiu voltar ao trabalho para que não suspeitassem e olhou para Jongin, fazendo sinal para que ficasse em silêncio.

Alguns minutos depois, os homens finalmente foram embora e Chanyeol esperou mais um pouco antes de fazer sinal de que estava tudo bem ao amigo. Jongin não saiu de onde estava, mas respirou aliviado.

— No que se meteu dessa vez?

— É o que eu gostaria de saber. — abraçou as pernas. — Eles falaram que levaram a minha mãe e que meu pai mandou que eles me buscassem.

— Seu pai? O que ele quer com você depois de tanto tempo?

— Não sei, mas se vem dele, coisa boa não é. Chany, posso passar a noite aqui? Sei que já estou te devendo muito, mas não tenho para onde ir e é certo de que eles irão vigiar minha casa.

— Sinceramente, Jongin, você vai me meter em problemas! — suspirou e pegou a carteira. — Somente esta noite! — disse ao colocar o dinheiro no caixa. — Vou preparar alguma coisa para você comer, vá tomar um banho.

Jongin prontamente obedeceu.



Ao sair da área dos chuveiros, estranhou de ver Yixing sentado, de cabeça baixa, à mesa com um alfa. Aproximou-se de Chanyeol e o questionou quem era o homem que ele estava acompanhando, e descobriu que ele ia ao estabelecimento quase todos os dias desde que Yixing fora contratado e que aquela cena era comum. Antes que pudesse perceber, viu Jongin caminhar em direção da mesa.

— Como ele pediu para todo mundo estar presente, aproveitei meus dias de folga e já vim, mas não sei... — o homem se interrompeu ao perceber a aproximação de Jongin.

— Está tudo bem, Yixing? Esse cara está te incomodando?

— Hum? — olhou assustado para Jongin. — Não! Não está! Não precisa se preocupar!

— Eu sou... — o homem tentou se defender.

— Não te perguntei nada, alfa! Tem certeza, Yixing?

— Tenho! Ele é meu amigo! — Jongin percebeu o olhar que o alfa lançou ao funcionário da cafeteria. Se Yixing o considerava apenas um amigo, com certeza o alfa não tinha o mesmo pensamento.

— Então, avise aos meninos que estarei lá de noite. — o alfa disse levantando-se e ignorando a presença de Jongin. — Vou indo, tenho uma aula para dar daqui a pouco. Só vim ver se você estava sabendo. Sobre os outros, não sei se chegarão amanhã.

— Irei avisar.

Yixing levantou-se para reverenciá-lo. Enquanto o alfa saia, Jongin não fez o mesmo que o chinês e ganhou um olhar desaprovador.

— Sinceramente, Jongin! — o ômega ouviu a voz de Chanyeol e virou-se ao ganhar um tapa na nuca. — Você ainda vai me meter em problemas! — enquanto xingava o moreno, notou a presença dos dois homens que o procuravam do lado de fora da cafeteria. — Ah, merda! — ao vê-los entrar e ir em direção de onde estavam, puxou Jongin para trás de si. — O que querem com ele? É um tanto estranho dois betas interessados em ômegas.

— Só estamos fazendo o nosso trabalho. Senhor Jongin, insistimos que venha com a gente e que não tente fugir.

— Achei que já estivesse claro que ele não quer ir com vocês.

— Se voltarmos sem você, seu pai virá te buscar pessoalmente. — avisou, ignorando a barreira que era o funcionário.

Jongin tocou no ombro do amigo e saiu de trás da proteção.

— O que meu pai quer comigo?

— Ele não deu detalhes.

Jongin olhou em volta para encontrar algum caminho de fuga e sabia que pelos fundos seria complicado, teria de invadir novamente a área dos funcionários e correr para a cozinha e depois disso não tinha conhecimento de como era. E correr para a entrada da frente seria quase impossível, teria de passar pelos homens, pelos clientes e pelo alfa que assistia a cena para conferir se estava tudo bem com Yixing. Derrotado, suspirou e levantou os braços.

— Tudo bem, eu vou.

— Ei, Jongin! Tem certeza?

— Não, mas não tenho escolhas, Chany. Obrigado por tudo e me desculpe pela confusão.

Calado, Jongin seguiu os dois homens e não se atreveu a olhar ao alfa que permanecia assistindo o desenrolar da situação, assim como os clientes. Foi guiado até um carro preto e, ainda em silêncio, entrou e ignorou a ordem de colocar o cinto de segurança.

— Olá! — estranhou de ouvir uma voz infantil e olhou para o lado. — Quem é você?

Jongin percebeu que um adulto estava do outro lado da criança e parecia não se importar. Irritado com toda a situação, murmurou seu nome e puxou o cinto para prender na fivela. Poderia estar odiando a situação em que se encontrava, mas, diante de uma criança, não poderia demonstrar má conduta.

O homem ao lado da criança ficou surpreso ao ouvir o nome do moreno e avisou à criança para que não o incomodasse.

Jongin aguentou calado a criança lhe contar quais brinquedos tinha e sobre ser valente por ter dormido sozinho pela primeira vez. Estranhou do carro parar em um ponto de ônibus em frente a uma estrada deserta e observou o homem e a criança saírem do carro. Acenou para o pequeno ao vê-lo se despedir animado e o observou correr pela estrada enquanto o homem o seguia carregando sacolas de compra. Respirou fundo ao sentir o carro voltar a andar, sabendo que a próxima parada seria para si.



Meia hora mais tarde, chegou ao destino. Desceu do carro em frente a mansão e olhou em volta, nada havia mudado desde que saíra de lá. Antes mesmo que pudesse subir os poucos degraus até a porta, esta se abriu e um empregado o reverenciou.

Resmungando, Jongin entrou e seguiu o empregado ao segundo andar e o viu parar em frente a uma porta dupla que sabia bem para onde dava. Assim que teve a passagem liberada, entrou, encontrando o pai do outro lado da grande mesa do escritório.

O homem levantou o olhar da papelada e ficou surpreso ao ver a aparência do filho. Apesar de ter lavado o cabelo e o prendido para trás com uma piranha, Jongin permanecia com as roupas surradas.

— Você se parece muito com a sua mãe. — vendo que o filho não responderia, fez sinal para que se aproximasse e se sentasse. — Contaram-me que você deu trabalho. Lembro de quando conheci a sua mãe, você realmente puxou mais do que a aparência dela.

— Onde ela está?

— Onde será devidamente cuidada.

— Onde?

— No hospital da família.

— Por que está demonstrando preocupação agora?

— Jongin, sei que você sofreu com a separação quando era criança, mas precisa entender que, mesmo separados, nos preocupamos com o outro.

— Mentira!

— Jongin.

— Sei que vocês se separaram porque não estava dando certo, mas se lembra de como você me tratava? Tudo era perfeito, me tratava como um pai deveria tratar o filho e se dedicava para que eu não sentisse tanta falta da minha mãe. Você esperava que eu fosse um alfa como você, mas ai... mas ai veio... veio o cio e você me repudiou por ser um ômega! Eu era novo, mas entendi perfeitamente depois que me ensinaram as diferenças das hierarquias e tudo que eu precisava saber e, sabe, fui mais forte que qualquer alfa ao te aguentar por aquele ano após meu primeiro cio! As empregadas cuidaram de mim quando eu precisava da minha mãe em um momento tão importante na minha vida, mas eu só tinha elas e um pai ausente durante o cio e que, ao retornar, passou a me tratar diferente.

— Você sabe bem porquê me ausentei.

— Eu sei, mas precisava me repudiar? Eu era apenas uma criança que havia acabado de descobrir esse novo mundo! Aguentei por um ano e preferi morar com dificuldades com a minha mãe, mas com o amor familiar que eu precisava, do que aqui, onde me sentia sozinho!

— Eu queria um filho alfa, mas depois que você saiu de casa, percebi o meu erro.

— Bobagens! — rosnou irritado. — Vamos direto ao assunto, tenho mais o que fazer. Por que mandou betas atrás de mim?

— Eu preciso falar com você e sabia que fugiria se eu mandasse alfas atrás de você... não que tenha adiantado muito. Como eu estava falando, depois que você foi embora, percebi o meu erro e, sabendo que você não voltaria, aproveitei uma antiga ideia para concertar uma parte do meu erro. Você sabe que a família tem negócios pela cidade, como o hospital e a agência de propagandas, mas acredito que não saiba que também comando um lar para crianças e jovens que não têm pais. Atualmente, tem dez garotos morando lá, apesar que um escolheu morar em outro lugar por causa do trabalho, mas irá voltar hoje por causa da minha proposta.

— Tá! O que quer que eu faça? Te dê os parabéns? E eu com isso?

Senhor Kim respirou fundo e encostou-se na cadeira.

— Eu irei escolher um herdeiro para cada empresa e estou te incluindo na lista de candidatos. A proposta que fiz para eles é a mesma que irei te oferecer agora: Se quiser uma das empresas, terá de viver com os meninos até eu me decidir quem será digno de herdar. Você é meu filho, mas considero os meninos igualmente, então, se quiser, terá de competir com eles.

— Passo!

— Mesmo sabendo que a herança em dinheiro também está em jogo? Jongin, pare de mentir dizendo que não te interessa, você é meu filho e, querendo ou não, te conheço bem e sei o quão orgulhoso e ambicioso você é. — pegou um envelope da pilha de pastas e colocou na mesa, oferecendo ao filho. — Se quiser essa chance de mudar de vida, esteja pronto amanhã, o motorista estará esperando na cafeteria que o seu amigo trabalha. — observou o garoto pegar o envelope e procurar por alguma legenda. — Aliás, se aceitar, corte esse cabelo.

— Nem que me obrigue!



Jongin aceitou a proposta do pai, mas, como já havia deixado claro, não cortou o cabelo nem sendo obrigado. Quando chegou ao cyber café onde o amigo trabalhava, avistou o carro preto parado do outro lado da rua, porém, o ignorou e entrou no estabelecimento para contar a novidade a Chanyeol.

— Não estou acreditando que você aceitou!

— Não tive escolhas. Sabe que quero melhorar de vida e, querendo ou não, essa herança é direito meu. Se tenho que conviver com estranhos para consegui-la, tudo bem, farei, será fácil. Eles na deles e eu na minha, herança dividida ou toda minha, todo mundo feliz e ponto final.

— E sua mãe?

— Ela está sendo cuidada no hospital da família. Mesmo eu não gostando do meu pai, sei que está segura e em boas mãos.

— Hum... Quantas pessoas você disse que vivem lá?

— Segundo o velho, dez.

— Bem, só não se esqueça que pode não ser tão fácil assim. Serão dez pessoas, mais você, querendo as heranças.

— Relaxa! O que poderia dar errado? Provavelmente são um bando de gente relaxada só porque moram em um bom lugar, com tudo pago, e que acham que terão a herança para eles.

— Jongin... talvez possa não ser assim. Já pesquisou sobre esse lar?

— Não.

— Acho melhor não julgar antes de conhecer. Sabe, quem canta vitória antes do fim, pode acabar perdendo.

— Ah! Bobeira!

— Senhor Kim. — Jongin olhou para trás e viu um dos homens do dia anterior. — Podemos ir?

Jongin apenas assentiu e, antes de segui-lo, avisou ao amigo:

— Assim que eu conseguir o dinheiro, irei te pagar!



Enquanto esperava chegar ao destino, Jongin pegou o envelope que o pai o deu e conferiu novamente os dados. Não havia limite mínimo de idade para a criança ser acolhida, porém, ao completar vinte e cinco anos, ela deveria procurar o próprio rumo na vida. A ficha constava que apenas um rapaz havia saído do lar para viver sozinho, mas Jongin deduziu que ele voltaria por fazer parte da lista de candidatos. Observou que um rapaz já havia passado dois anos do limite e que ainda morava lá, mas os dados não constavam o motivo da permanência. Verificou também que um dos rapazes faria vinte e cinco anos no final do ano.

Jongin havia percebido quando entraram na estrada deserta onde tinha o ponto de ônibus, mas não se importou. Portanto, quando o carro parou em frente a uma mansão, estranhou ao olhar em volta e ver que ela era a única moradia naquela região. Foi orientado a sair do veículo e pegou a mala que o beta lhe ofereceu.

— Ai tem algumas roupas novas. Seu pai pediu para te avisar que é melhor você não revelar que é filho biológico dele e que agora é por sua conta. Boa sorte.

O homem fez reverência e voltou ao carro, partindo logo em seguida.

Jongin ficou sem saber o que fazer. Olhou em volta e não viu nem uma única alma bondosa, deduziu que agora deveria tocar a campainha e enfrentar o desconhecido. Assim o fez, tocou a campainha e esperou consideráveis minutos até ser atendido pelo homem que havia visto no carro com a criança no dia anterior.

— Como suspeitei. Está atrasado! Disseram que chegaria meia-hora atrás. Entre, fique à vontade! — em silêncio, Jongin entrou e esperou que a porta fosse fechada. — Os rapazes estão ansiosos para te conhecer, mas sinto informar que três ainda não chegaram. Aliás, sou Do Kyungsoo e, como deve ter sentido, sou beta, então, se tiver algum problema relacionado ao seu cio ou algo que eu possa ajudar, não fique com vergonha, pode falar.

— Desculpe?

— Hum?

— Meu cio? Está insinuando que eu faria...

— Não! Não, desculpe! Eu quis dizer que, se você precisar de algo, algum remédio ou, não sei como você lida, pode falar comigo, exceto para sexo, já deixo avisado. Te entregaram a lista de regras?

— Que eu saiba, não.

— Hum... Depois irei te dar uma cópia das regras, então. Quanto aos moradores, não acho que vá ter problemas. Vem, alguns estão na sala te esperando.

Jongin observou o homem ir apressado na frente.

— Espera, você é... morador também ou empregado? Você disse que seu nome é Do Kyungsoo, né? Você é o que tem vinte e sete anos, não é?

— Sim, sou. Eu... bem... Como posso explicar... Não sou uma pessoa de ambições e devo muito ao seu pai, então pedi para que ele permitisse que eu ficasse aqui e, em troca, ajudaria a cuidar do lar.

— Meu... Você sabe?

— Sim, mas não se preocupe, me orientaram a não revelar. Podemos ir agora ou gostaria de perguntar mais alguma coisa?

Jongin negou com um aceno de cabeça e o seguiu envergonhado por estar o atrapalhando. Observou o hall com desdém, assim como o corredor que atravessaram para chegarem na luxuosa sala de estar.

Assim que entrou, Jongin pôde observar um adulto deitado no sofá maior, uma criança assistindo um programa de mágica, um rapaz entrando no cômodo com um livro grosso de anatomia e Yixing sentado na poltrona com um livro no colo enquanto o olhava surpreso.

— Y-Yixing? — assim que pronunciou o nome, o homem deitado levantou o olhar para si. — Você!

— Oh! Olha só quem está aqui! Quem diria, hein? Que mundo pequeno!

— Parece que vocês já se conhecem, hum? — o rapaz do livro de anatomia comentou. — Posso saber de onde?

Jongin ficou em completo silêncio e paralisado enquanto o homem contava sobre conhecê-lo do local de trabalho de Yixing e sobre sua falta de educação.

— Hum... Falta de educação não é bom, vamos ter de ver isso. Qual é o seu nome? — Jongin finalmente desviou o olhar de Yixing para dar atenção ao rapaz do livro de anatomia. — Sou Kim Minseok. Esse metido à mandão é Kim Junmyeon — referiu-se ao homem deitado. — Esse pirralho é Kim Jongdae, irmão do Junmyeon. E acredito que já saiba o nome do Xing, né, e que o Do tenha se apresentado.

— Sou Kim Jongin.

— Oh! Mais um Kim! Interaja com a gente e vamos formar o grupinho dos Kim! Nas quartas-feiras usamos rosa. — dito isso, deu as costas e subiu para o segundo andar.

Vendo que Jongin estava realmente pensando que era verdade o que Minseok havia dito, Kyungsoo o cutucou no braço para avisá-lo que era mentira sobre usarem rosa nas quartas-feiras.

— Agora que conheceu essas pragas, irei te mostrar onde será o seu quarto e irei preparar o café da tarde para você, deve estar faminto.

— Arruma para mim também, Soo! — Junmyeon pediu e ganhou um dedo do meio. — Irei contar ao Yifan! Sorte sua que não sou mais o chefe!

Jongin viu quando Kyungsoo revirou os olhos antes de fazer sinal para que o seguisse.

— Como pode reparar, a casa tem três andares...

— Mansão. — notou o olhar confuso do outro. — Isto é uma mansão, casa é onde eu morava.

— Bem, mansão... Como eu dizia, tem três andares e, no primeiro, tem a sala de estar, a sala de jantar, uma sala de jogos e a cozinha. No segundo, tem os cinco quartos dos ômegas, incluindo o seu, e a sala de estudos. No terceiro, tem os quatro quartos dos alfas, a sala de exercício físico e a biblioteca. Apesar dos alfas usarem a sala de exercício, pode ficar à vontade.

— Você é beta. — o viu sorrir para sua afirmação. — Onde você fica?

— Eu não moro na mansão, tenho uma casa para mim e meu filho no terreno.

— Aquela criança de ontem...

— Meu filho, Lu Han. Me desculpe se ele te incomodou ontem, está numa idade que não para quieto e ele ser elétrico naturalmente não ajuda.

— Posso perguntar a idade dele?

— Tem cinco anos. Gosta de crianças?

— Hum... Sinceramente? Não.

— Ah! Que pena! Espero que possa mudar os seus conceitos quando conhecê-lo melhor. Jongdae também é uma boa criança, não o leve a mal por não ter falado com você lá embaixo.

— Tudo bem. Ele... o Jongdae, não senti cheiro vindo dele... ele já teve o primeiro cio?

— Não, ainda não, mas pode acontecer logo. Provavelmente ainda este ano. — Kyungsoo parou em frente a uma porta e a abriu. — Chegamos. Espero que goste do seu quarto. Fique à vontade, ninguém irá te incomodar. Assim que arrumar as suas coisas, desça para comer.

— Obrigado.

Enquanto esperava Kyungsoo sumir de vista para entrar, ao vê-lo se espreguiçar, notou uma marca em seu ombro e, só então, percebeu a presença de uma aliança em seu dedo. Estranhou, sabendo que betas não marcavam o parceiro.

Jongin observou o quarto ainda da porta. Havia pensado que o colocariam em um pequeno e deixado às traças, mas surpreendeu-se. Não era um quarto pequeno, tampouco grande, tinha exatamente o tamanho que achava ser o ideal. Sua cama era um pouco maior que de solteiro, havia uma mesa ao lado da janela do outro lado do quarto e um cabideiro ao lado do guarda-roupas em frente à cama. Sentou-se na cama e abriu a mala para verificar as novas roupas. Por sorte, não eram extravagantes e sim do seu gosto, nisso seu pai havia acertado. As guardou no guarda-roupas vazio e, como se soubessem que havia terminado sua tarefa, bateram na porta.

Jongin a abriu e viu Yixing cabisbaixo, sem dizer nada, deixou que entrasse. O silêncio que predominou estava deixando Kim incomodado e, como se houvesse percebido, Yixing se pronunciou.

— Não precisa se preocupar comigo, não irei contar para eles que você é filho legítimo do senhor Kim.

— Obrigado.

— Por que não me contou que viria?

— Não tive tempo, você mesmo viu. Ontem estavam me caçando e agora estou aqui.

— Eu estranhei dos empregados do seu pai estarem atrás de você, mas não imaginei que seria para isso. Ah, não precisa se preocupar com o Junmyeon, ele não percebeu a ligação que você tem com o senhor Kim, então acredito que não irá te incomodar sobre isso.

— Yixing, eu não sabia que você... como posso dizer...

— Que não tenho pais e moro em um lar que acolhe crianças e jovens na mesma situação? Bem... nem tinha como você saber, nunca contei a ninguém. Não quero que tenham dó de mim. — aproximou-se da cama e se sentou, respirou fundo e continuou. — Fui entregue à adoção porque meus pais não tinham condições de cuidar de mim. Tive sorte do seu pai aceitar que eu fizesse parte do lar, ele é um tanto seletivo. Se o senhor Kim não vê que a pessoa tem futuro, ele não aceita.

— E ele continua o mesmo de sempre. — bufou. — Vocês foram avisados do plano dele? Sabe, de escolher herdeiro e tudo mais.

— Sim, por isso que o Jun está aqui. Ele já saiu do lar e vive no centro da cidade, é mais fácil dele chegar ao trabalho e tem mais autonomia, mas quando seu pai deu o recado, pediu que todos ficassem na casa, inclusive ele.

— Alguém sabe o que o velho está aprontando? Se ele quer todos no mesmo lugar, alguma coisa está por vir.

— Não sabemos dos detalhes, mas, como diria o Jun: se ele quer um ou mais herdeiros, tem que analisar todo mundo e concluir quem está apto de herdar, então é bem provável que ele fará algum teste.

— Odeio testes.

Yixing deu um pequeno sorriso e saiu do quarto sem dizer nada. Jongin não se incomodou, sabia dessa mania do amigo.

Como havia prometido a Kyungsoo, desceu para comer ao terminar de arrumar as coisas. A bancada da cozinha estava repleta de bolos, tortas, bolachas e sucos, coisas que deram água na boca e fizeram sua barriga roncar, mas percebeu que não tinha a sua bebida favorita.

— Desculpe perguntar, mas tem café?

— Gosta de café? — Kyungsoo viu o moreno assentir. — Desculpe, não sabia. Irei fazer para você.

— Não precisa! Achei que tivesse, mas não precisa se incomodar.

— Tudo bem. Eu não fiz porque os rapazes não têm costume de beber e os únicos que realmente bebem não estão.

Vendo que Kyungsoo realmente não se importava, aceitou que ele fizesse o café.

— Mas já está conquistando o novato com as suas comidas, Soo? — Jongin viu Junmyeon entrar na cozinha e pegar um biscoito. — Soo é um ótimo cozinheiro, não concorda?

Jongin entendeu que a pergunta era para si, mas só conseguiu olhar para as comidas e encarar o homem que era o foco da conversa.

— Você que fez? — o viu sorrir. — E eu comendo sem elogiar, desculpe!

Kyungsoo soltou um riso.

Nos minutos que passaram, Jongin elogou a comida e pediu a receita de tudo que comia, fazendo Kyungsoo rir e ficar feliz por saber que teria alguém com quem conversar sobre suas receitas.

Yixing se aproximou para ver o que acontecia e ouviu a explicação de Junmyeon.

— Quero só ver o que o Baek vai achar dessa amizade.

Jongin interrompeu a conversa e olhou para o alfa.

— Baek?

— Baekhyun. — Kyungsoo disse. — Não se preocupe, Junmyeon só está querendo botar medo em você.

Depois do café da tarde, Jongin passou horas conversando com Kyungsoo sobre culinária e trocaram receitas secretas, e conheceu o restante do terreno da mansão. A casa de Do ficava nos fundos, depois da área da piscina e do jardim, era confortável, de um andar, não muito grande, e tinha uma horta onde gostava de plantar legumes que eram utilizados na cozinha da mansão e da casa.

Jongin conheceu Baekhyun no final da tarde, quando este chegou acompanhado por Lu Han que correu em direção do pai no jardim e o deu um forte abraço, e apontou para o moreno.

— É o moço de ontem! Oi!

Jongin apenas acenou com a mão.

— Lu, não aponte, meu amor. Como foi a escolinha?

— Eu brinquei muito. Papai, tô com fome!

— Guarde a sua mochila e vem comer.

Enquanto esperavam que a criança fosse guardar a mochila em casa, Baekhyun se aproximou em passos rápidos que, por pouco, Kyungsoo quase não percebeu sua presença a tempo de aguentar seu peso ao ser abraçado.

— Finalmente estou em casa, Soo! Estava com saudades!

Ao sentir as mãos do alfa passearem por suas costas, Kyungsoo o empurrou levemente.

— Aqui não é lugar, Baek, e estamos acompanhados. — Do percebeu que o alfa só havia percebido a presença de Jongin naquele momento. — Este é o Jongin.

Baekhyun analisou Jongin da cabeça aos pés, com um semblante totalmente diferente da felicidade que demonstrava com Kyungsoo.

— Hum. Mais um ômega, maravilha.

— Desculpe? — Jongin questionou ofendido.

Nenhum dos dois se pronunciaram e ficaram se encarando visivelmente irritados pela presença um do outro. Kyungsoo rapidamente ficou entre eles, com as mãos no peito de Baekhyun para que ele não avançasse.

— Desculpe, Jongin. Ele não disse por mal, por favor, o perdoe. Baek não tem um histórico bom com ômegas.

— E eu com alfas.

— Eu entendo, mas, por favor, o dê uma chance. Verá que ele não passa de uma criança alegre.

— Kyungsoo! — Baekhyun chamou-lhe a atenção, incomodado por ter sua imagem de alfa comparada a de uma criança.

Jongin nada disse, apenas respirou fundo e foi para dentro da mansão.



Depois do jantar, os rapazes se juntaram na sala para assistirem televisão. Jongin ficou ao lado de Yixing, o único com o qual tinha amizade suficiente para se sentir à vontade. E o tempo todo teve de aguentar os olhares que Baekhyun lhe dirigia, por sorte, sabia que ele não faria nada, pois Kyungsoo mandava que parasse com aquela atitude e o beliscava.

Se Jongin estava curioso para saber com quem Kyungsoo era casado e para quem havia se entregado de corpo e alma, quando conheceu Baekhyun, soube a resposta. Sabia que um casal de alfa e beta era raro, mas ali estava um para provar que poderia acontecer e, quando Baekhyun não estava demonstrando, ou fingindo, ciúme, podia ver como ele era simpático e cuidadoso com Kyungsoo e Lu Han.

Quando acabou o dorama, Jongdae foi direto para cama ao comando do irmão, assim como Yixing que tinha de dormir para conseguir acordar cedo no dia seguinte. Lu Han se encontrava no mundo dos sonhos no tapete, abraçado ao seu cachorrinho de pelúcia.

— Posso fazer uma pergunta? — Jongin perguntou para o casal no outro sofá.

— Claro! O que é?

— Já percebi que vocês são casados, ambos usam alianças, mas... mais cedo, vi uma marca em seu pescoço...

— Entendi. — Kyungsoo se ajeitou para ficar mais confortável embaixo do alfa. — Já é de sabedoria de todos que betas não marcam e nem são marcados, e que raramente se ouve falar de relacionamento de alfa com beta. Compreendo a sua confusão, todo mundo fica confuso ao saber que fui marcado por um alfa e que sou casado com um, além de ter um filho. — deu um riso nervoso. — Baek e eu nos conhecemos aqui. Quando o Baek foi acolhido, eu já morava aqui e tinha relacionamento com uma beta, ela não morava aqui. Bem, não fomos cuidadosos e ela engravidou. Baek e eu já tínhamos amizade forte quando ocorreu, e ele me apoiou quando a mãe deixou a criança comigo e foi embora para a China. Han tem o sobrenome Lu por causa dela, ela era uma boa garota apesar do que fez e quero que ele tenha o sobrenome dela e, quando eu contar para ele a verdade, quando for mais velho, se ele quiser, será livre para mudá-lo. Mas, voltando à marca, diante de toda a situação, Baek e eu nos apaixonamos e, apesar de ser complicado por causa do cio dele, começamos a namorar e casamos depois de dois anos. Faz dois anos que eu aguento esse chato. — acariciou a cabeça do alfa ao ouvi-lo resmungar.

— Você falou e falou, mas continuamos sem saber o motivo da marca, Soo. — Junmyeon reclamou.

— Você já deveria saber! — Baekhyun acusou. — E pare de ficar intrometendo na vida dos outros!

— Desculpe, mas dois anos atrás eu estava apresentando o meu mestrado enquanto você fazia o que?

— Pare de jogar o seu mestrado na minha cara! Você nem foi no casamento! Não vá pensando que me esqueci disso!

— Eu pedi desculpas, ok? E vocês aceitaram!

Enquanto os dois alfas discutiam, Kyungsoo saiu do sofá e pegou o filho no colo e, percebendo que Jongin queria subir para o quarto, o acompanhou.

— Não ligue para aqueles dois, vivem discutindo, ainda mais depois que o Jun não foi ao casamento.

— Você não ficou chateado por ele não ter ido?

— Não, de jeito nenhum! A data da defesa do mestrado do Jun caiu no dia do casamento, não tinha como ele saber e não queríamos que ele fosse prejudicado. Baek sempre teima nesse assunto quando o Junmyeon fala alguma coisa para provocar, mas no fundo ele tem orgulho dos esforços do Jun. Bem, você ainda deve estar curioso sobre a marca, não?

— Confesso que estou um pouco.

Kyungsoo deu um risinho.

— Bem... a marca pouco representa no sentido de eu sentir o cio do Baek, sei quando ele está chegando na época, mas não sinto o cio dele tão forte como os ômegas, meio que fica normal para mim. Mas eu quis que ele me marcasse por causa do significado que tem, acho bonito a ligação que um ômega e um alfa têm, e pedi para que ele me marcasse. No início, Baek foi contra, disse que não teria sentido nisso e tudo mais, mesmo sabendo que era verdade, insisti e ele cedeu. Agora eu tenho a marca dele, apesar de não passar de uma cicatriz, mas para mim o significado vai além. E, claro, Baek não é marcado, mas, como somos casados, para ele já basta.

— Um tanto confuso, mas interessante. — ouviu um riso soprado de Do, mas ignorou. — Ele sendo um alfa e você um beta, a época do cio deve ser um tanto complicado, não? Desculpe por fazer tantas perguntas, fiquei curioso.

— Não se preocupe, não me importo de falar. E, sim, o cio é complicado, eu tento ajudá-lo, mas sei que não é o suficiente. Baek fica mais mandão e agressivo, sorte minha que as ordens dele não me afetam e que ele tem um cio por ano, e geralmente são curtos. Agora é a minha vez de perguntar: você tem alguém especial na sua vida? — questionou ao pararem em frente ao quarto.

— Além da minha mãe e amigos? Não.

— Você é um rapaz bonito e simpático, tenho certeza que irá encontrar alguém. Está tudo certo com o quarto? Falta alguma coisa?

— O quarto é bom, obrigado.

— Que bom. Vou para casa colocar o Han na cama, qualquer coisa manda mensagem. Irei te mandar mensagem para você salvar o meu número, ok? E, sim, tenho o seu número.

— Como conseguiu?

— Yixing me passou. Vou indo, boa noite.

— Boa noite.

Jongin aproveitou a calmaria para ir tomar banho no único banheiro do andar.

Ao sair, já de dentes escovados, assustou-se ao ver um rapaz alto, vestido todo de preto, e que ainda não havia conhecido, descendo a escada com cuidado para não fazer barulho. Pelo cheiro, percebeu que era um ômega e logo sentiu a presença dos dois alfas.

Junmyeon estava parado no alto da escada do terceiro andar, um pouco escondido atrás da parede, enquanto Baekhyun observava a mesma cena escondido na escuridão da cozinha. Entendeu que os dois observavam o rapaz de preto e que havia sido visto por Junmyeon, mas, independente disso, preferiu ir para seu quarto antes que acontecesse alguma coisa e ficasse de testemunha.

Assim que deitou, pegou o celular para conferir e responder as mensagens. Chanyeol havia enviado mais de trinta mensagens durante o dia perguntando se ele estava bem ou, ao menos, vivo. O respondeu para acalmá-lo e ficaram conversando até ver uma mensagem de número desconhecido chegar, era Kyungsoo. A abriu para responder e viu que ele havia enviado uma foto onde Baekhyun se encontrava dormindo abraçado ao beta. Jongin salvou seu número, mas não antes de rir da foto.


Pinguim Soo [ 22:30 ]: "Eu não disse que ele é um amor?"
Jongin [22:31]: "Ainda assim é alfa."
Pinguim Soo [22:32]: "Que maldade! Dê uma chance e verá que os alfas não são o que você acha. Sei que você tem problema com seu pai, mas os alfas dessa casa não são como ele."
Jongin [22:32]: "Duvido."
Pinguim Soo [22:33]: "Como pode dizer isso mesmo depois dessa foto? Ele parece um anjinho~"
Jongin [22:33]: "... Quem sou eu para dizer isso sobre o marido dos outros. Soo, vi um rapaz de preto descendo a escada quando vim pro quarto depois do banho, quem é?"
Pinguim Soo [22:34]: "De preto? Só pode ser o Tao. Ele estava bem arrumado?"
Jongin [22:34]: "Sim. Parecia que ia sair e estava silencioso. Achei estranho, ainda mais que o Junmyeon e o Baekhyun estava escondidos, o observando. "
Pinguim Soo [22:37]: "Não se preocupe. Tao é o nosso jovem rebelde e os alfas só estavam de olho nele, provavelmente amanhã teremos uma bela discussão. Vou dormir antes que o Baek acorde para reclamar do abajur acesso, ele capotou assim que deitou, mas acorda fácil. Boa noite."
Jongin [22:38]: Boa noite.


Jongin largou o celular no chão e se acomodou para dormir.

Durante a madrugada, teve a sensação de sentir o colchão atrás de si abaixar, mas não foi o suficiente para despertá-lo, estava tão bom dormir em uma cama confortável que aquele detalhe não importava.

Quando amanheceu, ao acordar, sentiu um peso em volta da cintura e abriu os olhos para conferir. Deparou-se com um estranho em sua cama, seu rosto estava tão próximo que podia sentir a respiração calma. Nos segundos iniciais, tentou processar o que poderia ter acontecido, mas nada lhe veio em mente. Em seguida, deduziu que deveria sair dali sem acordar o rapaz e tratou de começar a se livrar do braço em sua cintura, mas, ao movê-lo, o viu abrir os olhos lentamente.

Jongin paralisou diante o olhar que o alfa lhe deu, ele parecia tão calmo e não se importar com a aproximação estranha.

— Seu cheiro... — aspirou o ar e fechou os olhos ao sentir o aroma do moreno. — é bom. — Jongin não sabia o que fazer e não conseguia raciocinar direito. — O seu cio...

Algo pareceu despertar em Jongin, o fazendo se mover bruscamente e dar uma joelhada na barriga do alfa.

— Sai daqui! — mandou ao se jogar para trás, para se distanciar do estranho, e acabou caindo da cama.

17 de Outubro de 2019 às 01:10 0 Denunciar Insira 0
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